Wednesday, January 30, 2008

#58 – A OMB é legal?

Nos últimos dias tem havido uma grande dúvida entre os músicos do estado de Rondônia em relação à instalação de delegacias que representam o Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) em Rondônia. Devido à diferença de atuação das delegacias e também devido aos valores e desinformações sobre este processo de instalação decidimos buscar informações dos vários lados deste processo.

A melhor coisa em momentos como este é buscar informações para que não exista dúvidas sobre o que se deve fazer. Para começar, uma matéria lançada no jornal Folha de Rondônia, ontem, sobre a OMB em Rondônia:


OMB vai fiscalizar músicos ilegais

Músicos que não possuem a carteirinha da OMB ficam impossibilitados de exercer a profissão

O Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil, em Rondônia (OMB) vai intensificar as fiscalizações em bares, clubes noturnos e eventos onde é cobrado ingresso, para que artistas, em situação irregular na profissão, se credenciem no órgão. Mas, alguns músicos reclamam que a taxa de anuidade e o valor da carteira são abusivas, como Vilson de Oliveira, que acha que o valor de R$ 220 (R$ 90 da anuidade e R$ 130 da carteira) não deveria ser cobrado. “É um valor absurdo. E a notificação é feita na pressão. Caso o músico não tenha carteira não pode tocar à noite”, reclamou. O prazo de pagamento da anuidade é de 1º de janeiro a 31 de março de cada ano. Passado o prazo há multa. Em Ji-Paraná existem cerca de 140 músicos que vivem da profissão. Até ontem, a ordem possuía apenas 50 membros.

Segundo o fiscal da OMS de Rondônia, com sede em Porto Velho, Antônio Oliveira, a Lei que regulamenta a profissão de músico foi criada pela lei 3.857 de 22 de dezembro de 1960 e tem como objetivo a seguridade e bem-estar do profissional da música, resguardando seus direitos legais. “Quem não é reconhecido profissionalmente não tem direitos a seguro desemprego e INSS. Nossa intenção é primar pelo direito profissional e impedir que músicos em situação irregular atuem, ocupando a vaga de quem está nos conformes”, argumentou. De acordo com Oliveira, convênios com o comércio, hospitais e hotéis do Estado estão sendo realizados. Em Rondônia ainda não foi criado o sindicato, que, em tese, atende os anseios dos músicos. A ordem cuida da fiscalização do exercício legal da profissão.

Há tipos de carteiras, uma para músico teórico, para conhecedores de Teoria Musical e que tenham formação na música, e a carteira para músico prático, para instrumentistas e cantores que atuam profissionalmente sem qualquer formação.

Os demais candidatos dependem de aprovação em exame de habilitação perante a uma banda examinadora. Certificado de alistamento militar, ou de reservista, para maiores de 18 anos; Título de eleitor; Prova de domicílio; Cópia de carteira de identidade; Cópia do CPF; e quatro fotos 3x4 são os documentos necessários para a inscrição.


Fonte:
Folha de Rondônia – Caderno 2
Ji-Paraná/RO
Terça-feira, 29 de janeiro de 2008
* Por Cristiane Abreu


Uma pequena análise:

(1) “OMB vai fiscalizar músicos ilegais”: o título é equivocado e em primeiro momento leva a crer que músicos “não-regularizados” são taxados como criminosos.

(2) “Músicos que não possuem a carteirinha da OMB ficam impossibilitados de exercer a profissão”: Leia os artigos 5º, IX CF/88 e 197 & 199 do Código Penal.

(3) “Quem não é reconhecido profissionalmente não tem direitos a seguro desemprego e INSS”: Músico pode contribuir como autônomo, segundo o MTE.

(4) “Nossa intenção é primar pelo direito profissional e impedir que músicos em situação irregular atuem, ocupando a vaga de quem está nos conformes”: Precedente perigoso e tendencioso, pois em Vilhena, pelo menos, os espaços foram conquistados em conjunto pelos músicos amadores (que tem outra profissão para se sustentar) e músicos profissionais, sem que haja prejuízo por ambas as partes.

(5) “É um valor absurdo. E a notificação é feita na pressão. Caso o músico não tenha carteira não pode tocar à noite”: o valor para a obtenção da carteira pode ser vista como abusiva pois em muitos casos vai além das condições financeiras de muitos músicos locais. Quanto à multas e notificações não aceite coação, se acaso se sentir acuado lembre-se que você tem direitos. Não pague e não assine nada sobre pressão.

Mantenha-se informado. Mais informações em breve.

Monday, January 28, 2008

#57 - Hey Hey Hey em novos rumos!!!
* Por Bruna Cruz

Ano novo, banda nova, nome novo Ep novo... Enfim mudanças é o que não faltam na nova fase dos moços (e moça) da Hey Hey Hey (PVH), isso pode causar até uma zonzeira de tanta reviravolta!! Mas o que a banda promete é mesmo uma sonzeira! Abaixo segue o caminho das pedras pra decifrar esses novos caminhos.
Geralmente o fim de ano trás mudanças, promessas de melhoras e essa coisa toda. A antiga banda “A Fabrica” não quis deixar pra depois e resolveu próximo do fim do ano passado mudar de nome, direção e estilo. O anúncio do novo nome “Hey Hey Hey!" foi recebido com espanto e ao mesmo tempo divertimento dado o modo como o vocalista, Marcos Fonseca, fez o anúncio durante a apresentação da banda no Festival Beradeiros: "Esse é o nome mais idiota que poderíamos escolher, mas é o que mais tem a ver com a gente e com a nossa nova proposta".
Essa nova fase pode ser caracterizada pela sonoridade que se aproxima de power pop e pela mudança de integrantes. Na entrevista abaixo Marcos nos fala do lançamento do EP Pequeno Monstro e mostra que de idiota a Hey Hey Hey! não tem nada...
Bom, a Hey Hey Hey! se chamava Fabrica e me parece que mudou outras coisas junto com o nome, por exemplo, o estilo de som, você acha que essas mudanças são uma evolução, o que aconteceu de fato?
A mudança do nome foi na verdade apenas uma bandeira, uma forma de sinalizar a todos que a banda era outra, que o som que fazíamos agora, não era o mesmo. De cara, o som ficou a nossa cara. Mais pesado, mais rock do que as últimas coisas que vínhamos fazendo... Por exemplo, Supergrass, Super furry Animals, Pato Fu e por ai vai...
E quais foram as mudanças?
E na verdade, nossas influências não mudaram tanto. O que fizemos foi acrescentar mais peso com o baixo distorcido, com uma bateria mais firme, mais variações de efeitos com os pedais das guitarras, e o teclado de brinquedo que deu um tom mais divertido para o som da banda.
E sobre os novos membros a colaborou para esse direcionamento diferente?Bom, a mudança dos membros colaborou parcialmente para isso, na realidade as mudanças já estavam acontecendo. Mais ou menos desde a entrada do Gabriel (baterista), quando a Neila (baixista) entrou as mudanças já estavam meio que previstas.

E sobre o novo EP, você pode dizer como ele ficou e principalmente se vocês conseguiram alcançar à famosa "pegada"?
(Em uma matéria publicada na Dynamite no ano passado A ex-banda A Fabrica foi descrita com uma “banda sem pegada”).
O EP, intitulado Pequeno Monstro, que têm umas das músicas com o mesmo nome, é uma gravação, caseira. Mas foi onde, pela primeira vez, tivemos a oportunidade de brincar com as coisas que criamos. Acho que encontramos a nossa forma de tocar, e o resultado é bem interessante para os nossos ouvidos, e espero que seja para mais alguns.
Ok, e pra 2008 quais são os planos na recém nascida Hey Hey Hey! ?
Existem alguns Festivais em vista, nessa semana nos apresentaremos em Rio Branco-AC no Grito Rock América Latina e também no Grito Rock daqui de Porto Velho. Existem alguns bares em vista e alguns buracos também.Esse ano queremos tocar e distribuir o EP o máximo possível em todos os lugares por onde gente passe.
Massa, e pra finalizar tem alguma recomendação pra os fãs da banda, sei lá, ou vir o CD de ponta cabeça, ouvir de trás frente, qualquer coisa! Diz ai, o espaço tá aberto!
O CD quem têm participações obscuras do Luiz ex-Made in Marte, que também dá as caras como produtoras neste EP, terá algumas brincadeiras barulhentas. Espero que ninguém se assuste.
A Hey Hey Hey! é formada por Marcos Fonseca nos vocais e guitarra, Neila Azevedo no baixo, Fiorelo Filho na guitarra e Gabriel Dantas na bateria. Se quiser mais informações acesse o blog da banda.

Veja também:

1 - Lançamento "do EP pequeno Monstro", mudança de nome, e tudo mais oque você quiser saber sobre a nova fase da ex- A Fabrica no blog Beradeiros
http://beradeiros.blogspot.com/%20!!!!

2 - Os textos recentemente publicados sobre a banda e alguma coisa do que rola nos ensaios e nas cabeças dos mocinhos no:
http://www.heyheyheybanda.blogspot.com/

3 - Eu sei que a curiosidade para ouvir o EP novo da Hey Hey Hey tá te roendo!!! hehehe!Então dá uma ouvida aqui:
http://www.myspace.com/bandaheyheyhey

4 - Deu vontade de ver também!!? Então bizóia aqui:
http://it.youtube.com/watch?v=JTvAEwhC5q8&feature=related - Esse vídeo é da novissíma música "Eu não conheço você" e foi filmada ao vivo lá no Festival Beradeiros.

* Matéria lançada em conjunto com o Blog do Projeto Beradeiros: http://www.beradeiros.blogspot.com/

Friday, January 25, 2008

#56 - Cinco motivos para “Gritar”

Em meio a tanta correria e revezes a produção do festival Grito Rock América do Sul em Vilhena volta a seu rumo normal. Por duas vezes adiamos a data (inicialmente era nos dias 02 & 03, depois 09 & 10 e finalmente 23 & 24 de fevereiro), mas, apesar disso, acreditamos estar no rumo certo.

Entretanto muita gente questiona a validade do Grito Rock como festival integrado, já que vários produtores farão seus eventos por própria conta e risco, enquanto outros terão vários subsídios e patrocínios, digamos, “graúdos”. São questões pertinentes porque vêm de pessoas que de alguma forma já tomaram uma “r锹 no passado em eventos, principalmente em eventos de rock.

De fato, muita gente é desconfiada em relação à produção de eventos, não por falta de vontade, mas por não se sentir confiante naquilo.

Essas dúvidas deixaram muitas cidades sem poder confirmar a sua participação no Grito. Rondônia mesmo poderia ter a sua quarta adesão neste ano, a cidade de Cacoal, que deixou de realizar o festival talvez pela falta de iniciativa de algum produtor “peitar” o evento, mas acredito que nem todas as questões foram devidamente esclarecidas para que alguém sentisse confiança suficiente para realizar o evento por lá. Vale ressaltar que a cena de Cacoal é rica em bandas, duas, aliás, circularão pelos Gritos de Rondônia: Relicário e Mecânicos.

Nós, aqui em Vilhena, muito antes da integração do Grito Rock já havíamos idealizado, e realizado, um festival de rock no Carnaval – o Carnarock – após muitas “falácias” de que iam fazer um festival de rock nessas épocas, mas nunca faziam (o lendário Carnapunk), em 2006 decidimos fazer. Em 2007 já estávamos integrados ao Grito Rock Nacional, sendo, inclusive, a menor cidade (em número de habitantes) a realizar o evento em todo o país.

O que nos motiva a acreditar e participar da realização do maior festival integrado da América do Sul, quiçá do mundo, são estes cinco pontos:

01. Circulação de bandas: o Grito Rock proporciona a circulação de bandas por vários pontos do país. Bom para produtores, que diminuem seus custos e melhor para as bandas que divulgam seus trabalhos.

02. Inserção de novos produtores: o festival proporciona a inserção de novos produtores no Circuito Fora do Eixo. Pessoas que já trabalham em suas respectivas cenas podem agora participar de atividades integradas.

03. Intercâmbios: não só de bandas, mas de produtores, jornalistas, fotógrafos, entre outros. Com a circulação de várias pessoas por diversas cenas o intercâmbio cultural passa a ser a principal prerrogativa do festival.

04. Software livre: o Grito Rock dá aos produtores a liberdade de adaptar o festival à realidade local. Para se ter idéia o número de bandas das edições varia entre 3 a 50 atrações.

05. Troca de tecnologias e informações: O Grito também possibilita as troca de tecnologias e informações de forma mais intensiva. Cenas do Amapá ao Rio Grande do Sul interagindo, quer mais?

Fica pra 2009 a proposta de um Patrocínio “Master”, que possa cobrir todos os eventos. É um pensamento que pode parecer utópico, se considerarmos TODAS as produções, mas já em 2008 tivemos a sensação de que é sim possível.

Dentro de RO vamos articular um patrocínio que possibilite uma boa captação para todos os festivais dessa iniciativa que ocorrerem aqui. Mas, só para 2009.

Glossário

¹ “Tomar uma ré” = levar prejuízo.


Mudando de assunto

Vilhena Rock “adota” curadoria

O coletivo Vilhena Rock após a realização do festival Grito Rock adotará criará uma curadoria que será responsável por receber, catalogar e arquivar o material enviado pelas bandas de outros municípios e acompanhar as bandas locais.

Como conseqüência os eventos realizados pelo coletivo não necessitarão mais de inscrições. Ou seja, a banda que se interessar em tocar em Vilhena por meio do coletivo Vilhena Rock precisará apenas mandar enviar um e-mail com as seguintes informações:

* Nome da banda
* Cidade/UF
* Estilo
* Release + Histórico
* Integrantes
*Sites onde possam ser encontradas informações e faixas da banda.
* Fotos de divulgação e logos da banda
* E-mail / Telefone do responsável pela banda

Junte tudo isso e envie para o e-mail: vilhenarock@gmail.com . Assim que recebermos o material responderemos o e-mail confirmando a entrada da banda para o acervo do Vilhena Rock.

O acervo norteará a escolha de bandas em todos os projetos do Vilhena Rock: Vilhena Rock Festival, Grito Rock Vilhena, Unir Pró Rock entre outros.

Thursday, January 24, 2008

#55 - A Música Fora do Eixo
Blog do Pedro Alexandre Sanches / Carta Capital – Especial
* Texto de 2005

Novas tecnologias turbinam um imenso mercado informal à margem do império das gravadoras e da mídia. Um caldeirão cultural que mistura tradição e futurismo.


Quem pensa que conhece bem a música brasileira precisa reavaliar suas certezas neste início de século XXI. Basta deixar de lado por um momento o que está nas lojas, no rádio e na tevê e ouvir um pouco dos sons e das histórias vindas das periferias (geográficas e econômicas) do Brasil para perceber que algo novo está em curso.

Os novos paradigmas parecem se concentrar e se encontrar todos no extremo norte do País, na pujante cena musical de Belém do Pará. Assim o antropólogo Hermano Vianna descreveu o ambiente das "festas de aparelhagem" que forjaram o gênero "tecnobrega", uma convergência mestiça de ritmos brasileiros e caribenhos, música tradicional, "cafona" e eletrônica, romantismo de Roberto Carlos e tecnologia de DJs: "Quando as novidades são apresentadas, os fãs-clubes das aparelhagens vão ao delírio, com braços para cima, como se estivessem saudando a aparição de uma divindade, o totem da tribo eletrônica da periferia de Belém".

É a periferia da periferia que se move ali. Todo um mercado informal se desenvolve sem freios a partir dos bailes de aparelhagem, de artistas pobres que manipulam música em computadores caseiros e de camelôs que espalham a caudalosa produção em CDs de MP3 em que cabem centenas de músicas.
Cenas semelhantes se reproduzem nas periferias de cada Estado. Nas ruas de Salvador (BA), meninos pobres vendem, por R$ 5 cada, discos de rap, música eletrônica, percussão afrobaiana e canções infantis fabricados por eles próprios num projeto coletivo chamado Eletrocooperativa.

Com sede no Pelourinho, a instituição é um projeto artístico-educacional: para aprender a manipular tecnologia, usar computadores e produzir música, 50 dos 307 jovens atualmente atendidos ganham carteira assinada, vale-transporte e alimentação, cesta básica etc. O único pré-requisito é estar cursando ou ter concluído o segundo grau.

Em Cuiabá (MT), 12 jovens cidadãos se uniram na criação do Espaço Cubo, uma central autônoma que organiza, entre outros empreendimentos, a cooperativa de músicos Volume, o selo Cubo Discos, os festivais de música Calango e Grito Rock, o Estúdio Cubo de gravações e ensaios, a Agência Cubo de Bandas e ações educativas diretas em escolas públicas locais.

Durante a edição mais recente do festival Goiânia Noise, em dezembro passado, a capital de Goiás testemunhou não apenas shows de rock pesado, mas também a fundação da Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin), congregando produtores de festivais de estilos musicais diversos de vários Estados periféricos do País.

Na mesma ocasião, foram lançadas também as diretrizes de criação do Circuito Fora do Eixo, com portal na Internet, programas de rádio, distribuidora de discos etc. Nas palavras de um dos participantes, Pablo Capilé (que também integra o Espaço Cubo), "englobará os estados historicamente alijados das benesses estruturais do eixo Rio-São Paulo, incluindo, no primeiro momento, Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe".
Também em dezembro, acontecia em Salvador a sexta edição do Mercado Cultural da Bahia, misto de feira cultural e festival cuja parte musical agrupou dezenas de artistas dos mais diversos estados do País (inclusive Rio e São Paulo), da América Latina e até da Escandinávia. Todos pertencem às delimitações habituais da dita música de qualidade. Nenhum deles porta vínculos com as outrora hegemônicas gravadoras multinacionais.

São apenas algumas das inúmeras demonstrações de que um outro Brasil musical se desenrola para além dos limites habitualmente cobertos pela mídia que orbita no eixo Rio-SP. Esse outro Brasil é em tudo diferente do cenário pintado nos últimos anos pelas grandes gravadoras de discos, que repetidas vezes previram "a morte da música", caso não fossem contidos o avanço da pirataria e os usos e abusos da tecnologia. Enquanto assim se posicionavam, a música contornava previsões e ameaças para se fazer mais viva que nunca, em cada canto do País.

A informalidade ainda é uma das marcas de fogo do novo momento, mas parece já ficar para trás o embate simbólico que caracterizou a fase anterior, de gravadoras e músicos "honestos" de um lado, piratas "criminosos" de outro. É uma das características da cena paraense, segundo Vladimir Cunha, que prepara o documentário Brega S/A, em busca de destrinchar as transformações por que passa a cadeia produtiva local de música.

"Nem se pode falar em pirataria, porque não há ninguém ali recolhendo imposto ou direito autoral. É um marcado informal, efêmero, sem regras. Os artistas são muito pobres, mas com R$ 50 gravam uma música. A maioria das pessoas nem vive de música: trabalha no comércio de dia e canta à noite. Transitam entre o estrelato e a pobreza", avalia.

Cunha segue a rota informal do sucesso: "Belém é isolada do Brasil, mas fez uma relação forte com a tecnologia. O tecnobrega é todo digital, não existem mais gravadoras nem estúdios. É tudo feito no fundo do quintal. O atravessador do pirata passa de casa apanhando os MP3 que o camelô vai vender. Se a música ficar popular no camelô, será tocada no baile e renderá mais shows para o artista. Na festa, ele manda abraço para a galera do bairro, o show é gravado na hora e na saída já está à venda. O cara compra porque foi citado".

Caem em desuso esquemas tradicionais de jabaculê (o suborno entre gravadoras e mídia que infla artificialmente a execução radiofônica e televisiva de "sucessos" populares), segundo ele. "O camelô não cobra jabá, na aparelhagem não se paga para tocar. Não interessa para eles se o Zezé di Camargo está perdendo dinheiro, porque não se trata de pirataria”.

A informalidade avança e toca no sistema oficial: o produtor Beto Metralha, residente do bairro periférico de Jurunas, é um dos que gravam sozinhos, em esquema 100% caseiro, programas de rádio e tevê que divulgarão o tecnobrega nas repetidoras locais de estações nacionais como a Rede TV! e mesmo a Cultura, antes refratária à música que não corresponde a padrões estabelecidos de qualidade.

Dessa mesma cena brotou o grupo que é o atual recordista em shows e discos vendidos (5 milhões, em seis anos de existência) e, por isso, furou a própria invisibilidade na mídia e já passeia com desenvoltura pelos programas dominicais da tevê aberta nacional. A Banda Calypso abandonou a informalidade e desfruta de estrutura profissional, com produtora e gravadora próprias, sediadas em Recife (PE).

A imagem de informalidade e independência que há anos floresce nos morros do Rio (com o funk carioca) e na periferia paulistana (o hip hop) apresenta Belém como um terceiro pólo, mas se esparrama pelo País, com o forró amazonense e cearense, o lambadão mato-grossense, a tchê music gaúcha, o arrocha baiano e assim por diante. Todas agregam uso universal da tecnologia com saberes musicais locais e formam uma rede espontânea que circula de periferia em periferia.

Se nessas cenas ainda prevalecem a informalidade e os subempregos, o processo de profissionalização também se acelera Brasil afora.

É o que ocorre na Eletrocooperativa baiana, que lançou no final do ano uma série de CDs autoproduzidos pelos alunos, dispersos entre hip hop com acento local (Afrogueto, Império Negro) e ritmos locais entremeados com recursos eletrônicos (os discos Caçuá Eletrônico, Eletropercusiva e O Folclore – A Alma dos Povos), entre outras fusões.O CD coletivo Eletro Erê, por exemplo, reveste cantigas de roda como Boi da Cara Preta e Se Essa Rua Fosse Minha com percussão baiana e rap. "A intenção é tirar um pouco a sexualidade de pauta da criançada. O universo lúdico está esquecido nas festas infantis, é só boquinha de garrafa, festa no apê", justifica o baiano Reinaldo Pamponet, um dos criadores da Eletrocooperativa.

Uma das âncoras do projeto é o apoio psicológico aos jovens ali atendidos. "Ensinamos música e tratamos de temas transversais como drogas, violência, sexualidade, paternidade responsável, o valor do dinheiro, cidadania. A idéia é que, quando chegarem ao mercado de trabalho, eles tenham vivido sempre no coletivo. Alguns reagem ao acompanhamento psicológico, dizem 'eu não sou maluco', mas quem quiser continuar vai ter que se analisar, sim”.

Outra experiência de organização é a do Espaço Cubo, de Cuiabá, que chega à sofisticação de ter cunhado uma moeda própria, o Cubo Card. Pablo Capilé explica: "É um sistema de créditos que auxilia na profissionalização dos artistas e nas inter-relações entre o instituto e a classe, uma moeda de troca de prestação de serviços. Por exemplo, a banda toca em uma produção da Cubo Eventos e recebe 300 Cubo Cards. Cada um equivale a R$ 1,50, e ela pode trocar esses créditos por ensaios, gravações, assessoria de imprensa, locação de equipamentos etc.”.

O grupo parece se profissionalizar e se politizar ao mesmo tempo, mantendo contato constante com poderes locais e federal. "É nossa obrigação nos organizarmos. A verba para cultura é de todos e para todos. Temos que acabar com os 'carlismos', 'caetanismos' e 'barretismos' a que somos submetidos. Não podemos ficar só apresentando projetos e esperando a aprovação, temos que nos mobilizar", discursa Capilé.

Caso equivalente é o dos produtores de festivais Brasil afora que passaram a se reunir e a se organizar em classe, sobrepujando até questões estéticas e de rivalidade entre subgêneros musicais.

Os associados de primeira hora vêm de festivais de rock pauleira a música eletrônica. Vão da surf music do Primeiro Campeonato Mineiro de Surf ao evento de discussões conceituais e tecnológicas Porto Livre, do grupo pernambucano que coordena desde 1993 o Abril pro Rock. Passam por Natal (Festival do Sol), Uberlândia (Jambolada), Brasília (Senhor Festival) etc.

"Percebemos que era preciso encontrar um jeito de nos fortalecer em conjunto, em vez de ficar chorando as pitangas uns para os outros", sintetiza um dos pilotos da Abrafin, Fabrício Nobre, dos festivais goianos de rock Bananada e Goiânia Noise e da gravadora independente Monstro.

Após revelar a cena mangue bit pernambucana e vários outros brasis para o Brasil, o Abril pro Rock vai um passo além na profissionalização e luta por se internacionalizar. Seu organizador, Paulo André Pires, se desdobra também no agenciamento internacional de carreiras artísticas como as da Nação Zumbi e do DJ Dolores. "É difícil sobreviver somente aqui, ouvindo patrocinador pedir para incluir o Capital Inicial. Não investimos em trazer atriz e ator da Globo para dar pinta, se estivéssemos nessa de dinheiro já teríamos saído fora há muito tempo", justifica Pires.

Outro formato que se divide entre dialogar com a terra natal e com mercados exteriores também periféricos é o Mercado Cultural da Bahia, definido pelo diretor Ruy Cezar como uma iniciativa para fomentar um mercado de música de qualidade, algo "que a grande indústria não promove" – e que nessa sexta edição reuniu 600 artistas e 800 especialistas de cultura de vários países.

O curador musical é Benjamin Taubkin, que vem de outra iniciativa descentralizadora, a do projeto Rumos, do Itaú Cultural. Uma das chaves do projeto, segundo ele, se concentra nos debates, para os quais procura adotar o seguinte norte: "A gente não faz seminário de lamentação. Tem problemas? OK, como é que se contornam os problemas? Um péssimo vício nosso é essa idéia de que precisamos salvar o Brasil, mas quem salva sou eu, não você. Uma andorinha não faz verão, a cultura se modifica por vários”.

"Achei que o papel fosse buscar a diversidade musical das várias regiões do Brasil. O que queremos é que cada trabalho selecionado tenha ligação com sua origem. Pode ser rock, rap ou música eletrônica, desde que tenha um pé na sua região", completa Taubkin, ele próprio ancorado na tradição da música instrumental.

De tal conceituação surge um festival que, embora mais dedicado à comunidade cultural que ao público consumidor, estabelece parâmetros aos quais o Brasil só agora começa a se acostumar. Na volumosa programação, convivem pacificamente gêneros e artistas os mais diversos. Eis alguns exemplos díspares, testemunhados em dezembro por Carta Capital: O poeta, cordelista, repentista e cantador Bule Bule, de Feira de Santana (BA), apresentava seu samba de roda mais rural que urbano, sem entrar em contradição com o discurso sócio-político do grupo de hip hop Faces do Subúrbio, de Recife (PE). O Trio Manari, do Pará, extraía jazz e sambão de reco-recos indígenas gigantes, enquanto os rapazes do Naurêa despejavam em ritmo de "forrock" os lemas "como é bom ser brasileiro" e "como é bom ser sergipano”.

No Teatro Castro Alves, Vitor Ramil evocava a melancolia, o frio e as milongas do Rio Grande do Sul; em praça aberta, o grupo Lado 2 Estéreo, do Piauí, exibia um híbrido de drum’n’bass, "samba black power" e rock militante anti-discriminação racial e social. No palco, Josh, do Lado B Estéreo, provocava os anfitriões: "Mandaram eu colocar a camiseta de volta, porque aqui é a Bahia. Tirei porque lembrei que aqui é a terra de Carla Perez”.

Josh tenta resumir o ambiente em que virou artista: "Teresina é uma cidade que vive sob o padrão Globo de sucesso. Não fazemos parte de nenhuma cena que temos que seguir. Uma vantagem que no início era dificuldade é a gente ser de uma cidade improvável. É um estranhamento”. O Brasil musical que resulta dessas tantas imagens díspares é complexo, diversificado e em nada uniforme como faziam supor, ao longo dos anos 90, gravadoras e mídia. Dilui monoculturas como as de axé music, pagode urbano e canção sertaneja, assimilando-as e as revestindo de diversidade que antes não possuíam.

No pólo Norte, por exemplo, Daniel Zen, organizador do festival Varadouro, manda notícias sobre a nova música do Acre: "A contradição/fusão entre urbano e florestal, típica das cidades amazônicas, constitui a poética de boa parte das bandas daqui, o que demonstra uma identidade local, que reúne essa contradição urbana/florestal".

No pólo Sul, Marcelo Domingues, do DemoSul, dá informações diversas, mas semelhantes, sobre Londrina (PR): "Hoje, há cerca de 80 bandas em atividade na cidade, variando entre o rock, o pop e a MPB. São lançados de 15 a 20 CDs por ano, alguns pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura e outros por iniciativa independente de selos como Lab Records, que era direcionado apenas a punk e hardcore e agora começará a lançar outros estilos".

De volta ao Pará, Vladimir Cunha ensaia a síntese entre tantas possibilidades díspares, defendendo ao mesmo tempo a qualidade popular do tecnobrega e novos diferenciais estabelecidos por bandas de rock como La Pupuña e Suzana Flag, que adotaram o português e as referências musicais locais lado a lado com fascínio "universal" pelo pop-rock anglo-americano.

"São alunos de música e chamam artistas do tecnobrega para tocar com eles, chancelando-os não mais como paródia. São formados em música e se aproximam da periferia para começar a entender o lugar em que vivem", afirma, consciente de que Belém não quer ser Londres, Hollywood, a Rede Globo ou São Paulo. Belém quer ser Belém – e isso talvez comece a se estender a cada cidade do Brasil.
NA ERA DAS GRAVADORAS DE ESQUINA
"A indústria fonográfica tradicional perdeu conexão com o gosto popular", avalia o antropólogo Hermano Vianna.
Uma das figuras estratégicas no acompanhamento da descentralização que vive a música brasileira é o antropólogo Hermano Vianna, que co-dirigiu com o produtor Beto Villares o projeto Música do Brasil, uma espécie de atualização das expedições de Mário de Andrade (1893-1945) rumo às musicalidades do Brasil profundo.Vianna cultiva ramificações íntimas com a cultura oficial: é próximo tanto de Caetano Veloso, quanto da Globo, quanto do ultracomercial Tim Festival, quanto do Ministério da Cultura de Gilberto Gil. Mas também atua como um ideólogo do outro lado da moeda, como mostra na entrevista a seguir.

CartaCapital: A música do Brasil não precisa mais de gravadora, tevê em rede nacional, rádio, jornal e revista?
Hermano Vianna: A música mais popular no Brasil não precisa mais de nada disso. O pessoal se cansou de esperar oportunidade, de reclamar da falta de espaço e atenção das gravadoras. Partiram para a ação, aproveitando o desenvolvimento tecnológico que tornou fácil e barato que qualquer banda produza seus discos. Onde há um computador com gravador de CD, há uma gravadora. Então, há gravadoras em praticamente todas as favelas brasileiras. Quase todas as favelas agora têm lan houses, já reparou?

O sucesso da Banda Calypso não foi produzido por gravadoras, e só quando já haviam sido vendidos milhões de CDs nos camelódromos as rádios e tevês passaram a tocar. Todas as bandas do forró eletrônico cearense já produziram DVDs, inventando uma nova indústria audiovisual que não depende de Lei Rouanet, mas abastece os bares de periferia. O lambadão cuiabano e a tchê music gaúcha inventaram suas economias paralelas, que só são paralelas do ponto de vista da grande mídia.

Quando leio as estatísticas de queda da indústria fonográfica, fico surpreso. Todas essas bandas fora da indústria vendem muito, os shows estão lotados por multidões, mesmo nas regiões mais pobres. Foi a indústria fonográfica tradicional que perdeu conexão com o gosto popular. Nos camelôs de Belém, toda semana há lançamentos novos de tecnobrega, com as músicas que estouraram no último domingo nas festas da periferia paraense. A indústria fonográfica não tem essa agilidade.

CC: A música brasileira vive um processo de descentralização?
HV: A descentralização é inegável. Não aconteceu por projeto político, até porque a maior parte dos movimentos políticos "conscientes" despreza essas músicas, condenando-as como alienadas ou lixo cultural. Mas aconteceu, em todos os lugares ao mesmo tempo. As gravadoras lançam quantos artistas por ano? E quanta gente faz música pelo Brasil? É uma multidão que fica de fora. A multidão resolveu lançar seus discos. Não é mais um movimento centralizado no Rio e em São Paulo. Cada cena desenvolveu modelos diferentes, adaptados à realidade local. São maneiras experimentais de produzir, divulgar e ganhar dinheiro com música. E as periferias se comunicam entre elas, sem depender de Rio e São Paulo. Já há uma rede nacional de comunicação paralela, que não é mais centralizada.

CC: Onde você colocaria, nesse tabuleiro, a produção musical dita intelectualizada?HV: Acho que é mais dependente do esquema antigo. Ainda fica esperando que uma grande gravadora venha salvá-la. Acreditamos que a música boa é produzida por artistas geniais, por criadores privilegiados, não é? Eles são admirados como pessoas superiores. Suas criações devem ser protegidas e perpetuadas como se fossem de vidro frágil, como se tudo conspirasse contra elas. Essa concepção de arte é recente, apareceu com o Romantismo europeu. Antes música era uma produção coletiva, sem "autores" e "direitos autorais". Isso continua a acontecer na maior parte das festas populares brasileiras. As pessoas ali têm uma relação diferente com a música: tudo é brincadeira de todos. Ninguém está ali para reverenciar quem está no palco. Quem está no palco é igual a quem está na platéia.
CC: A cisão entre centro e periferia na música, que você tem descrito, é irremediável? Como se poderiam reconciliar essas duas pontas que não se compreendem uma à outra?
HV: Uso as palavras centro e periferia como provocação. São muito carregadas, muitos grupos diferentes acham que são donos delas. Gosto de bagunçar o coreto dessas fronteiras: tudo que acontece de interessante passa sempre de um lado para o outro. Se não fosse a indústria de informática do centro do império norte-americano, nenhuma dessas novas músicas periféricas existiria. O mundo é felizmente mais complexo do que um jogo com dois lados. Há muitos lados. Sempre gostei de mediação.


Fonte: http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/na_midia/index.php?p=14097&more=1&c=1&pb=1

Wednesday, January 23, 2008

#54 - O Grito Rock em Rondônia

21:30 - Kilowatts
22:00 - Odisséia
22:30 - Neófytos
23:00 - Rádio ao Vivo
23:30 - Miss Jane
00:00 - Recato
00:30 - Sanctify
01:00 - Hey Hey Hey
01:30 - Somos (SP)

LOCAL: The Marco's House – Rua Eliezer de Carvalho nº 5942 - Bairro Nova Caiari

INGRESSOS: R$ 5,00

O Grito Rock em Porto Velho é organizado pelo Projeto Beradeiros. O ponto forte é a diversidade de bandas, desde o pop da Kilowatts até a miscelânea da paulistana Somos, passando pela hype rondoniense Recato. Os metaleiros também não têm do que reclamar, Neofytos e Sanctify representam bem o movimento no festival.

***
GRITO ROCK JI-PARANÁ - 16 de Fevereiro

Hawk Angel
Neófytos
Di Marco
Insanes
Urbanóid´s
Ultimato
Relicário
Lirow
LOCAL: GerivaldãoInício às 18 h
INGRESSOS: 1KG DE ALIMENTO NÃO PERECIVEL!!!

O Grito Rock em Ji-Paraná é organizado por integrantes das bandas Di Marco, Hawk Angel e Neofytos, também é diversificado. Conta com a presença de uma das melhores bandas da atualidade em Rondônia, Ultimato, e também com boas representantes da região central do estado, como Relicário e Di Marco.

***
GRITO ROCK VILHENA - 23 e 24 de Fevereiro
Dia 23/02
19:00 – 19:50 Renúncia (RO)
19:50 – 20:40 Mecânicos (RO)
20:40 – 21:30 Blush Azul (AC)
21:30 – 22:20 Several Bulldogs (RR)
22:20 – 23:10 Sub Pop (RO)
23:10 – 24:00 Strutura 6 (RO)

Dia 24/02
19:00 – 19:50 Sistema Oposto (RO)
19:50 – 20:40 Overdrive (RO)
20:40 – 21:30 Snorks (MT)
21:30 – 22:20 Di Marco (RO)
22:20 – 23:10 Coveiros (RO)
23:10 – 24:00 Enmou (RO)
LOCAL: A confirmar

INGRESSOS: R$ 8,00
PASSAPORTE: R$ 10,00

Por último, mas não menos importante, a edição mais polêmica do estado: Vilhena. A única que levantou polêmica no processo de escolha e também a única edição que terá dois dias de evento, pelo menos neste ano. Novamente conta com a presença de bandas de outros estados como a Several Bulldogs e seu hard rock. Esta edição é organizada pelo Coletivo Vilhena Rock.

Enfim, boa sorte a todos os gritos em Rondônia e no país todo!

***

NÚMEROS

29 shows
27 bandas
09 cidades representadas
05 estados representados

Tuesday, January 22, 2008

#53 - COMUNICADO:

Grito Rock Vilhena RO 2008 ADIADO

O Festival Grito Rock Vilhena RO 2008 foi adiado para os dias 23 e 24 de fevereiro, sábado e domingo respectivamente.

Vamos confirmar as bandas e soltamos a programação em breve.

Sem mais no momento,

Coletivo Vilhena Rock.

Tuesday, January 15, 2008

#52 – De volta das Féééééééérias

Ao voltar definitivamente das férias o blog Vilhena Rock Zine está com força total para 2008. Novidades?

No canto direito você poderá acompanhar as próximas movimentações do Coletivo Vilhena Rock no espaço “Próximo Passo”, que será a ‘vitrine’ dos projetos a serem executados. Também no canto direito você acompanhará a movimentação cultural de Vilhena, na ‘AGENDA’.

PRÓXIMO PASSO: Grito Rock Vilhena RO 2008

Para adiantar, o próximo evento a ser realizado pelo Coletivo Vilhena Rock é a edição local do maior festival integrado (e independente) da América Latina: o Grito Rock América do Sul.

Em Vilhena o Grito conta com um suspense: o local. O dono da casa de shows ainda não retornou de sua viagem para dar a resposta definitiva, mas as expectativas são as melhores possíveis. Mas o plano B e o plano C estão na agulha já. O importante é: o evento está confirmado. Confira ao lado a programação...

AGENDA: Santa Music Festival II

A cultura gospel em Vilhena é evidente – cabe dizer que somos a cidade rondoniense com mais igrejas por m² de Rondônia – e atrai muitos jovens das mais diversas denominações religiosas. Exemplo disso é a Geração JB, evento que reúne jovens evangélicos, católicos e ateus declarados (mas que gostam de música), realizado todas as segundas na Praça Padre Ângelo Spadari. Jovens que utilizam a música como meio para transmitir uma mensagem positiva e de muita convicção. Quem atua na frente do evento é Enéas Santos, ex-integrante da banda gospel Renúncia.

Outro evento que é realizado, só que anualmente, e envolve música e religião numa abordagem leve e jovem é o Santa Music Festival, que no dia 26 de janeiro será realizado pela segunda vez em Vilhena. O Santa Music também é um festival realizado em diversas cidades do país e que também, como o Grito Rock, foi bem recebido pelo público local. O festival terá como atrações os DJ’s Tile Boy e Jr. Zaffari juntamente com as bandas Anjos de Asas (de Ji-Paraná) e Strutura 6, que encabeça o projeto.

O Santa Music Festival II será realizado no Salão de Festas da Igreja Nossa Senhora Aparecida. O ingresso custa R$ 5,00.


Por enquanto é só pessoal...

Tuesday, December 11, 2007



#51 – Grito Rock Vilhena e Madeira Festival

Grito Rock Vilhena RO 2008: Inscrições encerradas

Estão encerradas as inscrições de bandas para o Grito Rock Vilhena RO 2008. Ao total, até agora*, foram inscritas 60 bandas de 22 cidades, 10 estados de quatro regiões do país em mais de três meses de inscrições. A partir de hoje a comissão formada pelas bandas locais e pelo Coletivo Vilhena Rock passará a analisar o material enviado e também os ensaios & apresentações de bandas locais. Uma ótima oportunidade para acompanhar os grupos locais será a realização do Vilhena Rock Festival, nos dias 28, 29 e 30 de dezembro.

Também já se iniciou uma enquête na comunidade Grito Rock Vilhena RO 2008, que também faz parte do processo seletivo, acompanhe:

Bandas inscritas: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2556949146204677329&start=1

Processo seletivo: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2571217688986952913&start=1

Enquete/Pesquisa: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2571228059185489105&start=1

A divulgação dos nomes escolhidos para o Grito Rock Vilhena será feita no dia 31 de dezembro, um dia após a data final de entrega dos votos da comissão.

* Até agora ... ontem, 10 de dezembro, uma chuva caiu na cidade impedindo alguns membros de bandas entregarem a ficha de inscrição (em papel) – os mesmos não têm acesso regular a internet – do Grito, por isso foi decidido que a inscrição de bandas locais se daria até hoje, 11 de dezembro, até as 13 h , horário local.

Madeira Festival 2007

Neste próximo fim de semana será realizado o Madeira Festival, que já foi considerado um dos maiores festivais de música do Norte do país. Após 2006, ano em que o festival não foi realizado, o festival volta com uma novidade: a edição deste ano será indoor. O Madeira será realizado no Complexo Nautillus, com quatro ambientes: Cyber Café, Peixe Beer (Peixe Vivo e Netuno) e Nautillus.

O formato do festival é o mesmo dos anteriores, que mistura bandas mainstream e destaques regionais. Os grandes nomes deste ano são as bandas Natiruts e CPM 22, acompanhados pela banda Nitro, de Porto Velho, uma das organizadoras do festival. O acerto do festival, entretanto, é apostar em nomes consolidados da cena rondoniense, tanto da capital como do interior. Destaque para as apresentações dos sempre destruidores Coveiros, da conhecida Ultimato, da psicodélica Sucodinois e do “hype” (?) de Rondônia, Recato. O interior também estará bem representado pela banda Relicário – de vocalista nova – de Cacoal e a banda Tatudikixuti, talvez as duas bandas mais conhecidas desta parte do estado.

Ingressos?

R$ 60,00 (R$ 30,00 para estudantes e clientes TIM) e camarotes R$ 700,00 (para 12 pessoas).

Confira a programação:

Cyber Café (DJs)

Flávio Dantas
Helder Junes
Hoby
Leudson
Mauro Marcelo
Mitson MattosPlínio César

Peixe Beer

16:00 as 16:30 – Bicho du Lodo
16:45 as 17:15 – One Weak
17:30 as 18:00 – Relicário
18:15 as 18:45 – Recato
19:00 as 19:30 – Coveiros
19:45 as 20:15 – Bedroyt
20:30 as 21:00 – Sucodinois
21:15 as 21:45 – Tatudikixuti
22:00 as 22:30 – Ultimato

Nautillus

19:00 as 19:40 – Lapidarius
19:50 as 20:30 – Leão Do Norte
20:30 as 22:00 – Natiruts
22:00 as 22:40 – Nitro
22:40 as 00:00 – CPM 22

Sunday, December 09, 2007


#50 - Faça música, não faça cover!!!
*Por Mr. Gonzo

Me diz se há algum garoto fã de rock, que sonhe montar uma banda, e que não queira tocar as músicas dos seus ídolos? Quantas bandas começaram na garagem a tocar covers dos Beatles, Stones, Sabbath e Led? Me diz também quantas bandas nunca fizeram isso por não terem capacidade “técnica” de tocar tal música de tal banda, e resolveram fazer seu próprio som? Temos quilos de exemplos para dar.

Eu mesmo comecei pelo primeiro exemplo. Montei minha primeira banda aos 15 anos, a saudosa “PaPa VeLHaS” pra fazer cover’s dos grupos que gostava de ouvir, mas chegou um momento que eu não queria apenas copiar o que os outros faziam, e sim criar, materializar meus pensamentos em música, letra e movimento. Por isso resolvi fazer música. Confesso que as primeiras foram um desastre, mas com tempo e força de vontade qualquer um consegue criar aquele riff “du caralho” com aquela letra bacana. Quem aí não se lembra de “Fazendo Rock N’Roll”?

Há sete anos participo do que dizem chamar “cena rock roraimense”. Já vi e ouvi de tudo. Desde o nascimento de bandas de proveta (montadas apenas pra tocar em festivais) até ótimas e promissoras bandas que se acabaram no meio do caminho. Vi também movimento de rock começando a se formar, mas apenas por bandas “covers”. Então por que chamar isso de cena?

Só podemos rotular de CENA, seja ele rock, brega, reggae ou o que for, quando em determinado local há um movimento de bandas e colaboradores que produzem algum tipo de conteúdo, que é ouvido e visto por um determinado grupo de pessoas. Em outras palavras, só podemos dizer que há uma cena rock em Roraima, quando citarmos que aqui há bandas fazendo músicas, shows, participando de eventos, gravando e divulgado seu trabalho.

Felizmente hoje eu posso bater no peito e dizer que em Roraima há uma cena rock de verdade. E não falo da boca pra fora. Tenho minhas justificativas. Quem esteve no dia 03 de dezembro, na praça Ayrton Senna, sabe do que estou falando. Presenciei ali o começo propriamente dito do que chamamos de “cena rock de Roraima”. As bandas Hangar HC, AltF4, Sheep, Mr. Jungle e Several Bulldogs (todas de Roraima) mais a banda Tetris (do Amazonas) mostraram que não é preciso tocar cover pra tocar “fogo” no público. E o mais legal de tudo, foi o que podemos dizer de “retorno as origens”, pois voltando no tempo, podemos recordar que as primeiras bandas de rock de Boa Vista tocavam nessa mesma praça, com seus equipamentos de ensaio, montados de última hora. Ali foi plantada a semente e hoje estamos colhendo os frutos. E plantando muito mais pra colher vindouros frutos também.

Por isso eu digo para as bandas que tocam cover’s, tomar vergonha na cara e não só copiar, mas sim produzir, só assim, será valorizada e reconhecida por seu trabalho. Aos grupos que insistem em só “copiar” o que outras bandas tocam, só resta o ostracismo, esquecimento e desdenho! Já às bandas que acreditam no seu talento, fazem música e não tem medo de apresentar o que criam, há um futuro próspero, disso afirmo sem medo. Acredite no seu talento, toque com amor, grave sua música, faça o maior show de rock do mundo, divulgue seu material, viaje, trabalhe, crie, lute por seus sonhos, corra atrás do seu lugar ao sol...faça rock, punk, metal, o que for...

Faça música porra! Não faça Cover!

Mr Gonzo é Radialista, e guitarrista/vocal da banda Veludo Branco.
Seu email é: mrgonzo21@gmail.com

FOTO: Mr. Gonzo no Festival Beradeiros
Créditos: Poliana S. Zanini

***

NOTAS:

As inscrições do Grito Rock Vilhena RO 2007 se encerram hoje, mais precisamente à meia noite (horário de Rondônia) – que significa o mesmo que dizer o mesmo que duas da manhã do dia 11/12 em Brasília e onze da noite do dia 10/12 no horário do Acre – e a partir do encerramento já será aberta uma enquete para a votação on-line dos membros da comunidade de ORKUT do Festival - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24620291 para que os mesmos participem da escolha das bandas que irão se apresentar em Vilhena em fevereiro de 2008. A votação de bandas pela internet é um recurso que será somado às indicações das bandas locais e dos integrantes do Coletivo Vilhena Rock.

Para quem mora em Vilhena ou possa estar de passagem por aqui no dia 14/12 a partir das 20:30h será realizada o concerto de fim de ano da Orquestra Filarmônica de Vilhena. O local: Salão de Festas da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Para quem gosta de música clássica, está aí a dica. Durante a semana passarei mais detalhes.

Thursday, December 06, 2007


#49 - Compacto REC apresenta: Filomedusa

Em um ano de existência Filomedusa (AC) já foi vista em grandes momentos da música amazônica: desde o comentado Casarão em Porto Velho à Semana do Rock, Piola, Concha Acústica, DCE da UFAC e o já consolidado Festival Varadouro. Sendo resenhada neste último por Humberto Finatti, da Revista Dynamite (SP) - "... uma banda que faz pop e pesado ao mesmo tempo, com melodias ganchudas, letras (bem escritas) que perscrutam temas regionais, que possui um guitarrista que faz misérias em seu instrumento, que possui um baixista que toca com segurança e precisão e que ... possui uma vocalista linda que canta horrores ..." - Eduardo Mesquita, também da revista Dynamite (além de Inimigo do Rei) - "Carol é soberba! Que voz! Que harmonia! Que malícia! Sua voz e sua presença cênica extrapolam o seu tamanho mignon ... bateria quebrada e precisa, guitarra criativa e o baixão marchando estranho indo e vindo ... Filomedusa é muito bom! ".


Fernando Rosa, revista SenhorF: "A maior surpresa, tanto da coletânea quanto do festival é a banda Filomedusa que reúne alguns dos melhores músicos da cidade, destacando a ótima vocalista Carol Freitas. As canções presentes na coletânea - 'Morte em vida' (um hit) e 'O que eu sou' - são obras maduras de banda com peso e estatura nacional ...".

***

Uma devassa!
Filomedusa por Walquíria Raizer*

Uma devassa absolutamente sofisticada. Se fosse uma mulher seria a descrição perfeita, uma música invasora, sem pudores e ao mesmo tempo elegante ao ponto de se levar para casa. Filomedusa não me lembra nada, apesar de em outros tempos cada um dos seus músicos terem feito parte de grandes bandas da fértil cena acreana. Filomedusa é mesmo um Kampô, sapo verde que traz o sagrado dos povos indígenas da Amazônia, que serve de vacina aos males da alma. Saulo Machado, guitarra e coração, homem de fé. Seus riffs absolutamente poderosos têm a delicadeza de deixar o restante da banda se mostrar. Daniel Zen, com seu baixo gigante mostra que o contrabaixo faz um som de frente. Pra se ouvir mais que os outros. Tiago-cabelos-cumpridos parece um personagem baterista de algum filme perfeito. Bateria forte e conectada. Carol, bem, Carol Freitas é a voz que todos queriam ter. Eu mesma se fosse vocalista, ia querer ter a voz da Carol. Ela é gigante, pequena e linda, de voz estrondosamente gigante. Seria a mulher do diabo, no sentido poético da força estrondosa que atribuem ao diabo. Mas é uma banda do bem, que não se parece em nada com o que se viu e ouviu. Identidade amazônica plural gritante, sem ser intencional. É Filomedusa sim, no som e no veneno. Filomedusa é Carol Freitas (vocal), Saulo Machado (guitarra), Daniel Zen (baixo) e Tiago Melo (bateria) e no público o restante de nós, batráquios, graças-a-deus!

* Walquíria Raizer, poetisa, escritora e jornalista, necessariamente nessa mesma ordem.

***

Filomedusa é uma banda daquelas que te faz repensar o conceito de música, o show empolga ao mesmo tempo que emociona. A banda também faz você rever vários conceitos: antes de ver Carol cantar - o tamanho mignon citado por Mesquita não é exagero - e a banda formada por Tiago Melo (bateria), Saulo Machado (guitarra) e Daniel Zen (baixo) tocar a banda poderia passar despercebida. Depois não, é algo assustador (leia-se é foda) e chocante. São quatro pessoas que se transformam. Talvez as mudanças mais perceptíveis são a de Saulo e Tiago irreconhecíveis (e proporcionalmente fantásticos) tocando, são pessoas que falam devagar, discretos, mas tocando se transformam em monstros, daqueles do tipo que só a música pode produzir.


Tirem suas próprias conclusões no blog do Compacto (http://www.compactorec.blogspot.com/) onde dará para baixar o encarte do single, as faixas "Batcaverna", "Morte em vida", "Your Color Dream", além das letras das músicas. Vá lá!

***

Foto Filomedusa: Renato Reis


LINKS:

Thursday, November 29, 2007

#48 - Vilhena Rock Festival III


O Vilhena Rock Festival é uma atividade cultural que reúne bandas locais para encerrar as atividades culturais deste setor (cena rock) em determinado ano. O festival teve sua primeira edição em setembro de 2004, sendo realizado também em outubro de 2005 e agora retomado em 2007, com realização nos dias 28, 29 e 30 de dezembro.

O festival tem também a preocupação de levar ao seu público, jovens em sua maioria, outras linguagens culturais, como teatro, artesanato, artes plásticas, fotografia, dança e literatura. O contato dos jovens com estas linguagens é fundamental para o conhecimento e o surgimento pelo interesse pela produção artística local e quem sabe até mesmo despertar o interesse desses jovens (e também outras faixas etárias) de produzir também, colaborando para o crescimento e perpetuação da produção cultural vilhenense.


O Vilhena Rock desde ano tem como objetivo a inserir em sua programação todas as bandas vilhenenses em atividade além de buscar o intercâmbio com outras propostas de linguagens culturais. Cada noite terá uma peça de teatro, além de exposições de artistas locais.


O evento terá cobrança de ingressos que servirão para cobrir custos e também levantar fundos para a formalização do Vilhena Rock como empresa – produtora/selo/gravadora – que terá como política a economia solidária a dinamização do setor cultural vilhenense. Parte dos ingressos será repassada às bandas para as mesmas levantarem fundos para si.


Os brinquedos serão entregues à Secretaria de Bem Estar Social de Vilhena (SEMBES) como contrapartida pela disponibilidade do Centro de Treinamento Marizeth Mendes, local da realização do “Vha Rock Fest”, de administração da secretaria. Também tem a parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Cultura juntamente com a Secretaria Municipal de Bem Estar Social, que apoiam a proposta.


INFO:


Vilhena Rock Festival III

28, 29 e 30 de dezembro.

Centro de Treinamento Marizeth Mendes

* Bandas locais
* teatro
* fotografia
* artesanato
* literatura
* artes plásticas

Passaportes (para as três noites):
R$ 5,00 + um brinquedo

Ingressos (para um dia)
R$ 3,00 + um brinquedo
R$ 5,00 (sem brinquedo)

Vilhena – Rondônia

Realização: Vilhena Rock

Apoio:
Prefeitura de Vilhena
SEMEC
SEMBES

*Imagem: Banda Enmou, confirmada para o "V-Fest"
Foto por Poliana S. Zanini

Tuesday, November 27, 2007

#47 - Casarão, Grito Rock América do Sul e Vilhena Rock Festival: Há vagas!

Casarão, maior e melhor.

Porto Velho, a capital de Rondônia, nos últimos dias tem sido o ponto de referência do Rock da região Norte e a prova disso é que o Festival Beradeiros ainda nem baixou a poeira e já está entrando em circulação o Madeira Festival, que já foi considerado o maior festival de rock do Norte. Não bastasse isso a recente inclusão do (festival) Casarão na Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN) consolidou a importância das terras de Rondon para a integração nortista ao cenário nacional.

A nona edição do Casarão promete ser a maior e um marco para o rock rondoniense. Seminários, debates e 33 bandas nacionais e internacionais (é isso mesmo) farão de Pvh o foco das atenções em maio de 2008.

Uma das iniciativas do festival é a realização de duas seletivas pelo interior do estado, uma em Vilhena e outra em Ji-Paraná, das quais sairão duas bandas (uma de cada seletiva) para o line up do Casarão. As bandas interessadas podem enviar um e-mail com nome da banda, cidade e músicas autorais (no mínimo três) para o e-mail: fanrockdiscos@gmail.com . Para estas seletivas só serão aceitas inscrições de bandas do interior de Rondônia. Vale lembrar também que a banda no ato da inscrição deve indicar qual a seletiva que gostaria de participar, já que a mesma não podem participar das duas seletivas. No campo assunto digite, ex.: "Banda xx - Seletiva de Vilhena" ou "banda xx - Seletiva de Ji-Paraná".

Prazos:
15 de março de 2008 - data final de envio de material
30 de março de 2008 - divulgação das bandas selecionadas para a seletiva
Abril de 2008 - Seletivas em Ji-Paraná e em Vilhena


Grito Rock América do Sul, vaga até na Argentina...

O Grito Rock de 2008 também está com vagas a disposição das bandas dispostas a circular do Oiapoque a Terra do Fogo. Com a previsão de fechar o ano com 50 cidades ligadas ao Circuito de festivais que integrarão o Grito de 2008 a iniciativa já se tornou no maior festival integrado da América do Sul. Acompanhe as edições e inscreva sua banda:

Para conferir onde e até quando se inscrever basta acessar ao site do festival: http://www.gritorock.com.br/
Vilhena Rock Festival III: vagas para os santos de casa.
Para encerrar o ano de 2007 já com os olhos voltados para 2008 o coletivo Vilhena Rock prepara a 3ª edição do Vilhena Rock Festival que terá como atrações apenas bandas locais. A intenção é incentivar as bandas vilhenenses a voltarem à ativa e também a produzir material próprio, para que no ano de 2008 as mesmas possam circular e divulgar-se pelos outros estados e países participantes do Circuito Fora do Eixo.
Como datas previstas estão os dias 21, 22 e 23 de dezembro. Além de bandas de rock o evento terá como atrações três peças de teatro (uma para cada dia) de três grupos teatrais locais diferentes, além de artistasde outros segmentos musicais. Também haverá exposições de artistas plásticos vilhenenses juntamente com outros trabalhos artesanais de produtores da região, novamente o rock como carro-chefe das iniciativas culturais vilhenenses.
Para as bandas se inscreverem basta apenas preencherem o formulário que está no ORKUT (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1883431&tid=2568757205302289617&start=1), é simples e rápido.
Só lembrando que nesta edição apenas bandas vilhenenses participarão.
A grande novidade é de que todas as bandas inscritas automaticamente estarão dentro do festival, que também servirá como laboratório, já que as bandas locais que se inscreveram também para o Grito Rock Vilhena RO poderão ser analisadas.
Com tandas vagas sim é impossível ficar parado, faça já a sua reserva!

Monday, November 26, 2007

#46 - Rock in Rua 2007: para não passar em branco?

O Rock in Rua foi realizado neste último fim de semana (25 de novembro), na Praça do Shopping, com a apresentação de sete bandas locais mais uma pequena apresentação do organizador do festival, acompanhado de seu filho, apenas voz e violão. O RiR é o festival de rock mais tradicional da cidade de Vilhena e é realizado desde 1988, um dos festivais mais antigos do estado de Rondônia, ou talvez o mais antigo ainda na ativa. Mas agora: vinte anos?
Nem o pessoal de Vilhena sabia disso, muitos dos que vêem seu primeiro show de rock – no RiR – sequer havia nascido quando tudo começou. O ponto positivo do Festival é que ele já entrou no calendário cultural do município, mesmo a contragosto de alguns “elitistas” da cultura, tem o apoio do poder público, inclusive neste ano inserido nas comemorações do 30º aniversário de emancipação do município de Vilhena.
O que pesa contra é a falta de compromisso de algumas bandas, talvez levadas pelo caráter de celebração de um festival de rock, onde parece que tudo pode. A liberdade é uma das maiores prerrogativas de um evento cultural realizado por jovens, mas infelizmente muita gente confunde “liberdade com libertinagem”. Parece papo de professor...
Algumas bandas, que não estavam escaladas no line up original, fizeram contatos para poder participar do festival mesmo após a escolha das bandas, tentando arranjar uma brecha para tocar. Nada contra, legal ver mais gente tocando, mas acaba de tirar um pouco de crédito do festival, pelo fato das bandas não levarem a sério o festival. Mas para o público quanto mais, melhor. Talvez seja por isso que o festival às margens de completar 20 anos possua apenas relevância local perdendo em importância para festivais que começaram “recentemente”, porém possuem uma estrutura n vezes maior e melhor.
Para ser sincero, a realização do Rock in Rua deste ano estava com uma cara de “só para não passar batido”, para iniciar as bandas convidadas (Sedna e Rádio Ao Vivo) de outras cidades não puderam vir. Para piorar as bandas locais Púbis e Sistema Oposto tiveram problemas de última hora e a banda Cronos, escalada para substituir as bandas de foram que não viriam também não poderia se apresentar. Detalhe: todas as bandas avisaram sobre a sua ausência no festival na semana de sua realização. Fora os detalhes de ter que achar uma bateria no dia do festival, passar o som às cinco e meia da tarde – o festival estava previsto para as 4 – e todas essas coisas que só um festival de rock pode proporcionar. Quando as bandas começaram todas as tensões foram passando, dando lugar a outras, mas no fim correu tudo bem.


Necrose: “Tem algum remédio para ansiedade?”
A primeira banda a se apresentar teve inúmeros problemas, ao começar pelo cubo de guitarra estar com problema na distorção e a descoberta da falta que um pedal de efeito faz. E dá-lhe correria para conseguir um pedal para o guitarrista, quando surgiu alguém que cedeu a pedaleira o menino já estava guardando sua guitarra e me disse pra chamar a próxima banda. Nada disso, eles já estavam ali, não dava para deixar eles desistirem.
Apesar do início nervoso temperado por ansiedade a banda se destacou, uma das melhores apresentações do Rock in Rua deste ano, eles mandaram muitas covers de Planet Hemp e Raimundos, mas o que chama a atenção são as músicas próprias como “Cabeça de guidão” e “Porra, vai se foder” todas feitas em praças públicas onde a galera costuma se reunir para falar sobre música e tocar violão.


DNA: “Os últimos serão os primeiros”
A segunda banda da noite não estava no line up original e foi confirmada poucas horas antes de se apresentar. Quando vieram falar comigo informei que eles seriam a primeira banda, fato não muito bem recebido, mas como haviam entrado por último na escalação teriam que ser encaixados conforme desse. Devido ao atraso de alguns componentes a abertura com eles seria difícil, então foram passados para ser a próxima. Passado algum tempo o pessoal da banda veio perguntar: “tem como a gente tocar mais a noite, PRÁ MAIS GENTE?”. Lá se foi a paciência do organizador: “Ou toca agora ou não toca mais!”. Novamente cara de quem não gostou, mas era hora de botar moral. O mal de organizar algo é esse: dizer não. Nunca compreendem.
A banda começou a tocar para um público de mais ou menos 400 pessoas na “praça do Shopping”. Foi uma apresentação morna, a banda é boa, mas não tem pegada, coisa que se consegue com o tempo. Fora o fato de só tocarem covers. Do momento que tocaram NX Zero para frente eu nem vi mais.


Valmir e Hugo: “Eu sei”
Mesmo com a ausência da banda Púbis, a organizadora inicial do evento, Valmir e Hugo fizeram uma apresentação curta, só voz e violão. Tocaram Legião Urbana “Eu sei” e U2 “With or without you”. Foi um momento “relax”. Valmir aproveitou para comentar sobre os vinte anos do Rock in Rua e que no ano que vem o Festival promete ser o maior feito até hoje. É o que esperamos.


Gênios: “Só duas?”
Outra banda que entrou aos quarenta e cinco do segunda foi a banda Gênios, que é tipo uma “banda de baile”, toca de tudo, inclusive rock. Ao conversar com eles explicamos que só teria espaço para tocarem duas músicas.
- Mas só duas?
- Só. – a comunicação monossilábica às vezes é mais interessante.
Veio “Que país é esse” (Legião Urbana) e a outra música não lembro porque fui em casa buscar o que comer.


Strutura 6: “Graças ao meu anjo eu não fui pra roça"
Após um certo desconforto corriqueiro entre as bandas de Vilhena, o baterista havia sumido, a banda Strutura 6 sobe ao palco. Mais uma vez o rock católico da banda surpreendeu as pessoas ali presentes. O grupo, um dos melhores da cidade, fez uma apresentação impecável e cada vez mais tem dado espaço às suas composições. A banda também deu uma guinada no som, deixou mais encorpado, pesado, sem perder sua característica.


Overdrive: “Relaxa Albert”
A Overdrive é formada por integrantes de outras bandas vilhenenses como Prozack e Prysmman, que fazem um rock mais elaborado. Logo os integrantes são mais técnicos e qualquer falha que passa despercebida para os ouvidos menos atentos para eles não passa batido. A apresentação foi muito boa, tocaram músicas como “Freak” do Silverchair que levantou o pessoal, Cachorro Grande e Evanescence deixaram as pessoas interessadas pelas bandas, a banda que atualmente está acertando suas composições só tocou uma música própria “Tudo o que aprendi”, herdada da extinta Prozack. Para as próximas apresentações as músicas serão apresentadas, é o que muitos estão esperando. Ah, se erraram quase ninguém percebeu.

Holy Shadow: “Só duas mesmo?”
A banda Overdrive estava se apresentando ainda quando os integrantes da banda Holy Shadow nos procuraram para fazer uma apresentação. Até aí tudo bem, mas ficou a dúvida se tocariam antes ou depois da última banda. Queriam tocar três músicas, mas ficou com duas, para não atrasar muito o que já estava um pouco atrasado. Tocaram duas músicas, inclusive a música que não saiu da minha cabeça “Graças ao meu anjo eu não fui pra roça...”


Enmou: “Tá no rock? É pra se...”
Baseado nas últimas duas apresentações da banda (Brothers – Jipa – e Beradeiros) acreditávamos que tocaríamos só pra desafogar as mágoas, hehe. Porém foi a típica apresentação que nós estávamos devendo. A galera de Vilhena com certeza ajudou – será que só funcionamos em casa? – botando o dedo na nossa cara. Era um desafio. Também apontamos o dedo e fizemos o que acho a melhor apresentação do ano da banda – não do festival, da banda – sem pressão, sem nervosismo. Enfim, finalmente a Enmou tocando como Enmou de novo. Piadas e punk rock alternados de forma frenética. Foi massa, melhor parar, mas o baixista é legal...
Enfim, o Rock in Rua deste ano não foi realizado no centro, fato que pode explicar o público menor que o do ano passado, mas nada que tirasse “o brilho do festival”, pelo contrário, o pessoal que acompanha os eventos de rock na cidade estava presente e como sempre fez a sua parte.
Talvez a única coisa realmente negativa quanto ao Festival é o fato de que sempre querem “mostrar seu trabalho” e quando sobem ao palco tocam covers e mais covers, as vezes de forma precária, e deixam para trás uma coisa realmente importante: a produção artística.
Outro lado também complicado é a questão de organização do festival. O Vilhena Rock ficou de ajudar, mas na parte logística e comunicação. No fim das contas sobrou para o coletivo tomar conta do festival quase como um todo. Inclusive a monitoração de palco, contagem de tempo, administração de “pepinos”. A prerrogativa é de há espaço para todos, desde que sejam compromissados e respeitem o que é feito. Apesar de sabermos que imprevistos existem cabe às bandas e organização minimizá-los, como por exemplo as bandas que não puderam se apresentar só avisaram no último momento. Criou-se uma situação interessante: sábado de manhã tudo certo, a tarde bandas desistiram. Domingo de manhã faltava bandas e de noite sobrava, todo mundo querendo tocar.
Bom, ano que vem o Rock in Rua completa 20 anos de realização. Para uma data tão importante o que menos importa é a vinda ou não de uma banda de projeção nacional, pelo menos para mim, é irrelevante. Um festival que consolidou uma cultura entre os jovens, que mantém um movimento cultural a tanto tempo na ativa devia se preocupar mais com sua expansão e produção de bandas locais. Estar mais atento ao que acontece. Também cabe as bandas vilhenenses deixarem de querer convites, porque as oportunidades não correm atrás das pessoas (ou correm?). Senão correm o risco de levar não na cara e ainda achar ruim com quem faz acontecer as coisas,

Fiquem espertos.

Friday, November 23, 2007

#45 - A volta do que foi!

Festival Beradeiros

“O beradeiro apesar de todas as dificuldades arranja forças para remar contra a maré...”
Beradeiros do Madeira, do Machado, da mata e da BR 364 puderam celebrar: o Festival Beradeiros foi muito bom, ou melhor, do caralho! Mais pessoas se comprometeram em ajudar nas correrias do festival e a organização realmente se superou.
No primeiro dia nem acompanhei o festival, após tocar fui para o SESC Esplanada acompanhar a premiação do 5° Festcineamazônia e não consegui arranjar carona para voltar a tempo de assistir as outras apresentações (vacilo total!).
No segundo dia perdemos a apresentação da Innocence, que nós de Vilhena queríamos ver com a nova formação. Mas tudo bem, deu para pegar a apresentação da One Weak, que já se apresentou em Vilhena no Grito Rock. Shows que surpreenderam?
A Fabrica/Hey Hey Hey! despontou na noite como a maior surpresa, com um som mais pesado, baixo distorcido (yeah!) e firmando uma identidade forte para a banda. A Veludo Branco também impressionou com seu hard rock (produto exportação de Roraima) cheio de libido. Com direito até a um blues musicado a partir de uma letra feita pela fotógrafa oficial do Beradeiros, Poli.
Já, Já eu volto para comentar sobre os debates e outros assuntos beradeirísticos.

Rock in Rua

O festival de rock mais tradicional do interior do estado será realizado no próximo domingo (25/11) a partir das 16h. Infelizmente as duas bandas convidadas - Sedna e Rádio Ao Vivo - não poderão vir. Para suprir essa ausência foi convocada a banda Cronos, local, e fechando assim o line up do festival, já com a ordem das apresentações:
Necrose
Cronos
Sistema Oposto
Strutura 6
Púbis
Overdrive
Enmou

Sobre o Festival - O Rock in Rua teve sua primeira edição em 1988, ou seja, ano que vem completará 20 anos! Um dos festivais mais tradicionais do estado de Rondônia. Por lá passaram mais de 50 bandas locais e convidadas. A organização do festival no ano de 2007 novamente ficará a cargo da banda Púbis, pop rock, e com o apoio logístico do Vilhena Rock.


Grito Rock será promovido em 50 cidades em 2008

"A meta é que até o dia 10 de dezembro, 50 cidades confirmem a realização do festival em sua cidade. Na relação de confirmadas constam Buenos Aires (ARG) e Montevidéu (URU)".
* por Marielle Ramires da Cubo Comunicação

De 22 cidades para 40 já confirmadas. Do Brasil para a América do Sul. Daí já se vê o salto que o Grito Rock, maior festival integrado de música da América Latina, dará em 2008, quando mais uma vez as marchinhas de carnaval abrirão espaços aos riffs das guitarras do Oiapoque ao Chuí e do Brasil à América do Sul.

As datas serão de 25 de janeiro e 09 de fevereiro, em mais de 15 estados brasileiros, sem contar a Argentina e o Uruguai, países vizinhos que elevam o GR à categoria de internacional. As inscrições já se encontram abertas. Para participar, as bandas interessadas devem enviar três faixas em mp3 com fotos de divulgação e release para os contatos disponíveis no site http://www.gritorock.com.br/.

A expectativa é que a mais de 500 bandas componham o set list de atrações do GR. Muitas, inclusive, já planejam turnês interestaduais tal como fizeram algumas bandas na edição de 2007.
Para Pablo Capilé, do setor de planejamento do Circuito Fora do Eixo, até o dia 10 de dezembro, data de encerramento da maior parte das inscrições em todo o Brasil, mais de dois mil materiais de bandas deverão ser recebidos.

Números - Além da expectativa no que tange ao número de bandas envolvidas nas programações das dezenas de festivais, o Grito deve movimentar e muito a economia do mercado da música independente em todo o país. Estima-se que mais de 100 produtores estarão envolvidos na realização das produções, e outras dezenas de selos independentes, coletivos e produtoras atuantes no setor. Sem contar os veículos de comunicação alternativos envolvidos na divulgação dos festivais em âmbito local e nacional. Capilé informa que um levantamento está sendo realizado pelo núcleo central de comunicação do GR, e até o dia 15 de dezembro, os números completos da produção serão revelados.

Sobre o CFE – O Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul em dezembro de 2005, e que integra mais de 20 federações brasileiras. A proposta é promover o estimulo à circulação de bandas, produtores e selos, a distribuição de produtos culturais e a produção de conteúdo para todas as mídias. Dezenas de Festivais, selos, coletivos, produtoras, sites, blogs, casas de shows e bandas, já fazem parte da rede. Como fruto do trabalho é inegável a força que o Circuito Fora do Eixo vem ganhando pelo país com a produção de várias atividades culturais, objetivando a consolidação de um circuito auto-sustentável. Conquistando adeptos por onde passa, o Fora do Eixo se torna um legítimo movimento social jovem, cultural e contemporâneo.

SERVIÇO
O QUE: Grito Rock América do Sul em 2008
QUANDO: Entre os dias 25 de janeiro e 09 de fevereiro
ONDE: Em 50 cidades, sendo uma na Argentina e uma no Uruguai
Para se inscrever no Grito Rock Vilhena só acessar o edital (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24620291&tid=2555750760134780113&start=1) e mandar as informações para o e-mail: bandascccvilhena@gmail.com .

Friday, November 02, 2007

#44 - Não vá perder!

Especial Festival Beradeiros
A partir de hoje serão apresentadas as bandas que irão se apresentar no Festival Beradeiros, nos dias 17 e 18 de novembro, em Porto Velho. O festival já começa a alterar a rotina dos seus organizadores na capital do estado, a medida que o evento vem se aproximando. Para começar duas bandas de Porto Velho e uma de Rio Branco (AC). Para quem quiser ouvir os links estão logo abaixo:
A Fabrica: sem acento mesmo.

* Por Marcos Felipe

“A falta de acento e de homogeneidade conduz o som para um perfeito abismo de coisas estranhas. Não porque é bonito e transcendental, mas porque é idiota e burro. Na falta de coisas inteligentes optamos por um rock simples que vai se transformando conforme a banda vai mudando de cara e de integrantes. Com a passagem de três baixistas e um baterista, sobraram Marcos Felipe e Fiorelo Filho nas guitarras e vozes desafinadas e Gabriel Dantas na bateria.

O Repertório condiz com essas mudanças que alcançam os quase dois anos de existência da banda. Com apenas duas músicas gravadas, o projeto continua com uma rotatividade (por mais lenta que seja) de mudanças no som e que permite esquecer canções feitas para que novas apareçam e venham à tona.

Em seu histórico a banda pode separar shows bons de shows ruins. Dos ruins ou ditos ‘ruins’ pode-se exemplificar a apresentação do Festival Beradeiros em 2006 e a do Casarão Ano VIII. Das boas, o Intercâmbio Rock que aconteceu na cidade de Ji-Paraná RO em 2007 e apresentações nos ‘Under Rock’ I e II na cidade de Porto Velho, festa na qual a banda ganhou visibilidade na cena”.

Para ouvir A Fabrica: www.myspace.com/afabrica

Beradeiros18 de novembro às 23:00
Kabanas


Celula'tiva:
Dos celulares aos palcos.

A jornada começa no dia 01/01/2005, na lendária Oficina do Rock (Heavy Ney – inclusive foi a última festa realizada naquele local), Daniel – Vocal, Pablo - guitarra e voz, Felipe - baixo e voz, Júnior - bateria, Geverson (mais conhecido como SONECA ou Gevis) – guitarra; acho que começamos com o pé direito pela magia que tem aquele local, depois disso tocamos em quase todos os locais possíveis em Porto Velho, com exceção dos festivais (Madeira e Beradeiros), mas temos um grande orgulho em dizer que na nossa primeira apresentação já tocávamos musica própria.

A origem do nome vem dificuldade que todas as bandas passam no início, que é a falta de grana para comprar equipamentos, e a solução foi se desfazer dos celulares para levantar um dinheirinho para a compra o básico, o que não chegou a ser necessário, pois conseguimos uma grana sem precisar vender os celulares, continuando ativos, daí celular ativo que resultou na união dessas duas palavras originando o CELULA’TIVA.

O som pode-se dizer que é uma mistura de rock nacional com HC-melódico, apesar das influencias de new-metal que a banda apresentou no inicio com musicas covers. Temos suas influências como o CPM22, System of a Down, Fall Out Boy, Limp Bizkit, Detonautas... Temos origem na Vila Tupy, ensaiamos hoje no Conj. Tucuruí, Bairro Caladinho, na casa da mãe do Felipe.

Hoje a CELULA’TIVA, depois de alguns desencontros e voltas que o dá (e não são poucas), temos a seguinte formação, Geverson é Administrador (pela faculdade São Lucas) e trabalha em copiadora, Felipe é Arte-finalista(designer gráfico), Tiago (guitarra) é auxiliar administrativo, Júnior é estudante e trabalha em copiadora e Joab (vocal) trabalha com vendas. E deixar uma nota de agradecimento aos membros que deixaram a banda Daniel Almeida foi vocal por um ano e meio e Pablo Moraes que era guitarrista e fazia segunda voz até a saída do Daniel assumindo assim o vocal por um ano, que também era responsável pela criação das harmonias.
Uma história engraçada foi no “Tucuruí Pró Rock”, reunindo umas 300 pessoas, no melhor da festa fomos surpreendidos com a presença do juizado de menores, causando correria da galera pra todo lado inclusive o Júnior, que ainda era menor, mesmo depois do susto a festa continuou até o fim, resultado, multa de 900 reais.

Entre tantas apresentações que marcaram, o show do dia dos estudantes em 2005, realizado na Companhia do Forró, para um público de aproximado de 10.000 pessoas e o Portal do Rock, no Zé Beer foram os mais marcantes.


Para ouvir Celula’tiva: www.myspace.com/celulativa ou www.bandasdegaragem/celulaativa

Beradeiros17 de novembro às 20:30
Kabanas


Survive: metal acreano.

Banda formada no 20 de julho de 2006 pelos membros Max, Josiney, Joselio, Heryc, Renato. A banda gravou uma demo em fevereiro de 2007 disponibilizada em sites.

A banda vem com o propósito de tocar um estilo agressivo e técnico metalcore com influências de bandas como As i lay dying, In flames e outras. Recentemente a banda foi escolhida para representar o metal acreano no festival Varadouro em 2007 (AC) e no festival Beradeiros 2007 (RO)A banda tem planos para em 2008 gravar uma nova demo para uma melhor divulgação.

Para ouvir Survive: http://www.bandasdegaragem.com.br/survive e http://www.youtube.com/maxdean777

“Aquele porem que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4.14).

Beradeiros18 de novembro às 22:30
Kabanas




Sessão FestCine Amazônia



Fest Cine AMAZÔNIA exibe filme DINAMARQUÊS sobre a Madeira Mamoré

Um filme inédito no Brasil é uma das atrações do quinto Fest Cine Amazônia. Trata-se da obra The Devil´s Railroad, tradução literal “A Ferrovia do Diabo”, produzido por dinamarqueses. A história da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, que fazia parte do acordo firmado no Tratado de Petrópolis após o conflito que incorporou o Acre ao Brasil tem a ver com a disputa territorial envolvendo seringalistas brasileiros e sindicatos norte-americanos interessados na região amazônica encantou o roteirista dinamarquês, Christian Kaarsberg, além do produtor Willian O´Dwyer Fogtman, que produziram a obra em Rondônia, editando na Europa.

O filme já foi exibido por vários canais de televisão na Europa, mas ainda não havia sido divulgado no continente sul-americano. Graças ao empenho do fotógrafo rondoniense Stelio Maloney o roteirista e o produtor estarão presentes no Fest Cine Amazônia apresentando sua obra aos rondonianos. Maloney foi o responsável pela tradução do filme.

A quinta edição do Fest Cine Amazônia continua firme em valorizar as culturas, tradições e fatos que ligam o homem ao meio ambiente, resgatando sua história e propondo discussões para o presente e para o futuro.

O filme A Ferrovia do Diabo amplia estas discussões ao mesmo tempo em que resgata a história de Rondônia e dos conflitos do homem com sua realidade.

O Fest Cine Amazônia acontece entre os dias 13 e 17 de novembro, no Sesc Esplanada e em mostras paralelas para toda a comunidade de Porto Velho. O 5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, Edição 2007, tem o patrocínio da Petrobras, TNG – Gasoduto - Urucu-Porto Velho e do Ministério da Cultura, com apoio da FECOMÉRCIO.

Fonte: Assessoria de Imprensa Fest Cine Amazônia