Thursday, May 21, 2009

#97 - 1º Encontro de Bandas de Rock de Rondônia

Esse tal de rock and roll,

Parte I: O Festival.

Antes de começar, uma confissão. Estava tão pilhado que não anotei o nome das músicas que as bandas tocaram, mas me lembro bem da performance de cada uma. Quer dizer, boa parte de cada uma, vez que estava entre um minuto e outro pensando como voltar para casa ou consertar meu baixo a tempo de nossa apresentação durante o festival. Se quiser se contextualizar leia a parte II (logo abaixo) e depois venha para a I. Se não quiser tudo bem, deixe as desventuras para depois.

Pois bem, estamos falando aqui do 1° ENCONTRO DE BANDAS DE ROCK DE RONDÔNIA, realizado em Cacoal no último sábado (16 de maio) na frente da Praça Municipal – que diga-se de passagem é uma bela praça – localizada no centro da capital do café do estado rondoniense.

A presidente da Funcação Cultural de Cacoal (ao centro) e Nando Meloni (a dir.)
O festival marcado para começar as 18:30 h teve início aproximadamente lá pelas 20:00 h um pouco motivada pela insistente chuva fina que embora amenizasse o clima quente de Cacoal também deixou o público meio desconfiado, embora não ausente. Em partes o público presente está de parabéns, acompanhou as bandas, inclusive cantando músicas PRÓPRIAS das bandas locais e até das visitantes. Bacana isso. Não sei precisar o número de pessoas presentes, até porque muitos estavam espalhados na praça, mas passou fácil de 1500.

Dando início aos trabalhos sobe a banda NITENDO (Ji-Paraná) com seu punk hardcore juvenil – tipo Blink 182, mas com personalidade – e mostrou que a cena da cidade “coração de Rondônia” gera bons frutos, sendo que alguns estão em fase de amadurecimento como no caso da banda citada acima. Logo depois veio a DDD 69 “o DDD da arte e cultura de RO” como eles mesmos citaram no início do show. Show bom, também com músicas próprias que têm futuro (poderia puxar as músicas na net e falar que lembrei dos nomes na hora, mas não seria honesto de minha parte). Talvez a única coisa a citar de não positivo do show da banda foi a falta de peso na guitarra, coisa fácil de se resolver.

Aí vem a C4, “A” banda do festival. Histeria das meninas e os meninos (amigos ou não) também perto do palco. Saca show de banda famosa com as pessoas na beira do palco? Então, foi assim. Embora alguns camisetas pretas tradicionais passaram um bom tempo sentados (ah, a revolta juvenil). Veio “Umbrella”, música famosa (inclusive em versão das meninas do Inri Cristo), na versão rock. Ficou boa, mas ainda sim deslocada para um propósito de festival. Mas não há como negar, os garotos têm presença de palco, embora um pouco “forçada”, coisa que o tempo de palco acaba moldando melhor.

O festival começou a tomar corpo como um quando subiu a CALIBRE A GOSTO (Ji-Paraná). Confesso que é ainda estranho para mim ver outra pessoa no lugar do saudoso Mayko Victor despejando a poesia urbana e caótica que a CAG exala. Roni encarou essa missão complicada e deu nova personalidade a banda, que ainda não foi devidamente reconhecida em outros rincões do estado, situação essa que não vai demorar muito para ser revertida. Com direito a música de Chico Science & Nação Zumbi, foi um senhor show. E pode ser mais intenso ainda, por incrível que pareça.

A banda local SAM 57 subiu com a responsabilidade de manter o pique do show anterior e não decepcionou. Musicalmente competentes e com peso na medida certa foi um p* show, de dar orgulho a quem esperava que a banda iria representar bem as bandas cacoalenses. Se bem que para um festival desse nível o número de covers tiradas foi elevada, mas nada que tirasse a imponência do show que fizeram. Logo após subiu a banda KILOWATTS (Porto Velho) – nesse meio tempo fui e voltei duas vezes para resolver o problema do meu baixo (gambiarra dá nisso) – mas como o hotel estava perto dava pra ouvir a banda se apresentando. Bom, o que posso dizer é que o nível da banda não foi legal, embora com boas músicas mas sem “punch” – vale lembrar que a banda foi vencedora do Projeto Pixinguinha, com direito a gravação de um disco – espero vê-los em situação melhor, para avaliar melhor. Segundo Alexandre Wilsen, baterista da banda Di Marco (Jipa), o show foi “sem comentários, pode anotar aí”. Anotado Sr. Wilsen.

Então veio a “anfitriã” do festival: THE DJOW. Banda de Fernando Meloni, coordenador do festival – que foi de realização da Fundação Cultural de Cacoal e coletivo Interior Alternativo – com um hit na mente “Reggae do Teres”. Todo mundo já sabia cantar a música e com vontade de tomar tereré (hehe). Perdi boa parte do show no trajeto hotel – festival (feito a pé), mas me lembro de “Sonífera Ilha”, do Titãs, bem executada. É o chefe Meloni mandando bem. Logo após sobe o PROJETO BIOART, o melhor (ou pelo menos) mais original do festival. Imagine uma banda que em todas as suas canções fala sobre o meio ambiente sem parecer piegas ou, como diriam os latifundiários financiadores de Hilux de Rondônia, “ecochatos”. As canções são muito originais, com arranjos idem, e o melhor de tudo, tratando de temas e com termos regionais. Até Vilhena é citada em uma das músicas. Show mesmo, fica aí a dica.

Enmou: banda punk, viagem punk, sapatênis punk
Na última parte do festival, com menos público, devido ao adiantado da hora, mas ainda com disposição, a TATUDIKIXUTI trouxe a proposta de peso novamente para o evento. Em mais um show competente e redondaço Rafael Frajola e Cia conduziram o público presente com riffs marcantes e músicas como “Covardia” que mostram o quanto pode ser bom o rock rondoniense, e sim, também original, embora o estilo da banda viaje num estilo tão batido como o rock e o hardcore nacional, ainda sim, com originalidade. Fico devendo o nome das músicas, mas garanto, muito bom o show.

Logo após sobe a banda NOVA ERA, que voltava oficialmente a atividade naquela noite de festival. Deveras competente, redonda o show inteiro, mas peca pelo fato de priorizar as covers. Mandando uma sequência de Raimundos acompanhada de uma porrada do Deftones a banda chamou muito a atenção do público, devido a maestria com que foram tocadas, mas ainda sim fica aquele lance que poderiam priorizar seu trabalho próprio, que por sua vez é bom também (pode dizer, eu pego no pé mesmo).

Encerrando a noite sobe a banda que toco, a ENMOU (Vilhena), tocando aquele velho e conhecido punk rock, misturado com hardcore e filosofia de bar. Por motivos óbvios (e éticos) não tenho como resenhar isso (até porque seria negativo, hehe), então deixo aberto a comentários. Alguém se habilita?

Enfim, o resultado do festival foi positivo, atraindo o público não roqueiro da cidade, apresentando uma boa parcela da cena rock de Cacoal e demonstrando que quando o poder público dá oportunidades para a cultura jovem e urbana as coisas dão certo, graças ao comprometimento dos agentes culturais locais envolvidos na cena, parabéns ao Fernando e seu staff. Como ponto negativo só o fato de muitas bandas, o que tornou cansativo o festival depois de um certo horário. Mas, de qualquer forma, foi válido como experiência.

Fica uma nota para o apresentador do festival: Pacman. Um dos caras mais rock and roll do estado, no sentido puro da palavra. Melhor mestre de cerimônia do ROck. “Ace of Spades” Pacman!!!

# A REUNIÃO QUE NÃO FOI E ACABOU INDO

Marcada para o domingo de manhã a reunião dos coletivos foi um resumo do que se encontra na cena rock estadual. Um total desencontro das partes, mas resolvido na hora do almoço, quando, quase que por acaso, membros do coletivo Interior Alternativo encontraram-se com os integrantes do Vilhena Rock, enfim comprando suas passagens para casa (suadas, diga-se de passagem). No complexo musical Solaris foram abordados temas como MAPEAMENTO CULTURAL, FORMALIZAÇÃO DOS COLETIVOS, FORMAÇÃO DE PÚBLICO e a viabilização do CIRCUITO RONDONIENSE DE MÚSICA INDEPENDENTE (CRMI) . Vão haver mais reuniões como esta (esperamos que dessa vez sem desencontros) até o Festival Casarão nos dias 04, 05 e 06 de setembro (onde será fechado e articulado o CRMI para ser veiculado no mundo inteiro – e viva a internet), na cidade de Porto Velho. Participem!!!

Sei que devo estar decepcionando muita gente, mas só consegui extrair isso da memória. Da próxima vez faço melhor, se me derem a chance, lógico.

Rafael, da Tatudikixuti, gritaê!!!

Parte II: Desventuras em série.

A parte “legal” da história, para não tomar seu tempo, decidi por em tópicos:

* Numa manobra meio que “João sem braço” conseguimos uma van para ir ao festival. Era muito bom para ser verdade.

* Por incrível que pareça tínhamos uma van e gente para ir junto para acompanhar (quiçá trabalhar no festival com a gente). Estava BOM DEMAIS para ser verdade.

* Tudo pronto para viagem, todo mundo contente e feliz até a correia dentada da van estourar literalmente na altura do km 176 da BR 364 (ou seja, entre o nada e o coisa nenhuma). Falei que era bom demais...

Momento Mastercard:
a)
Guinchar a van do acostamento perdido de uma rodovia federal até a cidade mais próxima (Pimenta Bueno): R$ 200,00

b) Táxi de Pimenta Bueno a Cacoal: R$ 60,00

c) Saber que gastando tudo isso acima teríamos dinheiro para pagar um hotel meia estrela, racionar comida, dormir em três num quarto que só tinha duas camas, sem televisão, com banheiro público (ou seja, no corredor), saber que a passagem de volta dependeria de dinheiro emprestado de pessoas talvez desconhecidas, descobrir que seu instrumento estava danificado, fazer gambiarra, subir ao palco tocar mais ou menos bem (cansado, com fome e ainda atravessando as músicas), mas mesmo assim SE DIVERTIR PRÁ C*RALHO: Não tem preço!

Parte III: Nem tudo é negativo.

Meu pai era um homem de fé. Por mais que o mundo tivesse caindo ao olhar para ele sempre tinha a sensação que ele não se abalava, como de fato acontecia. “Deus vai resolver” dizia ele, e resolvia. Por mais estranho que pareça a velha paz Regert, transmitida pelo (saudoso) Sr. Mário, estava ali. De alguma forma.

Vendemos o número exato de camisetas e CD’s demo para comprar duas passagens (que totalizariam quatro, já que dois já tinham comprado as suas por motivos de trabalho) e garantir um almoço legal para a banda. A quinta passagem foi colaboração de uma compreensiva namorada. Ou seja, no fim tudo deu certo.

Vale lembrar das pessoas que conhecemos no festival, como o Rato Slipknot e sua turma e o staff do festival. Apesar de todas as dificuldades valeu cada minuto estar em Cacoal.

Obrigado a todos, inclusive pela paciência de terem chegado até aqui lendo. Até a próxima (e com uma van melhor, hehe).

Monday, May 04, 2009

#96 – Serviços de utilidade pública.

ROCK IN RUA
Rock in Rua 20 anos


Enmou, Rock in Rua 2007.
O festival “Rock in Rua”, considerado a maior manifestação da cultura jovem e alternativa de Vilhena, voltará a ser realizado. Pelo menos é o que foi prometido em nota lançada na Comunidade do festival no Orkut por um dos organizadores do festival, Marcelo “Vakão”.

Confira a nota na íntegra:

“Rock in Rua 20 Anos

A todos os interessados:

O Rock in Rua de 2009 será em comemoração aos seus 20 anos cujo mesmo seria celebrado em 2008, mas por falta de tempo dos organizadores e por também se tratar de ano eleitoral ficou resolvido entre os organizadores, que o mesmo deveria ser feito em 2009 e com um diferencial, seria feito em um SÁBADO, previamente está marcado para 25/07/2009 na Praça Nossa Senhora Aparecida, mas isso pode mudar, entraremos agora na parte mais difícil de todos os eventos, sem fins lucrativos que seria a de patrocínios, por isso peço a todos da comunidade que tem empresas ou trabalhem em empresas que apóia a cultura vilhenense para que entre em contado comigo pelo MSN batera28@hotmail.com para que possamos passar em sua empresa e demonstrar todo projeto do evento. Bom seria só isso conto com a colaboração de todos.

P.S: Não sabemos ainda data para inscrição de bandas nem total de bandas ainda, pois precisamos sentir como esta o mercado para vermos se será possível a realização do evento esse ano, mas fiquem acessando essa comunidade que passarei mais informações assim que disponível.

Abraços,
VaKão
”


Para saber mais, clique AQUI .
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UTILIDADE PÚBLICA
CNPC aprova regimento da II Conferência Nacional de Cultura que se realizará em março de 2010
As conferências municipais terão início somente após a publicação, no Diário Oficial da União, do decreto a ser assinado pelo presidente Lula, o que deve acontecer nos próximos dias. Todas as informações referentes a convocatória da II CNC, bem como a íntegra do regimento interno, estarão disponíveis no site do Ministério da Cultura www.cultura.gov.br . Acompanhe!

II Conferência Nacional de Cultura: fique ligado.
O Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) aprovou no último dia 14 de abril, em reunião extraordinária ocorrida em Brasília, o regimento interno da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), que se realizará de 11 a 14 de março de 2010, na capital federal.

Os municípios terão até 30 de setembro para realizarem as suas conferências municipais e/ou intermunicipais e os estados têm prazo até 15 de dezembro para promoverem as conferências no âmbito estadual.

A conferência terá a coordenação da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC) e contará com apoio de uma Comissão Organizadora Nacional e um Comitê Executivo, que serão instituídos e terão como membros representantes das secretarias e vinculadas do MinC, CNPC, órgãos e instituições parceiros convidados.

Os principais temas a serem desenvolvidos estão apoiados em cinco eixos:

1. Produção Simbólica e Diversidade Cultural, focado na produção de arte, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação;

2. Cultura, Cidade e Cidadania, voltado às cidades como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais;

3. Cultura e Desenvolvimento Sustentável, que discutirá a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento;
4. Cultura e Economia Criativa, que abordará a economia como estratégia de desenvolvimento; e
5. Gestão e Institucionalidade da Cultura, que visa o fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura.

Mais informações, entre em contato pelo e-mail conferencia.nacional@cultura.gov.br
Nota: É importante ressaltar que a participação da sociedade é fundamental para a construção de políticas públicas para o setor Cultural. Para que isso se dê da melhor forma, cobre de sua prefeitura e responsáveis pela Cultura de seu município para que tomem providências para realizarem suas conferências municipais ou se articulem para mandar representantes para as conferências intermunicipais e subsequentes.
Em Rondônia ainda não foi marcada nenhuma reunião para a Conferência, mas dentro de alguns dias (esperamos que em poucos) o calendário estadual será divulgado.
Participe!

Friday, May 01, 2009

#95 – Religião é para quê mesmo?

JI-PARANÁ
No dia 18 de julho de 2008 foi promulgada em Ji-Paraná, cidade da região central do estado de Rondônia, a lei que restringe o uso de um equipamento público (no caso a “Praça da Bíblia”) apenas para eventos e atividades religiosos.

A Câmara de Vereadores, por meio do presidente de Constituição, Justiça e Redação da Câmara de Ji-Paraná, vereador Marcos Rogério (PDT), ARQUIVOU o projeto de lei da vereadora Márcia Regina (PT) que busca revogar a arbitrária lei de 2008. O fato é de contornos absurdos já que a função desta Casa de Leis é zelar pelo bem comum de TODA população, e não de grupos particulares, como funciona por aqui (bom, não só aqui).

A vereadora Márcia lançou uma nota a imprensa convocando a sociedade para este debate importante e pertinente, já que os espaços públicos devem estar ao alcance de todos, para que os usufruam de forma democrática, para esportes, cultura e lazer.

Nada contra se fizessem o espaço dentro de um espaço religioso, mas como se trata de um espaço público, o mesmo equipamento deve ser estar a disposição de TODO O POVO.

* Em tempo, sou católico (não) praticante.

Lei da Praça da Bíblia é inconstitucional, afirma vereadora Márcia Regina de Souza

Leia a nota da vereadora na íntegra.

“Recorro a vossas senhorias para esclarecer que o Projeto de Lei de Número 2288 de 25 de março de 2009 de minha autoria, propõe a revogação da Lei Municipal de Número 1806 de 18 de julho de 2008. Os motivos pelos quais proponho tal revogação é a inconstitucionalidade da lei 1806.

A referida Lei de 2008 restringe a utilização da Praça da Bíblia de Ji-Paraná apenas para eventos de cunho religioso, indo contra o que prevê o Código Civil Nacional e a Carta Magna que determina que os bens públicos de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças podem ser utilizados por todos, desde que, reunir-se-ão pacificamente, sem armas, independente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso a autoridade competente.

A Lei Municipal 1806 de 2008, ao restringir a utilização da praça para fins religiosos, excluiu manifestações culturais e esportivas e de lazer, como no caso das festividades organizadas pela Fundação Cultural de Ji-Paraná ou apresentação de fanfarras realizada pelas escolas.

O projeto foi arquivado na última sessão ordinária realizada na terça feira (28-04), por receber parecer contrário do Presidente de Constituição, Justiça e Redação da Câmara de Ji-Paraná, vereador Marcos Rogério (PDT).

Posto isso, ressalto que a assessoria a disposição do Gabinete da Vereadora Márcia Regina (PT) já está mobilizada para desarquivar o projeto e submete-lo a votação o mais breve possível, tendo para isso que contar com a assinatura de outros três vereadores desta Casa de Leis.

Considerando, esclarecidos os argumentos de nossa justificativa, segue meus votos de estima e apreço ao trabalho de vossas senhorias e desde já conto com a contribuição de todos para a divulgação deste fato junto a sociedade.

Atenciosamente,
Vereadora Márcia Regina de Souza.”

Manifeste-se aqui e ajude a sociedade de Ji-Paraná nesta luta.

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MORFICAOS
Ressonância Mórfica em Porto Velho

Hoje a noite, em Porto Velho/RO, a banda Ressonância Mórfica, de Goiânia, se apresentará juntamente com outros grupos locais, no Bar do Reggae (Av. Raimundo Cantuária, 6567, entre Milena Costa e Oliveira Fontes, ao lado do clube Singeperon).

Ressonância Mórfica, hoje, em Porto Velho/RO

A banda goiana de death/grindcore está em tour e se apresenta pela primeira vez na capital rondoniense. O evento em Pvh é promovido pela Cogumelo Nuclear e Crushing Illusions Zine e os ingressos custarão R$ 5,00 (meia) e R$ 10,00 (inteira). Além da RM se apresentarão as bandas Bedroyt (hard rock), Trend Kill (thrash metal) e Putrid Gore (death splatter).

Trabalhador também bate cabeça né?

Confira as datas da Morfitour – parte 1:

24/04 - Goiânia/GO
01/05 - Porto Velho/RO
09/05 - Manaus/AM
10/05 - Manacapuru/AM
15/05 - Belém/PA
23/05 - São Luiz/MA
24/05 - Teresina/PI
30/05 - Parnaíba/PI
06/06 - Fortaleza/CE
13/06 - Natal/RN*
14/06 - Salvador/BA*
19/06 - Botafogo/RJ
20/06 - São Gonçalo/RJ
21/06 - Caxias/RJ
26/06 - Bauru/SP
03/07 - Belo Horizonte/MG
04/07 - Divinópolis/MG
10/07 - Uberlândia/MG
25/07 - Anápolis/GO
26/07 - Brasília/DF
08/08 - Palmas/TO

Sunday, April 26, 2009

#94- Coletivo Vilhena Rock: agora vai (a missão)

Como diversos coletivos espalhados pelo país a força de trabalho fica concentrada nas mãos de poucas pessoas, 3 (três) no caso do Vilhena Rock, e quando uma pessoa deixa de poder atuar por motivo de forças maiores as coisas se tornam inviáveis. Em Vha isso acarretou no adiamento de dois “Grito Rock” (2008 e 2009) por parte do coletivo, por motivos de fatalidades.

Coletivo Vilhena Rock

Cientes dessas dificuldades o coletivo Vilhena Rock abriu para que mais pessoas possam se envolver com o coletivo, gente que seja interessada e participativa, para formar um núcleo duro maior e consistente.

Nessas duas últimas semanas o coletivo tem colhido informações e preparando a documentação para formalizar o grupo como Associação Cultural e poder prosseguir com seus projetos. Até agora 10 pessoas se manifestaram e farão parte da fundação da associação.

Após a documentação será feita uma reunião para definir metas para 2009 em grupo, pois as mesmas já estão levemente traçadas, mas feitas por um grupo pequeno, agora é repassar para todo grupo.

Como frente já adotada é a representação da cidade no 1º Encontro de Bandas, na cidade de Cacoal, onde o Coletivo Vilhena Rock será representado pela banda Enmou, tanto na parte musical do evento quanto nos debates entre coletivos, principalmente do interior do estado de Rondônia.

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Um pouco de história


Enmou no pós show da banda Nenhum de Nós (24/09/2008)

A história do coletivo começa em 2004, quando a banda Enmou troca seu nome temporariamente para Vilhena Hardcore (o que não dura por muito tempo), e começa a trabalhar na articulação de atividades. Como primeira ação um ensaio coletivo de bandas que rendeu uns amplificadores queimados devido a um desastroso eletricista.

O grupo acabou percebendo que seria legal propor seus próprios eventos, já que as casas de show e promotores de eventos não abriam espaços para grupos locais de música alternativa. Desde então várias ações foram feitas, como a tentativa de criação da ASPROROCK (Associação Pró Rock de Vilhena) que meio que afundou pelo fato de que muitas pessoas “interessadas” só apareciam na época de “vaca gorda” e quando a coisa apertava parte da galera sumia.

Baseados nisso juntou-se os interessados e foi criado o Vilhena Rock, para poder tocar os projetos desde então. Como sabem com várias críticas pela forma de atuação e pelas ações realizadas desde então.

Agora, com novas pessoas interessadas e a finalidade de documentação para melhor agir e dialogar com outras entidades do setor público, privado e terceiro setor a idéia é que o coletivo possa render em todo o seu potencial.


Evento do ano passado

Ações atuais

Além da viabilização da documentação o Vilhena Rock está envolvido com:

Circuito Rondoniense de Música Independente: Com a efetivação do CRMI, com a articulação e intercâmbio entre bandas, produtores, jornalistas e membros dos coletivo rondonienses ligados a cultura alternativa. Os debates estão no início, mas conta-se já com representantes das cidades de Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Porto Velho e Vilhena.

Debates constantes com o Circuito Fora do Eixo: Em troca constante de idéias e tecnologias, bem como acompanhando os encaminhamentos com os coletivos do CFE.

Espaço Alternativo na EXPOVIL: De 2004 a 2007 havia o palco alternativo na EXPOVIL (uma das maiores feiras de negócio da região Norte) que possibilitava a oportunidade de diversos artistas locais mostrarem seus trabalhos. Em 2009 a proposta é reativar este espaço

Mapeamento local: Levantando os espaços potenciais de apresentação bem como cadastrando artistas, bandas e grupos ligados a música alternativa e afins da cidade de Vilhena e da região Conesul do Estado de Rondônia.

VHF – Festival de Música Independente: A música alternativa não engloba somente o rock e é visualizando esta realidade que o Vilhena Rock estuda um festival eclético, com compositores e intérpretes locais, dos mais variados estilos. Julho de 2009.

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Saiba mais do Vilhena Rock:

- No Flickr

- No Fotolog

- No Orkut

- No Twitter

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Contatos:

MSN: jc_ramone@hotmail.com (Nettü Regert)
SKYPE: jregert
E-MAIL: vilhenarock@gmail.com

Friday, April 24, 2009

#93 - 2º Festival Solaris (Cacoal/RO)


No dia 02 de Maio acontece pela segunda vez em Cacoal o Festival Solaris de bandas novas no teatro Cacilda Becker, Organizado pela escola de musica Solaris em parceria com a fundação cultural e o Interior Alternativo, agora com um braço na cidade, o festival tem a finalidade de fomentar a cena de Cacoal e região.


Cartaz do Festival

O festival vai contar apenas com bandas novas que possuam canções próprias, a qual estará concorrendo a gravação de uma faixa no Zero DB estúdio, outro parceiro do IA em Cacoal, e a uma vaga em evento realizado pela fundação cultural e o IA, no centro da cidade com bandas de todos o estado, nos dia 16 de maio.

Na sua primeira edição o festival ainda intimista teve mais sucesso do que o esperado pelo seu idealizador, Fernando Meloni, que a muito se dedica em trazer uma opção a cidade, criando uma parceria entre as bandas e o festival, como uma dependência, as bandas precisam do festival e o festival das bandas, cada banda inscrita não paga nada pela inscrição porém tem uma cota de ingressos pra vender, ganhando também uma porcentagem do valor adquirido, fazendo com que a banda se esforce pra trazer e formar o seu publico, segundo Meloni, há bandas que já cumpriram sua cota e ainda sim continuam a vender os ingressos.

Banda Overdrive fechando primeira edição do festival

O festival tem tudo pra ser outra um sucesso, e cumprir a sua finalidade, fomentar a cena e dar um UP nas produções próprias, inserindo assim de vez Cacoal dentro do Circuito Fora do Eixo.

Fonte: Interior Alternativo

SERVIÇO
Atrações do Festival Solaris:
Asus, C4, Di Verdi, Dona Dulce (Opo), Juice Box, Linea 98, Road 135, Rockstter e Substação 47 (Vha).

Tuesday, March 31, 2009

#92 - 1º de abril com notícias (boas) de verdade

BERADEIROS
Ô, o Beradeiros voltou, o Beradeiros voltou...

Parodiando o grito de torcida do melhor time do país: o Beradeiros voltou!


O Projeto (ou Coletivo) Beradeiros se formou em 2005, logo de cara montando o festival com o mesmo nome. Na capital do estado de Rondônia se tornaram por muito tempo referência do que era ser independente, além de fazer contatos com bandas e coletivos de outros estados.

A última edição do Festival Beradeiros foi realizada em 2007 e desde então não se tinha muitas notícias do projeto. Pois bem, no próximo domingo, 05 de abril, a cultura beradeira voltará a ressoar – e bem forte, diga-se de passagem – com direito a dois nomes fortes da cena hardcore estadual: DHC e Merda Seca.

O Beradeiros Hardcore será realizado na SEDE do Casarão e além das já referidas atrações contará também com as bandas Scrooff, Destroy e Anti Eva. O ingresso custará apenas R$ 5,00 e pode ser adquirido com os integrantes das bandas ou mesmo na hora do evento, que aliás começará pontualmente as 18 h.

E não custa repetir o que já foi dito: “Vida longa ao Beradeiros!”

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MOBILIZAÇÃO
A Música Brasileira Pede Socorro! - Imunidade Tributária Já!

Os artistas brasileiros e os profissionais do ramo pedem o comparecimento dos deputados federais no Congresso Nacional no dia primeiro de abril de 2009
Fonte Music News Por ABMI/James Lima

Profissionais da música iniciam movimento para que o congresso aprove com rapidez a PEC 98/07 que concede imunidade tributária na produção e na comercialização da música brasileira.

Os artistas brasileiros e os profissionais do ramo pedem o comparecimento dos deputados federais no Congresso Nacional no dia primeiro de abril de 2009 para a aprovação da PEC 98/07. A música brasileira agradece.

A PEC 98/07 visa acabar com o excessivo peso dos impostos e a complicada burocracia associada ao pagamento destes tributos na comercialização da música tanto no formato físico como digital. Como se não bastassem as incoerências tributárias da União, o fisco estadual impõe ao mercado fonográfico o pagamento antecipado do ICMS por substituição tributária cujo recolhimento prévio pode significar a falência de uma empresa de pequeno porte que, por ventura, tenha a “sorte” de ter um sucesso de vendas em seu catálogo de produtos.

Leia mais no site da Conexão Vivo.

Thursday, March 19, 2009

#91 - Grupo Teatral Canaã completa cinco anos

Ontem houveram muitas comemorações, pelos cinco anos de fundação do Grupo Teatral Canaã.

O Grupo Canaã foi fundado no dia 18 de março de 2004, por Josemar Fernandes Alves, onde iniciou os seus trabalhos no bairro BNH na casa de um dos membros do grupo daquela época, alem de Josemar, alguns outros nomes estiveram presentes nesse primeiro movimento do grupo, assim como: Francieli Amanda, Luara, Paulinha, Daniela, Rodrigo, Pierre, Hiago, Renato, entre outros, a sua primeira peça foi “O Bom Diabo”, mas devido alguns trechos irreais da peça, o grupo nem chegou apresenta-la. E fazendo a sua primeira apresentação em abril com a peça “O Sentido da Vida”, na escola Paulo Freire, onde as criança e os professores adoraram o trabalho realizados pelos jovens e apartir dali, eles voltariam muitas outras vezes.

Grupo Teatral Canaã: teatro e ação.


Após os trabalhos do grupo começarem a repercutir no meio estudantil o grupo recebeu um convite pela coordenadora do projeto Largada 2000 Ana Néri, para que passasse a realizar os seus projetos dentro da escola Zilda da Frota Uchôa, a qual o Diretor Marcio, e professores os recepcionaram com muito carinho.

O Canaã tinha a sua disposição uma sala para seus ensaios, onde com o tempo, eles adaptaram com recursos próprios, com palco, camarim, iluminação e pintura adequada, fazendo dali, um mini-anfiteatro.

Dentro da Escola, o grupo vez várias apresentação e representações da mesma em diversos festivais de teatro conquistando sempre as primeiras colocações devido o seu excelente e dedicado trabalho, e também com o apoio da nova direção, Moscardo e Marilete.

Com a mudança de direção da escola, restrições e acontecimentos, já no inicio do ano de 2007 o grupo encerrou as suas atividades dentro da mesma, passando a realizá-las no SINDSUL, nas proximidades da Câmara dos Vereadores, o grupo pensava que tudo se tornaria mais difícil, mas na verdade, podem dizer que foi a melhor coisa que já aconteceu em sua historia até hoje, pois através daqueles acontecimentos passaram a contar com o apoio de empresários, Prefeitura e principalmente o apoio da população.

Várias apresentações marcaram a historia desse grupo de jovens e adolescentes, quem estão afim de movimentas o meio cultural do município, os seus trabalhos estão repercutindo tanto, não só pelo município e sim em outras regiões, pois o grupo já esta se preparando para uma participação especial na grande encenação “O Menino de Nazaré” (N: o nome da encenação é "O Homem de Nazaré") que acontece na capital do estado todos os anos, e é transmitida para o mundo todo.

Atualmente o grupo é uma Associação registrada, tem uma parceria com a prefeitura, onde estão com sede própria sendo o Centro de Treinamento, e em breve sai a primeira parcela do convenio firmado com o município.

Fonte: Vilhena In Foco

EVENTOS EM VILHENA

Aproveitando a deixa,


O Grupo Canaã realizará a Noite do Riso juntamente com a gravação de seu primeiro DVD. O ingresso (mesa para cinco pessoas) custa apenas R$ 20,00 e se acaso comprar antecipado ganha ainda um desconto de R$ 5,00. Vale lembrar que as vendas são limitadas.


ENTREVISTA

Josemar Fernandes, também conhecido como Nando Alves, um dos jovens mais engajados do Grupo Canaã, respondendo a um "jogo rápido" para o Vilhena Rock, acompanhe:

Quando o Grupo Teatral Canaã começou em 2004 vocês tinham vários objetivos. Quais vocês alcançaram e quais ainda pretendem alcançar?
Bem... na verdade é complicado eu falar de qual era o meu sonho, pois na verdade sabia que podia não passar de uma brincadeira, uma que deu certo queria muito alcançar um espaço, uma parceria, grandes eventos e isso esta acontecendo, mas agora o que pretendemos alcançar é que nosso grupo seja reconhecido igual ao Pato Branco (supermercado local) dentro da cidade e também fazer apresentações no estado ou fora, e fazer com que a população passe a gostar de teatro.

Como você avalia o interesse do povo vilhenense pela cultura local?
Normal pelo que tem, não conhecem, não valorizam por que não tem.

E sobre a participação de atores do grupo na representação da paixão de Cristo, em Porto Velho, alguma novidade?
Estou indo para Porto Velho em abril pra fazer um curso de capacitação (pelo SESI) mais o grupo, ai já vou ficar um pouco mais pra ver sobre isso.

E o projeto Noite do Riso, qual é a proposta do evento?
Esse é o início dos trabalhos do grupo no ano, com o objetivo de gravar um DVD profissional para usar como divulgação dos nossos trabalhos e também ver como será a reação do público com o evento pra ver se compensa realizá-lo com frequência.

Para 2009, com o apoio da Prefeitura, o que a população de Vilhena pode esperar do Grupo?
Grandes apresentações, profissionalização dos atores, repercursão dos trabalhos, projetos beneficentes, festivais etc...

Thursday, February 19, 2009

#90 - Nem tudo está perdido


Cronos, uma das atrações da noite universitária

Parte do Carnaval vilhenense está salvo!

Digo isso porque o Centro Acadêmico Renato Torres (de Comunicação Social) vai realizar um evento com duas bandas locais (Cronos e Sub Pop) e duas cuiabanas (Aoxin e Vitrolas Polifônicas) no campus vilhenense da UNIR (Universidade Federal de Rondônia).

O evento está marcado para começar as 20:30 h e provavelmente as bandas tocarão no saguão da universidade. A atividade faz parte da programação de recepção dos novos acadêmicos, conhecidos também como "calouros, bichos, etc." e serve como um prêmio de consolação devido ao cancelamento do GRITO ROCK VILHENA 2009.

Vale lembrar que a entrada é LIVRE.

Sunday, February 08, 2009

#89 - Grito Rock Vilhena Cancelado!!!

CARTA DE CANCELAMENTO DO GRITO ROCK VILHENA 2009
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Não é a primeira vez e queremos que seja a última que tenhamos que agir assim, mas vimos novamente a público dizer que mais um evento do Vilhena Rock não poderá ser realizado. Bom, vocês já devem estar acostumados com adiamentos e cancelamentos e mais uma vez estamos aqui para dizer: Nos esforçamos, mas não deu.
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Na peregrinação pela busca de patrocínios o número de empresas interessadas em apoiar o projeto foi nulo, isso mesmo, nenhuma empresa se expressou inclinada em apoiar o festival FINANCEIRAMENTE. Somos gratos pelo apoio da Microlins que se dispôs a juntamente com seus parceiros arrecadar recursos para o projeto, mas mediante as negativas das empresas somos inclinados a rever a viabilidade do projeto. O Grito Rock de 2007 está ainda sendo pago por um dos membros do coletivo e hoje nenhum dos integrantes do Vilhena Rock tem condições de peitar de frente caso ocorra algum prejuízo financeiro.
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Embora muitos pensem isso não é se acovardar e sim enxergar a dura realidade: sem apoio não se vai nenhum lugar, é fato. Agradecemos a Prefeitura de Vilhena (pela liberação do Centro de Treinamento), a Microlins por ter acreditado no projeto, e as bandas que enviaram seu material para a edição vilhenense do festival. Mais uma vez ficamos em débito, mas não deixaremos de esclarecer os fatos. Outro fator que pesou para essa decisão foi a saída de um dos membros da organização devidos a problemas de saúde na família.
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O foco agora é viabilizar a documentação do coletivo Vilhena Rock e transformá-lo em associação o mais breve o possível até para que no futuro problemas como este não se repitam.
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Bom, agora vocês podem reclamar, xingar, gritar, berrar, querer dizer umas boas palavras para os organizadores do festival, agora todos vão poder ter razão.
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Nós tentamos e falhamos, um dia a gente acerta.
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João Carlos Regert Neto – Nettü Regert
MSN: jc_ramone@hotmail.com
SKYPE: jregert

Wednesday, January 21, 2009

#87 - Para começar o ano: Contracultura

Discarga (SP)

Para iniciar 2009 "de leve" vai aí uma transcrição de uma música que nos faz pensar o que estamos fazendo pela (contra) cultura e o que as pessoas (as que só falam, reclamam e fazer o que é bom nada) esperam da gente.

Discarga - "Contra cultura"
"Essa é a nossa contra cultura
mais participação, menos expectativa
Centenas de pessoas envolvidas
meia dúzia de sempre que organiza
é mais fácil de que pensam
faça você mesmo
Não seja um mero expectador
faça você mesmo
Não seja um mero expectador
atue e conteste."


Esse é o espírito e o recado para 2009: não sejamos meros expectadores!


Vilhena Rock recomenda:
Discarga (SP) - www.myspace.com/discarga


* Discarga é uma banda
paulistana de hardcore formada em 1998. Começou com um som mais punk rock e crustcore, mas após constantes trocas de formações, a banda foi adquirindo influências mais puxadas para o hardcore ultra rápido de bandas como Lärm e Seein' Red.

Fonte: Wikipedia

Thursday, November 27, 2008

#86 – Dezembro agitado em Rondônia

Um mês para ninguém ficar parado, pois dezembro promete.

Em várias cidades do estado de Rondônia foram divulgadas programações, algumas confirmadas e outras ainda dependem de apoios financeiros e de logística para sair do papel. Para ir adiantando os trabalhos e as pessoas começarem a se programar o Vilhena Rock Zine divulga os eventos já marcados, que podem ser conferidos neste post e também acompanhados via AGENDA, que está à direita no seu monitor.

(05/12) JI-PARANÁ – Noite do Massacre!!!
* Da assessoria

A noite do massacre é um evento distinto de muitos outros já feitos em Ji-Paraná, pois, além de outros fatores, contará com a inédita presença da banda ANTIDEMON (SP) ao interior,banda que é pioneira do metal extremo brasileiro, vinda de São Paulo.

O evento contará também com as bandas Hawk Angel, Eclipse Final, Neófytos, Sanctify (PVH) e Zebulom (Rio - Branco, Acre), e terá inicio as 18:00, no Gerivaldão, no dia 05 de Dezembro.

A união das bandas de Ji-Paraná mostra mais uma vez como a cena da cidade cresce, trazendo uma banda internacionalmente conhecida ao interior, proporcionando assim lazer, diversão, e é claro, muito METAL a todos que comparecerem.

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(06/12) VILHENA – “A história do Teatro”

O grupo teatral Canaã realiza nas dependências do Centro Cultural Canaã (também conhecido como Centro de Treinamento Marizeth Mendes) a peça “A história do Teatro” que visa mostrar o histórico do teatro desde as civilizações clássicas até os dias de hoje. O grupo é formado por jovens vilhenenses que na arte do teatro têm se destacado pelas suas iniciativas e conquistas junto ao poder público e instituições privadas.

Vale lembrar também que no evento a entrada será franca e o evento terá início às 19:30 h.

INFO: (69) 9225 5524 – Falar com Josemar.

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(06/12) PORTO VELHO - “Insônia Rock Fest!

A partir das 19:30 h na Rua Jaci Paraná (entre as ruas 3 e 4), no bairro Nova Porto , próximo à Padaria Estrela do Norte, com as bandas StillbornOne Weak, Sharkeiros, Zero Slave, Suicidio Voluntário e New Change.

Ingressos a R$ 2,00.

INFO: Toskin (9243-4783) ou Sony (9223-7981)

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(07/12) PORTO VELHO – “1º PVH Metal Fest”
Metal para quem gosta do estilo, com as bandas Hellscream, Sortilégio, Incinerador, Putrid Gore, Awake, Bedroyt e Stillborn.

Colaboração de 2 kg de alimento não perecível (exceto sal) como entrada.

Local: Clube Ipiranga, na Av. Pinheiro Machado.
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(13/12) VILHENA – Acústico ST6

Uma das melhores e mais reconhecidas bandas vilhenenses em canções “desplugadas”, com entrada franca, é uma programação que vale a pena conferir. A banda Strutura 6 irá se apresentar na Pizzaria Domenico, mostrando seu repertório de música gospel agora no formato acústico.

Programa para quem curte boa música e mensagens positivas, válidas para católicos, evangélicos e ateus.

INFO: http://www.bandast6.blogspot.com/

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(20/12) PORTO VELHO – "Festa do Chopp e Yakisoba"

Quem disse que o indie morreu (eu sei quem foi)? Brincadeiras a parte no dia 20/12 vai rolar a festa do Chopp e Yakisoba, peculiar (no mínimo), com as bandas Di Marco(Jipa), Hey Hey Hey!, Kid Ventura, Miss Jane, RUD e os CABA (ex-vocalista da Bicho du Lodo), Kórum.

Em breve mais informações.

Bom, opções não vão faltar. Vai ficar em casa ainda?

Wednesday, November 19, 2008

#85 - "Esse blog tava parado demais"

Bandas de Rondônia
RELICÁRIO TOCA NO FESTIVAL RIO MACHADO E GANHA GRAVAÇÃO DE DUAS MÚSICAS.

Da assessoria

Como já informado, no mês de outubro, nos dias 24, 25 e 26, foi realizado o Festival Rio Machado, em Ji-Paraná, onde se apresentaram várias bandas da região, entre elas, a Relicário. O objetivo do festival é divulgar as bandas locais e premiar as 12 melhores músicas autorais com a gravação de faixa em estúdio, que farão parte do CD do Festival.

A Relicário apresentou três músicas inéditas e acabou emplacando duas delas no CD do festival: “Quebra-Cabeça”, de Paulinho Biazi e “Ainda Preciso de Você” de Alisson Bertan, ambos músicos da banda. A gravação do CD ainda não tem data, mas estima-se que até começo do ano os CDs do Festival já se encontrem à venda.

Após a saída do guitarrista Fernando Monteiro a banda se dedica mais às vendas do primeiro CD lançado recentemente. O álbum intitulado “Sem Você” já está no seu terceiro lote e mesmo assim as vendas continuam em alta. “Estamos mandando o CD até pra fora do estado em quantidades significativas para ser revendido em várias cidades. Já até mandei uns para fora do Brasil (risos)”, conta o tecladista da banda Paulinho Biazi.

A promessa para 2009 é que a Relicário entre com tudo, dando início à sua turnê pelas cidades de Rondônia e tocando nos grandes festivais do estado. “Algumas parcerias muito importantes estão sendo fechadas e isso vai ajudar muito a gente nesta divulgação do CD e da banda ai pra fora”, comenta Alisson Bertan, guitarrista da banda.


Sunday, October 26, 2008

#84 - “Ouro Preto é prá lá de Bagdá?”

Machado Rock Festival – 2º dia

Segunda noite de festival, ou como dizem os organizadores do festival “a mais light”, uma chuva que faz o festival começar um pouco mais tarde que o previsto. Quanto às bandas que se apresentaram:

Di Marco: A primeira banda da noite, com a seqüência autoral “Balada para um morto”, “Parece não haver mistérios (no embalo dos nossos quadris)” e “Toda vez que chove”. A banda mostra que após a mudança de formação continua “redondinha” (sem trocadilhos Rapha) e em constante evolução. A banda “da galinha branca” (piada interna) demonstrou que a levada dançante de suas músicas está cada vez melhor, com destaque para a primeira e terceira músicas.

Rocha Firme: Com a seqüência “Ser humano”, “Rocha firme” e “Jesus é o caminho” a segunda banda da noite foi bem competente, embora alguns músicas pareceram se sentir intimidados com o palco, com um público não costumeiro em suas apresentações. Com canções cristãs (notem que as bandas cristãs foram maioria no festival) a banda soube bem se desempenhar, limitando-se como “erro” a timidez de alguns integrantes que ali se apresentavam. Destaque para a primeira música.

Calibre a Gosto: Segunda apresentação da banda que eu vi (a primeira foi no Grito Rock local em 2007) e a mesma sensação: rock caótico (no bom sentido). A Calibre tem como característica surpreender, com quebras de tempo, mudanças radicais de riffs. Também não tem como lembrar de Maycon Victor quando a banda começou a tocar a seqüência “Valores e o preço”, “Asas de Aço” e “Novo tempo”, embora o novo vocalista – Roni Peterson – mostrou-se a altura de substituir o saudoso vocalista.

Eclipse Final: Queria imaginar um culto com bandas que desfilaram a mistura de rock pesado e letras cristãs, a Eclipse Final, ao seu jeito, demonstrou que dá para aliar peso e consciência nas músicas quando desfilou a sequência “Desprezo”, “Só você” e “Revolta”. Uma boa performance de palco, chamou a atenção mesmo, e um peso potente e equilibrado nas cordas e bateria. Voltando ao começo: como seria um culto onde os fiéis batessem cabeça para louvar A palavra?

Banda Relicário: A última banda da noite – e uma das mais conhecidas do estado – e que recentemente lançou um CD independente. Com toda a experiência, e competência, a Relicário fechou a noite com “Ainda preciso de você”, “Quebra cabeça” e “Sentidos”, destaque para a última música que demonstrou que a banda não é só doçura, mandando uma música com peso acima do esperado – e muito boa por sinal.

O Incidente

Durante um momento de empolgação etílica de um rapaz, que inclusive chegou a ser detido pela PM por uns momentos, quem pagou foi o público que foi para curtir o festival de uma forma mais sossegada. Sobrando até mesmo para os jurados – o sujeito se jogou na mesa onde os mesmos estavam – quem levou a pior mesmo foi a rádio PVH Caos, que teve parte de seu equipamento danificado por alguns desses momentos de empolgação da galera que não entende que para se divertir não é necessário invadir e estragar a privacidade e segurança de um próximo. Fazer o que, felizmente foi o único incidente do festival que até agora tem mostrado a diversidade do rock de Ji-Paraná.

O Festival

O Machado Rock Festival é um festival cujo objetivo é divulgar as bandas locais e premiar as 12 melhores músicas autorais com a gravação de uma faixa (em estúdio) com a mesma, estas que farão parte do CD do Festival.Para ajustes técnicos as bandas tocam uma música cover e depois têm direito a concorrer com três músicas autorais.

A final

Daqui a pouco serão apuradas as notas das bandas e dados os resultados das músicas eleitas para o CD. A noite serão apresentadas as 12 músicas do CD e como encerramento terá a banda Bicho Du Lodo, que já se encontra por Jipa.

Independente do resultado é importante ressaltar que o festival esteve nivelado por cima o tempo todo, todas as bandas foram competentes. Agora é o pessoal ralar e a cidade de Ji-Paraná começar a dar valor para a cultura independente, pois os agentes da mesma estão sendo muito felizes com a organização do festival, e além dos músicos, os produtores, roadies, designers e outras áreas afins possam se empenhar e capacitar para levar mais para a frente o rock ji-paranaense.

Saturday, October 25, 2008

#83 - “Velhos tempos que tocavam System of a Down”

Machado Rock Festival – 1º dia

O Machado Rock Festival (antes chamado Rock in Rio Machado, mas a família Medina – produtora do famosíssimo festival “deu as caras” – e o festival teve de mudar de nome) é um festival cujo objetivo é divulgar as bandas locais e premiar as 12 melhores músicas autorais com a gravação de uma faixa (em estúdio) com a mesma, estas que farão parte do CD do Festival. O esquema é assim, para ajustes técnicos as bandas tocam uma música cover e depois têm direito a concorrer com três músicas autorais.

Estou em Jipa, chamado para ser jurado do evento, e ontem (sexta-feira) se deu início à primeira etapa, onde parte das bandas se apresentaram para concorrer à finalíssima de domingo. Hoje tem mais, mas isso é assunto para outro post.

Nesta sexta feira (24/10) se apresentaram seis bandas, conforme os comentários a seguir, de primeira impressão o festival é bem organizado, pessoal na correria (como sempre), com direito a transmissão ao vivo pela PVH Caos (link na seção “visite também”) do caro colega Léo (vilhenense de nascimento e porto velhense de coração – embora uma garrafa térmica e um cuia de mate o denuncie, hehe). A frase título do post foi mandada pelo apresentador do festival, cujo o nome me esqueço agora, mas até o fim da cobertura do festival eu trago, me deu uma sensação que já estou ficando muito velho.

Mas vamos às bandas:

Nintendo: Pop Punk, puxado para o lado do hardcore melódico. Daquelas bandas que você jura que já ouviu por aí na primeira música que tocaram deles “64”. Na segunda – “Tudo que tenho para te dizer” - mostraram originalidade, com bom revezamento de vocês, essa música mais puxada para o melódico. A terceira “Não vou correr atrás” ainda esbarra naquele lance do lugar comum de bandas do mesmo estilo, mas o refrão dá uma puxada, mais com a cara da banda. Têm potencial, mas tem bastante caminho pra correr.

Sanctuarim: New metal cristão. A banda surpreendeu, mas faltou a pegada do baixo, ( a banda tocou com duas guitarras, sem baixo), pro som ficar mais “porrada”. Das três músicas “Humanidade”, “Forte” e “Poderoso Deus”, na seqüência, a que mais emplacou foi a primeira. Vale ressaltar que a pegada da banda é boa, talvez a dica é agilizar um baixista e trabalhar um pouco a primeira voz, que em alguns instantes sumia.

Tatudikixuti: Hardcore, rock nacional. A “Tatu” andava meio sumida, dedicada aos ensaios e músicas novas, e essa ausência deu bons resultados. A sequência de autorais da banda foi “Covardia”, “Nasce enganado” e “Despertador”. A primeira foi um mix de ritmos, com boas variações, indo de um quase hardcore novaiorquino a um rock mais acelerado. Destaque para a terceira e última, que mostra a proposta da banda, música sobre o cotidiano, misturando rock mais pesado aos estilos mais de rua, como punk e hardcore.

Neófytos: Metal / Crossover. Entraram de sola e mandaram “Domination” do Pantera, e talvez eles eram os donos da maior “torcida” do dia. Depois da cover, e do público devidamente conquistado, fizeram sua sequencia autoral com “Astroscopia”, “Condenados pela Guerra” e “Perdidos em História”. A primeira, acredito que conhecida por quem acompanha o trabalho da banda ji-paranaense, já estava sendo cantada pelos fãs da banda, mas a música que mais me chamou a atenção foi a segunda “condenados...” pela variação de vozes, que o vocalista domina bem, e a banda competente, apesar da recente troca de baterista, que neste caso não parece ter atrapalhado.

Hawk Angel: Metal. A Hawk é mais voltada ao metal clássico, com canções gospel. “Decisão” e “Almas” foram as músicas autorais apresentadas pela banda, que optou em não tocar a terceira, por questões técnicas, antes de subir ao palco. A proposta da banda é redonda, como todas as outras que se apresentaram anteriormente, sabem o que querem, mas fica o conselho para que na música “Decisão” seja baixado pelo menos meio tom (claro, senão prejudicar no restante da música).

Luciano Bispo: Pop rock gospel. Última banda da noite, cuja seqüência foi “Sinistro”, “Olha pra mim” e “Ji-Paraná”. Luciano Bispo e banda foram o contraponto da noite, onde os outros grupos estavam investindo no som pesado e rápido, a banda trouxe um pouco de suavidade. Da lista apresentada as duas primeiras merecem destaque, pela melodia e arranjos.

A banda escalada para encerrar a noite foi a Ultimato, direto de Porto Velho. Domingo será a vez de outra banda beradeira fazer sua apresentação na “cidade coração de Rondônia”, a Bicho Du Lodo.

Quem estiver em Ji-Paraná, centro do estado, pode vir acompanhar o festival, a entrada é franca, e hoje conta com a segunda parte da primeira fase, com as bandas Di Marco, Rocha Firme, Calibre a Gosto, Eclipse Final e Relicário.

Sunday, August 31, 2008

#82 - Festival Calango 2008



FORA DO EIXO
Quase para a edição de 2009

Texto e fotos por Cris Guse*

Com alguns dias de atraso e a memória falhando, uma leiga em cobertura de festivais resolveu escrever sobre o que já vinha enrolando há alguns dias. Espero que o texto chegue ao fim, que eu consiga passar um pouco através dele qual era o clima desses três dias, e, principalmente, que vocês gostem.





Bom, o Festival Calango já não é apenas um festival de rock. Inovações que já vinham acontecendo nos anos anteriores chegaram com força total na edição de 2008. Além do nosso conhecido e amado rock’n roll, não faltou tipos musicais para escolher. Difícil ficar se achando um ET em um lugar onde você, mesmo se achando excêntrico, pode encontrar o que gosta.

Folk, Indie, Carimbó, Hip Hop, Maracatu, Jazz, Alternativo, Samba, MPB, dentre vários outros estilos compunham o ‘menu’ de atrações principais de um dos maiores festivais do país, realizados em Cuiabá entre os dias 08 e 10 de agosto. A eles se juntaram uma extensa e variada programação com prévias, oficinas, seminários, encontros, debates e GTs (Grupos de trabalho).


Hey Hey Hey representando Rondônia no palco...



Integra(rte)

A partir de junho, Cuiabá já vinha se movimentando através da programação pré-festival, que contou com o Calango na Escola, estabelecendo Pontos Calangos (PC) em colégios públicos, onde produtores e artistas das artes integradas levaram atividades com o intuito de estimular o surgimento de novos profissionais.

Entre os dias 05 e o 10 de agosto, Cuiabá foi o palco de vários encontros que reuniram produtores e jornalistas do país inteiro. Além do ‘Calango em Mesa’, que contou com seminários sobre Economia Solidária, houve o projeto Comprador & Imagem do Brasil, a reunião anual da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e o 1º Congresso Nacional dos Fora do Eixo.

Já os debates, oficinas e GTs contaram com temas nos setores de música, audiovisual, comunicação independente, teatro, literatura e artes visuais, organizados por projetos como o ‘Musicalango’, ‘Calango In Vídeo', ‘Plasticalango’, ‘Língua de Calango’, ‘Comunicalango’ e ‘Calango Encena'.

E não acaba por aí. Nos três dias do festival, realizado no Centro de Eventos do Pantanal, ainda teve tenda Consciência Hip Hop, rodas de Break, grafite, o Inventando Moda no Calango, WebRádio Fora do Eixo, Convenção de Tattoo e a 1ª Convenção de Moda.

Mais de 40 bandas e muito fôlego!!

A privilegiada de iniciar o Calango foi a banda selecionada nas prévias, Vitrolas Polifônicas (MT), seguida pela conterrânea, Los Bobs, e pela mistureba de maranhense, cuiabano e mineiro da Sweet Fanny Adams (PE). Logo após, a apresentação do Ebinho Cardoso Trio acrescida do baixista Celso Pixinga formou o Caminho das Árvores, contemplando os cuiabanos com uma belíssima apresentação.

Outras presenças que marcaram a sexta-feira foram Mamelo Sound System (SP), Diego Moraes e o Sindicatto (GO), MQN (GO), Venial (MT), Pata de Elefante (RS), Garage Fuzz (SP), Jumbo Eletro (SP), a francesa Papier Tigre, The Melt (MT) e a baiana Cascadura.

Para o segundo dia, a seleção não ficou por menos. A banda do Compacto.Rec, LaFusa (DF) iniciou a noite, seguida da rondoniense Hey Hey Hey, e, logo após, pela banda The Dead Lover’s Twisted Heart (DF), contando com uma batera mulher. A mato-grossense iniciante no festival, The Pockers, com seu indie rock, foi seguida da pernambucana AMP e pela Do Amor (RJ), tocando seu samba rock + carimbó.

Com uma mistura eletrizante, o segundo dia ainda contou com Lopes e Strauss, ambas de Mato Grosso, Filomedusa, a representante do Acre, e Linha Dura (MT), mostrando o hip hop para a galera. A atração internacional da noite, El Mato a Un Policia Motorizado, da Argentina, fez as vezes com o indie + rock psicodélico. Para completar, ainda teve Cérebro Eletrônico, de São Paulo, e duas bandas instrumentais, Macaco Bong (MT) e Hurtmold (SP).

No domingo, após uma semana cheia, ainda sobrava fôlego para muita coisa. O último dia começou com a apresentação da 1ª colocada nas prévias, N3CR (MT), seguida de Ayakan (MT), pela banda instrumental metal de São Paulo, Elma, e pelo som alternativo da mato-grossense Revoltz. Logo após subiu ao palco a cearense Fóssil e o Grupo dos Curueiros de Cuiabá (MT).

Depois veio o punk rock com os Snorks (MT) (obs.: me perdi no meio de tudo e não tenho certeza se o Snorks tocou, pois eu estava na coletiva. Como não achei fotos da banda, creio que ela foi substituída pela Curueiros, o.O), o pop rock/alternativo de Minas, com a Porcas Borboletas e o Soul, com Curumim (SP). Logo após foi a vez da já veterana em Calangos, Rhox (MT), do pop psicodélico experimental da Supercordas (RJ) e um pouco mais de hip hop com o Contra Fluxo (SP). Para finalizar, estiveram no palco (en)cantando o público a banda de Pernambuco com sua mistura de ritmos, Cabruêra, e a queridinha mato-grossense, Vanguart.

... e na coletiva.


Invasão do Nortão

As bandas do Norte Hey Hey Hey e Filomedusa estiveram presentes no Festival mostrando que o ‘fora do eixo’ contempla realmente o país inteiro. As duas se apresentaram no sábado (09.08.08) e saíram satisfeitas do palco.

Formada há menos de um ano por Marcos Felipe Barbosa da Fonseca (guitarra/voz), Neila Azevedo (baixo/voz/teclado), Fiorelo Filho (baixo/guitarra/voz/teclado) e Gabriel Dantas (bateria), a Hey Hey Hey, banda da capital rondoniense, foi a segunda da noite. Na coletiva, os integrantes disseram que ficaram um pouco nervosos, mas que foi o melhor show da banda. E, além de terem se surpreendido com as Artes Integradas, a experiência que a participação em um grande festival traz é o mais importante.

A acreana Filomedusa surpreendeu não só com a boa música, mas também com o carisma da banda. Daniel Zen (baixo), Saulinho (guitarra), Thiago Melo (bateria) e Carol Freitas (voz), integrantes da banda com nome de sapo, contaram não se sentirem tão à vontade com a taxação de representantes do seu estado, pois tocam rock (a música universal), e não música regional. Já sobre a recepção cuiabana, o comentário foi um só: ‘a reação foi muito positiva’.

* Cris Guse é acadêmica de Comunicação Social/Jornalismo na UFMT e “enviada especial” do Vilhena Rock em Cuiabá.

Monday, August 04, 2008

#81 – Até que enfim, voltamos das férias

VILHENA
Música será inserida como recurso didático, em Vilhena.

A música de conteúdo educativo representa mais uma proposta didática quando aplicada em sala de aula aos alunos. Ela será utilizada pelas escolas municipais de Vilhena como recurso de aprendizagem que atrai e reforça a atenção do aluno para os conteúdos disciplinares transmitidos pelos professores. Para a prática da proposta, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) oferecerá um curso básico de violão direcionado aos educadores da rede de ensino municipal.

Projeto Professor que Toca – Sob o sugestivo tema “Uma Forma de Tocar a Educação”, o evento de abertura para o Projeto Professor que Toca foi realizado na noite de ontem, 31, na Escola Marcos Donadon. O curso terá duração de três meses e iniciará na próxima segunda-feira, 04, devendo se estender até o mês de novembro. Três professores de violão que atuam na Educação do município vão orientar os educadores para o curso que será aplicado diariamente para três turmas, em turnos da manhã, tarde e noite. 40 professores já estão inscritos.

Estágio supervisionado – Conforme informações da Semed, ao final do curso, os professores/alunos passarão por um estágio supervisionado, como forma de exercitarem a música ao método de ensinar, trabalhando os conteúdos de suas respectivas turmas em conformidade com o planejamento das aulas.

Friday, July 04, 2008

Capa do CD da banda Relicário

Depois de alguns longos meses “na geladeira” após o show do (festival) Madeira 2007, em Porto Velho, a banda Relicário retorna aos palcos de Rondônia no maior gás. Com a entrada da vocalista, Alessandra Lago, a banda de rock cacoalense volta a fazer shows com um grande trunfo nas mãos: o primeiro CD da banda, o álbum “Sem Você”.

O EP conta com 10 faixas autorais inéditas e uma faixa bônus - nova roupagem da música “Vida Cigana”. Com a entrada da nova vocalista foi uma questão de dias para a conclusão do CD que estava praticamente pronto, explicaram os músicos da Relicário. “Quando a nossa antiga vocalista (Karla) resolveu sair da banda, nós já estávamos em estúdio e faltavam apenas por voz nas músicas, pois os arranjos das mesmas já estavam finalizados”- frisou Fernando guitarrista. “Fiquei muito feliz com o convite que recebi para entrar na Relicário, já conhecia e acompanhava o trabalho da banda. Sempre gostei das músicas da Relicário”- concluiu Alessandra, vocalista.

A Relicário prepara para o mês de agosto um grande show de lançamento do seu primeiro CD, que será no Teatro Cacilda Becker, Cacoal. O show será apenas para convidados e será gravado para posteriormente ser lançado em DVD – “Relicário ao Vivo”. Contará também com a presença de vários convidados e com a abertura do show com a banda Di Marco de Ji-Paraná.


Site:
http://www.bandarelicario.palcomp3.com.br/

* Luis Fernando Meloni Monteiro é guitarrista da banda Relicário.

***

FESTIVAL CASARÃO
Amanhã tem Raimundos em Porto Velho

"Eu quero é ver o oco!!!"


Amanhã, sábado 05/07, aquela que foi uma das maiores bandas brasileiras nos anos 90 vai se apresentar em Porto Velho, na Ressaca do Festival Casarão. O local vai ser o Kabana’s, o mesmo que no mês de maio recebeu Cachorro Grande e Pitty durante o Festival Casarão.

Além da banda do Distrito Federal irão se apresentar as porto velhenses Estroina, Hey Hey Hey (destaque no Casarão), Kid Ventura, Miss Jane e New Change (lançando seu EP), e ainda a acreana Marlton e a amazonense MeFFs. A Ressaca era para ser uma festa, mas tomou ares de mini festival com tantas participações de bandas, tanto local quanto de fora.

Muita gente está com o pé atrás com o Raimundos, acham que não é a mesma coisa, devido a fatores que a maioria de nós conhecemos (e quem não sabe o por quê deve ter começado a ouvir rock a partir de NX Zero e genéricos). Mas mesmo assim muita gente vai estar presente lá, afinal muita gente se “iniciou” no rock ouvindo “Puteiro em João Pessoa”, “Rapante”, “Selim”, “A mais pedida” (essa é só para os mais novos). Acredito que muita gente vai ser acometido pela “síndrome do Rei” quando topar com Digão (voz e guitarra), Canisso (baixo), Marquim (guitarra) e Caio (bateria). Como? Não sabe o que é “síndrome do Rei”? Não serei eu a explicar...

Os ingressos estão sendo vendidos a preço de meia, além da arrecadação de alimentos. Com R$ 15,00 + 1 kg de alimento não perecível você compra o ingresso.

SERVIÇO:
O que? Ressaca do Casarão.
Quando? Sábado, 05 de julho.
Local? Kabana’s.
Quem? Estroina (RO), Hey Hey Hey (RO), Kid Ventura (RO), Marlton (AC), MeFFs (AM), Miss Jane (RO), New Change RO), Raimundos (DF).Quanto? R$ 15,00 + 1 kg de alimento.

Friday, June 27, 2008

#79 - O acorde final

Nettü Regert, Enmou & Vilhena Rock

OPINIÃO
Parte III: O futuro ou coisa que o valha.

O Festival Casarão trouxe o diferencial que os debates já feitos via e-mails e MSN’s da vida puderam ser feitos pessoalmente, o que foi muito importante para reavaliação do que a gente chama “cena rock de Rondônia”. Justamente, não estávamos tratando somente da cena musical de Porto Velho, onde foi realizado o Festival Casarão.

A reunião teve como o objetivo a exposição das condições atuais da cena rondoniense e de como articular para haver mais intercâmbios, não se de idéias, mas de circulação de bandas e produtores. Não que isso já não havia sido feito antes, mas a oportunidade de trocar know how in loco trouxe mais aproximação entre os coletivos. Embora muita gente torça o nariz para isso (não economizando palavras pejorativas) o diálogo com outros coletivos Fora do Eixo é de suma importância para a expansão da música independente daqui e devo reforçar: não é o único meio de se fazer isso, mas o diálogo com pessoas que vivem em realidades parecidas com a nossa faz as coisas fluírem de forma mais fácil e cooperativa.

Desta reunião saíram encaminhamentos que já irão se concretizar no segundo semestre, como a confirmação da participação de coletivos do Acre (Catraia) e também de Rondônia (Beradeiros, Raio que Uparta, Interior Alternativo e Vilhena Rock) no I Encontro Nacional Fora do Eixo, que será realizado em Cuiabá entre os dias 04 e 08 de agosto. Além também da efetivação do circuito rondoniense, para gerar intercâmbio com Acre e Mato Grosso, que são os estados mais próximos do nosso.

Outro encaminhamento, que foi fruto de outras reuniões, é a elaboração do projeto do festival Rondônia Independente, a ser executado no segundo semestre, provavelmente em meados de outubro. Quatro cidades rondonienses já confirmaram participação: Cacoal, Vilhena, Ji-Paraná e Porto Velho.

Cenas dos próximos capítulos...

Cacoal – Localizada no centro do estado enfim está se inserindo no “ramo de produções”. A cidade tem boas bandas, mas geralmente não se têm eventos produzidos por gente ligado à cena independente. Situação que acredito que vai mudar, inclusive com a participação da cidade no festival Rondônia Independente. A banda Relicário lançará seu disco em agosto, em um evento que contará com a participação da banda Di Marco, de Ji-Paraná, destaque do Festival Casarão.

Ji-Paraná – Jipa é a cidade mais ativa do interior, além de ser a maior também. Para o segundo semestre estão previstos o Metal Jipa e o Machado Rock (provavelmente agosto). Bandas como Di Marco, Tatudikixuti, Hawk Angel, Urbanóids (em Rio Branco/AC dia 28/06) e Madeiro (em Vilhena dia 30/06) estão entre os destaques da cidade. E Ji-Paraná também está retomando a organização coletiva, processo que ainda está na fase de debates e ajustes para formalização.

Porto Velho – A capital do estado tem várias vertentes que seguramente darão frutos, já nesse semestre. Vinicius Lemos, organizador do Casarão, se consolidou como produtor de eventos e será o coordenador do Rondônia Independente em terras beradeiras. O Projeto Beradeiros está se reestruturando e o coletivo Raio que Uparta pretende em breve divulgar suas ações para o segundo semestre de 2008. Outro grupo que promete (e cumpre) é o Cogumelo Nuclear Produções, com atividades voltadas à cena metal.

Vilhena – Em julho, férias, a prioridade é formalizar o Coletivo Vilhena Rock. Atividades previstas: Encontro X (12 e 13 de julho), Rondônia Independente (outubro) e possivelmente Vilhena Rock Festival (fim do ano). Também está na pauta do coletivo a possibilidade de local para estabelecimento de um estúdio comunitário para as bandas locais bem como pontos da cidade para garantir que os grupos locais possam se apresentar com mais regularidade.

Fim da III parte.

Acompanhe a parte I aqui
Acompanhe a parte II aqui
Nettü Regert – Coletivo Vilhena Rock e Enmou


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BANDAS DE RONDÔNIA
Banda Hawk Angel de Ji-Paraná lança EP
*Por Raphael Amorim

Na semana passada banda a banda Hawk Angel, esteve em estúdio gravando seu primeiro EP “Busca”, com três faixas (“Almas”, “Busca” e “Perfeição”), “muito mais do que esperávamos, o resultado foi um EP massa, que irá nos ajudar e muito a divulgar nosso trabalho!”, disse Walker baixista da banda, com um material de qualidade em mãos a banda pode pensar em vôos mais altos, “Nosso próximo objetivo é divulgar esse trabalho pelo dentro e fora do estado, como por exemplo mandar esse material para inscrever a banda no festival Calango em Cuiabá!”, dentro dos planos da banda está a gravação de um DVD independente em meados de setembro.

Hawk Angel, lançamento de disco em breve

A banda é cristã e toca um estilo próprio (uma mistura de metal progressivo, hardcore, doom e etc), fundada no inicio de julho de 2007 em Ji-Paraná com o principal objetivo de levar uma mensagem positiva aos jovens.

Formada por Jéssica (vocal), Doriel (Guitarra), Walker (Baixo) e Jardel (Bateria), figuras presentes e participativas no cenário alternativo de Jipa, tanto tocando quanto na produção de eventos, “Acho que a partir desse ano a cena de Jipa crescerá e muito, a união de bandas tem se fortalecido, apoios estão chegando cada vez mais, idéias estão sendo cogitadas e postas em praticas, bandas de vários estilos e com várias propostas estão se unindo para mostrar o quanto a cena de Ji-Paraná é forte!”, afirma Walker, que também é colaborador do Interior Alternativo.

Apesar de nova a banda já se apresentou numa variedade de eventos, como o Metal Jipa 1 e 2 (Jipa, RO), Conjubaner (Alto Paraíso, RO), Festival 777 (Pvh, RO), Festival Rock e Metal (Jipa, RO), Projeto Adorar 2 (Jipa, RO), Estação Rock (Ariquemes, RO), Grito Rock 2008 (Jipa, RO), Tabernaculo do Rock (Rio Branco, AC), Dio do Desafio (Jipa, RO), Aniversário da município de Presidente Médice (RO), Aniversário do município de Ouro Preto do Oeste (RO), dentre outros, tendo o seu espaço e reconhecimento tanto em eventos gospel quanto em outros festivais.

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FESTCINE AMAZÔNIA
Melhor Vídeo Reportagem Ambiental será premiada no VI Festcine Amazônia

Entre as categorias instituídas pelos organizadores do Festcine Amazônia, os vídeos reportagens com temática ambiental produzidos em Rondônia e por outros Estados do Brasil têm ganhado espaço no Festival desde 2006, ano em que começou a exibir e a premiar vídeos de conteúdo audiovisual com reportagens ambientais em duas categorias: Melhor reportagem ambiental rondoniense e melhor reportagem ambiental nacional.

Carlos Levy explica que todos os anos as emissoras de televisão de todo o Brasil tem espaço garantido para exibição de conteúdo audiovisual com reportagens ambientais. “É uma forma de fomentar o debate em torno das questões ambientais através do telejornalismo como ferramenta importante e de impacto para conscientização através da informação”.

De acordo ainda com Levy, a Mostra de 2006 contou apenas com três vídeos na categoria Reportagem Ambiental – Farra do boi (2006) uma vídeo reportagem de denúncia realizada em Santa Catarina, de Augusto Dolenga Neto; Sapolândia (2006) também de Santa Catarina, dirigido por Cleide Klock; e ainda Crise de identidade (2006) produzido em Rondônia e dirigido pela jornalista Andréia Fortini, que acabaria por conquistar o Prêmio de Melhor Vídeo Reportagem rondoniense.

“Já em 2007 os inscritos nesta categoria no Festcine triplicou, passando de três para dez reportagens ambientais como Natureza (2005); O começo do fim? (2006), reportagem ambiental de Sidney Torres (Acre); Cooperativa sustentável (Guajará-Mirim/RO) (2007), de Emerson Barbosa; Igatu Caminhos de Pedras (2006/Rio de Janeiro), de Mariana Alves Campos; Arco do desflorestamento (2007/Rio de Janeiro), de Pedro Werneck apresentado por Paula Saldanha para o programa Expedições; Globo ecologia – um desafio para a floresta amazônica (2007/RJ), Raiz Savaget; Hábitos do Sagüi-Cabeça-Preta (2007/RO), de Rebecca Barca entre outros”.

“Não – A Natureza não pode sair de cena”, é o tema do Festcine Amazônia – Festival de Cinema e Vídeo Ambiental de 2008 que está com inscrições abertas até 29 de agosto. As inscrições podem ser feitas através do site www.festcineamazonia.com.br o evento acontece em Porto Velho, Rondônia no período de 10 a 15 de novembro de 2008. Assessoria de Imprensa Festcine Amazônia.