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Sunday, March 20, 2011

#112 - Sem fronteiras

I Congresso Fora do Eixo Latino América
Buenos Aires | Argentina | 21 a 23/03

Thursday, October 08, 2009

#103 - Porque cerva boa é Cerva Grátis

FORA DO EIXO
Lançamento virtual do CD "Aprecie sem moderação"


O power trio mais rock n’ roll da Paraíba está lançando hoje a versão virtual de seu primeiro disco, intitulado Aprecie Sem Moderação. O trabalho vem recheado com sete faixas do mais puro rock n’ roll alcoólico e está disponível desde já para download.


Cerva Grátis: Aprecie sem moderação

A levada da banda é o rock duro e cru, sem firulas, com riffs empolgantes e melodias pegajosas. Os temas, de maneira sutil e bem humorada, correm sempre em torno de sexo, álcool e rock n’ roll.

Baixe agora mesmo o disco completo e APRECIE SEM MODERAÇÃO!!

Friday, April 24, 2009

#93 - 2º Festival Solaris (Cacoal/RO)


No dia 02 de Maio acontece pela segunda vez em Cacoal o Festival Solaris de bandas novas no teatro Cacilda Becker, Organizado pela escola de musica Solaris em parceria com a fundação cultural e o Interior Alternativo, agora com um braço na cidade, o festival tem a finalidade de fomentar a cena de Cacoal e região.


Cartaz do Festival

O festival vai contar apenas com bandas novas que possuam canções próprias, a qual estará concorrendo a gravação de uma faixa no Zero DB estúdio, outro parceiro do IA em Cacoal, e a uma vaga em evento realizado pela fundação cultural e o IA, no centro da cidade com bandas de todos o estado, nos dia 16 de maio.

Na sua primeira edição o festival ainda intimista teve mais sucesso do que o esperado pelo seu idealizador, Fernando Meloni, que a muito se dedica em trazer uma opção a cidade, criando uma parceria entre as bandas e o festival, como uma dependência, as bandas precisam do festival e o festival das bandas, cada banda inscrita não paga nada pela inscrição porém tem uma cota de ingressos pra vender, ganhando também uma porcentagem do valor adquirido, fazendo com que a banda se esforce pra trazer e formar o seu publico, segundo Meloni, há bandas que já cumpriram sua cota e ainda sim continuam a vender os ingressos.

Banda Overdrive fechando primeira edição do festival

O festival tem tudo pra ser outra um sucesso, e cumprir a sua finalidade, fomentar a cena e dar um UP nas produções próprias, inserindo assim de vez Cacoal dentro do Circuito Fora do Eixo.

Fonte: Interior Alternativo

SERVIÇO
Atrações do Festival Solaris:
Asus, C4, Di Verdi, Dona Dulce (Opo), Juice Box, Linea 98, Road 135, Rockstter e Substação 47 (Vha).

Sunday, August 31, 2008

#82 - Festival Calango 2008



FORA DO EIXO
Quase para a edição de 2009

Texto e fotos por Cris Guse*

Com alguns dias de atraso e a memória falhando, uma leiga em cobertura de festivais resolveu escrever sobre o que já vinha enrolando há alguns dias. Espero que o texto chegue ao fim, que eu consiga passar um pouco através dele qual era o clima desses três dias, e, principalmente, que vocês gostem.





Bom, o Festival Calango já não é apenas um festival de rock. Inovações que já vinham acontecendo nos anos anteriores chegaram com força total na edição de 2008. Além do nosso conhecido e amado rock’n roll, não faltou tipos musicais para escolher. Difícil ficar se achando um ET em um lugar onde você, mesmo se achando excêntrico, pode encontrar o que gosta.

Folk, Indie, Carimbó, Hip Hop, Maracatu, Jazz, Alternativo, Samba, MPB, dentre vários outros estilos compunham o ‘menu’ de atrações principais de um dos maiores festivais do país, realizados em Cuiabá entre os dias 08 e 10 de agosto. A eles se juntaram uma extensa e variada programação com prévias, oficinas, seminários, encontros, debates e GTs (Grupos de trabalho).


Hey Hey Hey representando Rondônia no palco...



Integra(rte)

A partir de junho, Cuiabá já vinha se movimentando através da programação pré-festival, que contou com o Calango na Escola, estabelecendo Pontos Calangos (PC) em colégios públicos, onde produtores e artistas das artes integradas levaram atividades com o intuito de estimular o surgimento de novos profissionais.

Entre os dias 05 e o 10 de agosto, Cuiabá foi o palco de vários encontros que reuniram produtores e jornalistas do país inteiro. Além do ‘Calango em Mesa’, que contou com seminários sobre Economia Solidária, houve o projeto Comprador & Imagem do Brasil, a reunião anual da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e o 1º Congresso Nacional dos Fora do Eixo.

Já os debates, oficinas e GTs contaram com temas nos setores de música, audiovisual, comunicação independente, teatro, literatura e artes visuais, organizados por projetos como o ‘Musicalango’, ‘Calango In Vídeo', ‘Plasticalango’, ‘Língua de Calango’, ‘Comunicalango’ e ‘Calango Encena'.

E não acaba por aí. Nos três dias do festival, realizado no Centro de Eventos do Pantanal, ainda teve tenda Consciência Hip Hop, rodas de Break, grafite, o Inventando Moda no Calango, WebRádio Fora do Eixo, Convenção de Tattoo e a 1ª Convenção de Moda.

Mais de 40 bandas e muito fôlego!!

A privilegiada de iniciar o Calango foi a banda selecionada nas prévias, Vitrolas Polifônicas (MT), seguida pela conterrânea, Los Bobs, e pela mistureba de maranhense, cuiabano e mineiro da Sweet Fanny Adams (PE). Logo após, a apresentação do Ebinho Cardoso Trio acrescida do baixista Celso Pixinga formou o Caminho das Árvores, contemplando os cuiabanos com uma belíssima apresentação.

Outras presenças que marcaram a sexta-feira foram Mamelo Sound System (SP), Diego Moraes e o Sindicatto (GO), MQN (GO), Venial (MT), Pata de Elefante (RS), Garage Fuzz (SP), Jumbo Eletro (SP), a francesa Papier Tigre, The Melt (MT) e a baiana Cascadura.

Para o segundo dia, a seleção não ficou por menos. A banda do Compacto.Rec, LaFusa (DF) iniciou a noite, seguida da rondoniense Hey Hey Hey, e, logo após, pela banda The Dead Lover’s Twisted Heart (DF), contando com uma batera mulher. A mato-grossense iniciante no festival, The Pockers, com seu indie rock, foi seguida da pernambucana AMP e pela Do Amor (RJ), tocando seu samba rock + carimbó.

Com uma mistura eletrizante, o segundo dia ainda contou com Lopes e Strauss, ambas de Mato Grosso, Filomedusa, a representante do Acre, e Linha Dura (MT), mostrando o hip hop para a galera. A atração internacional da noite, El Mato a Un Policia Motorizado, da Argentina, fez as vezes com o indie + rock psicodélico. Para completar, ainda teve Cérebro Eletrônico, de São Paulo, e duas bandas instrumentais, Macaco Bong (MT) e Hurtmold (SP).

No domingo, após uma semana cheia, ainda sobrava fôlego para muita coisa. O último dia começou com a apresentação da 1ª colocada nas prévias, N3CR (MT), seguida de Ayakan (MT), pela banda instrumental metal de São Paulo, Elma, e pelo som alternativo da mato-grossense Revoltz. Logo após subiu ao palco a cearense Fóssil e o Grupo dos Curueiros de Cuiabá (MT).

Depois veio o punk rock com os Snorks (MT) (obs.: me perdi no meio de tudo e não tenho certeza se o Snorks tocou, pois eu estava na coletiva. Como não achei fotos da banda, creio que ela foi substituída pela Curueiros, o.O), o pop rock/alternativo de Minas, com a Porcas Borboletas e o Soul, com Curumim (SP). Logo após foi a vez da já veterana em Calangos, Rhox (MT), do pop psicodélico experimental da Supercordas (RJ) e um pouco mais de hip hop com o Contra Fluxo (SP). Para finalizar, estiveram no palco (en)cantando o público a banda de Pernambuco com sua mistura de ritmos, Cabruêra, e a queridinha mato-grossense, Vanguart.

... e na coletiva.


Invasão do Nortão

As bandas do Norte Hey Hey Hey e Filomedusa estiveram presentes no Festival mostrando que o ‘fora do eixo’ contempla realmente o país inteiro. As duas se apresentaram no sábado (09.08.08) e saíram satisfeitas do palco.

Formada há menos de um ano por Marcos Felipe Barbosa da Fonseca (guitarra/voz), Neila Azevedo (baixo/voz/teclado), Fiorelo Filho (baixo/guitarra/voz/teclado) e Gabriel Dantas (bateria), a Hey Hey Hey, banda da capital rondoniense, foi a segunda da noite. Na coletiva, os integrantes disseram que ficaram um pouco nervosos, mas que foi o melhor show da banda. E, além de terem se surpreendido com as Artes Integradas, a experiência que a participação em um grande festival traz é o mais importante.

A acreana Filomedusa surpreendeu não só com a boa música, mas também com o carisma da banda. Daniel Zen (baixo), Saulinho (guitarra), Thiago Melo (bateria) e Carol Freitas (voz), integrantes da banda com nome de sapo, contaram não se sentirem tão à vontade com a taxação de representantes do seu estado, pois tocam rock (a música universal), e não música regional. Já sobre a recepção cuiabana, o comentário foi um só: ‘a reação foi muito positiva’.

* Cris Guse é acadêmica de Comunicação Social/Jornalismo na UFMT e “enviada especial” do Vilhena Rock em Cuiabá.

Thursday, June 05, 2008

#78 - Três acordes, do meio para o final


OPINIÃO
Parte II: Casarão, o Festival

Bom, o que era para ser escrito sobre as bandas já foi, bem ou mal relatado diga-se de passagem, então para dar continuidade à opinião em três partes é hora de analisar o festival Casarão.

Vinicius Lemos, organizador do festival, procurou diversificar na hora de escolher os convidados. Da imprensa vieram representantes de veículos midiáticos como Rolling Stone, Revista Trip, Urbanaque, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Amazon sat, Jornais do Interior e Senhor F (que não pôde comparecer), além da cobertura local. Da parte imprensa a cobertura que se diferenciou foi a da Amazon Sat, feita pelo repórter cinematográfico Orlando Júnior, tanto pela qualidade do material veiculado quanto pela repercussão que teve, principalmente na região Norte, agregando valor regional ao festival (a Amazon Sat pode ser vista, em canal aberto, em toda Amazônia Legal).

Podcasts a parte, acredito que a cobertura geral do Casarão foi positiva, inserindo o festival no circuito de festivais do Brasil, firmando mais um nome do Norte na mídia especializada, créditos também ao Projeto Beradeiros que com seu Festival também fizeram parte da história de “atração” da mídia, mas há de se firmar que o Casarão desse ano trouxe a consolidação. Enfim, Rondônia, bem ou mal, já faz parte do mapa nacional de música independente.

A vinda de produtores da ABRAFIN e Circuito Fora do Eixo também foi ponto importante, senão o mais, para a consolidação do nome de Rondônia no Circuito. Cerca de 12 festivais (incluindo os do interior de Rondônia) estavam representados ali, reunidos para debater a nova realidade musical brasileira.

Os debates e seminários

No dia 30 de abril começaram o ciclo de debates e os seminários. Infelizmente, por motivos de saúde, Hélio Dantas não pôde estar presente para dar início aos trabalhos, contextualizando a história do Casarão, que dá nome ao festival, assim como a história de Porto Velho, consequentemente a de Rondônia. Começaram os debates os irmãos Bruno Dias e Cirilo Pereira, com a mediação de Pedro de Luna. O tema: mídia independente. O auditório da Biblioteca Francisco Meirelles estava bem ocupado, mas logo se saberia que a maioria das pessoas estavam ali para pegar as credenciais das bandas. Cabe dizer que haveria o debate sobre a cena rondoniense, mas ficaram ali só as “figuras marcadas” que entre futebol e viagens, vêm conversando a muito tempo sobre isso, faltou “platéia” para render mais o debate.

Então, no dia 01 de maio, FERIADO (dia do trabalhador) houve a rodada mais importante de debates, começando com o “momento atual da música brasileira” com Jomardo Jomas e José Flávio Jr. tratando sobre como está a música brasileira, independente ou não, com foco nos festivais de rock brasileiros. Logo após veio o “mesão” que reuniu os debates sobre a ABRAFIN e o Circuito Fora do Eixo em um só momento. Os dois Pablos, Kossa (Fósforo Cultural) e Capilé (Espaço Cubo), iniciaram a mesa contextualizando o Circuito Fora do Eixo e o que o mesmo trouxe de novo para o cenário brasileiro, como a inserção dos conceitos da economia solidária no mercado da música, a criação de moedas complementares (como o Cubo Card), a circulação de bandas, o conceito do artista igual a pedreiro, pontos de cultura, etc. E vieram Fabrício Nobre (MQN e ABRAFIN) e Lariú (MM Records) tratando da Associação Brasileira de Festivais Independentes, como foi criada, o que está sendo feito em 2008 e o que será feito em 2009, as novas articulações, entre outros assuntos.

Vamos aos fatos:

O pouco quorum, após a entrega das credenciais das bandas no dia 30 de abril é compreensível, afinal era dia de semana, muita gente não vive de rock.

Mas, no dia 1, feriadão, um bom programa seria assistir aos debates. A maioria das pessoas com quem conversei citou que deixaram de participar da rodada por terem compromissos de ensaio com suas respectivas bandas, até aí compreensível, nada mais que natural. Só acho complicado o fato de também a maioria que faltou serem exatamente os que mais questionam os métodos adotados pelo circuito.

Frustração igual tive no Intercâmbio Rock ano passado, lá em Ji-Paraná, quando foram convidados vários agentes ligados a coletivos organizados ou bandas para debater sobre o rock de Rondônia, principalmente à movimentação do interior, onde muita gente se acha “injustiçado” por não ter espaços para tocar, mas não procura se interar o que acontece em cada cidade, para poder abrir a possibilidade de contatos. Só aparecem para reclamar que existe panelinha nas cidades, e entre elas, ou então falam que não apoio à cultura. Típico de quem não quer nada sério e para complicar quer atrapalhar a vida de quem está na batalha, não importando, aqui, a forma de trabalho.
O Festival Casarão deste ano trouxe uma boa oportunidade de debate, infelizmente não foi aproveitada muito bem por quem é daqui. Quem veio de fora, para conhecer in loco a cena rondoniense, levou algumas conclusões para seus pares em suas respectivas cidades. Podem até ser conclusões um pouco fora do que é a realidade local. Mas quem poderia contribuir para um debate mais completo não compareceu.

Acompanhe a parte I também, aqui.
***
PROJETO DE LEI
Música pode voltar a ser incluída na educação básica

Comissão da Câmara aprova por unanimidade Projeto de Lei pela volta da educação musical na educação básica

O Projeto de Lei 2732/2008, que determina a obrigatoriedade do ensino musical na educação básica, foi aprovado hoje, dia 28 de maio, ao meio-dia, por unanimidade pela Comissão da Educação, Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados. Para ter valor de lei, falta apenas a votação na Comissão de Constituição de Justiça, o que deve acontecer entre uma semana e 15 dias. A votação foi acompanhada pelo Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAP), que é formado por 86 entidades, como universidades, associações e cooperativas de músicos. O Projeto de Lei é fruto de uma mobilização desse grupo.

O Projeto, originado no Senado sob o número 330/2006, é de autoria de Roseana Sarney (PMDB-MA) e relatoria de Marisa Serrano (PSDB-MT). Contou também com o apoio da Comissão de Educação, através dos senadores Roberto Saturnino, Sérgio Zambiasi, Romeu Tuma, Cristóvam Buarque, Juvêncio da Fonseca e Leonel Pavan. A aprovação no Senado também foi unânime.

O ensino de música nas escolas foi retirado do currículo na década de 1970. Com seu retorno, a idéia não é formar músicos profissionais, mas sim um reconhecimento dos benefícios que esse ensino pode trazer para o desenvolvimento e a sociabilidade das crianças.
Felipe Radicetti, coordenador do GAP – (21) 9923-5404
Cristina Saraiva, coordenadora do GAP – (21) 99831265
Burburinho Cultural – (21) 2233-6879
Mônica Mourão – (21) 8616-0171

Wednesday, May 28, 2008

#75 - De volta, mais uma vez...

Enmou, uma das atrações do Encontro X

VILHENA ROCK & POSSA SKATE
Encontro X - Rock, Skate, Roller, Bikes, Teatro, etc.

Com o objetivo de reunir jovens dos mais diversos meios esportivos e culturais será realizado em Vilhena o Encontro X (nome provisório – ou não). De início está marcada para este sábado (31/05) uma reunião que será feita no Coreto da Praça Padre Ângelo Spadari, a partir das 18:30 h, para se debater o dia e o local do Encontro X, além das atividades que serão realizadas durante o evento.

A idéia do Encontro X surgiu de uma conversa – via MSN – entre Jhon (do Possa Skate) e eu (Vilhena Rock), na qual falávamos sobre a mobilização da juventude aqui em Vilhena, onde se ouve muito falar em protesto (que não fazem), mas existe pouca ação real. Durante a conversa surgiu a idéia de um evento que reunisse bandas de rock e os skatistas da cidade, mas com o andar da prosa concordamos em convidar representantes de outros esportes radicais e outros setores culturais – pelo menos agentes culturais ligados a teatro aqui foram convidados.

Juntando essa galera poderemos debater sobre as melhorias para que a praça Padre Ângelo Spadari se torne ponto de encontro dos atletas de esportes radicais, além de ponto cultural, devido ao espaço físico que a praça tem.

De qualquer forma o convite é para todos os interessados em realizar uma atividade que envolva esporte, cultura e consciência coletiva.

Compareçam.

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Inscrições abertas

FESTCINE AMAZÔNIA
Festcine Amazônia abre inscrições para 2008

Estão abertas de 02 de maio a 29 de agosto de 2008 as inscrições para o Festcine Amazônia – Festival de Cinema e Vídeo Ambiental cujo tema deste ano é “Não – A Natureza não pode sair de cena”. O Festival que já é um referencial sobre temática ambiental na região amazônica, realiza sua sexta edição que acontece em Porto Velho, Rondônia no período de 10 a 15 de novembro de 2008.

As inscrições poderão ser feitas através de preenchimento de formulário próprio a disposição dos interessados no site
www.festcineamazonia.com.br O material, preferencialmente - Fita Mini DV/NTSC, DVD ou VHS/NTSC do filme/vídeo, deverá ser enviado para o endereço Festcine Amazônia Rua: Paraguai, 320, Morada do Sol 2, Bairro Embratel - CEP: 78900-970 Porto Velho – RO – Brasil (e-mail: fest_cine@hotmail.com e contato@festcineamazonia.com.br
).

O Festcine Amazônia a finalidade de divulgar e exibir obras audiovisuais, curta e média metragens, de ficção, documentários, animações e experimentais, com temática ambiental, produzidas em qualquer parte do mundo, desde que legendadas ou faladas na Língua Portuguesa. Cada participante poderá inscrever mais de um filme/vídeo realizado a partir de 2000.

De acordo com a comissão de organização apesar de colocar em evidência o tema ambiental e de fomentar a discussão e reflexão sobre as causas ambientais, o festival é aberto para a inscrição de todo e qualquer gênero de produção e que estão aptos a se inscreverem os filmes (35 ou 16 mm), vídeos produzidos em qualquer formato, com duração máxima de 26 minutos. Obras com tempo superior a 26 minutos, poderão ser inscritas e exibidas nas mostras itinerantes dos bairros e cidades, fora de competição.

A premiação está dividida nas categorias: Melhor filme e vídeo que concorrem igualmente ao Troféu Mapinguari e uma câmera de vídeo digital. Prêmio Danna Merril para Melhor Documentário; Prêmio Major Reis para Melhor Animação; Prêmio Vitor Hugo para Melhor Ficção; Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira para Melhor Experimental.

A Mostra premia também o Melhor Roteiro (Prêmio Chico Mendes); Melhor Montagem (Prêmio Marina Silva); Trilha sonora (Prêmio Povos Indígenas de Rondônia), fotografia (Prêmio Silvino Santos) e ainda Prêmio Capô (Maurice Capovilla): Linguagem; Prêmio Melhor Direção; Prêmio Melhor Ator; Prêmio Melhor Atriz; Júri Popular; Prêmio Thiago de Mello – Troféu Esperança; Prêmio ABD-RO/Lídio Sohn para Melhor Documentário. Incluindo premiação para a melhor produção rondoniense (Melhor Diretor; Melhor Roteiro; Melhor Montagem; Melhor Trilha Sonora Original).

As reportagens com temática ambiental também estarão concorrendo à premiação, divididas em melhor vídeo reportagem ambiental, melhor reportagem ambiental rondoniense e melhor reportagem ambiental nacional. Segundo os organizadores esta categoria foi criada especialmente por indicação do júri de seleção de 2004, tendo em vista o grande número de trabalhos inscritos por profissionais que trabalham em TV.

Fonte: Assessoria de Imprensa Festcine Amazônia

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Acabou La Tequila e seu disco "O som da moda"

SENHOR F
Senhora Matéria - Os 50 discos independentes mais importantes dos últimos 10 anos

O Site Senhor F destacou uma matéria com os 50 discos mais importantes dos últimos 10 anos. Na lista figuram nomes como Autoramas, Walverdes, Los Hermanos, MQN, Os Pedrero entre muitos.

Confira a matéria
aqui
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Concurso de bandas da Peligro

TRAMAVIRTUAL
Concurso TramaVirtual / Peligro vai levar sua banda para tocar no Milo Garage


Com mais de três anos de história, a festa da Peligro, no Milo Garage é referência de bons sons na noite paulistana. Ao longo deste período, nomes importantes da cena independente tocaram por lá, como Cansei de Ser Sexy, Cidadão Instigado, Artificial, Mzuri Sana, Macaco Bong e Mamelo Sound System. Outros, futuros hypes, escolheram a festa para fazer sua estréia nos palcos - apesar do clubinho não contar com palco. Entre eles, Mallu Magalhães, Debate e Bonde do Rolê.

Além disso, a garagem já abrigou festas lendárias, com discotecagens internacionais de gente como Diplo - em sua primeira apresentação no Brasil - e Radioclit, e presença de figuras ilustres como John McRea (Cake), Damo Suzuki (Can), Kieran Hebden (Four Tet), o fotógrafo Bob Gruen, e um verdadeiro quem é quem entre os formadores de opinião quando o assunto é música.

Agora, celebrando os quatro anos da distribuidora Peligro, organizadora da noite, chegou a hora da sua banda participar da festa. E o melhor, como atração principal. Em parceria com a TramaVirtual, a Peligro vai escolher, através deste concurso, as cinco bandas que tocarão na festa em julho.

Saiba como participar.

CALENDÁRIO

- 25/05/2008 a 06/06/2008 – inscrições
- 13/06/2008 – divulgação dos finalistas
- 13/06/2008 a 20/06/2008 – votação popular
- 23/06/2008 – divulgação das bandas vencedoras

Fonte: Tramavirtual
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E mais...

# Calango apresenta novidades
# Fabrício Nobre (MQN / Monstro Discos / ABRAFIN) divulga carta resposta à Folha de SP
# Coletivo Tomarrock comemora 6 meses nesta sexta

Acompanhe essas notícias aqui.

Friday, April 25, 2008

#72 - Quem é vivo sempre aparece

FESTIVIL
FESTIVIL – Festival da Canção de Vilhena com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o I Festivil – 1º Festival da Canção de Vilhena. O festival, que é de interpretação de canções, vai ser realizado nos dias 09, 10 e 11 de maio na praça da igreja Nossa Senhora Aparecida e será realizado pela Secretaria Municipal de Esportes e Cultura de Vilhena (SEMEC).

O Festivil é um festival visa, principalmente, a participação de músicos amadores, ou seja, músicos que ainda não têm a música como fonte de renda. O festival, com essa iniciativa, reforça o caráter cultural do evento (não é um concurso) e que visa o surgimento de novos “valores” musicais em nosso município e quem sabe futuramente esses mesmos calouros não se tornem profissionais daqui algum tempo.

O festival terá duas categorias: popular e sertanejo. Para cada categoria o candidato pode inscrever uma canção apenas, que não poderá ser autoral (lembrando que o festival é de caráter interpretativo).

O evento será realizado em duas etapas. A primeira seletiva, onde todos os inscritos farão apresentações a uma mesa julgadora, que irá avaliar itens como dicção, interpretação, postura de palco, entonação, entre outros. Essa etapa será realizada nos dias 05, 06, 07 e 08 de maio, no Centro de Treinamento Marizeth Mendes, sempre a partir das 19h. Desta etapa serão qualificados 40 cantores (20 da categoria popular e mais 20 da sertaneja) para a disputa das finais dos dias 09 a 11 de maio.

Haverá premiação para os cinco primeiros colocados em cada categoria.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de abril na Secretaria Municipal de Esportes e Cultura de Vilhena, localizada na prefeitura, ou então no ginásio de esportes Jorge Teixeira, na Av. Brigadeiro Eduardo Gomes. Para efetuar a inscrição, que é gratuita, o candidato deve levar:

- Um CD com a música original gravada;
- 10 cópias da respectiva letra datilografada ou digitada;
- Documentos pessoais;Autorização (registrada) de pais ou responsáveis (no caso do candidato ser menor de idade);

Strutura 6 no Rock in Rua do ano passado
ROCK IN RUA
Sinal de Vida?

O Rock in Rua irá completar 20 anos de existência em 2008 e se consolida como um dos festivais mais tradicionais do estado. O fato curioso é que a maioria do público médio do RiR sequer havia nascido quando foi realizada a primeira edição do mesmo. Entretanto, mesmo com essa “idade”, o festival ainda não é devidamente reconhecido, até mesmo dentro do estado de Rondônia. Já vieram bandas de Ji-Paraná, Porto Velho e Cacoal, e várias outras que são de outros estados brasileiros se interessaram a vir, mas não tiveram condições.

Como em qualquer festival várias bandas locais “surgem e acabam” apenas com o intuito de tocar nele, não que isso seja exclusividade do interior, o que demonstra a sua importância como evento, mas não consolida uma cena forte de bandas em Vilhena, cujo o forte são os eventos, e não o contrário (onde bandas puxariam a cena). Para se ter uma idéia: de 2003 para cá somente uma banda se apresentou em todas as edições, enquanto outras se desmanchavam assim que tocavam no festival.

Com o público médio de aproximadamente 1.500 pessoas por evento o Rock in Rua é com certeza o maior festival do sul do estado e, cabe dizer, isso apenas com bandas locais e regionais se apresentando, sempre em espaço público, diga-se de passagem.

A organização do festival pretende fazer um festival que honre os vinte anos dessa iniciativa. No ORKUT já tem um tópico para responder dúvidas referentes ao festival, inclusive de como será feita a seleção de bandas para o evento.
A previsão é de que o festival seja realizado na segunda quinzena do mês de julho. Acompanhe as novidades sobre o Rock in Rua aqui, na comunidade do evento.



CASARÃO
Programação dos Seminários do Festival Casarão
* por Bruna Cruz

A Programação dos Seminários do Festival Casarão, divulgada hoje, está variada, contêm oficinas, debates, workshops. As oficinas em particular estão de acordo com as necessidades da cena rondoniense "o Seminário é uma das atividades mais importantes, por discutir tendências, reavaliar conceitos e principalmente, movimentar a cena de uma forma mais articulada, aprendendo acima de tudo", avalia Vinicius Lemos, produtor do Festival. Um exemplo disso é a oficina de textos, ministrada por Fábio Battista do Coletivo Escárnio e Osso - SP "Como ser um crítico de Rock", e a "Comunicação: Implantação e Prática" ministrada por Ney Hugo do Espaço Cubo - MT.

Em contraponto os debates têm assuntos variados, com contextos de nível nacional como é o caso de um dos tópicos do 3° dia de debates "Momento Musical Brasileiro" em que participarão Jomardo Jomas (Festival MADA - RN), José Flavio Jr. (Folha de São Paulo - SP) e Fernando Rosa (Senhor F - DF). http://www.festivalcasar%c3%a3o.com.br/ . Siga a grade de programação:

III Seminário de História, Cultura e Rock na FlorestaOficinas/Workshop

Dia 30 de abril

09:00 - Textos: "Como ser um critico de Rock"
Ministrante: Fábio Battista (Escárnio e Osso - SP)

19:00 - Comunicação: Implantação e Prática
Ministrante: Ney Hugo (Espaço Cubo - MT)

Dia 01 de maio

09:00 - Comunicação: Implantação e Prática
Ministrante: Ney Hugo (Espaço Cubo - MT)

19:00 - Workshop - Guitarra
Ministrante: Bruno Kayapy (Banda Macaco Bong - MT)

Dia 02 de maio

9:00 - No divã com Lariú "Como dar uma turbinada na sua banda - dicas de divulgação e produção" - Workshop
Ministrante: Rodrigo Lariú (Jornalista - Festival Evidente - RJ)

Seminário e Ciclo de Debates

Dia 30 de abril

14:15
- História do Casarão e Santo Antonio
Palestrante: Helio Dantas (Historiador)
Mediador: Vinicius Lemos (Casarão - RO)

15:45 - Midia Independente
Com: Bruno Dias (Urbanaque - SP) e Cirilo Pereira (Revista Trip - SP)
Mediador: Pedro de Luna (Jornal do Brasil - RJ)

17:15 - Cena Rondoniense
Com: Marcos Fonseca (Projeto Beradeiros - RO), Nettu Regert (Vilhena Rock - RO) e Rafael Amorim (Intercambio Rock - RO)
Mediador: Vinicius Lemos (Casarão - RO)

Dia 01 de maio

14:15
- Momento Musical Brasileiro
Com: Jomardo Jomas (Festival MADA - RN) e José Flavio Jr. (Folha de São Paulo - SP)
Mediador: Fernando Rosa (Senhor F - DF)

15:45 - Circuito Fora do Eixo: Formação de Economia Solidária
Com: Pablo Kossa (Fósforo Cultural - GO) e Talles Lopes (Festival Jambolada - MG)
Mediador: Pablo Capilé (Espaço Cubo - MT)

17:15 - Associação Brasileira de Festivais Independentes - ABRAFIN
Com: Fabricio Nobre (Presidente - Goiania Noise Festival - GO)
Mediador: Rodrigo Lariú (Assessor de Imprensa - Festival Evidente - RJ)

Coordenação: Adriel Diniz e Bruna Cruz
Colaboradores: Nettu Regert e Vinicius Lemos

FORA DO EIXO
Renato Reis Fará Ensaio Fotográfico com Bandas Rondonienses

Renato Reis, um dos melhores fotográfos do Circuito Fora do Eixo, estará presente no Festival Casarão. E a contribuição de Renato será bem grande: além de fazer a cobertura do Festival o fotógrafo participará da Oficina "Comunicação: Implantação e Prática" e dará aos participantes noções de como fazer fotografias.

Ensaio fotográfico com bandas rondonienses

Outra atividade de Renato - e certamente a de maior interesse aos Beradeiros (e outros interessados) - são os ensaios que fará com as bandas. Para participar é preciso preencher os seguintes requisitos:

A banda deverá escolher um local apropriado para as fotos e um tema.

Mandar um email para festivalcasarao.comunicacao@gmail.com.br , contendo as informações solicitadas acima junto com um email e telefone pra contato, fixo e celular.

A produção do Festival se encarregará de entrar em contato com as bandas e repassar os horários para as fotos. Os trabalhos do Renato Reis podem ser conferidos no http://www.flickr.com/photos/renatus.



EVENTOS EM VILHENA

Sem o que fazer neste fim de semana? Algumas dicas para você...

Noite do Salgadinho
Será realizado amanhã (26/04) no Salão da Igreja Batista a partir das 19 h. O salão fica na Av. 15 de Novembro, nº 2434, Centro. Os ingressos vão custar apenas cinco reais e as bandas Apoteose HC e Renúncia, além de bandas ligadas ao ministério da igreja. Os mais gulosos poderão perguntar “e o salgadinho”?

Sei lá, estarão esperando por vocês...

Noite do Pankadão
Este evento também será realizado no sábado (26/04), a partir das 22 h, na Chácara da Associação do Pato Branco (Supermercados), que fica próximo aos motores da CERON. Os ingressos podem ser adquiridos na Banca do Zóio, na esquina da Av. Marques Henrique com a Capitão Castro.

A banda DNA se apresentará no evento - “com o melhor do pop rock” – juntamente com o DJ Júnior Zaffari.

Prá quem curte “pancadão” e pop rock a pedida é esta.

Tuesday, April 15, 2008

#71 - Vilhena Rock!!!

VILHENA ROCK
Sessão das Quatro

Neste último fim de semana foi realizada a Sessão das Quatro, na escola Álvares de Azevedo, evento que serviu como abertura para a programação do Festcine Amazônia (itinerante) em Vilhena. Das dez bandas que se interessaram em participar do evento, sete compareceram à reunião para definição de ordem e horários das apresentações, no entanto, no domingo 13 de abril, apenas cinco se apresentaram. Servus e Urbanos foram na reunião, mas não puderam se apresentar na Sessão.


Apoteose HC na Sessão das Quatro: Showzaço!

No domingo (13/04) a decisão de se fazer o evento dentro de uma sala de aula se mostrou inadequada, apesar de ser um pedido dos funcionários da escola e de um vizinho que não anda muito bem de saúde (a propósito, melhoras meu camarada). O espaço se mostrou pequeno e quente demais, temperados por uma bela lua de 42° C (na sombra), mas foi interessante ver as pessoas presentes se manifestarem por melhores condições. Sugestão anotada.

Quem deu início às atividades foi a banda Omega 3, formada por músicos ecléticos, e bons, diga-se de passagem. Em um show basicamente de covers (convincentes) o que mais chamou a atenção foi Girlei, o bailarino da banda, um perfeito showman. A performance dele em “Robocop gay” – dos Mamonas – foi fora de série, como já foi comentado nas rodas de conversa sobre rock aqui da cidade. Falta atuação das bandas, algo mais teatral, e Girlei traz isso se tornando parte essencial da apresentação. As crianças adoraram...

Tio Zeh
, a segunda banda a se apresentar, também mandou apenas covers de Pitty e Vitor & Leo (!). O que deu para sentir foi uma certa insegurança da banda, pelo fato de voltarem à ativa recentemente, mas nada que comprometesse a apresentação.

A terceira apresentação ficou por conta da banda Apoteose HC. E que apresentação, a melhor da tarde, bom saber que temos em Vilhena uma banda assim, hardcore melódico gospel e certeiro. Têm pegada e velocidade, destaque para o baterista Japão e o vocalista Júnior (foto), que terminaram por incendiar a tarde. Showzaço!

Logo após entra em cena a banda Sistema Oposto, de cara mandando um cover da banda Rodox (“De costas pro mar”). Imagine uma roda punk gospel. Imaginou? Foi o que aconteceu na apresentação da SO. A Sistema segue a mesma escola de hardcore da Apoteose, porém é mais cadenciada. O show ainda teve a importância da volta do baterista Kaio (ou a saída dele foi um “golpe de marketing”?). O ponto negativo ficou apenas para os vocais, que quase não dava para ouvir, por problemas técnicos.

A última banda a se apresentar foi a Enmou. Bom, como estava do lado de lá na apresentação, não sei dizer como foi. Aliás, posso dizer que foi divertido, com uma galera revoltada pedindo Raimundos, Planet Hemp, essas coisas. Mais divertido foi o pessoal zoando o cabelo do Keith, mas isso é um assunto que vou abordar lá embaixo. Foi uma apresentação mais punk, com uma guitarra só (Jamir estava viajando) e um set de músicas que foram mandadas uma atrás da outra, exceto quando havia os problemas de chimbais do Kleyton e as lições de moral do quase senhor Keith. Engraçado, a banda que é talvez a mais “punk” da cidade é a mesma que dá sermões, vai entender...

A sensação foi de dever cumprido, agora só falta um retorno da diretoria da escola, quem sabe outros eventos aconteçam por lá. Faz parte dos planos do Coletivo Vilhena Rock, mas depende da vontade e iniciativa também do lado de lá.

É isso.

A cabeleira da discórdia

Keith (d) e seu famoso cabelo

No auge dos meus 26 anos de idade (“enriquecida” por uma calvície gritante) zoar o cabelo do Keith, vocalista da banda que toco (Enmou), pode ser interpretado por muitos como ato de inveja. Mas ultimamente toda vez que ele vai se apresentar tem sempre alguém que diz “Corta o cabelo ou vai tocar pagode”, em referência a protuberante cabeleira.

Pobres meninos, apesar da piada ter graça (depois da 500ª vez dá até para rir) o cabelo do Keith significa muito mais que pode parecer. Ele - juntamente com o Kleyton e Japa (também integrantes da Enmou) - é precursor da afirmação do movimento de consciência negra em Vilhena, dentro da cena rock local. É o tipo de pessoa que não fica se lamentando por causa das condições sociais e econômicas, ele corre atrás e faz a diferença. Não que ele levante bandeira ou faça discursos inflamados, mas a sua postura, dentro da cena rock local afirma por si só. Então gurizada, antes de fazer piada com o cabelo dele, façam o favor de se olharem no espelho, quem sabe percebam a tempo que a piada está em si mesmos e vocês são o motivo dela. Ou então continuem no “visual é tudo, atitude não é nada”.

“Se for assim, melhor você tocar na sua casa”

Foi a frase da noite, sem dúvida. Alguns jovens, após a Sessão das Quatro, foram questionar algumas medidas que foram tomadas durante o evento. Uma delas foi a restrição de bebidas alcoólicas e cigarros na sala onde as bandas tocaram. São medidas que também adotamos no auditório da UNIR, no projeto UNIR Pró Rock.

São medidas “impopulares” que são necessárias, pois saúde e segurança vem em primeiro lugar sempre. Quem quiser “praticar seus vícios” pode sair do ambiente, no caso sala e/ou auditório, e ficar à vontade, sem restrição ou culpa. Estas atitudes são praticadas com a intenção de se conquistar mais espaços para a cena local possa se articular, com precaução para que a primeira impressão seja de movimento cultural e não bagunça, como muitas pessoas insistem em rotular.

Para conquistar esses espaços é necessário fazer certas concessões, que também não afetam tanto assim o “produto final”, que é a divulgação do trabalho de jovens daqui e também de outras partes do mundo. Além do mais, quer espaço melhor do que as escolas para divulgar as bandas e incentivar mais jovens à fazer música?

Pensem nisso.

FORA DO EIXO
Portal Fora do Eixo já está no ar

Portal Fora do Eixo

Já está no ar o Portal Fora do Eixo, o maior site de informações sobre o rock independente nacional. Lá você pode encontrar informações, links para os mais diversos sites e blogs ligados ao circuito fora do eixo (inclusive o Vilhena Rock), além de poder ouvir e assistir a Rádio e a TV Fora do Eixo.

Então, está esperando o que? Acesse: http://www.foradoeixo.org.br/

ABRAFIN
Virada cultural já está chegando

Virada cultural (SP): 26 e 27 de abril


Palco: Festivais Independentes
Local: Pateo do Colégio

O tradicional Pateo do Colégio vai receber um público bem diferente daquele ao qual está acostumado. Por meio de uma parceria da Secretaria Municipal de Cultura com a Associação Brasileira de Festivais Independentes, 30 bandas vindas de todos os pontos do Brasil irão mostrar, durante a Virada, sua força e criatividade, que extrapolam a música e ganham o status de estilo de vida. Veja a programação:

18h00 - Vítor Araújo (PE)
18h45 - Mundo Livre S.A. (PE)
19h30 - Macaco Bong (MT) *
20h30 - Luísa Mandou um Beijo (RJ)
21h15 - Petro Massa (MG)
22h15 - Estrume’n’tal (MG)
23h00 - Los Porongas (AC)
23h45 - Sick Sick Sinners (PR)
00h30 - Mechanics (GO)
01h30 - Vanguart (MT)
02h15 - Retrofoguetes (BA)
03h00 - Trilöbit (PR)
04h00 - Fóssil (CE)
04h45 - Unidad Imaginária (RJ)
05h00 - Mestre Kuca (TO)
06h30 - Filo Medusa (AC)
07h15 - Boddah Diciro (TO) *
08h15 - Coveiros (RO) *
09h00 - Diego de Moraes (GO)
09h45 - Porcas Borboletas (MG)
10h30 - Linha Dura e DJ Taba (MT)
11h30 - Costa a Costa (CE)
12h15 - Do Amor (RJ) *
13h00 - Rivotrill (PE)
14h00 - Bugs (RN)
14h45 - Supergalo (DF)
15h30 - The Sinks (RN)
16h30 - Superguidis (RS)
17h15 – MQN (GO) *
18h00 - Siba e Fuloresta (PE)

Fonte: http://www.viradacultural.org/

*Bandas que irão tocar no Festival Casarão, de 02 a 04 de maio, em Porto Velho/RO

Thursday, February 21, 2008

#64 - Informação nunca é demais

A OMB É LEGAL?

Debate sobre a OMB em Vilhena
* Por João Regert

Foi realizado ontem (20/02/2008) na Associação dos Moradores do Setor 6 um debate sobre a atuação da OMB em Vilhena e consequentemente no estado de Rondônia. O debate, marcado para as 18 h, teve início às 18:42 quando Valdir Alberto, músico e apresentador de TV, expôs a sua preocupação diante às exigências da OMB, que, segundo ele e várias pessoas presentes na reunião, não condiz com a realidade da qual a maioria dos músicos vilhenenses vivem.

O valor para confecção da carteira, primeira anuidade e taxas para burocracia, que no total é R$ 220,00, que é inviável para muitos músicos da cidade, além de não se ver nenhuma vantagem clara ao adquirir a carteira, a não ser o fato que se pode tocar sem a interferência indesejada de um fiscal.

Na reunião estava presente o Sr. Roberlei, advogado, que ali estava para prestar esclarecimentos jurídicos aos músicos presentes. Foram apresentadas à ele liminares que foram concedidas em outros estados favorecendo à músicos que se põe contra às exigências, às vezes arbitrárias, da OMB. Ele se dispôs a estudar possíveis recursos a favor dos músicos que se sentirem cerceados pela atuação da instituição no município de Vilhena.

O maestro Ronis Salustiano, delegado da OMB em Vilhena também se fez presente na reunião, o que ajudou a elucidar várias dúvidas dos músicos presentes. Ele explicou que a OMB quer regularizar a profissão de músico em nossa região, promete vantagens aos músicos como convênios como comércio entre outros fatores. Também falou que é uma forma de “proteger” os músicos locais contra músicos “irregulares de fora que tomam o lugar de músicos regularizados no município”.

A reunião foi bastante produtiva, já que muitos músicos da cidade não conheciam o delegado regional (e a recíproca é verdadeira) e puderam saber mais sobre a atuação da OMB não só no estado como no país todo. A maior crítica ficou clara que é a cobrança de um valor que não condiz com a realidade financeira de vários músicos do município e também da não clareza de alguns aspectos positivos que a OMB poderia apresentar. Fora o fato de que o delegado citou sobre a questão da aposentadoria como músico, que só seria possível para quem dispõe da carteira da ordem, algo que foi corrigido por um senhor que é aposentado como músico, mas não precisou apresentar a carteira da ordem para tal. Bastou cumprir com suas obrigações previdenciárias. Esse fator deixou claro que ainda existem pontos obscuros que deixam fazem muitos músicos fazerem a carteira de músicos mais por receio do que por livre e espontânea vontade.

No fim do debate o maestro Ronis prometeu a visita do presidente do conselho regional da Ordem para semana que vem (a que era prometida para essa semana) para elucidar os pontos que ficaram obscuros ainda nesta reunião, que com certeza foi a primeira de muitas outras de interesse para os músicos locais.

Como citado o saldo do debate foi positivo, com a abertura de diálogo aberta pelo representante regional da OMB, Sr. Ronis, e também com atitudes positivas como a de Valdir Alberto, que é a de reunir artistas para fazer valer seus direitos e esclarecer dúvidas que afetam a todos os interessados. E tudo acontecendo em um clima cordial e informativo, como todo bom debate deve ser.

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CIRCUITO FORA DO EIXO

O novo rock do Brasil
* Por Fernando Rosa, editor do site Senhor F

Foi na segunda metade dos anos 90 que toda uma geração de músicos brasileiros começou a perceber que havia algo de podre no reino da indústria fonográfica. A expansão do acesso à internet e às novas tecnologias possibilitou uma troca de informações sobre a música produzida fora do mainstream como nunca antes havia acontecido. A produção independente começou a circular a uma velocidade crescente e logo foi possível constatar que o que havia de melhor, mais criativo e genuíno na música jovem feita no Brasil estava à margem das grandes gravadoras e estações comerciais de rádio.

Por um breve momento, acreditou-se que a circulação da música independente seria uma chance de renovação do mercado, com a aposta das gravadoras em novos nomes dessa emergente cena. Essa crença durou pouco, felizmente. Rapidamente, essa mesma geração de artistas descobriu que havia um caminho próprio para trilhar, longe de uma visão desgastada da indústria, e assumiu de vez sua condição de independente. Hoje, apenas uma década depois do início dessa revolução musical, existe no Brasil um grande movimento de bandas, produtores, jornalistas e pessoas interessadas em nova e boa música, fazendo a cultura da música jovem brasileira avançar.

As novas tecnologias possibilitaram não só a divulgação da música, mas também o lançamento de discos cada vez mais bem produzidos, dando qualidade técnica à criatividade dos músicos. Com isso, selos surgiram e começaram a dar corpo a um mercado paralelo. Ao mesmo tempo, produtores de festivais independentes passaram a realizar eventos por todo o país, o que levou à criação, em 2006, da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Hoje, os festivais servem de plataforma para centenas de bandas, contribuindo para a divulgação da nova música e formação de público.

Esta coletânea inédita que a Brazuca disponibiliza para download livre (http://www.magazinebrazuca.blogspot.com/) é uma prova da qualidade e diversidade da música produzida hoje no cenário independente brasileiro. Nela estão artistas e bandas dos mais diferentes estados do Brasil, do Rio Grande do Sul ao Acre, passando pelo Mato Grosso e Goiás, entre outros. No som, um rock moderno, de variadas tonalidades, com uma poética sintonizada com os novos tempos do país e do mundo. Um cenário tão rico que pode render, certamente, muitas outras coletâneas, tão boas como essa, com seleção da Agência & Revista Senhor F – que acompanha esse processo desde o final dos anos noventa.

Texto publicado originalmente no blog Magazine Brazuca:
http://magazinebrazuca.blogspot.com/2008/02/cest-quoi-ce-nouveau-rock-brsilien.html

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CALOURADA

Quem vem com tudo não cansa! Calourada UNIR 2008
Publicado originalmente no blog do Projeto Beradeiros

Começo de ano letivo acadêmico é tempo de receber os novos alunos. A Universidade Federal de Rondônia, tradicionalmente, oferece uma festa á calourada na escadaria da Unir Centro, e a desse ano acontecerá nessa sexta-feira dia 23/02 a partir das 20:00h com a participação de artistas como Ronildo, Hey Hey Hey, Kilowatts, Banda Ruassaf e MHF- Hip- Hop. Compareça, prestigie, leve tintas e coisas pra cortar cabelo, afinal, os “Bixos” merecem atenção e cuidados especiais com o visual, você não acha?!

Thursday, January 24, 2008

#55 - A Música Fora do Eixo
Blog do Pedro Alexandre Sanches / Carta Capital – Especial
* Texto de 2005

Novas tecnologias turbinam um imenso mercado informal à margem do império das gravadoras e da mídia. Um caldeirão cultural que mistura tradição e futurismo.


Quem pensa que conhece bem a música brasileira precisa reavaliar suas certezas neste início de século XXI. Basta deixar de lado por um momento o que está nas lojas, no rádio e na tevê e ouvir um pouco dos sons e das histórias vindas das periferias (geográficas e econômicas) do Brasil para perceber que algo novo está em curso.

Os novos paradigmas parecem se concentrar e se encontrar todos no extremo norte do País, na pujante cena musical de Belém do Pará. Assim o antropólogo Hermano Vianna descreveu o ambiente das "festas de aparelhagem" que forjaram o gênero "tecnobrega", uma convergência mestiça de ritmos brasileiros e caribenhos, música tradicional, "cafona" e eletrônica, romantismo de Roberto Carlos e tecnologia de DJs: "Quando as novidades são apresentadas, os fãs-clubes das aparelhagens vão ao delírio, com braços para cima, como se estivessem saudando a aparição de uma divindade, o totem da tribo eletrônica da periferia de Belém".

É a periferia da periferia que se move ali. Todo um mercado informal se desenvolve sem freios a partir dos bailes de aparelhagem, de artistas pobres que manipulam música em computadores caseiros e de camelôs que espalham a caudalosa produção em CDs de MP3 em que cabem centenas de músicas.
Cenas semelhantes se reproduzem nas periferias de cada Estado. Nas ruas de Salvador (BA), meninos pobres vendem, por R$ 5 cada, discos de rap, música eletrônica, percussão afrobaiana e canções infantis fabricados por eles próprios num projeto coletivo chamado Eletrocooperativa.

Com sede no Pelourinho, a instituição é um projeto artístico-educacional: para aprender a manipular tecnologia, usar computadores e produzir música, 50 dos 307 jovens atualmente atendidos ganham carteira assinada, vale-transporte e alimentação, cesta básica etc. O único pré-requisito é estar cursando ou ter concluído o segundo grau.

Em Cuiabá (MT), 12 jovens cidadãos se uniram na criação do Espaço Cubo, uma central autônoma que organiza, entre outros empreendimentos, a cooperativa de músicos Volume, o selo Cubo Discos, os festivais de música Calango e Grito Rock, o Estúdio Cubo de gravações e ensaios, a Agência Cubo de Bandas e ações educativas diretas em escolas públicas locais.

Durante a edição mais recente do festival Goiânia Noise, em dezembro passado, a capital de Goiás testemunhou não apenas shows de rock pesado, mas também a fundação da Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin), congregando produtores de festivais de estilos musicais diversos de vários Estados periféricos do País.

Na mesma ocasião, foram lançadas também as diretrizes de criação do Circuito Fora do Eixo, com portal na Internet, programas de rádio, distribuidora de discos etc. Nas palavras de um dos participantes, Pablo Capilé (que também integra o Espaço Cubo), "englobará os estados historicamente alijados das benesses estruturais do eixo Rio-São Paulo, incluindo, no primeiro momento, Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe".
Também em dezembro, acontecia em Salvador a sexta edição do Mercado Cultural da Bahia, misto de feira cultural e festival cuja parte musical agrupou dezenas de artistas dos mais diversos estados do País (inclusive Rio e São Paulo), da América Latina e até da Escandinávia. Todos pertencem às delimitações habituais da dita música de qualidade. Nenhum deles porta vínculos com as outrora hegemônicas gravadoras multinacionais.

São apenas algumas das inúmeras demonstrações de que um outro Brasil musical se desenrola para além dos limites habitualmente cobertos pela mídia que orbita no eixo Rio-SP. Esse outro Brasil é em tudo diferente do cenário pintado nos últimos anos pelas grandes gravadoras de discos, que repetidas vezes previram "a morte da música", caso não fossem contidos o avanço da pirataria e os usos e abusos da tecnologia. Enquanto assim se posicionavam, a música contornava previsões e ameaças para se fazer mais viva que nunca, em cada canto do País.

A informalidade ainda é uma das marcas de fogo do novo momento, mas parece já ficar para trás o embate simbólico que caracterizou a fase anterior, de gravadoras e músicos "honestos" de um lado, piratas "criminosos" de outro. É uma das características da cena paraense, segundo Vladimir Cunha, que prepara o documentário Brega S/A, em busca de destrinchar as transformações por que passa a cadeia produtiva local de música.

"Nem se pode falar em pirataria, porque não há ninguém ali recolhendo imposto ou direito autoral. É um marcado informal, efêmero, sem regras. Os artistas são muito pobres, mas com R$ 50 gravam uma música. A maioria das pessoas nem vive de música: trabalha no comércio de dia e canta à noite. Transitam entre o estrelato e a pobreza", avalia.

Cunha segue a rota informal do sucesso: "Belém é isolada do Brasil, mas fez uma relação forte com a tecnologia. O tecnobrega é todo digital, não existem mais gravadoras nem estúdios. É tudo feito no fundo do quintal. O atravessador do pirata passa de casa apanhando os MP3 que o camelô vai vender. Se a música ficar popular no camelô, será tocada no baile e renderá mais shows para o artista. Na festa, ele manda abraço para a galera do bairro, o show é gravado na hora e na saída já está à venda. O cara compra porque foi citado".

Caem em desuso esquemas tradicionais de jabaculê (o suborno entre gravadoras e mídia que infla artificialmente a execução radiofônica e televisiva de "sucessos" populares), segundo ele. "O camelô não cobra jabá, na aparelhagem não se paga para tocar. Não interessa para eles se o Zezé di Camargo está perdendo dinheiro, porque não se trata de pirataria”.

A informalidade avança e toca no sistema oficial: o produtor Beto Metralha, residente do bairro periférico de Jurunas, é um dos que gravam sozinhos, em esquema 100% caseiro, programas de rádio e tevê que divulgarão o tecnobrega nas repetidoras locais de estações nacionais como a Rede TV! e mesmo a Cultura, antes refratária à música que não corresponde a padrões estabelecidos de qualidade.

Dessa mesma cena brotou o grupo que é o atual recordista em shows e discos vendidos (5 milhões, em seis anos de existência) e, por isso, furou a própria invisibilidade na mídia e já passeia com desenvoltura pelos programas dominicais da tevê aberta nacional. A Banda Calypso abandonou a informalidade e desfruta de estrutura profissional, com produtora e gravadora próprias, sediadas em Recife (PE).

A imagem de informalidade e independência que há anos floresce nos morros do Rio (com o funk carioca) e na periferia paulistana (o hip hop) apresenta Belém como um terceiro pólo, mas se esparrama pelo País, com o forró amazonense e cearense, o lambadão mato-grossense, a tchê music gaúcha, o arrocha baiano e assim por diante. Todas agregam uso universal da tecnologia com saberes musicais locais e formam uma rede espontânea que circula de periferia em periferia.

Se nessas cenas ainda prevalecem a informalidade e os subempregos, o processo de profissionalização também se acelera Brasil afora.

É o que ocorre na Eletrocooperativa baiana, que lançou no final do ano uma série de CDs autoproduzidos pelos alunos, dispersos entre hip hop com acento local (Afrogueto, Império Negro) e ritmos locais entremeados com recursos eletrônicos (os discos Caçuá Eletrônico, Eletropercusiva e O Folclore – A Alma dos Povos), entre outras fusões.O CD coletivo Eletro Erê, por exemplo, reveste cantigas de roda como Boi da Cara Preta e Se Essa Rua Fosse Minha com percussão baiana e rap. "A intenção é tirar um pouco a sexualidade de pauta da criançada. O universo lúdico está esquecido nas festas infantis, é só boquinha de garrafa, festa no apê", justifica o baiano Reinaldo Pamponet, um dos criadores da Eletrocooperativa.

Uma das âncoras do projeto é o apoio psicológico aos jovens ali atendidos. "Ensinamos música e tratamos de temas transversais como drogas, violência, sexualidade, paternidade responsável, o valor do dinheiro, cidadania. A idéia é que, quando chegarem ao mercado de trabalho, eles tenham vivido sempre no coletivo. Alguns reagem ao acompanhamento psicológico, dizem 'eu não sou maluco', mas quem quiser continuar vai ter que se analisar, sim”.

Outra experiência de organização é a do Espaço Cubo, de Cuiabá, que chega à sofisticação de ter cunhado uma moeda própria, o Cubo Card. Pablo Capilé explica: "É um sistema de créditos que auxilia na profissionalização dos artistas e nas inter-relações entre o instituto e a classe, uma moeda de troca de prestação de serviços. Por exemplo, a banda toca em uma produção da Cubo Eventos e recebe 300 Cubo Cards. Cada um equivale a R$ 1,50, e ela pode trocar esses créditos por ensaios, gravações, assessoria de imprensa, locação de equipamentos etc.”.

O grupo parece se profissionalizar e se politizar ao mesmo tempo, mantendo contato constante com poderes locais e federal. "É nossa obrigação nos organizarmos. A verba para cultura é de todos e para todos. Temos que acabar com os 'carlismos', 'caetanismos' e 'barretismos' a que somos submetidos. Não podemos ficar só apresentando projetos e esperando a aprovação, temos que nos mobilizar", discursa Capilé.

Caso equivalente é o dos produtores de festivais Brasil afora que passaram a se reunir e a se organizar em classe, sobrepujando até questões estéticas e de rivalidade entre subgêneros musicais.

Os associados de primeira hora vêm de festivais de rock pauleira a música eletrônica. Vão da surf music do Primeiro Campeonato Mineiro de Surf ao evento de discussões conceituais e tecnológicas Porto Livre, do grupo pernambucano que coordena desde 1993 o Abril pro Rock. Passam por Natal (Festival do Sol), Uberlândia (Jambolada), Brasília (Senhor Festival) etc.

"Percebemos que era preciso encontrar um jeito de nos fortalecer em conjunto, em vez de ficar chorando as pitangas uns para os outros", sintetiza um dos pilotos da Abrafin, Fabrício Nobre, dos festivais goianos de rock Bananada e Goiânia Noise e da gravadora independente Monstro.

Após revelar a cena mangue bit pernambucana e vários outros brasis para o Brasil, o Abril pro Rock vai um passo além na profissionalização e luta por se internacionalizar. Seu organizador, Paulo André Pires, se desdobra também no agenciamento internacional de carreiras artísticas como as da Nação Zumbi e do DJ Dolores. "É difícil sobreviver somente aqui, ouvindo patrocinador pedir para incluir o Capital Inicial. Não investimos em trazer atriz e ator da Globo para dar pinta, se estivéssemos nessa de dinheiro já teríamos saído fora há muito tempo", justifica Pires.

Outro formato que se divide entre dialogar com a terra natal e com mercados exteriores também periféricos é o Mercado Cultural da Bahia, definido pelo diretor Ruy Cezar como uma iniciativa para fomentar um mercado de música de qualidade, algo "que a grande indústria não promove" – e que nessa sexta edição reuniu 600 artistas e 800 especialistas de cultura de vários países.

O curador musical é Benjamin Taubkin, que vem de outra iniciativa descentralizadora, a do projeto Rumos, do Itaú Cultural. Uma das chaves do projeto, segundo ele, se concentra nos debates, para os quais procura adotar o seguinte norte: "A gente não faz seminário de lamentação. Tem problemas? OK, como é que se contornam os problemas? Um péssimo vício nosso é essa idéia de que precisamos salvar o Brasil, mas quem salva sou eu, não você. Uma andorinha não faz verão, a cultura se modifica por vários”.

"Achei que o papel fosse buscar a diversidade musical das várias regiões do Brasil. O que queremos é que cada trabalho selecionado tenha ligação com sua origem. Pode ser rock, rap ou música eletrônica, desde que tenha um pé na sua região", completa Taubkin, ele próprio ancorado na tradição da música instrumental.

De tal conceituação surge um festival que, embora mais dedicado à comunidade cultural que ao público consumidor, estabelece parâmetros aos quais o Brasil só agora começa a se acostumar. Na volumosa programação, convivem pacificamente gêneros e artistas os mais diversos. Eis alguns exemplos díspares, testemunhados em dezembro por Carta Capital: O poeta, cordelista, repentista e cantador Bule Bule, de Feira de Santana (BA), apresentava seu samba de roda mais rural que urbano, sem entrar em contradição com o discurso sócio-político do grupo de hip hop Faces do Subúrbio, de Recife (PE). O Trio Manari, do Pará, extraía jazz e sambão de reco-recos indígenas gigantes, enquanto os rapazes do Naurêa despejavam em ritmo de "forrock" os lemas "como é bom ser brasileiro" e "como é bom ser sergipano”.

No Teatro Castro Alves, Vitor Ramil evocava a melancolia, o frio e as milongas do Rio Grande do Sul; em praça aberta, o grupo Lado 2 Estéreo, do Piauí, exibia um híbrido de drum’n’bass, "samba black power" e rock militante anti-discriminação racial e social. No palco, Josh, do Lado B Estéreo, provocava os anfitriões: "Mandaram eu colocar a camiseta de volta, porque aqui é a Bahia. Tirei porque lembrei que aqui é a terra de Carla Perez”.

Josh tenta resumir o ambiente em que virou artista: "Teresina é uma cidade que vive sob o padrão Globo de sucesso. Não fazemos parte de nenhuma cena que temos que seguir. Uma vantagem que no início era dificuldade é a gente ser de uma cidade improvável. É um estranhamento”. O Brasil musical que resulta dessas tantas imagens díspares é complexo, diversificado e em nada uniforme como faziam supor, ao longo dos anos 90, gravadoras e mídia. Dilui monoculturas como as de axé music, pagode urbano e canção sertaneja, assimilando-as e as revestindo de diversidade que antes não possuíam.

No pólo Norte, por exemplo, Daniel Zen, organizador do festival Varadouro, manda notícias sobre a nova música do Acre: "A contradição/fusão entre urbano e florestal, típica das cidades amazônicas, constitui a poética de boa parte das bandas daqui, o que demonstra uma identidade local, que reúne essa contradição urbana/florestal".

No pólo Sul, Marcelo Domingues, do DemoSul, dá informações diversas, mas semelhantes, sobre Londrina (PR): "Hoje, há cerca de 80 bandas em atividade na cidade, variando entre o rock, o pop e a MPB. São lançados de 15 a 20 CDs por ano, alguns pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura e outros por iniciativa independente de selos como Lab Records, que era direcionado apenas a punk e hardcore e agora começará a lançar outros estilos".

De volta ao Pará, Vladimir Cunha ensaia a síntese entre tantas possibilidades díspares, defendendo ao mesmo tempo a qualidade popular do tecnobrega e novos diferenciais estabelecidos por bandas de rock como La Pupuña e Suzana Flag, que adotaram o português e as referências musicais locais lado a lado com fascínio "universal" pelo pop-rock anglo-americano.

"São alunos de música e chamam artistas do tecnobrega para tocar com eles, chancelando-os não mais como paródia. São formados em música e se aproximam da periferia para começar a entender o lugar em que vivem", afirma, consciente de que Belém não quer ser Londres, Hollywood, a Rede Globo ou São Paulo. Belém quer ser Belém – e isso talvez comece a se estender a cada cidade do Brasil.
NA ERA DAS GRAVADORAS DE ESQUINA
"A indústria fonográfica tradicional perdeu conexão com o gosto popular", avalia o antropólogo Hermano Vianna.
Uma das figuras estratégicas no acompanhamento da descentralização que vive a música brasileira é o antropólogo Hermano Vianna, que co-dirigiu com o produtor Beto Villares o projeto Música do Brasil, uma espécie de atualização das expedições de Mário de Andrade (1893-1945) rumo às musicalidades do Brasil profundo.Vianna cultiva ramificações íntimas com a cultura oficial: é próximo tanto de Caetano Veloso, quanto da Globo, quanto do ultracomercial Tim Festival, quanto do Ministério da Cultura de Gilberto Gil. Mas também atua como um ideólogo do outro lado da moeda, como mostra na entrevista a seguir.

CartaCapital: A música do Brasil não precisa mais de gravadora, tevê em rede nacional, rádio, jornal e revista?
Hermano Vianna: A música mais popular no Brasil não precisa mais de nada disso. O pessoal se cansou de esperar oportunidade, de reclamar da falta de espaço e atenção das gravadoras. Partiram para a ação, aproveitando o desenvolvimento tecnológico que tornou fácil e barato que qualquer banda produza seus discos. Onde há um computador com gravador de CD, há uma gravadora. Então, há gravadoras em praticamente todas as favelas brasileiras. Quase todas as favelas agora têm lan houses, já reparou?

O sucesso da Banda Calypso não foi produzido por gravadoras, e só quando já haviam sido vendidos milhões de CDs nos camelódromos as rádios e tevês passaram a tocar. Todas as bandas do forró eletrônico cearense já produziram DVDs, inventando uma nova indústria audiovisual que não depende de Lei Rouanet, mas abastece os bares de periferia. O lambadão cuiabano e a tchê music gaúcha inventaram suas economias paralelas, que só são paralelas do ponto de vista da grande mídia.

Quando leio as estatísticas de queda da indústria fonográfica, fico surpreso. Todas essas bandas fora da indústria vendem muito, os shows estão lotados por multidões, mesmo nas regiões mais pobres. Foi a indústria fonográfica tradicional que perdeu conexão com o gosto popular. Nos camelôs de Belém, toda semana há lançamentos novos de tecnobrega, com as músicas que estouraram no último domingo nas festas da periferia paraense. A indústria fonográfica não tem essa agilidade.

CC: A música brasileira vive um processo de descentralização?
HV: A descentralização é inegável. Não aconteceu por projeto político, até porque a maior parte dos movimentos políticos "conscientes" despreza essas músicas, condenando-as como alienadas ou lixo cultural. Mas aconteceu, em todos os lugares ao mesmo tempo. As gravadoras lançam quantos artistas por ano? E quanta gente faz música pelo Brasil? É uma multidão que fica de fora. A multidão resolveu lançar seus discos. Não é mais um movimento centralizado no Rio e em São Paulo. Cada cena desenvolveu modelos diferentes, adaptados à realidade local. São maneiras experimentais de produzir, divulgar e ganhar dinheiro com música. E as periferias se comunicam entre elas, sem depender de Rio e São Paulo. Já há uma rede nacional de comunicação paralela, que não é mais centralizada.

CC: Onde você colocaria, nesse tabuleiro, a produção musical dita intelectualizada?HV: Acho que é mais dependente do esquema antigo. Ainda fica esperando que uma grande gravadora venha salvá-la. Acreditamos que a música boa é produzida por artistas geniais, por criadores privilegiados, não é? Eles são admirados como pessoas superiores. Suas criações devem ser protegidas e perpetuadas como se fossem de vidro frágil, como se tudo conspirasse contra elas. Essa concepção de arte é recente, apareceu com o Romantismo europeu. Antes música era uma produção coletiva, sem "autores" e "direitos autorais". Isso continua a acontecer na maior parte das festas populares brasileiras. As pessoas ali têm uma relação diferente com a música: tudo é brincadeira de todos. Ninguém está ali para reverenciar quem está no palco. Quem está no palco é igual a quem está na platéia.
CC: A cisão entre centro e periferia na música, que você tem descrito, é irremediável? Como se poderiam reconciliar essas duas pontas que não se compreendem uma à outra?
HV: Uso as palavras centro e periferia como provocação. São muito carregadas, muitos grupos diferentes acham que são donos delas. Gosto de bagunçar o coreto dessas fronteiras: tudo que acontece de interessante passa sempre de um lado para o outro. Se não fosse a indústria de informática do centro do império norte-americano, nenhuma dessas novas músicas periféricas existiria. O mundo é felizmente mais complexo do que um jogo com dois lados. Há muitos lados. Sempre gostei de mediação.


Fonte: http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/na_midia/index.php?p=14097&more=1&c=1&pb=1