Tuesday, December 11, 2007



#51 – Grito Rock Vilhena e Madeira Festival

Grito Rock Vilhena RO 2008: Inscrições encerradas

Estão encerradas as inscrições de bandas para o Grito Rock Vilhena RO 2008. Ao total, até agora*, foram inscritas 60 bandas de 22 cidades, 10 estados de quatro regiões do país em mais de três meses de inscrições. A partir de hoje a comissão formada pelas bandas locais e pelo Coletivo Vilhena Rock passará a analisar o material enviado e também os ensaios & apresentações de bandas locais. Uma ótima oportunidade para acompanhar os grupos locais será a realização do Vilhena Rock Festival, nos dias 28, 29 e 30 de dezembro.

Também já se iniciou uma enquête na comunidade Grito Rock Vilhena RO 2008, que também faz parte do processo seletivo, acompanhe:

Bandas inscritas: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2556949146204677329&start=1

Processo seletivo: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2571217688986952913&start=1

Enquete/Pesquisa: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2571228059185489105&start=1

A divulgação dos nomes escolhidos para o Grito Rock Vilhena será feita no dia 31 de dezembro, um dia após a data final de entrega dos votos da comissão.

* Até agora ... ontem, 10 de dezembro, uma chuva caiu na cidade impedindo alguns membros de bandas entregarem a ficha de inscrição (em papel) – os mesmos não têm acesso regular a internet – do Grito, por isso foi decidido que a inscrição de bandas locais se daria até hoje, 11 de dezembro, até as 13 h , horário local.

Madeira Festival 2007

Neste próximo fim de semana será realizado o Madeira Festival, que já foi considerado um dos maiores festivais de música do Norte do país. Após 2006, ano em que o festival não foi realizado, o festival volta com uma novidade: a edição deste ano será indoor. O Madeira será realizado no Complexo Nautillus, com quatro ambientes: Cyber Café, Peixe Beer (Peixe Vivo e Netuno) e Nautillus.

O formato do festival é o mesmo dos anteriores, que mistura bandas mainstream e destaques regionais. Os grandes nomes deste ano são as bandas Natiruts e CPM 22, acompanhados pela banda Nitro, de Porto Velho, uma das organizadoras do festival. O acerto do festival, entretanto, é apostar em nomes consolidados da cena rondoniense, tanto da capital como do interior. Destaque para as apresentações dos sempre destruidores Coveiros, da conhecida Ultimato, da psicodélica Sucodinois e do “hype” (?) de Rondônia, Recato. O interior também estará bem representado pela banda Relicário – de vocalista nova – de Cacoal e a banda Tatudikixuti, talvez as duas bandas mais conhecidas desta parte do estado.

Ingressos?

R$ 60,00 (R$ 30,00 para estudantes e clientes TIM) e camarotes R$ 700,00 (para 12 pessoas).

Confira a programação:

Cyber Café (DJs)

Flávio Dantas
Helder Junes
Hoby
Leudson
Mauro Marcelo
Mitson MattosPlínio César

Peixe Beer

16:00 as 16:30 – Bicho du Lodo
16:45 as 17:15 – One Weak
17:30 as 18:00 – Relicário
18:15 as 18:45 – Recato
19:00 as 19:30 – Coveiros
19:45 as 20:15 – Bedroyt
20:30 as 21:00 – Sucodinois
21:15 as 21:45 – Tatudikixuti
22:00 as 22:30 – Ultimato

Nautillus

19:00 as 19:40 – Lapidarius
19:50 as 20:30 – Leão Do Norte
20:30 as 22:00 – Natiruts
22:00 as 22:40 – Nitro
22:40 as 00:00 – CPM 22

Sunday, December 09, 2007


#50 - Faça música, não faça cover!!!
*Por Mr. Gonzo

Me diz se há algum garoto fã de rock, que sonhe montar uma banda, e que não queira tocar as músicas dos seus ídolos? Quantas bandas começaram na garagem a tocar covers dos Beatles, Stones, Sabbath e Led? Me diz também quantas bandas nunca fizeram isso por não terem capacidade “técnica” de tocar tal música de tal banda, e resolveram fazer seu próprio som? Temos quilos de exemplos para dar.

Eu mesmo comecei pelo primeiro exemplo. Montei minha primeira banda aos 15 anos, a saudosa “PaPa VeLHaS” pra fazer cover’s dos grupos que gostava de ouvir, mas chegou um momento que eu não queria apenas copiar o que os outros faziam, e sim criar, materializar meus pensamentos em música, letra e movimento. Por isso resolvi fazer música. Confesso que as primeiras foram um desastre, mas com tempo e força de vontade qualquer um consegue criar aquele riff “du caralho” com aquela letra bacana. Quem aí não se lembra de “Fazendo Rock N’Roll”?

Há sete anos participo do que dizem chamar “cena rock roraimense”. Já vi e ouvi de tudo. Desde o nascimento de bandas de proveta (montadas apenas pra tocar em festivais) até ótimas e promissoras bandas que se acabaram no meio do caminho. Vi também movimento de rock começando a se formar, mas apenas por bandas “covers”. Então por que chamar isso de cena?

Só podemos rotular de CENA, seja ele rock, brega, reggae ou o que for, quando em determinado local há um movimento de bandas e colaboradores que produzem algum tipo de conteúdo, que é ouvido e visto por um determinado grupo de pessoas. Em outras palavras, só podemos dizer que há uma cena rock em Roraima, quando citarmos que aqui há bandas fazendo músicas, shows, participando de eventos, gravando e divulgado seu trabalho.

Felizmente hoje eu posso bater no peito e dizer que em Roraima há uma cena rock de verdade. E não falo da boca pra fora. Tenho minhas justificativas. Quem esteve no dia 03 de dezembro, na praça Ayrton Senna, sabe do que estou falando. Presenciei ali o começo propriamente dito do que chamamos de “cena rock de Roraima”. As bandas Hangar HC, AltF4, Sheep, Mr. Jungle e Several Bulldogs (todas de Roraima) mais a banda Tetris (do Amazonas) mostraram que não é preciso tocar cover pra tocar “fogo” no público. E o mais legal de tudo, foi o que podemos dizer de “retorno as origens”, pois voltando no tempo, podemos recordar que as primeiras bandas de rock de Boa Vista tocavam nessa mesma praça, com seus equipamentos de ensaio, montados de última hora. Ali foi plantada a semente e hoje estamos colhendo os frutos. E plantando muito mais pra colher vindouros frutos também.

Por isso eu digo para as bandas que tocam cover’s, tomar vergonha na cara e não só copiar, mas sim produzir, só assim, será valorizada e reconhecida por seu trabalho. Aos grupos que insistem em só “copiar” o que outras bandas tocam, só resta o ostracismo, esquecimento e desdenho! Já às bandas que acreditam no seu talento, fazem música e não tem medo de apresentar o que criam, há um futuro próspero, disso afirmo sem medo. Acredite no seu talento, toque com amor, grave sua música, faça o maior show de rock do mundo, divulgue seu material, viaje, trabalhe, crie, lute por seus sonhos, corra atrás do seu lugar ao sol...faça rock, punk, metal, o que for...

Faça música porra! Não faça Cover!

Mr Gonzo é Radialista, e guitarrista/vocal da banda Veludo Branco.
Seu email é: mrgonzo21@gmail.com

FOTO: Mr. Gonzo no Festival Beradeiros
Créditos: Poliana S. Zanini

***

NOTAS:

As inscrições do Grito Rock Vilhena RO 2007 se encerram hoje, mais precisamente à meia noite (horário de Rondônia) – que significa o mesmo que dizer o mesmo que duas da manhã do dia 11/12 em Brasília e onze da noite do dia 10/12 no horário do Acre – e a partir do encerramento já será aberta uma enquete para a votação on-line dos membros da comunidade de ORKUT do Festival - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24620291 para que os mesmos participem da escolha das bandas que irão se apresentar em Vilhena em fevereiro de 2008. A votação de bandas pela internet é um recurso que será somado às indicações das bandas locais e dos integrantes do Coletivo Vilhena Rock.

Para quem mora em Vilhena ou possa estar de passagem por aqui no dia 14/12 a partir das 20:30h será realizada o concerto de fim de ano da Orquestra Filarmônica de Vilhena. O local: Salão de Festas da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Para quem gosta de música clássica, está aí a dica. Durante a semana passarei mais detalhes.

Thursday, December 06, 2007


#49 - Compacto REC apresenta: Filomedusa

Em um ano de existência Filomedusa (AC) já foi vista em grandes momentos da música amazônica: desde o comentado Casarão em Porto Velho à Semana do Rock, Piola, Concha Acústica, DCE da UFAC e o já consolidado Festival Varadouro. Sendo resenhada neste último por Humberto Finatti, da Revista Dynamite (SP) - "... uma banda que faz pop e pesado ao mesmo tempo, com melodias ganchudas, letras (bem escritas) que perscrutam temas regionais, que possui um guitarrista que faz misérias em seu instrumento, que possui um baixista que toca com segurança e precisão e que ... possui uma vocalista linda que canta horrores ..." - Eduardo Mesquita, também da revista Dynamite (além de Inimigo do Rei) - "Carol é soberba! Que voz! Que harmonia! Que malícia! Sua voz e sua presença cênica extrapolam o seu tamanho mignon ... bateria quebrada e precisa, guitarra criativa e o baixão marchando estranho indo e vindo ... Filomedusa é muito bom! ".


Fernando Rosa, revista SenhorF: "A maior surpresa, tanto da coletânea quanto do festival é a banda Filomedusa que reúne alguns dos melhores músicos da cidade, destacando a ótima vocalista Carol Freitas. As canções presentes na coletânea - 'Morte em vida' (um hit) e 'O que eu sou' - são obras maduras de banda com peso e estatura nacional ...".

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Uma devassa!
Filomedusa por Walquíria Raizer*

Uma devassa absolutamente sofisticada. Se fosse uma mulher seria a descrição perfeita, uma música invasora, sem pudores e ao mesmo tempo elegante ao ponto de se levar para casa. Filomedusa não me lembra nada, apesar de em outros tempos cada um dos seus músicos terem feito parte de grandes bandas da fértil cena acreana. Filomedusa é mesmo um Kampô, sapo verde que traz o sagrado dos povos indígenas da Amazônia, que serve de vacina aos males da alma. Saulo Machado, guitarra e coração, homem de fé. Seus riffs absolutamente poderosos têm a delicadeza de deixar o restante da banda se mostrar. Daniel Zen, com seu baixo gigante mostra que o contrabaixo faz um som de frente. Pra se ouvir mais que os outros. Tiago-cabelos-cumpridos parece um personagem baterista de algum filme perfeito. Bateria forte e conectada. Carol, bem, Carol Freitas é a voz que todos queriam ter. Eu mesma se fosse vocalista, ia querer ter a voz da Carol. Ela é gigante, pequena e linda, de voz estrondosamente gigante. Seria a mulher do diabo, no sentido poético da força estrondosa que atribuem ao diabo. Mas é uma banda do bem, que não se parece em nada com o que se viu e ouviu. Identidade amazônica plural gritante, sem ser intencional. É Filomedusa sim, no som e no veneno. Filomedusa é Carol Freitas (vocal), Saulo Machado (guitarra), Daniel Zen (baixo) e Tiago Melo (bateria) e no público o restante de nós, batráquios, graças-a-deus!

* Walquíria Raizer, poetisa, escritora e jornalista, necessariamente nessa mesma ordem.

***

Filomedusa é uma banda daquelas que te faz repensar o conceito de música, o show empolga ao mesmo tempo que emociona. A banda também faz você rever vários conceitos: antes de ver Carol cantar - o tamanho mignon citado por Mesquita não é exagero - e a banda formada por Tiago Melo (bateria), Saulo Machado (guitarra) e Daniel Zen (baixo) tocar a banda poderia passar despercebida. Depois não, é algo assustador (leia-se é foda) e chocante. São quatro pessoas que se transformam. Talvez as mudanças mais perceptíveis são a de Saulo e Tiago irreconhecíveis (e proporcionalmente fantásticos) tocando, são pessoas que falam devagar, discretos, mas tocando se transformam em monstros, daqueles do tipo que só a música pode produzir.


Tirem suas próprias conclusões no blog do Compacto (http://www.compactorec.blogspot.com/) onde dará para baixar o encarte do single, as faixas "Batcaverna", "Morte em vida", "Your Color Dream", além das letras das músicas. Vá lá!

***

Foto Filomedusa: Renato Reis


LINKS:

Thursday, November 29, 2007

#48 - Vilhena Rock Festival III


O Vilhena Rock Festival é uma atividade cultural que reúne bandas locais para encerrar as atividades culturais deste setor (cena rock) em determinado ano. O festival teve sua primeira edição em setembro de 2004, sendo realizado também em outubro de 2005 e agora retomado em 2007, com realização nos dias 28, 29 e 30 de dezembro.

O festival tem também a preocupação de levar ao seu público, jovens em sua maioria, outras linguagens culturais, como teatro, artesanato, artes plásticas, fotografia, dança e literatura. O contato dos jovens com estas linguagens é fundamental para o conhecimento e o surgimento pelo interesse pela produção artística local e quem sabe até mesmo despertar o interesse desses jovens (e também outras faixas etárias) de produzir também, colaborando para o crescimento e perpetuação da produção cultural vilhenense.


O Vilhena Rock desde ano tem como objetivo a inserir em sua programação todas as bandas vilhenenses em atividade além de buscar o intercâmbio com outras propostas de linguagens culturais. Cada noite terá uma peça de teatro, além de exposições de artistas locais.


O evento terá cobrança de ingressos que servirão para cobrir custos e também levantar fundos para a formalização do Vilhena Rock como empresa – produtora/selo/gravadora – que terá como política a economia solidária a dinamização do setor cultural vilhenense. Parte dos ingressos será repassada às bandas para as mesmas levantarem fundos para si.


Os brinquedos serão entregues à Secretaria de Bem Estar Social de Vilhena (SEMBES) como contrapartida pela disponibilidade do Centro de Treinamento Marizeth Mendes, local da realização do “Vha Rock Fest”, de administração da secretaria. Também tem a parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Cultura juntamente com a Secretaria Municipal de Bem Estar Social, que apoiam a proposta.


INFO:


Vilhena Rock Festival III

28, 29 e 30 de dezembro.

Centro de Treinamento Marizeth Mendes

* Bandas locais
* teatro
* fotografia
* artesanato
* literatura
* artes plásticas

Passaportes (para as três noites):
R$ 5,00 + um brinquedo

Ingressos (para um dia)
R$ 3,00 + um brinquedo
R$ 5,00 (sem brinquedo)

Vilhena – Rondônia

Realização: Vilhena Rock

Apoio:
Prefeitura de Vilhena
SEMEC
SEMBES

*Imagem: Banda Enmou, confirmada para o "V-Fest"
Foto por Poliana S. Zanini

Tuesday, November 27, 2007

#47 - Casarão, Grito Rock América do Sul e Vilhena Rock Festival: Há vagas!

Casarão, maior e melhor.

Porto Velho, a capital de Rondônia, nos últimos dias tem sido o ponto de referência do Rock da região Norte e a prova disso é que o Festival Beradeiros ainda nem baixou a poeira e já está entrando em circulação o Madeira Festival, que já foi considerado o maior festival de rock do Norte. Não bastasse isso a recente inclusão do (festival) Casarão na Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN) consolidou a importância das terras de Rondon para a integração nortista ao cenário nacional.

A nona edição do Casarão promete ser a maior e um marco para o rock rondoniense. Seminários, debates e 33 bandas nacionais e internacionais (é isso mesmo) farão de Pvh o foco das atenções em maio de 2008.

Uma das iniciativas do festival é a realização de duas seletivas pelo interior do estado, uma em Vilhena e outra em Ji-Paraná, das quais sairão duas bandas (uma de cada seletiva) para o line up do Casarão. As bandas interessadas podem enviar um e-mail com nome da banda, cidade e músicas autorais (no mínimo três) para o e-mail: fanrockdiscos@gmail.com . Para estas seletivas só serão aceitas inscrições de bandas do interior de Rondônia. Vale lembrar também que a banda no ato da inscrição deve indicar qual a seletiva que gostaria de participar, já que a mesma não podem participar das duas seletivas. No campo assunto digite, ex.: "Banda xx - Seletiva de Vilhena" ou "banda xx - Seletiva de Ji-Paraná".

Prazos:
15 de março de 2008 - data final de envio de material
30 de março de 2008 - divulgação das bandas selecionadas para a seletiva
Abril de 2008 - Seletivas em Ji-Paraná e em Vilhena


Grito Rock América do Sul, vaga até na Argentina...

O Grito Rock de 2008 também está com vagas a disposição das bandas dispostas a circular do Oiapoque a Terra do Fogo. Com a previsão de fechar o ano com 50 cidades ligadas ao Circuito de festivais que integrarão o Grito de 2008 a iniciativa já se tornou no maior festival integrado da América do Sul. Acompanhe as edições e inscreva sua banda:

Para conferir onde e até quando se inscrever basta acessar ao site do festival: http://www.gritorock.com.br/
Vilhena Rock Festival III: vagas para os santos de casa.
Para encerrar o ano de 2007 já com os olhos voltados para 2008 o coletivo Vilhena Rock prepara a 3ª edição do Vilhena Rock Festival que terá como atrações apenas bandas locais. A intenção é incentivar as bandas vilhenenses a voltarem à ativa e também a produzir material próprio, para que no ano de 2008 as mesmas possam circular e divulgar-se pelos outros estados e países participantes do Circuito Fora do Eixo.
Como datas previstas estão os dias 21, 22 e 23 de dezembro. Além de bandas de rock o evento terá como atrações três peças de teatro (uma para cada dia) de três grupos teatrais locais diferentes, além de artistasde outros segmentos musicais. Também haverá exposições de artistas plásticos vilhenenses juntamente com outros trabalhos artesanais de produtores da região, novamente o rock como carro-chefe das iniciativas culturais vilhenenses.
Para as bandas se inscreverem basta apenas preencherem o formulário que está no ORKUT (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1883431&tid=2568757205302289617&start=1), é simples e rápido.
Só lembrando que nesta edição apenas bandas vilhenenses participarão.
A grande novidade é de que todas as bandas inscritas automaticamente estarão dentro do festival, que também servirá como laboratório, já que as bandas locais que se inscreveram também para o Grito Rock Vilhena RO poderão ser analisadas.
Com tandas vagas sim é impossível ficar parado, faça já a sua reserva!

Monday, November 26, 2007

#46 - Rock in Rua 2007: para não passar em branco?

O Rock in Rua foi realizado neste último fim de semana (25 de novembro), na Praça do Shopping, com a apresentação de sete bandas locais mais uma pequena apresentação do organizador do festival, acompanhado de seu filho, apenas voz e violão. O RiR é o festival de rock mais tradicional da cidade de Vilhena e é realizado desde 1988, um dos festivais mais antigos do estado de Rondônia, ou talvez o mais antigo ainda na ativa. Mas agora: vinte anos?
Nem o pessoal de Vilhena sabia disso, muitos dos que vêem seu primeiro show de rock – no RiR – sequer havia nascido quando tudo começou. O ponto positivo do Festival é que ele já entrou no calendário cultural do município, mesmo a contragosto de alguns “elitistas” da cultura, tem o apoio do poder público, inclusive neste ano inserido nas comemorações do 30º aniversário de emancipação do município de Vilhena.
O que pesa contra é a falta de compromisso de algumas bandas, talvez levadas pelo caráter de celebração de um festival de rock, onde parece que tudo pode. A liberdade é uma das maiores prerrogativas de um evento cultural realizado por jovens, mas infelizmente muita gente confunde “liberdade com libertinagem”. Parece papo de professor...
Algumas bandas, que não estavam escaladas no line up original, fizeram contatos para poder participar do festival mesmo após a escolha das bandas, tentando arranjar uma brecha para tocar. Nada contra, legal ver mais gente tocando, mas acaba de tirar um pouco de crédito do festival, pelo fato das bandas não levarem a sério o festival. Mas para o público quanto mais, melhor. Talvez seja por isso que o festival às margens de completar 20 anos possua apenas relevância local perdendo em importância para festivais que começaram “recentemente”, porém possuem uma estrutura n vezes maior e melhor.
Para ser sincero, a realização do Rock in Rua deste ano estava com uma cara de “só para não passar batido”, para iniciar as bandas convidadas (Sedna e Rádio Ao Vivo) de outras cidades não puderam vir. Para piorar as bandas locais Púbis e Sistema Oposto tiveram problemas de última hora e a banda Cronos, escalada para substituir as bandas de foram que não viriam também não poderia se apresentar. Detalhe: todas as bandas avisaram sobre a sua ausência no festival na semana de sua realização. Fora os detalhes de ter que achar uma bateria no dia do festival, passar o som às cinco e meia da tarde – o festival estava previsto para as 4 – e todas essas coisas que só um festival de rock pode proporcionar. Quando as bandas começaram todas as tensões foram passando, dando lugar a outras, mas no fim correu tudo bem.


Necrose: “Tem algum remédio para ansiedade?”
A primeira banda a se apresentar teve inúmeros problemas, ao começar pelo cubo de guitarra estar com problema na distorção e a descoberta da falta que um pedal de efeito faz. E dá-lhe correria para conseguir um pedal para o guitarrista, quando surgiu alguém que cedeu a pedaleira o menino já estava guardando sua guitarra e me disse pra chamar a próxima banda. Nada disso, eles já estavam ali, não dava para deixar eles desistirem.
Apesar do início nervoso temperado por ansiedade a banda se destacou, uma das melhores apresentações do Rock in Rua deste ano, eles mandaram muitas covers de Planet Hemp e Raimundos, mas o que chama a atenção são as músicas próprias como “Cabeça de guidão” e “Porra, vai se foder” todas feitas em praças públicas onde a galera costuma se reunir para falar sobre música e tocar violão.


DNA: “Os últimos serão os primeiros”
A segunda banda da noite não estava no line up original e foi confirmada poucas horas antes de se apresentar. Quando vieram falar comigo informei que eles seriam a primeira banda, fato não muito bem recebido, mas como haviam entrado por último na escalação teriam que ser encaixados conforme desse. Devido ao atraso de alguns componentes a abertura com eles seria difícil, então foram passados para ser a próxima. Passado algum tempo o pessoal da banda veio perguntar: “tem como a gente tocar mais a noite, PRÁ MAIS GENTE?”. Lá se foi a paciência do organizador: “Ou toca agora ou não toca mais!”. Novamente cara de quem não gostou, mas era hora de botar moral. O mal de organizar algo é esse: dizer não. Nunca compreendem.
A banda começou a tocar para um público de mais ou menos 400 pessoas na “praça do Shopping”. Foi uma apresentação morna, a banda é boa, mas não tem pegada, coisa que se consegue com o tempo. Fora o fato de só tocarem covers. Do momento que tocaram NX Zero para frente eu nem vi mais.


Valmir e Hugo: “Eu sei”
Mesmo com a ausência da banda Púbis, a organizadora inicial do evento, Valmir e Hugo fizeram uma apresentação curta, só voz e violão. Tocaram Legião Urbana “Eu sei” e U2 “With or without you”. Foi um momento “relax”. Valmir aproveitou para comentar sobre os vinte anos do Rock in Rua e que no ano que vem o Festival promete ser o maior feito até hoje. É o que esperamos.


Gênios: “Só duas?”
Outra banda que entrou aos quarenta e cinco do segunda foi a banda Gênios, que é tipo uma “banda de baile”, toca de tudo, inclusive rock. Ao conversar com eles explicamos que só teria espaço para tocarem duas músicas.
- Mas só duas?
- Só. – a comunicação monossilábica às vezes é mais interessante.
Veio “Que país é esse” (Legião Urbana) e a outra música não lembro porque fui em casa buscar o que comer.


Strutura 6: “Graças ao meu anjo eu não fui pra roça"
Após um certo desconforto corriqueiro entre as bandas de Vilhena, o baterista havia sumido, a banda Strutura 6 sobe ao palco. Mais uma vez o rock católico da banda surpreendeu as pessoas ali presentes. O grupo, um dos melhores da cidade, fez uma apresentação impecável e cada vez mais tem dado espaço às suas composições. A banda também deu uma guinada no som, deixou mais encorpado, pesado, sem perder sua característica.


Overdrive: “Relaxa Albert”
A Overdrive é formada por integrantes de outras bandas vilhenenses como Prozack e Prysmman, que fazem um rock mais elaborado. Logo os integrantes são mais técnicos e qualquer falha que passa despercebida para os ouvidos menos atentos para eles não passa batido. A apresentação foi muito boa, tocaram músicas como “Freak” do Silverchair que levantou o pessoal, Cachorro Grande e Evanescence deixaram as pessoas interessadas pelas bandas, a banda que atualmente está acertando suas composições só tocou uma música própria “Tudo o que aprendi”, herdada da extinta Prozack. Para as próximas apresentações as músicas serão apresentadas, é o que muitos estão esperando. Ah, se erraram quase ninguém percebeu.

Holy Shadow: “Só duas mesmo?”
A banda Overdrive estava se apresentando ainda quando os integrantes da banda Holy Shadow nos procuraram para fazer uma apresentação. Até aí tudo bem, mas ficou a dúvida se tocariam antes ou depois da última banda. Queriam tocar três músicas, mas ficou com duas, para não atrasar muito o que já estava um pouco atrasado. Tocaram duas músicas, inclusive a música que não saiu da minha cabeça “Graças ao meu anjo eu não fui pra roça...”


Enmou: “Tá no rock? É pra se...”
Baseado nas últimas duas apresentações da banda (Brothers – Jipa – e Beradeiros) acreditávamos que tocaríamos só pra desafogar as mágoas, hehe. Porém foi a típica apresentação que nós estávamos devendo. A galera de Vilhena com certeza ajudou – será que só funcionamos em casa? – botando o dedo na nossa cara. Era um desafio. Também apontamos o dedo e fizemos o que acho a melhor apresentação do ano da banda – não do festival, da banda – sem pressão, sem nervosismo. Enfim, finalmente a Enmou tocando como Enmou de novo. Piadas e punk rock alternados de forma frenética. Foi massa, melhor parar, mas o baixista é legal...
Enfim, o Rock in Rua deste ano não foi realizado no centro, fato que pode explicar o público menor que o do ano passado, mas nada que tirasse “o brilho do festival”, pelo contrário, o pessoal que acompanha os eventos de rock na cidade estava presente e como sempre fez a sua parte.
Talvez a única coisa realmente negativa quanto ao Festival é o fato de que sempre querem “mostrar seu trabalho” e quando sobem ao palco tocam covers e mais covers, as vezes de forma precária, e deixam para trás uma coisa realmente importante: a produção artística.
Outro lado também complicado é a questão de organização do festival. O Vilhena Rock ficou de ajudar, mas na parte logística e comunicação. No fim das contas sobrou para o coletivo tomar conta do festival quase como um todo. Inclusive a monitoração de palco, contagem de tempo, administração de “pepinos”. A prerrogativa é de há espaço para todos, desde que sejam compromissados e respeitem o que é feito. Apesar de sabermos que imprevistos existem cabe às bandas e organização minimizá-los, como por exemplo as bandas que não puderam se apresentar só avisaram no último momento. Criou-se uma situação interessante: sábado de manhã tudo certo, a tarde bandas desistiram. Domingo de manhã faltava bandas e de noite sobrava, todo mundo querendo tocar.
Bom, ano que vem o Rock in Rua completa 20 anos de realização. Para uma data tão importante o que menos importa é a vinda ou não de uma banda de projeção nacional, pelo menos para mim, é irrelevante. Um festival que consolidou uma cultura entre os jovens, que mantém um movimento cultural a tanto tempo na ativa devia se preocupar mais com sua expansão e produção de bandas locais. Estar mais atento ao que acontece. Também cabe as bandas vilhenenses deixarem de querer convites, porque as oportunidades não correm atrás das pessoas (ou correm?). Senão correm o risco de levar não na cara e ainda achar ruim com quem faz acontecer as coisas,

Fiquem espertos.

Friday, November 23, 2007

#45 - A volta do que foi!

Festival Beradeiros

“O beradeiro apesar de todas as dificuldades arranja forças para remar contra a maré...”
Beradeiros do Madeira, do Machado, da mata e da BR 364 puderam celebrar: o Festival Beradeiros foi muito bom, ou melhor, do caralho! Mais pessoas se comprometeram em ajudar nas correrias do festival e a organização realmente se superou.
No primeiro dia nem acompanhei o festival, após tocar fui para o SESC Esplanada acompanhar a premiação do 5° Festcineamazônia e não consegui arranjar carona para voltar a tempo de assistir as outras apresentações (vacilo total!).
No segundo dia perdemos a apresentação da Innocence, que nós de Vilhena queríamos ver com a nova formação. Mas tudo bem, deu para pegar a apresentação da One Weak, que já se apresentou em Vilhena no Grito Rock. Shows que surpreenderam?
A Fabrica/Hey Hey Hey! despontou na noite como a maior surpresa, com um som mais pesado, baixo distorcido (yeah!) e firmando uma identidade forte para a banda. A Veludo Branco também impressionou com seu hard rock (produto exportação de Roraima) cheio de libido. Com direito até a um blues musicado a partir de uma letra feita pela fotógrafa oficial do Beradeiros, Poli.
Já, Já eu volto para comentar sobre os debates e outros assuntos beradeirísticos.

Rock in Rua

O festival de rock mais tradicional do interior do estado será realizado no próximo domingo (25/11) a partir das 16h. Infelizmente as duas bandas convidadas - Sedna e Rádio Ao Vivo - não poderão vir. Para suprir essa ausência foi convocada a banda Cronos, local, e fechando assim o line up do festival, já com a ordem das apresentações:
Necrose
Cronos
Sistema Oposto
Strutura 6
Púbis
Overdrive
Enmou

Sobre o Festival - O Rock in Rua teve sua primeira edição em 1988, ou seja, ano que vem completará 20 anos! Um dos festivais mais tradicionais do estado de Rondônia. Por lá passaram mais de 50 bandas locais e convidadas. A organização do festival no ano de 2007 novamente ficará a cargo da banda Púbis, pop rock, e com o apoio logístico do Vilhena Rock.


Grito Rock será promovido em 50 cidades em 2008

"A meta é que até o dia 10 de dezembro, 50 cidades confirmem a realização do festival em sua cidade. Na relação de confirmadas constam Buenos Aires (ARG) e Montevidéu (URU)".
* por Marielle Ramires da Cubo Comunicação

De 22 cidades para 40 já confirmadas. Do Brasil para a América do Sul. Daí já se vê o salto que o Grito Rock, maior festival integrado de música da América Latina, dará em 2008, quando mais uma vez as marchinhas de carnaval abrirão espaços aos riffs das guitarras do Oiapoque ao Chuí e do Brasil à América do Sul.

As datas serão de 25 de janeiro e 09 de fevereiro, em mais de 15 estados brasileiros, sem contar a Argentina e o Uruguai, países vizinhos que elevam o GR à categoria de internacional. As inscrições já se encontram abertas. Para participar, as bandas interessadas devem enviar três faixas em mp3 com fotos de divulgação e release para os contatos disponíveis no site http://www.gritorock.com.br/.

A expectativa é que a mais de 500 bandas componham o set list de atrações do GR. Muitas, inclusive, já planejam turnês interestaduais tal como fizeram algumas bandas na edição de 2007.
Para Pablo Capilé, do setor de planejamento do Circuito Fora do Eixo, até o dia 10 de dezembro, data de encerramento da maior parte das inscrições em todo o Brasil, mais de dois mil materiais de bandas deverão ser recebidos.

Números - Além da expectativa no que tange ao número de bandas envolvidas nas programações das dezenas de festivais, o Grito deve movimentar e muito a economia do mercado da música independente em todo o país. Estima-se que mais de 100 produtores estarão envolvidos na realização das produções, e outras dezenas de selos independentes, coletivos e produtoras atuantes no setor. Sem contar os veículos de comunicação alternativos envolvidos na divulgação dos festivais em âmbito local e nacional. Capilé informa que um levantamento está sendo realizado pelo núcleo central de comunicação do GR, e até o dia 15 de dezembro, os números completos da produção serão revelados.

Sobre o CFE – O Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul em dezembro de 2005, e que integra mais de 20 federações brasileiras. A proposta é promover o estimulo à circulação de bandas, produtores e selos, a distribuição de produtos culturais e a produção de conteúdo para todas as mídias. Dezenas de Festivais, selos, coletivos, produtoras, sites, blogs, casas de shows e bandas, já fazem parte da rede. Como fruto do trabalho é inegável a força que o Circuito Fora do Eixo vem ganhando pelo país com a produção de várias atividades culturais, objetivando a consolidação de um circuito auto-sustentável. Conquistando adeptos por onde passa, o Fora do Eixo se torna um legítimo movimento social jovem, cultural e contemporâneo.

SERVIÇO
O QUE: Grito Rock América do Sul em 2008
QUANDO: Entre os dias 25 de janeiro e 09 de fevereiro
ONDE: Em 50 cidades, sendo uma na Argentina e uma no Uruguai
Para se inscrever no Grito Rock Vilhena só acessar o edital (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2555750760134780113&start=1) e mandar as informações para o e-mail: bandascccvilhena@gmail.com .

Friday, November 02, 2007

#44 - Não vá perder!

Especial Festival Beradeiros
A partir de hoje serão apresentadas as bandas que irão se apresentar no Festival Beradeiros, nos dias 17 e 18 de novembro, em Porto Velho. O festival já começa a alterar a rotina dos seus organizadores na capital do estado, a medida que o evento vem se aproximando. Para começar duas bandas de Porto Velho e uma de Rio Branco (AC). Para quem quiser ouvir os links estão logo abaixo:
A Fabrica: sem acento mesmo.

* Por Marcos Felipe

“A falta de acento e de homogeneidade conduz o som para um perfeito abismo de coisas estranhas. Não porque é bonito e transcendental, mas porque é idiota e burro. Na falta de coisas inteligentes optamos por um rock simples que vai se transformando conforme a banda vai mudando de cara e de integrantes. Com a passagem de três baixistas e um baterista, sobraram Marcos Felipe e Fiorelo Filho nas guitarras e vozes desafinadas e Gabriel Dantas na bateria.

O Repertório condiz com essas mudanças que alcançam os quase dois anos de existência da banda. Com apenas duas músicas gravadas, o projeto continua com uma rotatividade (por mais lenta que seja) de mudanças no som e que permite esquecer canções feitas para que novas apareçam e venham à tona.

Em seu histórico a banda pode separar shows bons de shows ruins. Dos ruins ou ditos ‘ruins’ pode-se exemplificar a apresentação do Festival Beradeiros em 2006 e a do Casarão Ano VIII. Das boas, o Intercâmbio Rock que aconteceu na cidade de Ji-Paraná RO em 2007 e apresentações nos ‘Under Rock’ I e II na cidade de Porto Velho, festa na qual a banda ganhou visibilidade na cena”.

Para ouvir A Fabrica: www.myspace.com/afabrica

Beradeiros18 de novembro às 23:00
Kabanas


Celula'tiva:
Dos celulares aos palcos.

A jornada começa no dia 01/01/2005, na lendária Oficina do Rock (Heavy Ney – inclusive foi a última festa realizada naquele local), Daniel – Vocal, Pablo - guitarra e voz, Felipe - baixo e voz, Júnior - bateria, Geverson (mais conhecido como SONECA ou Gevis) – guitarra; acho que começamos com o pé direito pela magia que tem aquele local, depois disso tocamos em quase todos os locais possíveis em Porto Velho, com exceção dos festivais (Madeira e Beradeiros), mas temos um grande orgulho em dizer que na nossa primeira apresentação já tocávamos musica própria.

A origem do nome vem dificuldade que todas as bandas passam no início, que é a falta de grana para comprar equipamentos, e a solução foi se desfazer dos celulares para levantar um dinheirinho para a compra o básico, o que não chegou a ser necessário, pois conseguimos uma grana sem precisar vender os celulares, continuando ativos, daí celular ativo que resultou na união dessas duas palavras originando o CELULA’TIVA.

O som pode-se dizer que é uma mistura de rock nacional com HC-melódico, apesar das influencias de new-metal que a banda apresentou no inicio com musicas covers. Temos suas influências como o CPM22, System of a Down, Fall Out Boy, Limp Bizkit, Detonautas... Temos origem na Vila Tupy, ensaiamos hoje no Conj. Tucuruí, Bairro Caladinho, na casa da mãe do Felipe.

Hoje a CELULA’TIVA, depois de alguns desencontros e voltas que o dá (e não são poucas), temos a seguinte formação, Geverson é Administrador (pela faculdade São Lucas) e trabalha em copiadora, Felipe é Arte-finalista(designer gráfico), Tiago (guitarra) é auxiliar administrativo, Júnior é estudante e trabalha em copiadora e Joab (vocal) trabalha com vendas. E deixar uma nota de agradecimento aos membros que deixaram a banda Daniel Almeida foi vocal por um ano e meio e Pablo Moraes que era guitarrista e fazia segunda voz até a saída do Daniel assumindo assim o vocal por um ano, que também era responsável pela criação das harmonias.
Uma história engraçada foi no “Tucuruí Pró Rock”, reunindo umas 300 pessoas, no melhor da festa fomos surpreendidos com a presença do juizado de menores, causando correria da galera pra todo lado inclusive o Júnior, que ainda era menor, mesmo depois do susto a festa continuou até o fim, resultado, multa de 900 reais.

Entre tantas apresentações que marcaram, o show do dia dos estudantes em 2005, realizado na Companhia do Forró, para um público de aproximado de 10.000 pessoas e o Portal do Rock, no Zé Beer foram os mais marcantes.


Para ouvir Celula’tiva: www.myspace.com/celulativa ou www.bandasdegaragem/celulaativa

Beradeiros17 de novembro às 20:30
Kabanas


Survive: metal acreano.

Banda formada no 20 de julho de 2006 pelos membros Max, Josiney, Joselio, Heryc, Renato. A banda gravou uma demo em fevereiro de 2007 disponibilizada em sites.

A banda vem com o propósito de tocar um estilo agressivo e técnico metalcore com influências de bandas como As i lay dying, In flames e outras. Recentemente a banda foi escolhida para representar o metal acreano no festival Varadouro em 2007 (AC) e no festival Beradeiros 2007 (RO)A banda tem planos para em 2008 gravar uma nova demo para uma melhor divulgação.

Para ouvir Survive: http://www.bandasdegaragem.com.br/survive e http://www.youtube.com/maxdean777

“Aquele porem que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4.14).

Beradeiros18 de novembro às 22:30
Kabanas




Sessão FestCine Amazônia



Fest Cine AMAZÔNIA exibe filme DINAMARQUÊS sobre a Madeira Mamoré

Um filme inédito no Brasil é uma das atrações do quinto Fest Cine Amazônia. Trata-se da obra The Devil´s Railroad, tradução literal “A Ferrovia do Diabo”, produzido por dinamarqueses. A história da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, que fazia parte do acordo firmado no Tratado de Petrópolis após o conflito que incorporou o Acre ao Brasil tem a ver com a disputa territorial envolvendo seringalistas brasileiros e sindicatos norte-americanos interessados na região amazônica encantou o roteirista dinamarquês, Christian Kaarsberg, além do produtor Willian O´Dwyer Fogtman, que produziram a obra em Rondônia, editando na Europa.

O filme já foi exibido por vários canais de televisão na Europa, mas ainda não havia sido divulgado no continente sul-americano. Graças ao empenho do fotógrafo rondoniense Stelio Maloney o roteirista e o produtor estarão presentes no Fest Cine Amazônia apresentando sua obra aos rondonianos. Maloney foi o responsável pela tradução do filme.

A quinta edição do Fest Cine Amazônia continua firme em valorizar as culturas, tradições e fatos que ligam o homem ao meio ambiente, resgatando sua história e propondo discussões para o presente e para o futuro.

O filme A Ferrovia do Diabo amplia estas discussões ao mesmo tempo em que resgata a história de Rondônia e dos conflitos do homem com sua realidade.

O Fest Cine Amazônia acontece entre os dias 13 e 17 de novembro, no Sesc Esplanada e em mostras paralelas para toda a comunidade de Porto Velho. O 5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, Edição 2007, tem o patrocínio da Petrobras, TNG – Gasoduto - Urucu-Porto Velho e do Ministério da Cultura, com apoio da FECOMÉRCIO.

Fonte: Assessoria de Imprensa Fest Cine Amazônia

Tuesday, October 30, 2007

#43 - EnCena Rondônia em Vilhena, Beradeiros e Grito Rock América do Sul.


No último fim de semana fiquei devendo este post, estava esperando a programação do Brothers Skateboarding em Ji-Paraná, como esta não veio a tempo antes do "fechamento da edição", acabei viajando e deixando a desejar. Mas é importante dizer que o Projeto EnCena Rondônia já se encontra na cidade de Vilhena. Veja logo abaixo a programação, você tem até quinta feira para aproveitar e o melhor de tudo: toda programação é grátis. Então não perca tempo.

O EnCena Rondônia é um projeto intinerante que leva à algumas cidades do estado uma verdadeira caravana cultural, tendo como eixo principal as Artes Cênicas. O projeto arrasta ainda outras linguagens artísticas como: Artes Plásticas, Cinema e Literatura. O que oferece ao público de cada município um contato com todas as artes.

Programação:
Vale lembrar que hoje ainda dá para acompanhar a oficina de Teatro, então quem se interessar aí está a oportunidade.

Em destaque:

Mistério do Fundo do Pote ou de Como Nasceu a Fome
Grupo O Imaginário (PVH) - Direção de Narciso Teles

O espetáculo Mistério do Fundo do Pote ou de Como Nasceu a fome narra que em uma cidadezinha existia uma casa de farinha que permite a todo mundo retirar o necessário para consumir, mas nunca deixa os potes vazios. Os cegos cuidam da Casa de Farinha. Mas Rosa é a única pessoa da cidade que respeita o tabu: só retira o que precisa e deste modo vai formando um colar misterioso com as contas que ela vai encontrando dentro dos potes. Gostou?


Hoje no SESC de Vilhena, na Avenida Sabino de Queiroz, tem mais. Vai lá.


Vale lembrar que a atividade também irá ser realizada em outros municípios rondonienses: Nova Mamoré, Ariquemes, Ji-Paraná e Presidente Médice.


Festival Beradeiros



Quase entrando no mês de novembro, o mês do Festival Beradeiros deste ano, as atividades começam a se acelerar na capital do estado. Serão vinte e quatro bandas em dois dias de movimentação do rock estadual, com convidados vindos de Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Roraima, Mato Grosso e do Acre. A partir do próximo post até próximo ao Festival, vamos elaborar um especial, contando sobre a movimentação beradeira e também sobre um pouco de cada banda que irá se apresentar no festival, nos dias 17 e 18 de novembro de 2007.

BLOG: http://www.beradeiros.blogspot.com/
ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1878845


NOTAS:

* As tradicionais "RETRETA's" organizadas por Bráz Divino (ator e artista plástico local) para arrecadar fundos para sua ONG - A ONG Group Novamente - estão indo bem obrigado. A próxima está marcada para o dia 20 de novembro e como já adiantou Bráz esta edição contará com apresentações de peças de teatro e também bandas ao vivo, fazendo um som acústico. Quanto às bandas o organizador convoca os grupos locais que estiverem interessados afirmando que "toda a ajuda é importante".

Entre as bandas confirmadas está a Enmou - isso mesmo, Enmou acústico - e o convite está aberto para todas as bandas interessadas também. Entre em contato com jc_ramone@hotmail.com (MSN e e-mail) para obter mais informações.

** O Festival Grito Rock América do Sul - é, além do Brasil a Argentina e o Uruguai vão participar da iniciativa - tem seu lançamento oficial marcado para o mês novembro, no site do evento: http://www.gritorock.com.br/ . Acompanhe.

*** Aproveitando a deixa, vale lembrar que já faz muito tempo que as inscrições para o GRITO ROCK VILHENA 2008 estão abertas e que no dia 30 de novembro elas irão se encerrar. As vagas estimadas são doze, sendo que a estimativa de vagas para o Grito Rock daqui são doze:
- Seis para bandas locais;
- Uma para banda de Porto Velho;
- Uma para banda de Ji-Paraná;
- Uma para banda de Cacoal;
- E três vagas de âmbito regional/nacional;

A intenção das vagas direcionadas (Cacoal, Ji-Paraná e Porto Velho) é fomentar o intercâmbio de bandas dentro do estado de Rondônia, para que haja maior interação entre as cenas deste estado. Também com isso estamos tentando evitar um problema (logístico) que tivemos neste ano que foi trazer três bandas de uma cidade e deixar de trazer bandas de outros municípios de RO.

O intercâmbio de bandas é uma sugestão proposta para 2008, e os organizadores de cada Grito Rock em RO apoiaram a idéia. Ou seja, em Vilhena teremos uma banda de Ji-Paraná e uma banda de Porto Velho garantidas, assim como garantidas vagas para bandas vilhenenses nestes gritos de nosso estado.

Já até questionaram essa prática dizendo que isto se caracteriza como "panela", mas vejo de outra forma. Para mim é a garantia que as bandas de cenas que se articulam no estado vão se comunicar e aprender novas experiências tocando em lugares novos. Também fica aqui o convite também para que outras cidades de RO se integrem no Circuito Rondônia de Música Independente, mesmo não fazendo o evento na cidade, mas divulgando suas ações, bandas e produtores, afim de gerar maior "conectividade" com o que acontece na cena cultural e jovem do estado em seus mais diversos municípios. Em Rondônia hoje temos 52 municípios, 52 oportunidades de se conhecer o novo e inesperado.

Participe, divulgue sua cena!

LINK para o Edital (GRITO ROCK VILHENA 2008) no Orkut:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2555750760134780113&start=1

AGRADECIMENTOS DE HOJE: Rebeca Barca, Bráz Divino, SESC Rondônia.

Thursday, October 25, 2007


#42 – Aquecimento Global, Cinema, Noise, Sk8

Novembro vai ser o mês em Rondônia para quem sempre reclamou de “falta” de movimentação Cultural. Entre vários eventos podemos destacar O FestCine Amazônia, que irá para sua 5ª edição neste ano. O Festival tem como tema o Aquecimento Global, em suas mostras de Cinema e Vídeo Ambiental. Mas não fica só por aí, na sua programação está incluído um debate sobre o tema central. Veja mais abaixo.


Outras programações previstas para o estado são o Festival Beradeiros (Porto Velho), o Rock in Rua (Vilhena), Encena Rondônia (Várias cidades) – atividade coordenada pelo SESC/RO) – além de muitas outras movimentações. Acompanhem, confiram em suas secretarias de cultura se existe alguma programação em sua cidade.

Sessão Fest Cineamazônia


FESTCINE AMAZÔNIA DEBATERÁ AQUECIMENTO GLOBAL


O público que participará do 5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, Edição 2007, que acontece na cidade de Porto Velho, de 13 a 17 de novembro de 2007 não terá somente obras de cinema e vídeo para assistir.


Nesta edição 2007, e como ocorrem todos os anos, o 5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental abrirá ao público um importante debate com o tema “Aquecimento Global”. O evento será realizado no Auditório da Universidade Federal de Rondônia no dia 16 de novembro, das 08:00 às 12:00 horas, reunindo professores, acadêmicos, pesquisadores e autoridades ligadas ao assunto. A entrada para o debate é totalmente franca.


Já confirmaram a presença para o debate o Poeta amazonense Thiago de Mello, defensor da Amazônia e dos direitos do homem em sua extensa obra e o representante da Petrobrás Nelson Cabral de Carvalho, Gerente Setorial de Segurança, Meio Ambiente e Saúde na Petrobras - Região Norte. Estão sendo ainda aguardadas as confirmações da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do pesquisador do Instituto de Pesquisas Espaciais Carlos Nobre, um dos mais respeitados estudiosos sobre aquecimento global do mundo, e do poeta Antonio Alves – Toinho Alves.


Para o curador do 5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, Edição 2007, cineasta Jurandir Costa, o “festival tem a responsabilidade não somente de trazer o melhor que se produz em termos de audiovisual, mas também de propor à população a reflexão dos problemas principais que atingem a região amazônica e o mundo”.


Dentro do debate, sobre “Aquecimento Global”, serão abordados aspectos que podem incidir sobre as mudanças climáticas mundiais e quais as influências e possíveis conseqüências podem ser geradas em toda a Amazônia.

Debate: Aquecimento Global
Dia: 16 de novembro de 2007.
Horas: 08:00 às 12:00 horas
Local: Auditório da Universidade Federal de Rondônia - Centro
Entrada Franca
Realização:
5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, Edição 2007

NOTAS:

*Seletivas para o Goiânia Noise Festival: O (site) Tramavirtual e Monstro Discos (organizador do Festival) chegam a dez nomes para a votação final, que indicará três bandas para integrar o “cast” do festival goiano. Os nomes são: Biônica, Diego de Moraes, Las Dirces, Mopho, Romulo Froes, Stuart, The Name, The River Raid, Tolerância Zero e Zé Cafofinho e suas Correntes.

Vote na sua favorita:
http://tramavirtual.uol.com.br/promocoes/goiania/index_votacao.jsp


**Brothers Skateboarding: Em Ji-Paraná, nos dias 26, 27 e 28 de outubro, será realizado o 1º Campeonato Regional de Skate de Ji-Paraná, no Ginásio de Esportes Gerivaldo José de Souza. Além das competições haverá shows com bandas locais e regionais, nos dias 27 e 28, entre as bandas confirmadas estão: Enmou (Vilhena), Ultimato (Porto Velho), Tatudikixuti (Ji-Paraná).

LINKS:

FestCine Amazônia - www.festcineamazônia.com.br

Friday, October 19, 2007




"Certa vez havia um homem que observava de sua janela, com vista para a praia, um rapaz solitário que ao amanhecer pegava as estrelas-do-mar e as arremessava ao mar. E passou a observar essa cena todos os dias: o solitário se esforçando para arremessar ao mar várias estrelas-do mar. Mas eram centenas, milhares, com certeza o rapaz não conseguia arremessar todas ao mar.
Então, houve um dia em que o homem não se conteve e foi em direção do rapaz, com a luz do sol começando a aparecer no horizonte, anunciando o raiar de mais um dia e indagou ao jovem: - Por que você faz isso, todos os dias? - Porque se não fizer, ninguém vai fazer e as estrelas vão acabar morrendo. Então faço isso todos os dias... - respondeu o rapaz. - Mas são milhares, você não vai conseguir salvar todas. Isso não é em vão, vai fazer alguma diferença? - Insistiu o senhor. O jovem então tranqüilamente se abaixou, pegou uma estrela-do-mar e a lançou em direção às águas e apontou dizendo: - Para ela fez!"
NOTAS:
*Série de entrevistas com as bandas que irão tocar no Festival Beradeiros, no blog Freak Glam. O Festival Beradeiros será realizado nos dias 17 e 18 de novembro em Porto Velho, capital de Rondônia. Confira as entrevistas: http://www.freakglam.blogspot.com/
**Ainda está indefinido o local de realização do Festival Rock in Rua em Vilhena, no dia 25 de novembro de 2007. O local original seria a Praça Ângelo Spadari, mas, provavelmente, para acompanhar a celebração dos 30 anos de emancipação do município de nosso município, será realizado na Praça Genival Nunes, mais conhecida como "Praça do Shopping".
***As inscrições de bandas para o Grito Rock Vilhena 2008 estão abertas até o dia 30 de novembro. Até agora 19 bandas estão inscritas, sendo que oito são locais. O Grito Rock vilhenense está programado para os dias 02 e 03 de fevereiro de 2008. Acesse o edital (orkut) e inscreva sua banda:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2555750760134780113&start=1
****Ainda sobre o Grito Rock local serão selecionadas doze bandas, sendo que seis locais e seis bandas de outros municípios. A intenção do festival aqui é fomentar o circuito rondoniense de música independente, inclusive com intercâmbios já fechados com as cidades de Cacoal, Ji-Paraná e Porto Velho.



#40 - Metal Jipa Parte II



A Cultura METAL ganha espaço em JIPA!



Corvo Tattoo apresenta:
METAL JIPA - PARTE 2



20 de outubro - sábado
Beira Rio (ao lado da ponte)
A partir das 19h



Enygmatha
Hawk Angel
Drop Zero_CACOAL
Sádica
Sanctify_PVH
Neófytos
Hellfire club_PVH
Eclipse Final



E ainda, uma fantástica corrida "Headbangers"com premiação*:



1° Lugar _ 2 Dydyo Cola e 1 Vodka
2° Lugar _ 1 Dydyo Cola e 1 Jamel
3° Lugar _ Vai se fuder... Tem prêmio pra perdedor não!!!




*Detalhe: Só poderá correr quem estiver de coturno!


** Festival Varadouro começou hoje:

Da assessoria


A edição 2007 do Festival Varadouro terá atrações de todas as regiões brasileiras e uma banda peruana dividindo os palcos do estacionamento do Arena da Floresta nos dias 19 e 20 de outubro com nove bandas acreanas. O festival, que este ano terá entrada gratuita, abrirá os portões a partir das 17h. O Varadouro chega à sua terceira edição no ritmo da crescente cena independente nacional, estabelecendo parcerias e ampliando sua área de atuação. Filiado à ABRAFIN¹ e partícipe do Circuito Fora do Eixo, o Varadouro é uma realização do selo acreano Catraia Records em parceria com a Fundação Elias Mansour e conta com o apoio do Governo do Estado do Acre, da Tramavirtual e Cerveja Sol.


Esse caminho musical aberto em meio da vida urbana rodeada pela floresta assume um importante papel devido a estratégica localização do Acre. Estado mais a oeste do Brasil, limítrofe da Bolívia e do Peru, encravado no coração da Amazônia latino-americana, este pequeno grande lugar propicia a agregação de outros valores à sua produção musical e ao novos caminhos do ambiente musical brasileiro, no qual o Acre se inseriu nos últimos anos.


O Festival em 2007, da mesma forma que um dia deixou de ser Guerrilha para se tornar Varadouro, deixa de ser apenas um festival de música para impulsionar a integração da América Latina através da cultura e assumir definitivamente o papel de mola propulsora na discussão dos problemas ambientais que atingem o planeta através de sua programação de debates e da integração de outras manifestações artísticas em sua programação.


Programação:


BANDAS

Dia 19, sexta-feira

Survive (Acre) – 20h

Recato (Rondônia) – 20h30

Lord Crossroad (Mato Grosso) – 21h

Escalpo (Acre) – 21h30

Tetris (Amazonas) - 22h

Filomedusa (Acre) – 22h40

Superguidis (Rio Grande do Sul) – 23h20

Camundogs (Acre) – 0h00

Madame Saatan (Pará) – 00h40


Dia 20, sábado

Marlton (Acre) - 20h

Mr. Jungle (Roraima) - 20h30

Blush Azul (Acre) - 21h

Nicles (Acre) - 21h30

Ludovic (São Paulo) - 22h

Mapinguari Blues (Acre) - 22h40

O Quarto das Cinzas (Ceará) - 23h20

Los Porongas (Acre) - 00h

Turbopótamos (Lima, Peru) - 0h40

OFICINAS

Quarta (17/10) e Quinta (18/10) – 19h

Projeto Fora do Foco – Oficina de fotografiaRenato Reis (PA)

Local: Fundação Elias Mansour


Quarta (17/10) e Quinta (18/10) – 19h

Circuito Fora do Eixo: a nova lógica da comunicação independenteMarielle Ramires – Espaço Cubo (MT)

Local: Fundação Elias Mansour


DEBATES
Sexta-feira (19/10) – 14h

30 anos de Flora Sonora

Beto Brasiliense, Pia Vila e convidados

Local: Teatro de arena do Sesc


Sábado (20/10) – 14h

Caminhos da música brasileira diante das novas tecnologias Israel do Valle (MG), Rodrigo Lariú (RJ) e Pablo Capilé (MT)

Local: Teatro Hélio Melo


CAMPEONATO DE SKATE
Sexta-feira, 19/10

15h – Abertura e inscrições

16h – Eliminatória Iniciante

17h – Apresentação Break

17h15 – Aquecimento Amador

17h45 – Eliminatória Amador

19h – Apresentação profissional com Klaus Bohms e Wagner Profeta


Sábado, 20/10

16h – Final Iniciante

17h – Apresentação Break

17h15 – Aquecimento Amador

17h45 – Final Amador

19h – Apresentação profissional com Klaus Bohms e Wagner Profeta




NOTAS:

¹ ABRAFIN: Associação Brasileira de Festivais Independentes

Thursday, October 18, 2007


#39 - Rock vilhenense tipo exportação?
Foto: Banda Madeiro


Em meu hábito matutino de folhear os jornais que chegam aqui no trabalho tive uma agradável surpresa ao abrir o caderno de cultura do jornal Diário da Amazônia ¹ e ver que na capa do mesma estava uma banda de rock (gospel), da cidade de Ji-Paraná, chamada Madeiro. Bom, até aí nada de anormal, diferente, para quem não analisa o contexto: a Madeiro, hoje em “Jipa”, começou justamente aqui em Vilhena. A banda no meio gospel em Rondônia é bem conhecida, inclusive já tocou em outros estados e até fora do país! – Uruguai, 2004. Lembro-me de uma vez que dividimos o palco em uma EXPOVIL², no caso toquei com minha banda – a nada cristã Enmou – depois deles, vi que agitaram bastante no palco. E era uma banda gospel, como pode?

Bom, mas indo para outra linha de raciocínio (sobre o rock gospel daqui escrevo mais abaixo), o rock daqui já gerou e exportou outras bandas que ainda rodam por aí, principalmente na capital do estado.


Na ativa estão três bandas, que começaram aqui e foram para Porto Velho: a politizada Guerrilha S/A, a performática Sucodinois e a eterna promessa – que agora será cumprida – Innocence. É bom deixar claro que não foi a banda toda que se deslocou para a capital, apenas um ou dois integrantes, que continuaram com seus projetos lá, encontraram novos integrantes e continuaram com seus nomes que surgiram por aqui.


A Sucodinois é a mais conhecida, haja vista que por muito tempo a banda proporcionou os melhores shows por aqui. Era de outro mundo, principalmente a cozinha (baixo + bateria) aliada à performance de seu vocalista Janor, atualmente único integrante da formação original da banda. Outro ponto positivo foi justamente que o surgimento da SdS aqui que se começou a pensar as bandas locais como diferentes, com propostas próprias, fugitivas do convencional. A Suco foi essencial para a mudança da cena rock local. As músicas psicodélicas sempre foram uma marca (deles) aqui e com a mudança para Pvh trouxe juntamente com a nova formação uma batida hardcore, que parece amplificar o que já se sentia antes, adrenalina e psicodelia. A ultima vez que vi a banda ao vivo foi no Festival Calango desse ano, com todas as músicas (as que eu conhecia) ainda na ponta da língua. Foi bom, espero ver mais vezes.


A Guerrilha S/A também inovou a cena local, e teve como formação clássica a acidez e objetividade das letras e voz de João Paulo, a competência musical de Ricardo (baixo e guitarra), a ginga de Cássio (bateria) e a musicalidade de Derek (guitarra, voz e baixo) fazendo um hip hop misturado com rock que cativou as pessoas daqui. A Guerrilha fez o que eu considero até hoje a apresentação mais polêmica do rock vilhenense, na EXPOVIL de 2006. Na ocasião João Paulo assustou ao fazer discursos sobre o “submundo” de Vilhena, principalmente abordou o assunto tráfico e consumo de drogas que é alto para um município do tamanho que é aqui. O cidadão comum se assustou, talvez este mesmo cidadão aplaude o filme “Tropa de Elite”, -assistido em uma cópia pirata - esquecendo que o tráfico e o uso de drogas remetem a profundas feridas na sociedade, desde as instituições básicas como família e escola até política econômica e impunidade da elite. Vilhena, Vilhena...


A Innocence acredito que “agora vai” com a nova formação. Ainda em Vilhena fizeram bons shows, mostrando seu hardcore melódico com bons arranjos e letras boas, diferentes da maioria das bandas do estilo que parecem fazer pagode-sertanejo com guitarras distorcidas. A Innocence também teve papel importante na reafirmação do rock autoral em Vilhena, juntamente com bandas como Cronos, Prozack, Neurose, Sub Pop, Enmou, etc. Potencialmente tem tudo para ser a melhor banda do estilo em nosso estado e, porque não, região.


Ao analisar a importância que as bandas tiveram no contexto aqui e também na força que tiveram por esses lados dá para constatar a força do rock local. Mas se invertermos o ponto de vista encontraremos um paradoxo: e o que a cena daqui fez por essas bandas?
Está aí uma pergunta que cabe a eles responder...

O Rock Gospel de Vilhena

Música agitada, mas letras tênues, reflexivas e atitudes positivas. Por que não dizer contestador?


O rock gospel é visto com certas reservas, gente que acha que rock e religião não combinam, gente que como Raul Seixas insiste em dizer que o rock é do “coisa ruim” e se dizem ateus...mas, espera um pouco. Ateísmo, a não existência de um ser superior, no caso Deus, se Ele não existe, então porque o outro deve existir? Ateístas com teorias teológicas, punks forrozeiros, góticos que não gostam – têm medo- de cemitérios, é Vilhena...


Bom, vamos voltar, o rock gospel em Vilhena é bem forte, mas ainda não se justifica como movimento. Não há, e acho que nunca haverá, um movimento de bandas de rock religioso aqui. E pode crer, bem melhor assim. Algumas bandas se integram na movimentação secular, que é o termo que usam para o rock não cristão (gospel), participando de atividades das mesmas até convidando para seus eventos. É algo que não vejo muito por aí. Bandas como Renúncia (com o performático Lucinei e as guitarras de Cleiton) que toca um rock bem potente, misturado com rap, de muita força e peso, fazem das bandas de rock gospel da cidade serem muito respeitadas. Outra banda respeitada no cenário rock local, em geral, é a Strutura 6. Para mim é a banda mais completa da cidade, bons músicos, bom público, só precisam investir mais em suas canções autorais, que ainda dividem espaço com canções de bandas como Rosas de Saron, entre outras. Outras bandas que destaco são a Servus e a Sistema Oposto, a primeira tem um rock mais lento, mas cheio de personalidade e com bom peso e melodia nas guitarras. Quanto à S.O. ela faz mais alinha punk hardcore, com músicas mais rápidas e melódicas, é uma das bandas que podem surpreender no cenário rock local.


Muita gente já citou que bandas de rock gospel talvez não possuam potencialidade para fomentar a cena de rock de uma cidade, no sentido que muitas ficam presas em seus preceitos, infelizmente há muitos fundamentalistas que acham que esquecem da origem da palavra religião entre os homens (ou os populares “crentes chatos”). Numa cidade onde tudo parece ser de cabeça para baixo como é aqui não podia faltar isso: a banda gospel que toca rock pesado, sem deixar de seguir suas ideologias. Têm se demonstrado os melhores parceiros para eventos, sempre que quiser pode contar com eles. É certeza de uma mão amiga, enfim, religar o que o homem (pequeno, imbecil, intolerante) um dia quis desligar: o amor ao próximo.

Site oficial banda Madeiro: www.bandamadeiro.com

NOTAS:
¹
Edição de 17/10/2007

² EXPOVIL – Exposição Agropecuária de Vilhena

Wednesday, October 17, 2007

#38 - Paragominas FEST ROCK
Da Assessoria

No dia 06 de julho de 2006, foi criado em Paragominas, nordeste do Pará, Primeiro Paragominas Fest Rock com finalidade de estimular, fortalecer e expandir a música como ato de liberdade, usando-a para difundir ideologias de cunho meramente conceituais.
A idéia central era de reunir diversas bandas locais, defender uma causa e estimular a musicalidade no público, mas já para o primeiro evento realizado nos dias 10 e 11 de novembro de 2006, as proporções foram além do previsto e tivemos que reformular criando critérios mais rigorosos para a seleção das bandas, além de buscas por parcerias com instituições públicas e empresariais. A primeira edição deste festival teve como slogan: Por um novo ideal! Defendendo o passo primário no ato de mudar conceitos e paradigmas imputados em uma cidade onde a diversificação de culturas é incrivelmente absurda. Mas, sabendo das dificuldades, entramos de cabeça e assim aconteceu o primeiro grande evento de rock da cidade, com participação de 12 bandas dos estados do Pará, Tocantins e Maranhão, com um público estimado em de cerca de 2 mil pessoas, e como resultante da causa defendida, mais de 03 toneladas de alimentos distribuídos à APAE local, instituição que cuida de crianças e adolescentes excepcionais.

No ano de 2007, já devidamente reconhecido pela sociedade, a classe empresarial, a mídia e a administração local abraçaram com mais confiança a idéia. A maior dificuldade seria em trazer uma banda de nível nacional caso ainda em negociação, mas tudo está relativamente dentro dos planos, temos um programa na radio que leva o nome do evento, destinado ao público roqueiro da cidade, assim como um espaço na TV denominado STUDIO ‘C” o que demonstra a seriedade com que é tratado este evento. Neste ano devido às freqüentes sugestões sobre este tema resolvemos defender a causa ambiental. No dia do evento haverá um passeio ciclístico pela cidade. O passeio tem também um caráter sócio educativo em prol da preservação do meio ambiente, onde no meio ou final do passeio sempre estaremos realizando alguma atividade relacionada à defesa da ecologia e do meio ambiente, como exibição de vídeos ou comentários de especialistas, distribuição e plantio de mudas de árvores, por exemplo.

Ainda em estado de saudosismo do evento anterior, e aos muitos elogios, sugestões e críticas benéficas oriundas de músicos, internautas e até produtores de eventos, este ano estamos diversificando para torná-lo mais consistente, optamos por trazer bandas que tenham um bom tempo de estrada, instalação de uma tenda eletrônica, um local mais centralizado, um P.A. de excelente qualidade, estandes e uma praça de alimentação. A mídia rompeu a fronteira local, e mais uma vez nos sentimos na suave obrigação de firmar este evento como um do melhores da região nordeste do Pará.

Bandas confirmadas: Santo Graal (www.santograalrock.com), Garagem 32, Crash Down, Disgrace And Terror, Deep Dark e 23X .
Ainda vamos confirmar mais 12 bandas sendo 4 nacionais.
Paralelos: Tenda eletrônica, Stands, Skater’s, Street Dance
Local: AABB Paragominas
Data: 09 e 10 de nov/2007
Ingressos para 02 noites: 10 reais
Produção do Evento:
Merchandising, Publicidade e Propaganda:
Marcelo Armando Lopes Monteiro
Segurança/Vendas: Héllfly Oliveira Sousa
Manager das bandas: Anderson dos Santos Sampaio
Divulgação Virtual: Luciano Chocolate

Contatos:
91 - 8101-7949 / 8154-1713

Tuesday, October 16, 2007

#37 - “UM RECADO PARA BABY BLUES”¹
POR: Isaac Ronaltti

Qual o melhor nome para classificar o 'não visto', o 'não ouvido', aquilo que passou de maneira fugaz ao decorrer de mais de duas décadas?

Assim aconteceu com grande parte da cultura local - curiosamente nestes poucos mais de 20 anos que esta terra é conhecida como Estado de Rondônia -, ainda mais, quando esta cultura se tratava de movimentos jovens que, costumeiramente, eram encarados como surto de uma juventude sem princípios, pagã, libertina e promíscua - semelhantemente como Bloom² classificara a juventude americana no final da década de 80.

Através dos movimentos jovens - em especial o Movimento das bandas de Rock -, Porto Velho, assim como o Estado de Rondônia, não percebeu as diversas manifestações que se processavam entre estas tribos urbanas, até porque estas estavam na condição de marginais, contudo, pouco a pouco este movimento vivenciou um processo de organização.

Grande parte destes movimentos tinham influências visíveis dos maneirismos da década de 70, bem como do Punk. Foi assim que o Rock tornou-se ferramenta de interferência sócio-política de um bom número de jovens deste Estado.

Diferentemente dos processos de aculturação e cópia dos modismos influenciado pela mídia - na década de 80 devido à expansão da televisão e na década de 90 devido o maior acesso aos computadores e a internet -, o Rock, este ritmo estrangeiro, foi usado como amplificador das angústias, problemáticas e inseguranças da juventude rondoniense.

Esquecidos pelo tempo, bandas e músicas se somaram aos perdidos, lembrados apenas por alguns dos saudosos guerreiros que tiveram a oportunidade de presenciar, assistir e ouvir, as mais diversas apresentações de bandas nestes muitos anos.

As bandas, em sua maioria, nasceram de influências da música Punk - assim como o movimento de bandas de Rock em Brasília nos anos 80, que deu como fruto bandas como: Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial, entre outras -, outras ainda foram muito influenciadas pelo psicodelismo e o virtuosismo de bandas como The Doors e Pink Floyd: é o caso da banda Nômades.

Essas manifestações não se restringem a Porto Velho, basta observar os trabalhos de bandas como Os Químicos - da cidade de Ariquemes -, que em músicas como “Força Militar” tratam de criticas a obrigatoriedade do serviço militar, tema muito abordado pelos movimentos punks.

A banda Merda Seca na música “Deus = o capital”, traça um paralelo entre acumulação, usurpação monetária do povo pela igreja (sejam protestantes ou não), crítica a sociedade ocidental (cristã, puritana e capitalista), e ainda faz uma crítica incisiva a idéia de “deus” que mantemos.

“Teatro no Vinil” é uma música da banda Detroid - extinta banda portovelhense liderada pelo lendário Jony “o desordeiro”: a música trata dos conflitos entre tribos urbanas - Punks e Headbengers -, é uma narrativa de umas das lendas urbanas de Porto Velho (ou de um dos mais interessantes factóides locais): a história da Headbenger Sam, segundo as falácias locais, esta última teria manipulado punks e headbengers, inclusive promovendo a pacificação temporária entre estas tribos - conhecidas por não conviverem muito bem. O episódio termina com Sam - após ser desmoralizada entre Punks e Headbengers - incendiando seu apartamento e colocando fogo em seu próprio corpo. Sam não morreu, contudo, ninguém sabe do seu paradeiro, comenta-se que a mesma teria se mudado para o Amapá.

A banda Orbe, uma das bandas mais lembradas da juventude que freqüentava a extinta Oficina do Rock³, transmitia em suas músicas toda a geração que foi influenciada pelo mal estar, presente na juventude dos Estados Unidos da América, evidente no final da década de 80 - identificado por Bloom, e liderado pelas bandas Grunge, que entre seus principais precursores estão bandas como Nirvana - 4 -, Melvins e Pearl Jam.

BANDA RÁDIO AO VIVO (2004)

Ainda sobre as influências do Grunge e toda acidez do Punk, a banda Rádio ao Vivo - vindo a existir inicialmente como banda Neófitos -, sintetizou na música “Mansão do Arão” uma boa quantidade de niilismo e desmazelo. A história do morador de rua Arão é a metáfora de um ataque a diversos valores de nossa sociedade: escola, status quo, acumulação, puritanismo, comodismo e indiferença. A música nasce a partir de uma situação curiosa: Arão após ser perguntado sobre onde ficava sua casa, apontou para a praça e disse: “olha ali a minha mansão”.
A música ainda aborda em seu conteúdo diferenças sociais, tribos urbanas e a juventude marginalizada que, até então, tinha como principal ponto de encontro em Porto Velho, a Praça Aluízio Ferreira - conhecida popularmente como a “Praça do Half” - 5 -.

A Coveiros é, sem dúvida alguma, uma das bandas mais conhecidas do Estado de Rondônia. A banda possui um bom número de músicas que marcaram Porto Velho. Considero “Medo e Esperança” uma das melhores músicas da banda. A música exprime uma turbulenta afronta ao ser humano acomodado, é digna de ser classificada como a síntese de uma re-volta. A música é agressiva, mas muito profunda - envolta pela guitarra mais do que pesada de Hélio, a garganta destruidora de Giovani, a bateria esquizofrênica do Del e o Baixo do Yuri-, lança uma sensação de desespero, algo próximo da sensação que qualquer um teria caso estivesse na Faixa de Gaza vestido com o uniforme do Hesbolá, e ainda, sendo obrigado a ter que segurar uma bandeira de Israel. Dá para imaginar?

FANZINE ORGANIZADO PELA BANDA D.H.C

Já que falamos de Israel e da Faixa de Gaza, é bom lembrar que as músicas das bandas locais, costumeiramente, se responsabilizaram por traduzir as emoções e as opiniões da juventude local a respeito de temas dos mais complexos. Foi assim com a banda DHC, na música "Oriente Médio": a música expõe o ambiente de guerras vivido no inicio da década de 90, em especial, os conflitos da Guerra do Golfo e os ataques constantes a Beirute. As músicas da D.H.C já tratavam de temas super atuais como ambientalismo e críticas a proliferação da energia nuclear.

Interpretada pela DHC, a música “Porto Velho Caos” curiosamente foi composta por um grupo de amigos de Ariquemes e já destrinchava, em notas e versos, toda a acidez e contradições sociais advindas como soldo da atividade garimpeira em Porto Velho.

A banda Scrooff, sem abrir mão da melodia, conseguiu juntar em uma boa música uma ótima crítica: “Estado-Razão” mostra que é possível sim, juntar melodias a críticas sociais recheadas de argumentos punks.

Por fim, a banda vilhenense - Enmou -, na música “Vou matar cowboy”, identifica de maneira singular as diferenças e contradições presentes num estado construído a partir de uma miscelânea de culturas: o confronto entre o urbano marginalizado - punk -, e o modismo rural configurado como o filho snobe do grande proprietário rural - no caso o cowboy -, mostram as diferenças e os contrastes de um estado em formação, além das diferenças entre o urbano e o rural, este último sendo a corrente majoritária local.

Enfim, como negar as diversas influências do movimento rock em Rondônia, ao passo que, este movimento foi catalisador de diversas características que colaboraram para o que somos hoje? Este mesmo movimento enfrentou o fim da ditadura, quando, para promover qualquer evento, a banda Nômades era obrigada a enviar cópias das músicas para o Departamento Federal de Censura em Rondônia, para, após uma análise do teor das letras, conseguir liberação para expor suas músicas nos eventos.

A banda Nômades ainda encabeçou o “Projeto Espaço Aberto” - projeto que acontecia quinzenalmente na Praça das Três caixas d’águas ao decorrer do ano de 1987 -, conseguindo agregar em um evento 10.000 pessoas. Era a movimentação de figuras e bandas que possibilitavam as manifestações de uma cena.

O Rock, ritmo estadunidense, se perdia nas notas de diversas bandas, e estas se tornavam original ao passo que falavam de seu cotidiano, mas sem apartar das questões do mundo por aí à fora. Isso é visível seja num evento da banda Nômades na escadaria da Unir Centro, em 1987 - alguns acreditam que o primeiro evento realizado no local-, um protesto contra os diversos problemas de fornecimento de energia elétrica na cidade de Porto Velho, o que acabou por dar nome ao evento de “Faz escuro, mas eu canto”. Ou ainda, nos versos de protesto da D.H.C que, de certa forma, inseriam os jovens que ouviam a banda em debates como Guerra, Imperialismo, não-submissão e autonomia.

Versos de protesto contra uma “democracia onde o que vale é obrigar” como dizia um trecho da música “Força Militar” da banda Os Químicos. Os mesmos protestos vertidos em mensagens metafóricas da música “Mansão do Arão” da banda Rádio ao Vivo - versos repletos de anarquismo, repletos do “do it yourself”, ou o faça você mesmo, versos figurantes do caos que como teoria possuem como fim o mesmo lugar: um eterno retorno onde a destruição é uma constante criação.

E quem negaria que “Deus = o capital”, da banda Merda Seca, não é uma feliz análise sociológica, uma música que passeia pelo materialismo-histórico-dialético de Marx e faz ponte com a análise de Max Weber sobre o protestantismo como o cerne fundamental do espírito capitalista.

Isso é só um pouco do que construímos em mais de duas décadas de Rock em Rondônia, e muito não foi falado, não foi analisado, não foi visto nem ouvido.

Construímos algo original, regional, que não é produto da aculturação, mas sim, de uma antropofagia cultural - como a de Oswald de Andrade - 6 -, onde cultura é vista não como algo que vem de fora, mas que é produzido a partir da prática e análise do cotidiano em que vivemos inter-agindo, inter-ferindo.

NOTAS
1 - “Recado para baby blues” é o título de uma música da banda Nômades, a primeira banda de rock a produzir música própria em Porto Velho. Escolhi esse nome para o artigo, pelo simples motivo do nome ser consoante com o objetivo principal desta publicação: a promoção e a divulgação de informações a respeito de bandas de Rock locais.

2 - BLOOM, Alan. “The Closing of the American Mind” - “O estreitamento da mentalidade Americana”: Bloom em sua publicação de 1988 alega que a cultura popular, em especial o Rock, causou atrofia do vigor e da inteligência da juventude americana. Entre outras considerações Bloom fala do declínio moral e intelectual, encara como única causa, o Rock; teme o espírito desafiador as autoridades que este ritmo implantou nos jovens a partir da década de 60. O livro é uma grande coleção de considerações preconceituosas, puritanas e autoritárias, bem ao estilo do Gentleman - as características do colonizador da “Nova Inglaterra”. Os pontos positivos estão na qualificação do Rock como movimento, e que, caracterizado como cultura popular, é ameaçador as bases das instituições intocáveis da terra: a igreja e o estado.

3 - Durante mais de 20 anos a Oficina do Rock foi o principal ponto de encontro do pessoal do Rock. Infelizmente (ou felizmente) a Oficina foi transformada em um estacionamento no início do ano de 2005.

4 - Bloom ainda foi motivo de inspiração para um dos principais clássicos do Nirvana: a música “In Bloom”.

5 - O Half foi recentemente destruído pela Prefeitura Municipal de Porto Velho por motivos de reestruturação e reforma da Praça. A Praça Aluízio Ferreira também era conhecida (ou ainda é... sei lá) como a “Maldita”.

6 - Um dos grandes nomes da Semana de Arte Moderna de 1922.