Thursday, May 29, 2008

#76 - Reunião para debate sobre o Encontro X




ENCONTRO X
Jovens vilhenenses se reúnem para debater evento

Será realizada uma reunião no próximo sábado, 31 de maio, no coreto da praça Padre Ângelo Spadari, com o objetivo de se debater os pontos para a realização do Encontro X: data, horários e atividades que serão realizadas durante o evento. Na ocasião estarão presentes praticantes de esportes radicais (como skatistas, rollers, bikes free stile) e agentes culturais (bandas, representantes de grupos de teatro, etc.).

Idealizado pelos coletivos Possa Skateboard e Vilhena Rock - ambos voltados à cultura jovem, urbana e inclusiva - o Encontro X será realizado no segundo semestre (após a EXPOVIL) e tem como objetivo reunir a juventude ligada aos esportes radicais e bandas de rock, além de grupos de teatro e outros agentes culturais para a realização de atividades em conjunto, fazendo um dia de lazer, unindo esportes radicais, música e outras manifestações culturais.

O nome escolhido para o evento remete aos esportes radicais e também à Geração X (alguém lembra?), considerado como os pontos principais das atividades.

Estão convidados para a reunião todos os interessados em participar e colaborar no evento.

Compareçam!

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SERVIÇO:
Debate sobre o Encontro X
Sábado, 31 de maio, a partir das 18:30
Local: Coreto da Praça Padre Ângelo Spadari

Wednesday, May 28, 2008

#75 - De volta, mais uma vez...

Enmou, uma das atrações do Encontro X

VILHENA ROCK & POSSA SKATE
Encontro X - Rock, Skate, Roller, Bikes, Teatro, etc.

Com o objetivo de reunir jovens dos mais diversos meios esportivos e culturais será realizado em Vilhena o Encontro X (nome provisório – ou não). De início está marcada para este sábado (31/05) uma reunião que será feita no Coreto da Praça Padre Ângelo Spadari, a partir das 18:30 h, para se debater o dia e o local do Encontro X, além das atividades que serão realizadas durante o evento.

A idéia do Encontro X surgiu de uma conversa – via MSN – entre Jhon (do Possa Skate) e eu (Vilhena Rock), na qual falávamos sobre a mobilização da juventude aqui em Vilhena, onde se ouve muito falar em protesto (que não fazem), mas existe pouca ação real. Durante a conversa surgiu a idéia de um evento que reunisse bandas de rock e os skatistas da cidade, mas com o andar da prosa concordamos em convidar representantes de outros esportes radicais e outros setores culturais – pelo menos agentes culturais ligados a teatro aqui foram convidados.

Juntando essa galera poderemos debater sobre as melhorias para que a praça Padre Ângelo Spadari se torne ponto de encontro dos atletas de esportes radicais, além de ponto cultural, devido ao espaço físico que a praça tem.

De qualquer forma o convite é para todos os interessados em realizar uma atividade que envolva esporte, cultura e consciência coletiva.

Compareçam.

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Inscrições abertas

FESTCINE AMAZÔNIA
Festcine Amazônia abre inscrições para 2008

Estão abertas de 02 de maio a 29 de agosto de 2008 as inscrições para o Festcine Amazônia – Festival de Cinema e Vídeo Ambiental cujo tema deste ano é “Não – A Natureza não pode sair de cena”. O Festival que já é um referencial sobre temática ambiental na região amazônica, realiza sua sexta edição que acontece em Porto Velho, Rondônia no período de 10 a 15 de novembro de 2008.

As inscrições poderão ser feitas através de preenchimento de formulário próprio a disposição dos interessados no site
www.festcineamazonia.com.br O material, preferencialmente - Fita Mini DV/NTSC, DVD ou VHS/NTSC do filme/vídeo, deverá ser enviado para o endereço Festcine Amazônia Rua: Paraguai, 320, Morada do Sol 2, Bairro Embratel - CEP: 78900-970 Porto Velho – RO – Brasil (e-mail: fest_cine@hotmail.com e contato@festcineamazonia.com.br
).

O Festcine Amazônia a finalidade de divulgar e exibir obras audiovisuais, curta e média metragens, de ficção, documentários, animações e experimentais, com temática ambiental, produzidas em qualquer parte do mundo, desde que legendadas ou faladas na Língua Portuguesa. Cada participante poderá inscrever mais de um filme/vídeo realizado a partir de 2000.

De acordo com a comissão de organização apesar de colocar em evidência o tema ambiental e de fomentar a discussão e reflexão sobre as causas ambientais, o festival é aberto para a inscrição de todo e qualquer gênero de produção e que estão aptos a se inscreverem os filmes (35 ou 16 mm), vídeos produzidos em qualquer formato, com duração máxima de 26 minutos. Obras com tempo superior a 26 minutos, poderão ser inscritas e exibidas nas mostras itinerantes dos bairros e cidades, fora de competição.

A premiação está dividida nas categorias: Melhor filme e vídeo que concorrem igualmente ao Troféu Mapinguari e uma câmera de vídeo digital. Prêmio Danna Merril para Melhor Documentário; Prêmio Major Reis para Melhor Animação; Prêmio Vitor Hugo para Melhor Ficção; Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira para Melhor Experimental.

A Mostra premia também o Melhor Roteiro (Prêmio Chico Mendes); Melhor Montagem (Prêmio Marina Silva); Trilha sonora (Prêmio Povos Indígenas de Rondônia), fotografia (Prêmio Silvino Santos) e ainda Prêmio Capô (Maurice Capovilla): Linguagem; Prêmio Melhor Direção; Prêmio Melhor Ator; Prêmio Melhor Atriz; Júri Popular; Prêmio Thiago de Mello – Troféu Esperança; Prêmio ABD-RO/Lídio Sohn para Melhor Documentário. Incluindo premiação para a melhor produção rondoniense (Melhor Diretor; Melhor Roteiro; Melhor Montagem; Melhor Trilha Sonora Original).

As reportagens com temática ambiental também estarão concorrendo à premiação, divididas em melhor vídeo reportagem ambiental, melhor reportagem ambiental rondoniense e melhor reportagem ambiental nacional. Segundo os organizadores esta categoria foi criada especialmente por indicação do júri de seleção de 2004, tendo em vista o grande número de trabalhos inscritos por profissionais que trabalham em TV.

Fonte: Assessoria de Imprensa Festcine Amazônia

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Acabou La Tequila e seu disco "O som da moda"

SENHOR F
Senhora Matéria - Os 50 discos independentes mais importantes dos últimos 10 anos

O Site Senhor F destacou uma matéria com os 50 discos mais importantes dos últimos 10 anos. Na lista figuram nomes como Autoramas, Walverdes, Los Hermanos, MQN, Os Pedrero entre muitos.

Confira a matéria
aqui
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Concurso de bandas da Peligro

TRAMAVIRTUAL
Concurso TramaVirtual / Peligro vai levar sua banda para tocar no Milo Garage


Com mais de três anos de história, a festa da Peligro, no Milo Garage é referência de bons sons na noite paulistana. Ao longo deste período, nomes importantes da cena independente tocaram por lá, como Cansei de Ser Sexy, Cidadão Instigado, Artificial, Mzuri Sana, Macaco Bong e Mamelo Sound System. Outros, futuros hypes, escolheram a festa para fazer sua estréia nos palcos - apesar do clubinho não contar com palco. Entre eles, Mallu Magalhães, Debate e Bonde do Rolê.

Além disso, a garagem já abrigou festas lendárias, com discotecagens internacionais de gente como Diplo - em sua primeira apresentação no Brasil - e Radioclit, e presença de figuras ilustres como John McRea (Cake), Damo Suzuki (Can), Kieran Hebden (Four Tet), o fotógrafo Bob Gruen, e um verdadeiro quem é quem entre os formadores de opinião quando o assunto é música.

Agora, celebrando os quatro anos da distribuidora Peligro, organizadora da noite, chegou a hora da sua banda participar da festa. E o melhor, como atração principal. Em parceria com a TramaVirtual, a Peligro vai escolher, através deste concurso, as cinco bandas que tocarão na festa em julho.

Saiba como participar.

CALENDÁRIO

- 25/05/2008 a 06/06/2008 – inscrições
- 13/06/2008 – divulgação dos finalistas
- 13/06/2008 a 20/06/2008 – votação popular
- 23/06/2008 – divulgação das bandas vencedoras

Fonte: Tramavirtual
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E mais...

# Calango apresenta novidades
# Fabrício Nobre (MQN / Monstro Discos / ABRAFIN) divulga carta resposta à Folha de SP
# Coletivo Tomarrock comemora 6 meses nesta sexta

Acompanhe essas notícias aqui.

Friday, May 09, 2008

#74 – Tudo o que você gostaria de saber ou o que eu consigo contar...
... sobre o Festival Casarão Ano IX
Realizado nos dias 02, 03 e 04 de maio o Festival Casarão, em Porto Velho/RO, reuniu o que há de novo (e parte do melhor) entre jornalistas, produtores e músicos do circuito independente nacional, intitulado “Circuito Fora do Eixo”, além de seu braço político (de articulações e planejamento), por assim dizer, a Associação Brasileira de Festivais Independentes, ou simplesmente, ABRAFIN.

Nos dois dias que antecederam às apresentações de bandas houveram debates na biblioteca Francisco Meirelles. Temas como a atual cena musical brasileira, as mídias independentes, Circuito Fora do Eixo e ABRAFIN foram abordados, por pessoas que trabalham diretamente nisso. Fora isso o prometido debate sobre a cena rondoniense não foi realizado, por um simples motivo: falta de quorum. Isso mesmo, na hora de debater todo mundo “fugiu” ou não quis ficar, sei lá, restando apenas os debatedores e alguns gatos pingados. Até aí tudo bem, não debater parece ser uma tradição rondoniense, para depois bater na imprensa e nos produtores de fora pelas costas, com a consciência tranqüila de quem não fala na cara quando é devido ou necessário, ou seja, oportuno.
Mukeka di Rato por Cátia Burton
Dos shows não tenho muito que dizer, até porque seria injusto. Assisti somente a quatro shows completos: Mukeka di Rato, Boddah Diciro, MQN e Hey Hey Hey. Mas vamos lá:

02.05. Sexta – Ver a DHC ao vivo era um desejo antigo meu, agora muito mais justificado, eles são A banda de hardcore cru de Rondônia. 20 anos de história não é para qualquer um e a banda demonstrou isso no palco, embora não seja um estilo que agrade todo mundo. Justamente entrevistando a DHC, juntamente com Rebeca Barca, perdi o show da banda Prysmman, de Vilhena. A repercussão da apresentação foi boa, embora logicamente as críticas aos covers viessem na mesma proporção. De qualquer forma o público ficou satisfeito, isso já é bom.

Incinerador e Visitantes eu peguei poucas partes, a primeira banda com um som pesado e coeso e a segunda coesa também, porém de uma sonoridade mais viajada e bacana de se ouvir, com direito à homenagem à Porto Velho. Das bandas da noite a que mais me surpreendeu foi a Underflow, de Manaus, já tinha visto eles no Zappeando e ouvido uma faixa ou outra, mas nada que dimensionasse a pegada que eles têm ao vivo. Muito bom. Bicho du Lodo e Do Amor perdi também. Estava entrevistando a Underflow para o Portal Fora do Eixo. E veio a Coveiros, a qual fez um bom show, mas como disse na resenha ao Fora do Eixo a dengue ainda afetava Hélio e Giovanni, deixando-os abatidos, mas mesmo assim fizeram um dos melhores shows da noite, com direito à músicas do disco recém lançado, além da clássica “Bunda peluda”. E Queens of the Stone Age...

Então veio o Mukeka, um show rápido, com uma música tocada em cima da outra, como todo bom show de hardcore tem que ser. E dá-lhe porradaria no ouvido e rodas no chão. Tocaram “Clube da Criança junkie”, nem esperava por essa e também mandaram bastante do disco novo “Carne”. A empatia da banda garantiu o que pra mim foi o melhor show da noite. Pode haver controvérsias por parte de outras pessoas, pode. Mas pra mim, nada muda, porque foi Foda (nesses termos mesmo). Não vi Cachorro Grande, acho que estava ajudando a arrebanhar gente para o ônibus ou coisa assim. Mas percebi que a comoção foi geral quando tocou “Sinceramente”.

Mr. Jungle por Cátia Burton

03.05. Sábado – As águas do (rio) Madeira estavam barulhentas, antes de chegar no Casarão dava pra sentir a pressão só de ouvir o som da água batendo nas pedras. Afim de adiantar os trabalhos lá fomos a equipe de comunicação do Fora do Eixo / Beradeiros entrevistar o máximo de gente possível, além de conversar com produtores, músicos e jornalistas sobre o festival, perspectivas, opiniões. Nessa pegada se passaram os shows de One Weak, Hellfire, Marlton e Sucodinois. Assisti a trechos, principalmente de Hellfire e SdS. Metal clássico e Psicore, depois falam que Rondônia não tem diversidade. Talvez porque ninguém por aqui se inspira em Arctic Monkeys e Franz Ferdinand pra fazer algo meia boca, pagar de indie e ser ovacionado. “Ah tem a Di Marco” alguém pode dizer, mas pelo menos a banda de Ji-Paraná tem personalidade e aplica uma personalidade própria, e faz bem feito, mais um ponto para a diversidade rondoniense.

Confesso que parei tudo o que fazia para ver o Boddah Diciro. Até porque tem muito tempo que acompanho a saga da banda para tocar em Rondônia. Conseguiram apoio para passagens aos 46 minutos do segundo tempo, chegaram, não tiveram muito tempo para passar som no palco e o show começou com as vozes esquisitas, quase vindas do além. Mas quando vieram... Uma performance muito boa, de todo mundo, mas as meninas chamam muito a atenção, não é por mal, mas é fato. Após o show conversei com os integrantes das bandas sobre isso, de mulheres subirem no palco e se afirmarem. Samia (guitarra) e Didia (bateria) não só se afirmaram, passaram por cima mesmo. Claro, com grande colaboração de Beto e Dan, guitarra e baixo respectivamente. De volta ao trabalho perdi boa parte das apresentações de Aliases, Mr. Jungle, Rádio Ao Vivo e Mezatrio. Teve um strip tease do Thiago “Aliases”, hard rock duro da Jungle, Rádio mandando as músicas que sei de cor e Mezatrio, com nova formação, mais enxuta, mas continua de nível.

Macaco Bong = artistas, pedreiros, instrumentistas e comunicadores. Tudo para definir esses caras que, segundo Pablo Kossa, representam a metade do que é feito de bom e original de rock independente no Brasil (a outra metade é a Porcas Borboletas). Cada show do Macaco é único, como disse Ynaiã, perdeu um momento? Já foi. E cada show é melhor que o outro, experiência de quem já viu três. Difícil é explicar o que caracteriza a banda, mas acho que é a sinergia da mão direita de Kayapy, do “pé-de-chumbo” Bertholdo e a concentrarão de Ney, ou então é a numerologia, devido a tantos “Y” juntos. Recato também não vi por completo, gostaria de ter visto. Ganharam o “joinha” da Tramavirtual, ou seja, agora são destaque no site. Como havia dois representantes da Trama no Casarão, o show deve ter sido muito bom. Ponto pra diversidade rondoniense também.

Aí sobe o MQN. Muitos, não só a banda, reclamavam do som da rave que constantemente era abaixado para ver se não interferia tanto nas bandas. Ouvi “Hard times”, “Breaking crystal stones”, “Eletrify”. Como disse o Fabrício em algum lugar: “é o rock duro do cerrado”. E dizem que não foi um bom show deles. Imagine se fosse?

Para encerrar a noite veio Dead Fish. Antes, no inicio da noite, tive a oportunidade de conversar com o baixista da banda, Alyand, sobre a banda, o passado duro da época DIY (em português “faça você mesmo”) da banda e de planos para 2008. Ele adiantou que em breve a banda entrará em estúdio para a gravação do novo disco e também que boas novidades estão surgindo para a banda, inclusive o apoio de um fabricante de instrumentos. Quanto ao show: frenético (tirado de um antigo disco ao vivo deles). O público não parava um minuto sequer, era a catarse do show mais esperado pela gurizada mais “independente”. Embora com uma guitarra a menos, e pelo jeito vai ser mantido assim, a banda ficou mais econômica, mas não menos melódica, e nem muito menos potente, pelo contrário, Phillipe se mostrou um guitarrista ainda mais completo. Como não posso deixar de falar, embora não tocassem “Noite” e “Tango”, fizeram um show muito bom, com direito a “Just Skate”, - a versão do Mukeka di Rato para ela é mais divertida confesso- e “Proprietários do Terceiro Mundo”, além de músicas dos discos que saíram pela Deckdisc (os mais recentes). Hardcore, tão hc quanto à volta do ônibus depois do Casarão...

Di Marco por Cátia Burton

04.05. Domingo – O domingo chega e bate a saudade de algo que ainda não havia terminado, mas já estava quase. Durante tarde de domingo tivemos uma reunião com Pablo Capilé, Fabrício Nobre, Pablo Kossa, Beradeiros, Catraia, Vilhena Rock, Aliases, se esqueci de alguém me perdoem. A reunião, muito produtiva e bem sacada, se estendeu e perdi o primeiro ônibus que levou o pessoal que saiu do hotel para o Kabana’s. Nisso perdi o show da Celula’Tiva (um dia eu assisto eles) e cheguei no final da Di Marco. A banda “da galinha branca” – piada interna – desceu do palco bem elogiada, não só pelo público, mas por produtores e jornalistas. Esses sim, podem tocar Arctic Monkeys e Franz Ferdinand sem medo, porque não são amarrados a elas. A Di Marco faz um som dançante, pop, mas sem ser melosa ou chata. Fora que a evolução deles de um ano pra cá é muito mais que evidente, pode confirmar quem acompanha a banda.

Perdi boa parte do show da Miss Jane e Esquerda Volver, mas deu para sacar que a primeira banda tá mais coerente com o som que se compromete a fazer, e até onde vi foi um show redondo, muito bacana, ainda no final entrevistei a banda, mas o áudio do trem lá (malditos termos técnicos) deu pau. E a banda curitibana foi bem também, apesar do pouco público que estava à frente de seu palco.

Aí sobe a Hey Hey Hey, e mesmo após conversar com o Marcos que dizia que erraram muito, fato que não me convenceu, pois a banda fez o melhor show de bandas rondonienses do festival. Pelo menos pude sentir isso. A Hey³ (deixo assim porque multiplicar os Hey’s se torna cansativo, hehe) viajou no som – distorções, inserções eletrônicas - reinventou-se, trouxe uma nova proposta de som para a cena rondoniense e sua – olha ela aí de novo – diversidade cultural.

Depois era a vez da Querembas. Os bolivianos simpáticos, sorridentes e um pouco tímidos deram lugar a uma banda furiosa. O new metal da banda bateu forte, como o bumbo da mesma, show para nenhum cabeludo (ou não) sair de lá sem bater cabeça. Pegada nervosa e super pesada com uma performance de palco igualmente poderosa.

A Ultimato eu perdi de ver, quer dizer, até estava em cima do palco, mas dividia meu tempo mais em ser xingado por pré-adolescentes que queriam tirar foto com a Pitty ou então dando uma mão na instrumentoteca, que nessas horas fervia de gente (jornalistas e tietes) para ver a maior atração do festival. Nada contra a banda tals, mas a assessoria da mesma poderia tratar as pessoas com mais educação, vai aí uma dica. Quem é mal assessorado pode acabar ficando com uma fama que não tem. A pegada da Ultimato continua poderosa (bom, pelo menos consegui ouvir a banda), e o show foi bem elogiado também.

Uma rápida passada no outro palco para ver Los Travecos Falsos (Ecos Falsos + Daniel Belleza). Insanidade e diversão se conjugaram ali, um show bem feito e super carismático, mas injustiçado pelo fato de ser do lado do palco da Pitty daonde vinha uns pedidos nada educados para que acabasse um show e começasse o “principal”. Alguns jovens são tão alienados que o guitarrista da Pitty (Martim) tocou com a banda dos “maricón” sem ser incomodado, tranquilamente. E dá-lhe xingamento para que um dos shows mais divertidos do festival acabasse para dar lugar à febre juvenil.

E sobe Pitty, para o delírio de muitos. Vi de longe, até tentei chegar perto, mas tenho mais medo de uma criança de grito agudo e uma máquina fotográfica digital nas mãos do que um cara de mais de 100 kg numa roda do Mukeka di Rato. Nada há de se negar: foi o show mais profissional, em todos os termos. Foi porrada, como muitos esperavam. Mas eu já não estava nem aí. Até me despedindo do pessoal já estava, atrás de gente que queria ir pro ônibus descansar até ir ao aeroporto ou hotel. E o festival termina, com uma pedra lançada no rio, agora é só esperar as ondas, que aliás, estão se tornando perigosas novamente. Tão perigosas e nem pensadas como um filme que já vimos no ano anterior. Pelo menos na edição anterior tivemos um final feliz...

Faltou algo?

Sempre falta, na parte logística houveram algumas falhas que se pode consertar. Mas faltou mesmo o show da Johnny Suxxx & The Fuking Boys, que não vieram devido a motivos de saúde do vocalista. Também senti falta da Made in Marte, que se estivesse na ativa 100% com certeza estaria no line up do festival e mais certeza ainda do bom show que sabemos que eles podem fazer. E seria mais um ponto da diversidade rondoniense.

Aliás, bati nisso o tempo todo, na diversidade rondoniense. Sempre falam que a cena rondoniense é pesada demais, com muitas influências de metal e hardcore. É um traço cultural e evidencia algo (que em Rondônia é fato) e que pretendo me aprofundar mais a frente: na falta de apoios oficiais (público e privados) e de produção, são essas vertentes que prevalecem, pois são firmes e autônomas, que abastecem o que há de independente, o “do it yourself”, em português, “faça você mesmo”. Ao contrário do que muitos dizem, eu acredito e afirmo a identidade e a diversidade cultural de Rondônia. Só citando nomes: Leão do Norte, Merda Seca, New Change, Mecânicos (Cacoal), Hawk Angel (Ji-Paraná), Strutura 6 (Vilhena) só citar as que não estiveram no festival. Me diz se alguma se parece com a outra aí?

Por fim, critiquem a vontade, afinal estamos aqui para isso. Lembrem-se este é um texto OPINATIVO. Não sou dono da verdade, nem você é. Então f* - se todos e vai ler um livro.

Tuesday, April 29, 2008

#73 - Malas prontas e outras mal acabadas
Prysmman será a banda vilhenense no Festival Casarão

FESTIVAL CASARÃO
Contagem regressiva para o Festival Casarão Ano IX

O Festival Casarão Ano IX será realizado nos dias 02, 03 e 04 de maio na cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondônia. Com a participação de 35 bandas, a maioria do circuito independente (e Fora do Eixo), o festival tem como principal objetivo incentivar a cena local, promovendo intercâmbio com músicos, produtores e jornalistas de diversas regiões brasileiras, além de outros agentes que virão da Bolívia, como a banda Querembas.

O festival, cuja primeira edição foi em 2000, é realizado em um Casarão histórico às margens do Rio Madeira, distante 7km da cidade. Próximo ao local encontra-se a também histórica Igreja de Santo Antônio, além do cemitério de mesmo nome. A contextualização histórica do local é evidente, o que se torna o principal diferencial do evento.

Mas, voltando ao festival, a 9ª edição do Casarão pode se tornar um marco para música independente de Rondônia. Isso porque, além da programação musical, vários produtores, jornalistas e membros de coletivos de arte independente estarão trocando informações, debatendo idéias e ministrando oficinas, nos dias 30 de abril e 1° de maio, nos auditórios da UNIR Centro e da Biblioteca Francisco Meirelles. Estarão representados veículos e coletivos como Escárnio e Osso (SP), Espaço Cubo (MT), Festival Evidente (RJ), Fanrock (Porto Velho/RO), Urbanaque (SP), Revista Trip (SP), Jornal do Brasil (RJ), Projeto Beradeiros (Porto Velho/RO), Intercâmbio Rock/Interior Alternativo (Ji-Paraná/RO), Vilhena Rock (Vilhena/RO), Festival MADA (RN), Folha de São Paulo (SP), Senhor F (DF), Fósforo Cultural (GO), Jambolada (MG), Goiânia Noise (GO) e ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes).

A participação vilhenense – A banda Prysmman, de Vilhena, foi uma das convidadas para representar o interior do estado. Formada em 2001, a sonoridade da banda é atualmente puxada mais para influências como new metal, mas anteriormente (no primeiro trabalho do grupo), sons mais ligados à pop e hardcore, mas agora com músicas mais sérias a banda, já madura (sete anos de idade) promete fazer uma boa apresentação no Festival. Para quem ainda não conhece a banda: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=71034 .

Além da banda outro grupo irá representar o município de Vilhena. É o coletivo Vilhena Rock, que é uma espécie de associação de jovens engajados da cena musical independente de Vilhena. Integrantes do coletivo irão fazer parte da equipe logística do festival, além de serem um dos representantes do interior do estado nas mesas de debate, sendo uma inclusive voltada especificamente à cena musical rondoniense. Curioso?

Confira a programação logo abaixo:

Programação de bandas:

02 de maio – Sexta
Local: Kabana’s

22:00 – Cachorro Grande (RS)
21:30 – Mukeka di Rato (ES)
21:00 – Coveiros (RO)
20:30 – Do Amor (RJ)
20:00 – Bicho du Lodo (RO)
19:30 – Mr. Jungle (RR)
19:00 – Underflow (AM)
18:30 – Visitantes (SP)
18:00 – Incinerador (RO)
17:30 – Prysmman (RO)
17:00 – DHC (RO)

03 de maio – Sábado
Local: Casarão
01:30 – Dead Fish (ES)
01:00 – MQN (GO)
00:30 – Recato (RO)
00:00 – Macaco Bong (MT)
23:00 – Mezatrio (AM)
22:30 – Rádio Ao Vivo (RO)
22:00 – Toa Toa (RJ)
21:30 – Aliases (AM)
21:00 – Boddah Diciro (TO)
20:30 – Sucodinois (RO)
20:00 – Marlton (AC)
19:30 – Hellfire (RO)
19:00 – One Weak (RO)

04 de maio – Domingo
Local: Kabana’s
22:00 – Pitty (BA)
21:30 – Ecos Falsos + Daniel Belleza (SP)
21:00 – Ultimato (RO)
20:30 – Querembas (Bolívia)
20:00 – Hey Hey Hey (RO)
19:30 – Esquerda Volver (PR)
19:00 – Johnny Suxxx n’ Fucking Boys (GO)
18:30 – Seu Miranda (RJ)
18:00 – Miss Jane (RO)
17:30 – Di Marco (RO)
17:00 – Celula’tiva (RO)

Programação de seminários, oficinas, debates:

III Seminário de História, Cultura e Rock na FlorestaOficinas/Workshop

Dia 30 de abril

09:00 - Textos: "Como ser um critico de Rock"
Ministrante: Fábio Battista (Escárnio e Osso - SP)

19:00 - Comunicação: Implantação e Prática
Ministrante: Ney Hugo (Espaço Cubo - MT)
Dia 01 de maio

09:00 - Comunicação: Implantação e Prática
Ministrante: Ney Hugo (Espaço Cubo - MT)
19:00 - Workshop - Guitarra
Ministrante: Bruno Kayapy (Banda Macaco Bong - MT)
Dia 02 de maio

9:00 - No divã com Lariú "Como dar uma turbinada na sua banda - dicas de divulgação e produção" - Workshop
Ministrante: Rodrigo Lariú (Jornalista - Festival Evidente - RJ)

Seminário e Ciclo de Debates


Dia 30 de abril

14:15 - História do Casarão e Santo Antonio
Palestrante: Helio Dantas (Historiador)
Mediador: Vinicius Lemos (Casarão - RO)

15:45 - Mídia Independente
Com: Bruno Dias (Urbanaque - SP) e Cirilo Pereira (Revista Trip - SP)
Mediador: Pedro de Luna (Jornal do Brasil - RJ)

17:15 - Cena Rondoniense
Com: Marcos Fonseca (Projeto Beradeiros - RO), Nettü Regert (Vilhena Rock - RO) e Rafael Amorim (Intercambio Rock - RO)
Mediador: Vinicius Lemos (Casarão - RO)

Dia 01 de maio

14:15 - Momento Musical Brasileiro
Com: Jomardo Jomas (Festival MADA - RN) e José Flavio Jr. (Folha de São Paulo - SP)Mediador: Fernando Rosa (Senhor F - DF)

15:45 - Circuito Fora do Eixo: Formação de Economia Solidária
Com: Pablo Kossa (Fósforo Cultural - GO) e Talles Lopes (Festival Jambolada - MG)
Mediador: Pablo Capilé (Espaço Cubo - MT)

17:15 - Associação Brasileira de Festivais Independentes - ABRAFIN
Com: Fabrício Nobre (Presidente - Goiânia Noise Festival - GO)
Mediador: Rodrigo Lariú (Assessor de Imprensa - Festival Evidente - RJ)

Coordenação: Adriel Diniz e Bruna Cruz

Colaboradores: Nettü Regert e Vinicius Lemos

Site oficial do Festival Casarão Ano IX : http://www.festivalcasarao.com.br/ .


VILHENA ROCK

Desafio cristão

Um desafio é sempre bom. Ainda mais quando o resultado agrada ao desafiante e desafiados. O Vilhena Rock tem como uma das políticas a escolha de banda para eventos via enquête no ORKUT (Escolha da audiência), na Comunidade Vilhena Rock.

Sistema Oposto na Sessão das Quatro (13/04)

Nessa primeira enquête para escolher uma banda dessa forma, foram adotadas algumas etapas:

Na primeira os integrantes e fãs (porque não?) puderam indicar seus grupos favoritos em um tópico, para apreciação do coletivo Vilhena Rock, que iria escolher três para a escolha via audiência da comunidade. Como não houve tempo para reunião do coletivo foi decidido que todas as bandas indicadas pelo tópico entrariam na enquête (que aliás ainda está valendo).

Na segunda etapa foi feita a enquete para que a banda mais votada garantisse sua presença no próximo evento do Vilhena Rock. A movimentação por parte das bandas cristãs presentes na enquête (Apoteose HC, Sistema Oposto e Strutura 6) e seus votantes, como se mostrou bem forte, chamou a atenção do coletivo.

Então foi feito um desafio: se a soma dos votos das três bandas de rock cristão ultrapasse o número de 600 indicações o Vilhena Rock se comprometeria a fazer um festival com bandas do estilo. E não é que eles atingiram a meta? Já ultrapassaram a marca do desafio e provavelmente podem chegar a 700 votos ainda hoje.

O festival, ainda sem nome, está programado para ser realizado entre junho e julho. Em breve mais informações.

Friday, April 25, 2008

#72 - Quem é vivo sempre aparece

FESTIVIL
FESTIVIL – Festival da Canção de Vilhena com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o I Festivil – 1º Festival da Canção de Vilhena. O festival, que é de interpretação de canções, vai ser realizado nos dias 09, 10 e 11 de maio na praça da igreja Nossa Senhora Aparecida e será realizado pela Secretaria Municipal de Esportes e Cultura de Vilhena (SEMEC).

O Festivil é um festival visa, principalmente, a participação de músicos amadores, ou seja, músicos que ainda não têm a música como fonte de renda. O festival, com essa iniciativa, reforça o caráter cultural do evento (não é um concurso) e que visa o surgimento de novos “valores” musicais em nosso município e quem sabe futuramente esses mesmos calouros não se tornem profissionais daqui algum tempo.

O festival terá duas categorias: popular e sertanejo. Para cada categoria o candidato pode inscrever uma canção apenas, que não poderá ser autoral (lembrando que o festival é de caráter interpretativo).

O evento será realizado em duas etapas. A primeira seletiva, onde todos os inscritos farão apresentações a uma mesa julgadora, que irá avaliar itens como dicção, interpretação, postura de palco, entonação, entre outros. Essa etapa será realizada nos dias 05, 06, 07 e 08 de maio, no Centro de Treinamento Marizeth Mendes, sempre a partir das 19h. Desta etapa serão qualificados 40 cantores (20 da categoria popular e mais 20 da sertaneja) para a disputa das finais dos dias 09 a 11 de maio.

Haverá premiação para os cinco primeiros colocados em cada categoria.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de abril na Secretaria Municipal de Esportes e Cultura de Vilhena, localizada na prefeitura, ou então no ginásio de esportes Jorge Teixeira, na Av. Brigadeiro Eduardo Gomes. Para efetuar a inscrição, que é gratuita, o candidato deve levar:

- Um CD com a música original gravada;
- 10 cópias da respectiva letra datilografada ou digitada;
- Documentos pessoais;Autorização (registrada) de pais ou responsáveis (no caso do candidato ser menor de idade);

Strutura 6 no Rock in Rua do ano passado
ROCK IN RUA
Sinal de Vida?

O Rock in Rua irá completar 20 anos de existência em 2008 e se consolida como um dos festivais mais tradicionais do estado. O fato curioso é que a maioria do público médio do RiR sequer havia nascido quando foi realizada a primeira edição do mesmo. Entretanto, mesmo com essa “idade”, o festival ainda não é devidamente reconhecido, até mesmo dentro do estado de Rondônia. Já vieram bandas de Ji-Paraná, Porto Velho e Cacoal, e várias outras que são de outros estados brasileiros se interessaram a vir, mas não tiveram condições.

Como em qualquer festival várias bandas locais “surgem e acabam” apenas com o intuito de tocar nele, não que isso seja exclusividade do interior, o que demonstra a sua importância como evento, mas não consolida uma cena forte de bandas em Vilhena, cujo o forte são os eventos, e não o contrário (onde bandas puxariam a cena). Para se ter uma idéia: de 2003 para cá somente uma banda se apresentou em todas as edições, enquanto outras se desmanchavam assim que tocavam no festival.

Com o público médio de aproximadamente 1.500 pessoas por evento o Rock in Rua é com certeza o maior festival do sul do estado e, cabe dizer, isso apenas com bandas locais e regionais se apresentando, sempre em espaço público, diga-se de passagem.

A organização do festival pretende fazer um festival que honre os vinte anos dessa iniciativa. No ORKUT já tem um tópico para responder dúvidas referentes ao festival, inclusive de como será feita a seleção de bandas para o evento.
A previsão é de que o festival seja realizado na segunda quinzena do mês de julho. Acompanhe as novidades sobre o Rock in Rua aqui, na comunidade do evento.



CASARÃO
Programação dos Seminários do Festival Casarão
* por Bruna Cruz

A Programação dos Seminários do Festival Casarão, divulgada hoje, está variada, contêm oficinas, debates, workshops. As oficinas em particular estão de acordo com as necessidades da cena rondoniense "o Seminário é uma das atividades mais importantes, por discutir tendências, reavaliar conceitos e principalmente, movimentar a cena de uma forma mais articulada, aprendendo acima de tudo", avalia Vinicius Lemos, produtor do Festival. Um exemplo disso é a oficina de textos, ministrada por Fábio Battista do Coletivo Escárnio e Osso - SP "Como ser um crítico de Rock", e a "Comunicação: Implantação e Prática" ministrada por Ney Hugo do Espaço Cubo - MT.

Em contraponto os debates têm assuntos variados, com contextos de nível nacional como é o caso de um dos tópicos do 3° dia de debates "Momento Musical Brasileiro" em que participarão Jomardo Jomas (Festival MADA - RN), José Flavio Jr. (Folha de São Paulo - SP) e Fernando Rosa (Senhor F - DF). http://www.festivalcasar%c3%a3o.com.br/ . Siga a grade de programação:

III Seminário de História, Cultura e Rock na FlorestaOficinas/Workshop

Dia 30 de abril

09:00 - Textos: "Como ser um critico de Rock"
Ministrante: Fábio Battista (Escárnio e Osso - SP)

19:00 - Comunicação: Implantação e Prática
Ministrante: Ney Hugo (Espaço Cubo - MT)

Dia 01 de maio

09:00 - Comunicação: Implantação e Prática
Ministrante: Ney Hugo (Espaço Cubo - MT)

19:00 - Workshop - Guitarra
Ministrante: Bruno Kayapy (Banda Macaco Bong - MT)

Dia 02 de maio

9:00 - No divã com Lariú "Como dar uma turbinada na sua banda - dicas de divulgação e produção" - Workshop
Ministrante: Rodrigo Lariú (Jornalista - Festival Evidente - RJ)

Seminário e Ciclo de Debates

Dia 30 de abril

14:15
- História do Casarão e Santo Antonio
Palestrante: Helio Dantas (Historiador)
Mediador: Vinicius Lemos (Casarão - RO)

15:45 - Midia Independente
Com: Bruno Dias (Urbanaque - SP) e Cirilo Pereira (Revista Trip - SP)
Mediador: Pedro de Luna (Jornal do Brasil - RJ)

17:15 - Cena Rondoniense
Com: Marcos Fonseca (Projeto Beradeiros - RO), Nettu Regert (Vilhena Rock - RO) e Rafael Amorim (Intercambio Rock - RO)
Mediador: Vinicius Lemos (Casarão - RO)

Dia 01 de maio

14:15
- Momento Musical Brasileiro
Com: Jomardo Jomas (Festival MADA - RN) e José Flavio Jr. (Folha de São Paulo - SP)
Mediador: Fernando Rosa (Senhor F - DF)

15:45 - Circuito Fora do Eixo: Formação de Economia Solidária
Com: Pablo Kossa (Fósforo Cultural - GO) e Talles Lopes (Festival Jambolada - MG)
Mediador: Pablo Capilé (Espaço Cubo - MT)

17:15 - Associação Brasileira de Festivais Independentes - ABRAFIN
Com: Fabricio Nobre (Presidente - Goiania Noise Festival - GO)
Mediador: Rodrigo Lariú (Assessor de Imprensa - Festival Evidente - RJ)

Coordenação: Adriel Diniz e Bruna Cruz
Colaboradores: Nettu Regert e Vinicius Lemos

FORA DO EIXO
Renato Reis Fará Ensaio Fotográfico com Bandas Rondonienses

Renato Reis, um dos melhores fotográfos do Circuito Fora do Eixo, estará presente no Festival Casarão. E a contribuição de Renato será bem grande: além de fazer a cobertura do Festival o fotógrafo participará da Oficina "Comunicação: Implantação e Prática" e dará aos participantes noções de como fazer fotografias.

Ensaio fotográfico com bandas rondonienses

Outra atividade de Renato - e certamente a de maior interesse aos Beradeiros (e outros interessados) - são os ensaios que fará com as bandas. Para participar é preciso preencher os seguintes requisitos:

A banda deverá escolher um local apropriado para as fotos e um tema.

Mandar um email para festivalcasarao.comunicacao@gmail.com.br , contendo as informações solicitadas acima junto com um email e telefone pra contato, fixo e celular.

A produção do Festival se encarregará de entrar em contato com as bandas e repassar os horários para as fotos. Os trabalhos do Renato Reis podem ser conferidos no http://www.flickr.com/photos/renatus.



EVENTOS EM VILHENA

Sem o que fazer neste fim de semana? Algumas dicas para você...

Noite do Salgadinho
Será realizado amanhã (26/04) no Salão da Igreja Batista a partir das 19 h. O salão fica na Av. 15 de Novembro, nº 2434, Centro. Os ingressos vão custar apenas cinco reais e as bandas Apoteose HC e Renúncia, além de bandas ligadas ao ministério da igreja. Os mais gulosos poderão perguntar “e o salgadinho”?

Sei lá, estarão esperando por vocês...

Noite do Pankadão
Este evento também será realizado no sábado (26/04), a partir das 22 h, na Chácara da Associação do Pato Branco (Supermercados), que fica próximo aos motores da CERON. Os ingressos podem ser adquiridos na Banca do Zóio, na esquina da Av. Marques Henrique com a Capitão Castro.

A banda DNA se apresentará no evento - “com o melhor do pop rock” – juntamente com o DJ Júnior Zaffari.

Prá quem curte “pancadão” e pop rock a pedida é esta.

Tuesday, April 15, 2008

#71 - Vilhena Rock!!!

VILHENA ROCK
Sessão das Quatro

Neste último fim de semana foi realizada a Sessão das Quatro, na escola Álvares de Azevedo, evento que serviu como abertura para a programação do Festcine Amazônia (itinerante) em Vilhena. Das dez bandas que se interessaram em participar do evento, sete compareceram à reunião para definição de ordem e horários das apresentações, no entanto, no domingo 13 de abril, apenas cinco se apresentaram. Servus e Urbanos foram na reunião, mas não puderam se apresentar na Sessão.


Apoteose HC na Sessão das Quatro: Showzaço!

No domingo (13/04) a decisão de se fazer o evento dentro de uma sala de aula se mostrou inadequada, apesar de ser um pedido dos funcionários da escola e de um vizinho que não anda muito bem de saúde (a propósito, melhoras meu camarada). O espaço se mostrou pequeno e quente demais, temperados por uma bela lua de 42° C (na sombra), mas foi interessante ver as pessoas presentes se manifestarem por melhores condições. Sugestão anotada.

Quem deu início às atividades foi a banda Omega 3, formada por músicos ecléticos, e bons, diga-se de passagem. Em um show basicamente de covers (convincentes) o que mais chamou a atenção foi Girlei, o bailarino da banda, um perfeito showman. A performance dele em “Robocop gay” – dos Mamonas – foi fora de série, como já foi comentado nas rodas de conversa sobre rock aqui da cidade. Falta atuação das bandas, algo mais teatral, e Girlei traz isso se tornando parte essencial da apresentação. As crianças adoraram...

Tio Zeh
, a segunda banda a se apresentar, também mandou apenas covers de Pitty e Vitor & Leo (!). O que deu para sentir foi uma certa insegurança da banda, pelo fato de voltarem à ativa recentemente, mas nada que comprometesse a apresentação.

A terceira apresentação ficou por conta da banda Apoteose HC. E que apresentação, a melhor da tarde, bom saber que temos em Vilhena uma banda assim, hardcore melódico gospel e certeiro. Têm pegada e velocidade, destaque para o baterista Japão e o vocalista Júnior (foto), que terminaram por incendiar a tarde. Showzaço!

Logo após entra em cena a banda Sistema Oposto, de cara mandando um cover da banda Rodox (“De costas pro mar”). Imagine uma roda punk gospel. Imaginou? Foi o que aconteceu na apresentação da SO. A Sistema segue a mesma escola de hardcore da Apoteose, porém é mais cadenciada. O show ainda teve a importância da volta do baterista Kaio (ou a saída dele foi um “golpe de marketing”?). O ponto negativo ficou apenas para os vocais, que quase não dava para ouvir, por problemas técnicos.

A última banda a se apresentar foi a Enmou. Bom, como estava do lado de lá na apresentação, não sei dizer como foi. Aliás, posso dizer que foi divertido, com uma galera revoltada pedindo Raimundos, Planet Hemp, essas coisas. Mais divertido foi o pessoal zoando o cabelo do Keith, mas isso é um assunto que vou abordar lá embaixo. Foi uma apresentação mais punk, com uma guitarra só (Jamir estava viajando) e um set de músicas que foram mandadas uma atrás da outra, exceto quando havia os problemas de chimbais do Kleyton e as lições de moral do quase senhor Keith. Engraçado, a banda que é talvez a mais “punk” da cidade é a mesma que dá sermões, vai entender...

A sensação foi de dever cumprido, agora só falta um retorno da diretoria da escola, quem sabe outros eventos aconteçam por lá. Faz parte dos planos do Coletivo Vilhena Rock, mas depende da vontade e iniciativa também do lado de lá.

É isso.

A cabeleira da discórdia

Keith (d) e seu famoso cabelo

No auge dos meus 26 anos de idade (“enriquecida” por uma calvície gritante) zoar o cabelo do Keith, vocalista da banda que toco (Enmou), pode ser interpretado por muitos como ato de inveja. Mas ultimamente toda vez que ele vai se apresentar tem sempre alguém que diz “Corta o cabelo ou vai tocar pagode”, em referência a protuberante cabeleira.

Pobres meninos, apesar da piada ter graça (depois da 500ª vez dá até para rir) o cabelo do Keith significa muito mais que pode parecer. Ele - juntamente com o Kleyton e Japa (também integrantes da Enmou) - é precursor da afirmação do movimento de consciência negra em Vilhena, dentro da cena rock local. É o tipo de pessoa que não fica se lamentando por causa das condições sociais e econômicas, ele corre atrás e faz a diferença. Não que ele levante bandeira ou faça discursos inflamados, mas a sua postura, dentro da cena rock local afirma por si só. Então gurizada, antes de fazer piada com o cabelo dele, façam o favor de se olharem no espelho, quem sabe percebam a tempo que a piada está em si mesmos e vocês são o motivo dela. Ou então continuem no “visual é tudo, atitude não é nada”.

“Se for assim, melhor você tocar na sua casa”

Foi a frase da noite, sem dúvida. Alguns jovens, após a Sessão das Quatro, foram questionar algumas medidas que foram tomadas durante o evento. Uma delas foi a restrição de bebidas alcoólicas e cigarros na sala onde as bandas tocaram. São medidas que também adotamos no auditório da UNIR, no projeto UNIR Pró Rock.

São medidas “impopulares” que são necessárias, pois saúde e segurança vem em primeiro lugar sempre. Quem quiser “praticar seus vícios” pode sair do ambiente, no caso sala e/ou auditório, e ficar à vontade, sem restrição ou culpa. Estas atitudes são praticadas com a intenção de se conquistar mais espaços para a cena local possa se articular, com precaução para que a primeira impressão seja de movimento cultural e não bagunça, como muitas pessoas insistem em rotular.

Para conquistar esses espaços é necessário fazer certas concessões, que também não afetam tanto assim o “produto final”, que é a divulgação do trabalho de jovens daqui e também de outras partes do mundo. Além do mais, quer espaço melhor do que as escolas para divulgar as bandas e incentivar mais jovens à fazer música?

Pensem nisso.

FORA DO EIXO
Portal Fora do Eixo já está no ar

Portal Fora do Eixo

Já está no ar o Portal Fora do Eixo, o maior site de informações sobre o rock independente nacional. Lá você pode encontrar informações, links para os mais diversos sites e blogs ligados ao circuito fora do eixo (inclusive o Vilhena Rock), além de poder ouvir e assistir a Rádio e a TV Fora do Eixo.

Então, está esperando o que? Acesse: http://www.foradoeixo.org.br/

ABRAFIN
Virada cultural já está chegando

Virada cultural (SP): 26 e 27 de abril


Palco: Festivais Independentes
Local: Pateo do Colégio

O tradicional Pateo do Colégio vai receber um público bem diferente daquele ao qual está acostumado. Por meio de uma parceria da Secretaria Municipal de Cultura com a Associação Brasileira de Festivais Independentes, 30 bandas vindas de todos os pontos do Brasil irão mostrar, durante a Virada, sua força e criatividade, que extrapolam a música e ganham o status de estilo de vida. Veja a programação:

18h00 - Vítor Araújo (PE)
18h45 - Mundo Livre S.A. (PE)
19h30 - Macaco Bong (MT) *
20h30 - Luísa Mandou um Beijo (RJ)
21h15 - Petro Massa (MG)
22h15 - Estrume’n’tal (MG)
23h00 - Los Porongas (AC)
23h45 - Sick Sick Sinners (PR)
00h30 - Mechanics (GO)
01h30 - Vanguart (MT)
02h15 - Retrofoguetes (BA)
03h00 - Trilöbit (PR)
04h00 - Fóssil (CE)
04h45 - Unidad Imaginária (RJ)
05h00 - Mestre Kuca (TO)
06h30 - Filo Medusa (AC)
07h15 - Boddah Diciro (TO) *
08h15 - Coveiros (RO) *
09h00 - Diego de Moraes (GO)
09h45 - Porcas Borboletas (MG)
10h30 - Linha Dura e DJ Taba (MT)
11h30 - Costa a Costa (CE)
12h15 - Do Amor (RJ) *
13h00 - Rivotrill (PE)
14h00 - Bugs (RN)
14h45 - Supergalo (DF)
15h30 - The Sinks (RN)
16h30 - Superguidis (RS)
17h15 – MQN (GO) *
18h00 - Siba e Fuloresta (PE)

Fonte: http://www.viradacultural.org/

*Bandas que irão tocar no Festival Casarão, de 02 a 04 de maio, em Porto Velho/RO

Saturday, April 05, 2008

#70 - E ai, vamos para o cinema?
O cinema amazônico em itinerância

FESTCINE AMAZÔNIA
Mostra itinerante será realizada no dia 13 de abril em Vilhena

O Festcine Amazônia não é apenas mais um festival de cinema, talvez seja um dos poucos do mundo que se engajam de verdade por uma causa realmente importante: a preservação do meio ambiente. Mas muitas pessoas devem perguntar “E daí? Quantos artistas milionários não o fazem?”

O diferencial deste festival de cinema é que ele extrapola o limite das telas e trata do discurso ambiental sem ser piegas, com debates ambientais feitos por cineastas, poetas, cientistas, etc. Outra faceta que o demonstra diferente de outros festivais é a diversidade de sua programação e do público atingido pelas suas ações. Para se ter idéia, no ano passado várias atividades que foram realizadas (inclusive paralelamente): Mostra competitiva, “A escola vai ao cinema”, Debates, Cinema no Circo, nos bairros, no beiradão, e nos terreiros, além da mostra Arco-Íris e oficinas realizadas com crianças e adultos. Embora o universo de pessoas que tiveram a oportunidade de acompanhar o festival, em Porto Velho, tenha sido enorme e as atividades (que foram muitas) diversas, a organização do festival soube manter uma coerência impar, em um exemplo de como integrar várias artes sem perder o foco.

Agora é a vez de outras pessoas terem o mesmo privilégio que a capital de Rondônia tem tido nestes últimos anos. E Vilhena será um desses municípios prestigiados pela mostra.

Na capital do clima amazônico a mostra será realizada no dia 13 de abril, a partir das 19h, e terá como local a quadra esportiva da escola estadual Álvares de Azevedo. A expectativa é que pelo menos dois mil vilhenenses assistam as diversas obras entre curta metragens, documentários ou fictícios, animações, documentários e filmes institucionais.

A cidade clima terá a oportunidade de conhecer um pouco mais do que se passa além de obras “hollywoodianas” e saber que existe algo muito mais relevante rodando nos cinemas (ou mostras) e que nunca irão passar na tela de uma plim-plim da vida (como se isso fosse uma grande coisa).

Fica o convite para que as pessoas prestigiem a mostra e também levem família e amigos para um programa diferente e certamente enriquecedor, ao menos cuturalmente.

O Festcine Amazônia Itinerante conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, Fundo Nacional de Cultura, da Petrobrás através da Lei Rouanet, tem ainda o apoio da senadora Fátima Cleide, deputado federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.

“Nosso habitat é esse. Nossa casa é aqui. Não, não virá uma nave mãe para nos resgatar. Apenas nossas conciências e atitudes podem mudar esse quadro. Mas é preciso fazer alguma coisa. O QUE ESTAMOS FAZENDO?”

Vale lembrar:

O QUÊ? Mostra Itinerante do Festcine Amazônia em Vilhena
QUANDO? Dia 13 de abril, domingo, a partir das 19h
AONDE? Escola estadual Álvares de Azevedo, no centro da cidade.
ENTRADA FRANCA!

VILHENA ROCK
Sessão das Quatro

E não pára por aí, antes da mostra de filmes serão realizadas apresentações de bandas locais, organizadas pelo Coletivo Vilhena Rock, com o apoio da Escola Álvares de Azevedo. A intenção é conjugar ações culturais que sempre estiveram interligadas: a música e o cinema. As bandas já confirmadas são: Apoteose HC, Desbandados, Enmou, On Line e Tio Zeh. A sessão de rock começará às 16h e irá até o começo da mostra de filmes.

Curtam as bandas e prestigiem o cinema amazônico!


Monday, March 31, 2008

#69 - A natureza não pode sair de cena

FESTCINE AMAZÔNIA
Festcine Amazônia Itinerante

No próximo dia 13 Vilhena receberá a mostra itinerante de um dos maiores festivais de cinema da Amazônia: o Festcine Amazônia. A mostra itinirante não percorrerá somente o estado de Rondônia, mas também vários estados brasileiros (da região Norte) e países como a Bolívia, Peru, Colômbia. Como se não bastasse a mostra ainda cruzará o Atlântico para ser vista em Portugal, mais exatamente em Coimbra.

Para isso serão utilizados todos os meios de locomoção possíveis, dede barcos para se chegar à população ribeirinha de Porto Velho até o avião para cruzar o Atlântico. Serão mais de 114 horas de exibição, 33 mil quilômetros percorridos e mais de dez mil pessoas assistirão a mostra.

A itinerância tem como objetivo ampliar a percepção da capacidade de refletir sobre as questões amazônicas, unindo os povos da Amazônia através do cinema. No ano passado, durante a mostra em Porto Velho, além dos filmes convidados e mostra competitiva , com filmes feitos inclusive por cineastas regionais, foram realizados debates sobre Aquecimento Global, ampliando a importância do Festival, que não só traz a imagem da Amazônia e do meio ambiente silvestre, rural e urbano, como chama a atenção para a importância de preservar esses ambientes.

Em Vilhena a mostra será feita na Escola Álvares de Azevedo, no dia 13 de abril, a partir das 19 horas. Saiba mais sobre o Festcine Amazônia Itinerante aqui, ou vá no site oficial.

CASARÃO
Tão perto, mas tão longe: conheça a banda boliviana Querembas
* Por Rebeca Barca

O Festival Casarão em sua nona edição divulgou a lista das 35 bandas que irão se apresentar dos dias 02 a 04 de maio, com muitas novidades. Uma das atrações divulgadas pelo Festival Casarão é a banda de rock boliviana Querembas, que deve tocar na noite de domingo (04/03). A expectativa se deve não só por ser uma banda pouco conhecida, mas também por ser uma banda de Rock.

Formada em outubro de 2003, Querembas completa cinco anos de estrada com três Cd’s e um DVD gravados e muitos prêmios em seu país. Esta será a primeira vez que irão tocar no Brasil, mas já se apresentaram em países como Argentina, Paraguai e Peru, além de ter feito shows por toda a Bolívia.

Segundo o vocalista Ronald Subirana, sempre desejaram tocar no Brasil e o convite feito por Vinícius Lemos, idealizador do Festival, foi muito bem recebida pelo grupo, “hace tiempo queríamos ir a Brasil” * comenta animado sobre o convite e acrescenta que a banda irá trazer o que ele tem de melhor do som e da performance ( presença de palco) deles, “Estamos muy ansiosos con el show en Porto Velho y vamos muy seguros de que el grupo dejará una gran imprensión. Para el show de Porto Velho estamos preparando algo especial”, complementa.

As influências da banda são diversas, os tipos de músicas que vão desde o Metal até a música Clássica, para eles as mais importantes seriam Korn, Linkin Park, Papa Roach e Ill Nino. Acreditam que ao deixarem-se absorver por essas influências, podem passar um bom som as pessoas.

CENA BOLIVIANA

O cenário musical boliviano é pequeno, mas muito ativo. Nos últimos anos tem experimentado um crescimento grande do publico cativo da música nacional, “A hora, los festivales de rock nacional tienen muchísima convocatoria. El nivel de producción de las bandas también se ha incrementado” cometa o vocalista da banda sobre a influencia dos festivais de rock e sobre o nível de produção das bandas.

PRESENÇA FEMININA MARCANTE

Na banda existem três mulheres, fato comum em várias bandas, mas neste caso é uma questão de equilíbrio, é que segundo Ronald um elemento característico da banda é esta presença marcante da mulher, acredita que numa sociedade tão machista como é a latino-americana, homens e mulheres tem funções iguais. Quem vê o Line Up da banda percebe que são apenas cinco pessoas, entre elas duas mulheres, então cadê a outra? “La banda es de 5 personas, que son las que salimos en los discos, pero en vivo hay una mas. Somos 6, y la sexta es mujer tb”, esclarece.

NOVIDADES
Querembas está gravando seu novo clipe onde a baixista Beby Guzmán deverá aparecer nua. O clipe já foi filmado e assim que for editado vai estar disponível no Youtube.

DISCOGRAFIA:

2004 - "Guerreros"
2005 - "Ciegos"
2007 - "Manicomio"
2007 – DVD “Invisibles”
Você pode ouvir as músicas da Querembas no site http://www.querembas.net/ na seção "multimedia". Ou no youtube: aqui, aqui, aqui e aqui.

Querembas é:

Beby Guzmán (Baixo)
Aníbal Guzmán (Bateria)
Pablo Callaú (Guitarra)
Grace Calero (Teclado)
Ronald Subirana (Voz principal)
* Não entendeu? Mais um bom motivo para aprender a falar espanhol

Banda Di Marco vai representar Ji-Paraná
*Por Nando Meloni


A banda de rock alternativo Di Marco já está confirmada para representar a cidade de Ji-Paraná no Festival Casarão Ano IX, que será realizado dos dias 02 a 04 de maio, em Porto Velho/RO.

Do município de Ji-Paraná, a banda que já tem três anos, passou por várias formações até se estabelecer com a atual: Magno (guitarra), Raphael Amorim (voz e guitarra), Marcelino (baixo) e Serginho (bateria). Suas músicas próprias tem um tom de rock alternativo e moderno influenciado por bandas como Sonic Youth, Weezer, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Arctic Monkeys.

Di Marco tem uma proposta de levar à galera canções próprias com letras inteligentes que refletem o cotidiano. A banda já participou de vários festivais de rock tanto em Ji-Paraná quanto em Porto Velho e agora se apresentará pela primeira vez no Festival Casarão. “Devido a importância do Festival Casarão para a música queremos aproveitar a oportunidade de mostrar nosso trabalho, além da ótima oportunidade de se criar um intercâmbio com tantas bandas independentes e produtores que estarão presentes no evento”, diz Raphael Amorim.

O Festival Casarão Ano IX contará com a presença de 32 bandas, além de grandes shows como das bandas Cachorro Grande, Dead Fish e a roqueira Pitty.

As bandas no Casarão:

04 de maio – Domingo
Local: Kabana’s
22:00 – Pitty (BA)
21:30 – Ecos Falsos + Daniel Belleza (SP)
21:00 – Ultimato (RO)

20:30 – Querembas (Bolívia)
20:00 – Hey Hey Hey (RO)
19:30 – Esquerda Volver (PR)
19:00 – Johnny Suxxx n’ Fucking Boys (GO)
18:30 – Seu Miranda (RJ)
18:00 – Miss Jane (RO)

17:30 – Di Marco (RO)
17:00 – Celula’tiva (RO)

Friday, March 14, 2008


#68 - Rock Feminino
Festival de Rock Feminino começa nessa sexta-feira

Com uma programação extensa, o "Feminino" vai além das bandas formadas por mulheres, trazendo também o debate "Rock Público". Na sexta feira acontece a noite de abertura, com eventos realizados simultaneamente em dois locais.

Nessa sexta feira tem início em Rio Claro a VI edição do Festival de Rock Feminino, cujo objetivo principal é reunir homens e mulheres no mesmo palco, garantindo, contudo, espaços ao gênero feminino, tão pouco assíduo nos palcos do circuito da música independente nacional.

Além da programação com bandas de Rio Claro, São Carlos, Santos, e estados vizinhos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, o Rock Feminino traz também um debate referente à cadeia produtiva da música, com a participação de vários produtores. Grande parte deles são integrantes do Rock Público, uma lista de discussão que debate viabilidades para o escoamento da produção rocker. O debate acontecerá no salão Nobre da Câmara Municipal de Rio Claro(SP), com entrada franca.
Outra peculiaridade do Rock Feminino são as noites de abertura do festival, que acontecem na sexta feira (14/02), às 23h. Se apresentarão as bandas Folk-se e Vulca – ambas de Rio Claro – no Café Vilhena. Já no Overnight Music & Bar, apresentam-se as bandas Hell Cats(SP) e Vernate (Itirapina). No sábado, o festival terá início às 13h.

Banda Santo Graal (PA) irá se apresentar no festival
Mulheres no comando do rock
*por Marielle Ramires

Festival chega a sua sexta edição mostrando força e garantindo espaços para a diversidade de gênero no cenário da música independente nacional.

Elas não querem espaços exclusivos para mulheres. Longe disso. O Festival de Rock Feminino prima pela integração, quer reunir homens e mulheres no mesmo palco, garantindo, contudo, espaços ao gênero feminino, tão pouco assíduo nos palcos do circuito da música independente nacional.

Fato é que a medida em que ganha notoriedade e passa ser pauta constante de fóruns, veículos de comunicação e outras instâncias sociais, a cena da música independente nacional começa a ser ocupada por mulheres em suas múltiplas funções, seja sob os holofotes, ou por trás dele.

No Brasil, o Festival de Rock Feminino é o principal case no que se refere essa movimentação, por isso o seu prestígio. Trata-se do único festival de São Paulo associado a ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), é membro ativo do movimento autodenominado Circuito Fora do Eixo, onde integra projetos como o Grito Rock – a versão do GR Rio Claro chegou esse ano à sua 2ª edição - o Compacto.REC, além de ser o maior dedicado ao tema em todo o país.

Em seus seis anos de realização, já fez circular mais de cinqüenta bandas integradas por mulheres. De lá pra cá o número de inscrições só subiu: de 04, registradas em seu primeiro ano, em 2003, saltou para 200 nesta sua sexta edição, o que representa um incremento de quase 5 mil % no número bandas interessadas em tocar no Rock Feminino.

Segundo Vivian Guilherme, produtora do coletivo homônimo realizador, o incremento se deve, principalmente, ao papel de estímulo que o RF exerce no aparecimento de novas bandas integradas por mulheres. "Quando fizemos as primeiras edições do festival, muitos grupos começaram a procurar meninas para compor a formação, e poder com isso participar do festival", relembra. "Foi onde começamos a atingir nossas metas. De qualquer maneira, muitas dessas bandas são covers. Não passam de dez, as que fazem som próprio. Por isso, temos fortalecido cada vez mais nossa proposta de investir só em trabalhos autorias".

A produtora explica ainda que a proposta é promover a integração dos gêneros, não propagar uma política excludente de homens. "As bandas tem que necessariamente ser ocupadas por mulheres, mas pode haver também membros masculinos. A idéia é estabelecer políticas afirmativas para o gênero, estimulando a vinda de novas protagonistas no cenário da música independente e garantindo espaços. Mas longe de querer estimular os 'clubes da luluzinha'", brinca.

Além da resposta positiva das bandas, o público também é um dos fatores que vem garantindo ao Festival de Rock Feminino, proporções cada vez maiores no mercado da música independente nacional. Desde 2003, o evento vem incrementando consideravelmente sua audiência. Em 2007, duas mil pessoas assistiram ao seu único dia de exibição, 1750 a mais que o número computado em sua primeira empreitada.

Por isso a mudança de local de realização. Da Estação Ferroviária de Rio Claro - onde vem sendo realizado desde os seus primórdios – o FRF 2008 acontecerá no Centro Hípico Sobradão, local com capacidade máxima de 8 mil pessoas. "A gente vem percebendo que o público vindo de cidades vizinhas tem crescido a cada ano. Há caravanas que vem de cidades como Piracicaba, Limeira, Ipeúna, e outras. E esse foi um dos fatores de estímulo para a escolha do Sobradão", explica.

Os recursos orçamentários também são termômetros de destaque. De 10 mil, necessários no ano de 2008, 50 mil é o custo total da produção paulista. Na cartela de patrocinadores constam desde pequenas empresas locais, que investirão recursos via Lei de Incentivo a Cultura do Município, até marcas expressivas como a All Track, que escolherá três músicas para entrarem nos mini cds, que serão vendidos ainda este ano junto com as peça de vestuário concebidas pela griffe. Ao todo 50mil cópias serão prensadas.

6ª Edição - O Festival de Rock Feminino acontecerá no dia 15 de março, em Rio Claro. Em seu set list, 14 bandas foram escaladas para o seu cardápio musical, que contará com bandas como a Leela, Pleiades, Scatha, Upset Kids, e outros.

A produção é uma realização do coletivo homônimo da produção, que além do festival, capitaneia outros eventos mensais com vistas ao desenvolvimento do setor.

SERVIÇO

O QUE: Festival de Rock Feminino
QUANDO: Dias 14 e 15 de março
ONDE: Centro Hípico Sobradão – Rio Claro (SP)
MAIS INFORMAÇÕES: http://www.rockfeminino.org/

Fonte: Assessoria/Espaço Cubo
*Marielle Ramires é responsável pela Comunicação do Espaço Cubo
Programação Completa!!!

14/03 Noite de abertura
23h – Overnight Music & Bar
Com as bandas Hell Cats (SP – heavy metal) e Vernate (Itirapina – hardcore).
Entrada R$3.

23h – Café Vilhena
Com as bandas Folk-se (Rio Claro – pop rock) e Vulca (Rio Claro – pop rock).
Entrada mulher R$6 e homem R$8.
15/03 - Festival 2008
13h – Reunião de produtores e bandas no Salão Nobre da Câmara Municipal de Rio Claro. Entrada Franca.

13h - Apresentação das bandas no Centro Hípico Sobradão. Entrada 1 litro de leite + R$5.
Bandas:
LEELA [RJ] - Pop rock
PLEIADES [MG] - heavy metal
SCATHA [RJ] - thrash metal
UPSET KIDS [SP] - hardcore
UNIDADE IMAGINÁRIA [RJ] - pop rock
RAVENLAND [SP] - gothic metal
ALPHA SCORPII [MG] - death metal
EMPÜRIOS [RJ] - heavy metal
ESTAÇÃO 22 [RJ] - pop rock
SURFACE [PR] - hard core
SANTO GRAAL [SP/PA] - metal melódico
ÁSFORA [SP] - rock 'n roll
HY FY [SANTOS] - hard core
PLANO PRÓXIMO [SAO CARLOS] - power pop
SETHY [RIO CLARO] - thrash metal
Saiba mais sobre o Rock Feminino


Tuesday, March 11, 2008


#67 - Festival Casarão Ano IX


CASARÃO

Revelada a programação do Festival Casarão Ano IX

No último domingo foi revelada a programação completa do Festival Casarão Ano IX, na comunidade do Casarão no ORKUT. Como os headliners já eram conhecidos os debates foram focados nas atrações do circuito Fora do Eixo e também nas atrações regionais.

A programação:

02 de maio – Sexta
Local: Kabana’s

22:00 – Cachorro Grande (RS)
21:30 – Mukeka di Rato (ES)
21:00 – Coveiros (RO)
20:30 – Do Amor (RJ)
20:00 – Bicho du Lodo (RO)
19:30 – Mr. Jungle (RR)
19:00 – Underflow (AM)
18:30 – Visitantes (SP)
18:00 – Incinerador (RO)
17:30 – Seletiva de Ji-Paraná ou Vilhena (RO)
17:00 – DHC (RO)

03 de maio – Sábado
Local: Casarão

01:30 – Dead Fish (ES)
01:00 – MQN (GO)
00:30 – Recato (RO)
00:00 – Macaco Bong (MT)
23:00 – Mezatrio (AM)
22:30 – Rádio Ao Vivo (RO)
22:00 – Toa Toa (RJ)
21:30 – Aliases (AM)
21:00 – Boddah Diciro (TO)
20:30 – Sucodinois (RO)
20:00 – Marlton (AC)
19:30 – Hellfire (RO)
19:00 – One Weak (RO)


04 de maio – Domingo
Local: Kabana’s

22:00 – Pitty (BA)
21:30 – Ecos Falsos + Daniel Belleza (SP)
21:00 – Ultimato (RO)
20:30 – Querembas (Bolívia)
20:00 – Hey Hey Hey (RO)
19:30 – Esquerda Volver (PR)
19:00 – Johnny Suxxx n’ Fucking Boys (GO)
18:30 – Seu Miranda (RJ)
18:00 – Miss Jane (RO)
17:30 – Seletiva de Ji-Paraná ou Vilhena (RO)
17:00 – Celula’tiva (RO)


O festival será realizado nos dias 02 a 04 de maio em Porto Velho em dois locais diferentes: no Kabana’s (sexta e domingo) e no tradicional Casarão (sábado). O Casarão é festival filiado à ABRAFIN e também tem o apoio da Petrobrás.

Wednesday, February 27, 2008

#66 - Festival Casarão Ano IX

Lançamento oficial

A nona edição do Festival Casarão foi oficialmente lançada ontem, dia 26 de fevereiro, em coletiva de imprensa realizada no Myioshi Eventos, onde na ocasião foram apresentados o formato do festival, além dos locais e também as primeiras bandas confirmadas para o evento. Para esta edição o festival contará com a presença de 33 bandas de vários estados brasileiros, além de jornalistas e produtores do meio musical independente.

Esta edição gera muita expectativa em razão das atrações confirmadas e também vale dizer que o apoio da Petrobrás trouxe mais visibilidade ainda para o evento.

O festival será realizado dos dias 02 a 04 de maio e, assim como 2007, em dois locais diferentes. Nos dias 02 e 04 de maio, sexta e domingo respectivamente, o festival será realizado na casa de shows Kabanas. No sábado (03/05) o local será o Casarão da Estrada do Santo Antônio, ícone histórico de Rondônia.

Bandas confirmadas e as polêmicas headliners

As bandas headliners, bandas que encerram as noites, foram confirmadas durante a coletiva: Cachorro Grande, Dead Fish e Pitty. Nesta ordem elas encerrarão as noites de sexta, sábado e domingo. Embora nomes festejados do rock nacional a escolha de nomes ligados ao mainstream, bandas que possuem contrato com gravadoras grandes, sempre foram motivos de debate entre os associados da ABRAFIN (O Festival Casarão é um dos associados da Associação Brasileira de Festivais Independentes). Alguns membros associados defendem que nos festivais ligados à associação só devem figurar bandas independentes enquanto outros acreditam que a inserção de atrações já consagradas eleva a visualização dos festivais e contribuem para a circulação (atração) de um público que não costuma ir a eventos com bandas independentes.

O rock independente, é claro, se fará presente e os primeiros nomes divulgados não deixam dúvidas quanto ao nível do festival. A banda Querembas, da Bolívia, é uma banda que tem gerado bastantes expectativas por ser a “ilustre desconhecida do festival”, mas no Youtube você pode encontrar performances da banda.

As outras bandas divulgadas foram MQN, Macaco Bong e Mukeka di Rato. MQN é um dos maiores exponenciais do rock goiano e nacional, cujo vocalista, Fabrício Nobre, é o atual presidente da ABRAFIN. Macaco Bong é uma das apostas do rock independente nacional para 2008, com seu rock instrumental que funde elementos como jazz e hardcore, e já conhecido em terras rondonienses. Mukeka di Rato por sua vez é uma das maiores bandas de hardcore nacionais de todos os tempos, discos como “Gaiola” são clássicos. Como pode se ver, é um festival para todos os gostos.

Edital de Festival de Música

A 9ª edição do festival foi viabilizada através da participação do evento no Edital de Festival de Música realizado pelo Instituto Moreira Salles, um dos mais respeitados do Brasil, e do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, em que a Petrobras participa como patrocinadora. Assim, o processo de seleção teve duas etapas. Uma de análise de projetos, onde 259 projetos do Brasil inteiro se inscreveram. Após essa etapa, foram divulgados 30 finalistas, que passaram por uma sabatina no Rio de Janeiro, onde depois dessa fase, foram divulgados os 24 projetos contemplados. Dentre eles, o Casarão Ano IX. Sobre a importância do Edital e dos eventos realizados que foi contemplado, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, explanou "Estamos trabalhando para reforçar o papel da música brasileira e de seus criadores na formação de uma identidade plural, híbrida, na qual se articulam o popular, o massivo e o erudito, o próprio e o alheio, o local, o nacional e o global", durante a cerimônia de lançamento, realizada no Palácio da Cultura Gustavo Capanema.

Ciclo de palestras

O ciclo de palestras está marcado para os dias 30 de abril e 1° de maio com a participação de representantes da Petrobrás e também de críticos musicais. Já estão confirmados jornalistas da revista especializada Rolling Stone, do site Senhor F e do Canal Multishow.

Também haverá a palestra, já tradicional, sobre o Casarão, local do evento e ponto histórico de Rondônia. Temas como “Imprensa especializada e a música”, “Petrobrás e a nova cara da música brasileira” estão na pauta dos debates.

Prévias

A 9ª edição do Festival Casarão terá como novidade a realização de prévias para selecionar bandas do interior do estado. Serão realizadas duas seletivas sendo que uma em Ji-Paraná (19/04) e a outra em Vilhena (20/04). Para encerramento das duas seletivas foi confirmada a banda paulista Rock Rocket, além de atrações locais.

As inscrições para as bandas interessadas em participar das seletivas estão abertas até o dia 15 de março. No dia 30 de março serão divulgadas os nomes da bandas que participarão das seletivas em Jipa e em Vilhena. Ao total seis bandas serão selecionadas (três para cada seletiva) para preencherem as vagas do interior no Festival Casarão Ano IX.

Para participar da seletiva a banda deve enviar material autoral (de preferência três músicas em formato mp3), release, foto de divulgação e no campo assunto do e-mail digite o nome da banda e a seletiva de qual pretende participar, ex.: “Banda Enmou – Seletiva de Vilhena”.

E-mail para envio de material: fanrockdiscos@gmail.com
Fonte: Assessoria / Beradeiros