#25 - “DOSSIÊ CASARÃO ANO VIII”01.
Debates - Parte I – 26 de julho
Debates, seminários, palestras sempre podem parecer cansativos, por isso tem gente que nem vai e acaba perdendo o que realmente vale a pena: troca de informações, tecnologias e o principal, contatos. O mundo deve realmente precisar de mais roqueiros doidões e “revoltados”, pois tem gente que se empenha muito para atingir este status.
O primeiro debate se tratava da cena rock de Rondônia e na mesa se encontravam Rafael Altomar (Beradeiros), Flávio Bruno (FanROck) e eu (Nettü Regert – Vilhena Rock), além da participação direta, e porque não dizer decisiva, de Isaac Ronaltti (da banda Rádio Ao Vivo). Quando se iniciou o debate ficou claro o principal problema do ROck (Rock de Rondônia): o preconceito. E não é o preconceito da sociedade para com os “roqueiros”, já velho e viciado, e sim o preconceito que os roqueiros têm entre si e com o setor público. Bandas que só aparecem em reuniões para tocar, Festivais organizados sempre com um plano B na manga – esqueci de citar que em Vilhena possuímos o plano F, de f***u – reuniões e seminários com a participação de poucas pessoas (porém qualidade em alta) e o tão mal visto dinheiro público. Mal visto em dois sentidos: ou porque nunca o vemos ou porque quando vem normalmente está carregado de segundas intenções “eleitoreiras”. A primeira mesa de debates ficou praticamente restrita às dificuldades que o rock rondoniense tem enfrentado normalmente, inclusive discussão de pessoas que pensam nos mesmos objetivos, mas adotam caminhos diferentes. Rafael falou sobre o Projeto Beradeiros e seus objetivos para 2007, mas contou das dificuldades de que é aglutinar bandas para participarem da organização e execução do festival. Quanto aos encaminhamentos foram elaboradas duas metas: a criação de um calendário estadual de eventos e também estimular a criação de centros de comunicação nas cidades rondonienses que possuam um movimento rock minimamente organizado.
O segundo debate contou na mesa com a participação Daniel Zen (Filomedusa e Secretário de Cultura do Acre), Diego “Moita” Vedder (MR. Jungle/RR) e Vinicius Lemos (FanROck e organizador do Festival Casarão), e o objetivo era debater sobre a cena musical do Norte. O “Moita”, figuraça que já consta como lenda no rock de Rondônia, falou sobre o impulso que a cena rock de Roraima vem tomando após contatos com outras cenas do Norte, em particular com a de Rondônia durante o Festival Beradeiros do ano passado. Com poucos recursos eles criaram um festival Roraima Rock, com apoio logístico do SESC, que contou inclusive com uma participação internacional. Os resultados segundo ele foram positivos, inclusive houve a gravação de uma coletânea do festival, e para o próximo os objetivos serão mais ousados, como fortalecer o vínculo com cenas de outros estados. Já Vinicius Lemos contou de como se deu a evolução do Festival Casarão em todos esses anos, ressaltando que neste ano mesmo conseguindo a aprovação da Lei Rouanet os empresários locais não se sensibilizaram, inviabilizando boa parte das intenções iniciais do festival. Vinicius também é partidário da idéia de que se deve fomentar primeiro festas menores e mais constantes para aí sim se pensar em festivais, que exigem mais custos e tempo de planejamento. Daniel Zen, se me permitem o trocadilho, bem zen (tá, tentei ser engraçado), falou sobre as conquistas do Acre com o poder público no setor cultural e sobre iniciativas como o Varadouro e o Catraia Records, das quais participa. Ah, mesmo no Acre existem divergências, como a cena punk e metal que não se entendem com a proposta do Varadouro. Zen também salientou a importância da organização do movimento rock comparando com a importância de que associações de bairros e grupos folclóricos conseguem ter ao se organizar de forma a cobrarem politicamente por resultados que melhorem a situação de cada agremiação. Ficou a pergunta no ar: Por que roqueiros, ditos mais “conscientes”, não conseguem se organizar de forma eficiente?
É o que falta na cena rock de Rondônia, organização de forma coesa e adulta, e que supere todas essas barreiras de preconceitos e baixa estima (ou ego megalomaníaco) que tanto atrasam a cena local.
Friday, August 03, 2007
Wednesday, July 25, 2007

#24 - Intercâmbio Rock (Jipa - por Raphael Amorim), mais uma missão diplomática e eternas promessas de melhora...
INTERCAMBIO ROCK - 21/07 - Ji-Paraná/RO*
*Por Raphael Amorim
"Muito prazer, meu nome é Raphael Amorim, sou o idealizador e organizador do intercâmbio, então nada mais justo do que eu mesmo ser o seu maior crítico.
Bem a idéia do evento e não ser exclusivo de luar algum e sim uma idéia nômade, onde cada banda que participe do evento se comprometa a realizar, como puder, o mesmo evento em sua cidade, fazendo assim com que todas a bandas toquem e tenham a chance de retribuir a hospitalidade e assim ser convidada a tocar e outras cidades.
Nesse último sábado (21 de julho de 2007) aconteceu no Ruby Point, próximo a ULBRA, sua primeira edição, que contou com bandas de Porto Velho e bandas de Jipa, o evento não foi de grande proporções e nem teve intenção de encher o local e sim atrair quem realmente participa da cena e tem real interesse no seu crescimento, e aconteceu.
As bandas de Porto Velho (muito obrigado pela presença de vocês) foram de uma camaradagem gigantesca, fizemos o possível para sermos hospitaleiros, mas as correrias e os contra-tempos não deixaram.
As apresentações começaram com a banda INSANES, que havia se retirado do evento por causa do seu vocalista que havia recentemente retirado os pinos da perna e sentia muita dor, porém a sua força de vontade e invejável, e eles decidiram tocar e mandaram muito bem;
Em seguida entrou a banda de Porto Velho A FÁBRICA, que surpreendeu o público com seu som alternativo e fez na minha opinião a melhor apresentação da noite, foi também a quem mais vendeu o seu Single 'HEY HEY'.
Na seqüência se apresentou a banda NEOFYTOS fazendo literalmente a apresentação mais sanguinária da noite, pois o seu guitarrista Roni conseguiu o feito de acertar a si mesmo com a sua guitarra e abrir o supercílio, e presenteou a galera a com cena mais nirvana da noite atirando sua guitarra no chão, ouviu-se apenas o baque seco da madera se rachando . . . ( 'quis' cara doido ).
Em seguida entrou a SEDNA de Pvh fazendo os presentes pularem bastante ( alguns até demais . . . ) infelizmente a apresentação foi interrompida por um lance bem chato, mas na sequencia entrou a banda RECATO também de PVH com seu rock melancólico pra acalmar os nervos da galera, dando um pouco de leveza e beleza pra noite, eles também venderam seu CD no evento ( muito bom por sinal, sou fã, não comprei por que gastei todo o meu vale na correria do evento ).
A noite foi fechada pela banda DI MARCO de Jipa sobre a qual sou suspeito em falar, mas foi muito boa a apresentação acho que o estado de nervos nos fez tocar com mais vontade, a banda fez uma jam com Marcos da Fabrica. O evento foi muito bom para estreitar relações entre o rock de JIPA e de PVH, dando o oportunidade para várias bandas ouvirem umas as outras conhecendo assim um pouco do leque de bandas de cada região.
Agora fica a idéia no ar, esperar pelos próximos intercambios".
***
"Diplomacia"
Daqui a pouco estarei embarcando para mais uma "missão diplomática" representando a cena rock vilhenense, quiçá do interior. Seria realmente importante a presença de mais agentes do interior do estado, que em questão de iniciativa não fica muito atrás da capital Porto Velho.
Participarei da mesa que debaterá sobre o Rock de Rondônia (ou ROck) com a presença de produtores, jornalistas e autoridades do setor cultural em Porto Velho. Estou confiante no fruto desse debate. Já é hora do rock de nosso Estado ocupar um lugar merecido dentro da cadeia produtiva do Fora do Eixo, temos as pessoas, as iniciativas estão brotando (algumas já amadurecendo), o que nos falta é o ponto de partida...
***
E PROMETO (de novo?) voltando de PVH o blog vai andar com mais gás e constância (...)
Friday, July 20, 2007
#23 - Casarão ANO VIII
Saiu o cronograma de trabalhos de debates e seminário que acontecerão em paralelo ao evento CASARÃO ANO VIII.
Para não somente ser um evento de música e sim de conscientização através da música também, virão debatedores de 8 estados, fora os debatedores da Capital e também, um convidado do interior do Estado.
O intuito é sempre discutir música, discutir a cena do Estado, a situação do Norte e também a atuação da imprensa na cena musical. Esse é um diferencial do Evento Casarão, ao se preocupar também com os debates.
Inovando desde o ano passado, quando iniciou o primeiro ano do Seminário, agora amplia os debates para dois dias, com um espaço amplo, com o apoio da FIMCA - Faculdades Integradas Aparicio Carvalho, que será sede dos debates e da FUNDAÇÃO IARIPUNA, que participará e dará o aval ao Seminário.
Para encerrar todos o ciclo de debates, interessante é contar a história do Casarão e da região onde é feita a festa por um entendido no assunto, e este será um historiador a ser escolhido ainda. No final, encerra-se com a discussão sobre politica publica.
Cronograma CASARÃO ANO VIII Seminário de Rock, Cultura e História de Rondônia.
Dia 26 de julho - Tarde
Local: FIMCA - Faculdades Integradas Aparício Carvalho
ENTRADA FRANCA
14:00 - Abertura dos Trabalhos
- Autoridades (Prefeito, Julio Yriarte, Daniel Zen (Presidente da Fundação de Cultura do Estado do Acre))
15:00 – Debate sobre a cena musical Rondoniense
- Rafael Altomar (Beradeiros)
- Flávio Bruno (FanROck)
- Nettu Regert (Vilhena)
- Janor Ferreira (SucodinoiS)
16:00 – Debate sobre a cena musical do Norte
- Daniel Zen (Catraia Records - AC)
- Paulo Lins (Tum Tum Music – AM)
- Wander Longhi (Esboço de Nada – RR)
- Vinicius Lemos (FanROck – RO)
Dia 27 de julho – Tarde
14:00 – Debate sobre Imprensa e a cena musical
- Tiago (Revista Outra Coisa – RJ)
- Leandro Carbonato (Trama Virtual – SP)
- Eduardo Mesquita (Dynamite – SP/GO)
17:00 – Palestra sobre a História do Casarão
- Nome a ser definido
17:30 – Debate sobre Política Publica e o Rock
- Yanã Bhertoldo (Espaço Cubo – MT)
Encerramento dos Trabalhos
APOIO:
FUNDAÇÃO IARIPUNA.
PREFEITURA DE PORTO VELHO
*****
PROGRAMAÇÃO DE SHOWS
Casarão Ano VIII.
Dia 26 a 29 de julho.
Dia 26 de julho
Bigs Whiskeria
01:00 Claudia’S Parachute (MT)
00:00 Ultimato (RO)
23:00 Filomedusa (AC)
22:00 Bicho du Lodo (RO)
Ingressos
15,00 inteira
7,50 meia
Dia 27 de julho
CASARÃO ANO VIII
02:10 Matanza (RJ)
01:35 Sedna (RO)
00:55 Ecos Falsos (SP)
00:20 Recato (RO)
23:45 Esboço de Nada (RR)
23:10 Rádio Ao Vivo (RO)
22:35 Tetris (AM)
22:00 A Fábrica (RO)
Ingressos
35,00 antecipados
OPEN BAR até as 6:00 da manhã
Cerveja – Refri – Água – Hi-fi – Vinho – Cuba – Martini - Gustapira
+ Tenda ECO VIBE
Programação de Djs a ser confirmada.
+ Praça de Alimentação + Feira de Cd’s das bandas.
Dia 29 de julho - Ressaca do Casarão
Bigs Whiskeria
23:00 Banda Surpresa
22:00 SucodinoiS (RO)
21:00 Guardanapos (AM)
20:00 Miss Jane (RO)
19:00 Enmou (Vilhena – RO)
18:00 Ferrovia (RO)
Ingressos
15,00 inteira
7,50 meia
Promoção
Comprando até o dia 20 de julho, todos os dias por R$ 40,00.
REALIZAÇÃO = ECO VIBE & FANROCK
Fonte: Organização do Evento
Saiu o cronograma de trabalhos de debates e seminário que acontecerão em paralelo ao evento CASARÃO ANO VIII.
Para não somente ser um evento de música e sim de conscientização através da música também, virão debatedores de 8 estados, fora os debatedores da Capital e também, um convidado do interior do Estado.
O intuito é sempre discutir música, discutir a cena do Estado, a situação do Norte e também a atuação da imprensa na cena musical. Esse é um diferencial do Evento Casarão, ao se preocupar também com os debates.
Inovando desde o ano passado, quando iniciou o primeiro ano do Seminário, agora amplia os debates para dois dias, com um espaço amplo, com o apoio da FIMCA - Faculdades Integradas Aparicio Carvalho, que será sede dos debates e da FUNDAÇÃO IARIPUNA, que participará e dará o aval ao Seminário.
Para encerrar todos o ciclo de debates, interessante é contar a história do Casarão e da região onde é feita a festa por um entendido no assunto, e este será um historiador a ser escolhido ainda. No final, encerra-se com a discussão sobre politica publica.
Cronograma CASARÃO ANO VIII Seminário de Rock, Cultura e História de Rondônia.
Dia 26 de julho - Tarde
Local: FIMCA - Faculdades Integradas Aparício Carvalho
ENTRADA FRANCA
14:00 - Abertura dos Trabalhos
- Autoridades (Prefeito, Julio Yriarte, Daniel Zen (Presidente da Fundação de Cultura do Estado do Acre))
15:00 – Debate sobre a cena musical Rondoniense
- Rafael Altomar (Beradeiros)
- Flávio Bruno (FanROck)
- Nettu Regert (Vilhena)
- Janor Ferreira (SucodinoiS)
16:00 – Debate sobre a cena musical do Norte
- Daniel Zen (Catraia Records - AC)
- Paulo Lins (Tum Tum Music – AM)
- Wander Longhi (Esboço de Nada – RR)
- Vinicius Lemos (FanROck – RO)
Dia 27 de julho – Tarde
14:00 – Debate sobre Imprensa e a cena musical
- Tiago (Revista Outra Coisa – RJ)
- Leandro Carbonato (Trama Virtual – SP)
- Eduardo Mesquita (Dynamite – SP/GO)
17:00 – Palestra sobre a História do Casarão
- Nome a ser definido
17:30 – Debate sobre Política Publica e o Rock
- Yanã Bhertoldo (Espaço Cubo – MT)
Encerramento dos Trabalhos
APOIO:
FUNDAÇÃO IARIPUNA.
PREFEITURA DE PORTO VELHO
*****
PROGRAMAÇÃO DE SHOWS
Casarão Ano VIII.
Dia 26 a 29 de julho.
Dia 26 de julho
Bigs Whiskeria
01:00 Claudia’S Parachute (MT)
00:00 Ultimato (RO)
23:00 Filomedusa (AC)
22:00 Bicho du Lodo (RO)
Ingressos
15,00 inteira
7,50 meia
Dia 27 de julho
CASARÃO ANO VIII
02:10 Matanza (RJ)
01:35 Sedna (RO)
00:55 Ecos Falsos (SP)
00:20 Recato (RO)
23:45 Esboço de Nada (RR)
23:10 Rádio Ao Vivo (RO)
22:35 Tetris (AM)
22:00 A Fábrica (RO)
Ingressos
35,00 antecipados
OPEN BAR até as 6:00 da manhã
Cerveja – Refri – Água – Hi-fi – Vinho – Cuba – Martini - Gustapira
+ Tenda ECO VIBE
Programação de Djs a ser confirmada.
+ Praça de Alimentação + Feira de Cd’s das bandas.
Dia 29 de julho - Ressaca do Casarão
Bigs Whiskeria
23:00 Banda Surpresa
22:00 SucodinoiS (RO)
21:00 Guardanapos (AM)
20:00 Miss Jane (RO)
19:00 Enmou (Vilhena – RO)
18:00 Ferrovia (RO)
Ingressos
15,00 inteira
7,50 meia
Promoção
Comprando até o dia 20 de julho, todos os dias por R$ 40,00.
REALIZAÇÃO = ECO VIBE & FANROCK
Fonte: Organização do Evento
Saturday, July 07, 2007
# 22 - Vilhena Fuck Fashion Tour Parte I
Diário de bordo da “tour” em parcelas da banda que toco, Enmou, para voltar a me animar e postar muitas notícias durante as férias...
Campeonato de Skate de Rolim de Moura – 30 de junho
A cena não foi uma das melhores. Não o campeonato, que tava f*, mas o som que colocaram a disposição das bandas tava fodido (se fosse f* seria bom). Méritos a galera da Scrooff que fez milagre com o que estava à nossa disposição, literalmente. Infelizmente metade das bandas escaladas para tocar no dia do evento não puderam comparecer (Merda Seca, Rádio Ao Vivo e Innocence), por motivos diversos.
Por fim no meio da correria outra banda, a própria Scrooff, se envolveu num incidente, no mínimo lamentável, que pode por fim à banda. Ruim para o Estado, que pode perder sua principal banda de hardcore melódico (de verdade). Brigas internas geraram algo que quase se tornou uma batalha campal fútil, já que pessoas que não tinham nada haver partiram para tumultuar ainda mais uma briga sem razão, desnecessária.
Sobrou para a banda Mecânicos, de Cacoal/RO, abrir o evento ainda com ajustes a fazer, o que prejudicou um pouco o início de sua apresentação. Mas conforme as músicas foram se desenrolando e a voz e a guitarra ficaram mais definidos deu para perceber que a banda era promissora como eu esperava. Verdadeiro som de oficina, pois o nome e o local de ensaio sugerem isso, com máquinas ajeitadas e prontas para fazer barulho, e do bom. Parabéns aos caras.
Depois sobe a Enmou (Vilhena/RO) e seu “maravilhoso” repertório relâmpago (19 musicas, 34 minutos), entre piadas e agradecimentos, como sempre. Muita poeira no ar e um surpreendente pedido de “mais um, mais um”... Rolim de Moura é nossa segunda casa, hehe.
Ainda teve tempo para a subida no palco da banda CPF Zero Zero, também de Cacoal, que promete voltar em breve com a formação clássica. Após duas músicas eles agradeceram e quando o Renan, guitarrista passou por mim e disse: “Como é que vocês conseguiram tocar? Não se ouve nada lá de cima! Vocês são peritos!”. Veio justamente uma resposta em mente: “Já tive piores, bem piores...”, resumido num categórico “É”...
Duas palavras não saíram da minha cabeça no resto daquela noite: “Hard Core”.
Pior foi voltar numa Kombi com 6 skatistas, a banda, nossa assessora jurídica e o motorista. Rock and Roll tem dessas coisas. I like it. Os skatistas se comportaram na volta, talvez pela palavra de ordem dentro da kombosa na volta: “quem cantar rap primeiro vaza”. Nada contra rap, mas sim contra skatistas desafinados.
Diário de bordo da “tour” em parcelas da banda que toco, Enmou, para voltar a me animar e postar muitas notícias durante as férias...
Campeonato de Skate de Rolim de Moura – 30 de junho
A cena não foi uma das melhores. Não o campeonato, que tava f*, mas o som que colocaram a disposição das bandas tava fodido (se fosse f* seria bom). Méritos a galera da Scrooff que fez milagre com o que estava à nossa disposição, literalmente. Infelizmente metade das bandas escaladas para tocar no dia do evento não puderam comparecer (Merda Seca, Rádio Ao Vivo e Innocence), por motivos diversos.
Por fim no meio da correria outra banda, a própria Scrooff, se envolveu num incidente, no mínimo lamentável, que pode por fim à banda. Ruim para o Estado, que pode perder sua principal banda de hardcore melódico (de verdade). Brigas internas geraram algo que quase se tornou uma batalha campal fútil, já que pessoas que não tinham nada haver partiram para tumultuar ainda mais uma briga sem razão, desnecessária.
Sobrou para a banda Mecânicos, de Cacoal/RO, abrir o evento ainda com ajustes a fazer, o que prejudicou um pouco o início de sua apresentação. Mas conforme as músicas foram se desenrolando e a voz e a guitarra ficaram mais definidos deu para perceber que a banda era promissora como eu esperava. Verdadeiro som de oficina, pois o nome e o local de ensaio sugerem isso, com máquinas ajeitadas e prontas para fazer barulho, e do bom. Parabéns aos caras.
Depois sobe a Enmou (Vilhena/RO) e seu “maravilhoso” repertório relâmpago (19 musicas, 34 minutos), entre piadas e agradecimentos, como sempre. Muita poeira no ar e um surpreendente pedido de “mais um, mais um”... Rolim de Moura é nossa segunda casa, hehe.
Ainda teve tempo para a subida no palco da banda CPF Zero Zero, também de Cacoal, que promete voltar em breve com a formação clássica. Após duas músicas eles agradeceram e quando o Renan, guitarrista passou por mim e disse: “Como é que vocês conseguiram tocar? Não se ouve nada lá de cima! Vocês são peritos!”. Veio justamente uma resposta em mente: “Já tive piores, bem piores...”, resumido num categórico “É”...
Duas palavras não saíram da minha cabeça no resto daquela noite: “Hard Core”.
Pior foi voltar numa Kombi com 6 skatistas, a banda, nossa assessora jurídica e o motorista. Rock and Roll tem dessas coisas. I like it. Os skatistas se comportaram na volta, talvez pela palavra de ordem dentro da kombosa na volta: “quem cantar rap primeiro vaza”. Nada contra rap, mas sim contra skatistas desafinados.
Tuesday, June 19, 2007

#21 - Vai em Paz Maycon Victor
Maycon Victor não era apenas um agitador cultural. Era um guerreiro que sabia escolher as armas para lutar em favor de um setor tão pouco lembrado pela população e tratado de forma secundária e clientelista por políticos ignorantes, que cultivam, a seu favor e contra a democracia, a idéia que povo sem educação é melhor para ser manipulado.
Justamente Maycon Victor tinha uma visão consciente do que era brigar em prol da cultura. Tinha uma visão política e sempre bem objetivo em suas colocações debatia sobre a cena cultural rondoniense como um todo, partindo do ponto de que sua cidade também necessita de criar pontos de comunicação e colaboração e via que a melhor via era o intercâmbio, portanto, as outras cidades de Rondônia teriam que se atentar a isso. Exemplo de que a cultura jovem de Rondônia pulsa com consciência crítica, política (não confunda com politicagem) e honesta.
Maycon era acadêmico de Jornalismo da ULBRA de Ji-Paraná, cursava o último período, e atualmente trabalhava no jornal Folha de Rondônia, nas páginas policiais.
Além de tudo isso Maycon Victor era o vocalista da banda Calibre a Gosto, uma das mais políticas e complexas bandas de Rondônia, daquelas que não se rotula, difícil de assimilar no início, estava além do senso comum que se vê por aí, como poucas bandas o fazem.
Infelizmente neste último domingo um rio marcou a fatalidade com este jovem, o que não só comoveu a comunidade de Ji-Paraná, mas sim todos que o conheceram nos rocks da vida, suas idéias e convicções:
- Elton Costa, banda Rádio Ao Vivo, Porto Velho:
"Uma pessoa que lutava por uma união de cenário cultural, sem exclusões e alguém que lutava ou era um grande incetivador cultural"
O que fica são as lembranças e a estima e o respeito por quem tanto incentivou a cultura em nosso estado tão necessitado. Valeu Maycon...
Friday, June 08, 2007
#20 - Especial FanROck - Sábado 09/06 - na Bigs
O site FanROck faz nesse sábado, o Especial FanROck !!
Local: Big's Whiskeria
Dia 09 de junho de 2007
Sábado
22 horas
Bandas
Recato
Sedna & Ilsom (Zefirina Bomba)
Ingressos a venda no local:
R$ 10,00 inteira
R$ 5,00 meia
Participe da "LISTA AMIGA" para pagar R$ 5,00 também, mandando seu nome completo por email no CONTATO@FANROCK.COM.BR
Monday, May 28, 2007
#19 – Compacto.REC
Imagine o trabalho de sua banda sendo lançado por mais de 30 sites interligados, a maior rede de comunicação sobre rock e cultura independente do país. Imagine também que o material da sua banda passará pelo julgamento de alguns dos maiores responsáveis pela revitalização do rock nacional, através de Festivais como Calango, DoSol, Demo_Sul, entre outros. Imagine tudo isso por um preço simbólico, ou melhor, de graça mesmo.
Já imaginou?
Perdeu tempo então rapaz (ou moça), porque você poderia já ter inscrito sua banda. Tá vacilando?
Acesse : http://www.compactorec.blogspot.com
O Compacto.REC é mais uma realização do Circuito Fora do Eixo, promovido pelos setores de Comunicação e Distribuição do mesmo, em uma ação em bloco. O C.REC é uma oportunidade única para bandas e artistas do Circuito, pois a comunicação e distribuição se dão em massa, ao mesmo tempo em todos os veículos interligados. Ou seja, o compacto da banda escolhida será lançado ao mesmo tempo no Acre, no Paraná, em São Paulo e até em Rondônia (me permitam brincar um pouco)!!!
O lançamento do projeto se deu no dia 22 de maio e a cada quinze dias será divulgado um projeto aprovado e o mesmo será devidamente lançado em rede.
Para participar a banda tem que ter pelo menos 3 faixas gravadas e ser necessariamente associada a um selo independente. Juntamente com as músicas a banda deve enviar o encarte do encarte (oportunidade de também ajudar a divulgação de um artista local), releases da banda - histórico, projetos em quais já participaram - , duas fotos e as letras das músicas enviadas.
O material será avaliado pela curadoria do projeto formada por Anderson Foca (Dosol Produções - RN), Max Heitmann Arraes (Catraia Records - AC), Marcelo Domingues (Braço Direito Produções - PR), Pablo Capilé (Espaço Cubo - MT) e Pablo Kossa (Fósforo Records - GO), entre outros. Está aberta a oportunidade de se fazer conhecido por pessoas que organizam vários eventos de rock independente pelo país todo.
Inscrições a partir do dia 22 de maio pelo e-mail compactorec@gmail.com . Mas não esqueça de visitar o www.compactorec.blogspot.com ou vá direto na página do edital, http://www.compactorec.blogger.com.br/edital.htm , para obter mais informações e sanar suas dúvidas particulares. O caminho está aberto, convidamos a você caminhar conosco.
Veja só quem são os realizadores deste projeto (até agora, pois a rede está aumentado), mas não perca a conta:
01. A Obra (BH)
02. Acesse Piauí (PI)
03. Bel Rock (PA)
04. Casa do Demo (GO)
05. Cidadão do Mundo (São Caetano-SP)
06. Cinnamon (RJ)
07. Coletivo Palafita (AP)
08. CUFA MT (MT)
09. CUFA Sinop (MT)
10. Dosol (RN)
11. Dynamite (SP)
12. Engenho Musical (Jaú-SP)
13. Escárnio e Osso (SP)
14. Espaço Cubo (MT)
15. Fan Rock (RO)
16. Fósforo Records (GO)
17. Goiânia Rock News (GO)
18. Grito Acreano (AC)
19. Hell City (MT)
20. Loaded-Ezine (SP)
21. Na Figueiredo (PA)
22. O Grito do Inimigo (GO)
23. O Portenho (MS)
24. Portal Cultura (PA)
25. Programa Garagem (PR)
26. Reator Rádio Mídia (GO)
27. Rock Feminino (Rio Claro-SP)
28. Rock Potiguar (RN)
29. Rockspot (São Carlos/ Araraquara/Ibitinga-SP)
30. Roquenrol Beibe (PA)
31. Roraima Rock (RR)
32. Under Floripa (SC)
33. Urbanaque (SP)
34. Vilhena Rock Zine (RO)
35. To Puto (SC)
36. Tum Tum Produção (AM)
Thursday, May 24, 2007
#18 - Maioridade postal =]
Após uma merecida temporada de "férias" com a família e a tempestade de provas e trabalhos na universidade volto por aqui com uma pequena mostra do que vem por aí. Bem leve e com bom humor (afinal o Timão tem jogado muito), repasso a vocês informações breves que serão abordados com mais objetividade em breve. Vamos aos fatos:
a) O Festival ROCK IN RUA, realizado em Vilhena, está em fase final de escolha das bandas. Serão oito, sendo que seis locais e duas de fora. A lista será divulgada no dia 31 de maio. Para quem ainda não conhece o RiR é um dos festivais mais tradicionais de Rondônia, começou em 1988, no circuito rock. Sempre realizado em espaço aberto é um dos pontos do calendário cultural do município.
b) Vem aí também o DIA DO DESAFIO, onde cidades de vários países se confrontam para saber quem põe mais gente para suar. E Vilhena tem como adversário uma cidade uruguaia com nome de time paraense. Dia 30 de maio, marquem em suas agendas. No meu caso o desafio será de me esconder, até porque odeio ginástica (meu físico de maratonista queniano sintetiza isso). Aí você se pergunta: e daí?
Em algumas cidades atividades culturais serão inseridas, dentre elas Ji-Paraná, que contará com a apresentação de bandas de rock, como a Calibre a Gosto. Em breve mais informações.
c) Também vem aí a segunda edição do UNIR Pró Rock, evento realizado pelos acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia, campus de Vilhena, que também fazem parte do grupo Vilhena Rock. Serão quatro bandas e uma palestra (O jovem no mercado de trabalho). Nos próximos posts vocês terão informações completas.
d) Por fim, no próximo post (eita preguiça): Compacto.REC . Sua banda pode lançar um compacto virtual com toda a estrutura da comunicação e distribuição do Circuito Fora do Eixo. Já, já...
Então, se você se perguntar: "Pow, tudo pela metade?".
São exatamente 01:13 da matina, então relaxa. Daqui pra frente o trem vai ser mais sério. Ou não.
Sou um repórter inexperiente e um pai coruja, a distância e ainda sim coruja, me dêem esse crédito.
Abraço, fui...
dormir
Tuesday, May 15, 2007
#17- ROCK AJUDA*
O Rock Ajuda foi um evento beneficente promovido por bandas de Ji-Paraná para ajudar a custear o tratamento de um colega, Heitor da banda Insanes, mais uma vez provando que ajudar através do rock dá um gás na cena, pois mostra que onde há união há festa de verdade. Com vocês o relato de Raphael, frontman da banda Di Marco.
*Por Raphael Amorim
"A real intenção desse evento além matar a seca que todos estavamos de tocar (ufa!), era ajudar a arrecadar o quanto fosse possível para ajudar nas despesas do nosso amigo Heitor, o que foi feito, tudo bem que não arrecadamos uma quantia significativa em comparação ao que já foi gasto no seu tratamento, mas em outros aspectos esse evento teve um lucro maior.
A noite começou com a banda DI MARCO (http://www.dimarco.palcomp3.com.br) mandando um som mais leve e alternativo, sobre a apresentação sou suspeito pra falar (hauauahuaa), logo em seguida teve NEÓFYTOS (www.neofytos.rg.com.br), na minha opinião é a banda mais empolgante da cidade, mandou seu metal raivoso, na sequência teve algo inesperado, nosso camarada Heitor não resistiu ao ver a sonzeira comendo e mesmo ainda debilitado devido aos os pinos na perna, foi carregado pelo seu irmão Marlon (Parabéns cara!) até o centro do palco onde junto com sua banda INSANES mandaram uma sonzeira que deixou todos os presentes emocionados, muleque doido, em seguida teve o hardrock da ESTRICNINA, Cidão e sua trupe fortes no rock and roll, seguidos pelo punk despojado do THE CACHORRO KENT quebrando ao som de Barbie Girl ( hahahahaha ),por fim a banda SPITFIRE encerrou a noite, surpresa pelo vocal Pablo muito bom, desapontamento pelas banda CALIBRE A GOSTO e TATUDIKIXUTI que não puderam tocar devido a alguns componentes das respectivas banda não estarem na cidade.
Por fim foi uma noite de AMIGOS e ROCK, agradecimentos a quem marcou presençatanto ralando como prestigiando, forte abraço, esperamos mais rock em breve, OK !!"
Visitem o blog do Raphael:
www.interioralternativo.blogspot.com
O Rock Ajuda foi um evento beneficente promovido por bandas de Ji-Paraná para ajudar a custear o tratamento de um colega, Heitor da banda Insanes, mais uma vez provando que ajudar através do rock dá um gás na cena, pois mostra que onde há união há festa de verdade. Com vocês o relato de Raphael, frontman da banda Di Marco.
*Por Raphael Amorim
"A real intenção desse evento além matar a seca que todos estavamos de tocar (ufa!), era ajudar a arrecadar o quanto fosse possível para ajudar nas despesas do nosso amigo Heitor, o que foi feito, tudo bem que não arrecadamos uma quantia significativa em comparação ao que já foi gasto no seu tratamento, mas em outros aspectos esse evento teve um lucro maior.
A noite começou com a banda DI MARCO (http://www.dimarco.palcomp3.com.br) mandando um som mais leve e alternativo, sobre a apresentação sou suspeito pra falar (hauauahuaa), logo em seguida teve NEÓFYTOS (www.neofytos.rg.com.br), na minha opinião é a banda mais empolgante da cidade, mandou seu metal raivoso, na sequência teve algo inesperado, nosso camarada Heitor não resistiu ao ver a sonzeira comendo e mesmo ainda debilitado devido aos os pinos na perna, foi carregado pelo seu irmão Marlon (Parabéns cara!) até o centro do palco onde junto com sua banda INSANES mandaram uma sonzeira que deixou todos os presentes emocionados, muleque doido, em seguida teve o hardrock da ESTRICNINA, Cidão e sua trupe fortes no rock and roll, seguidos pelo punk despojado do THE CACHORRO KENT quebrando ao som de Barbie Girl ( hahahahaha ),por fim a banda SPITFIRE encerrou a noite, surpresa pelo vocal Pablo muito bom, desapontamento pelas banda CALIBRE A GOSTO e TATUDIKIXUTI que não puderam tocar devido a alguns componentes das respectivas banda não estarem na cidade.
Por fim foi uma noite de AMIGOS e ROCK, agradecimentos a quem marcou presençatanto ralando como prestigiando, forte abraço, esperamos mais rock em breve, OK !!"
Visitem o blog do Raphael:
www.interioralternativo.blogspot.com
Monday, May 14, 2007

#16 - Festival Beradeiros
A organização do Festival Beradeiros divulgou hoje as bandas rondonienses selecionadas para o evento que tem data prevista para 07 e 08 de setembro, em Porto Velho.
Segue a lista:
As 14 bandas selecionadas para Porto Velho pelo material enviado:
A Fabrica
Bicho du Lodo
Célula'tiva
Coveiros
FerroViaRock
Leão do Norte
Made in Marte
Odisséia
One Weak
Radio ao Vivo
Recato
Scrooff
Suco di Nois
Ultimato
As 2 bandas selecionadas pelo Mini-Festival:
Hell Fire Club
Miss Jane
As 2 bandas do Interior do estado:
Di Marco (Ji-Paraná)
Enmou (Vilhena)
Monday, May 07, 2007
#15 - E você sabe o que tem na sua vizinhança?
O grande mal do habitante de Vilhena é não saber valorizar os valores da própria cidade. Existe uma resistência muito grande em acompanhar ao crescente movimento cultural que está econtecendo em nosso município. Mas, por quê?
Acredito que isso acontece por causa da falta de interesse e o mal costume de achar que o que é daqui é mal feito. Engano total. Mas também não se pode negar, os eventos não são aquela maravilha, mas acontecem. Apesar da falta de patrocínios e incentivos que muitos sofrem, todos continuam, na esperança de ver o seu trabalho reconhecido. Muitos grupos nascem e acabam sem serem sequer reconhecidos por uma sociedade que dá mais valor a um artista mediano que vem de fora a entender os propósitos de um artista local, que muitas vezes vem com algo inédito e que para se sentir valorizado tem que sair de nossa cidade. Até quando vai acontecer isso?
Com o rock daqui, tema principal de minha coluna, a falta de reconhecimento é absurda e o preconceito enorme. É só falar de rock que muita gente fecha a cara e também as portas, afinal muitos pensam que rock é música para "revoltados, drogados, malucos e só" como já ouvi uma vez e por isso não querem se associar a tais grupos. Uma novidade: mais de 90% dos integrantes de bandas da cidade estudam e trabalham, tendo como rock sua principal forma de expressão. Com certeza todos eles procuram demonstrar seus valores para a nossa cidade e sabem que artistas tem que ralar muito para conquistar seu espaço e mantê-lo é mais difícil ainda, então antes de criticar e culpar os roqueiros pelas confusões por que você e os habitantes da cidade não param e tentam ver o que está sendo feito com tanto suor e dedicação, muitas vezes com dinheiro do próprio bolso e que quando existem brigas é muito difícil ver algum integrante de banda envolvido. Fácil constatar, porém difícil reconhecer, afinal criticar é muito mais fácil do que ajudar não é?
Entendo, mas não concordo. Para finalizar só uma pergunta, quantos grupos de rock você conhece na cidade?
Dúvidas, sugestões, críticas: jc_ramone@hotmail.com
Nettü Regert
O grande mal do habitante de Vilhena é não saber valorizar os valores da própria cidade. Existe uma resistência muito grande em acompanhar ao crescente movimento cultural que está econtecendo em nosso município. Mas, por quê?
Acredito que isso acontece por causa da falta de interesse e o mal costume de achar que o que é daqui é mal feito. Engano total. Mas também não se pode negar, os eventos não são aquela maravilha, mas acontecem. Apesar da falta de patrocínios e incentivos que muitos sofrem, todos continuam, na esperança de ver o seu trabalho reconhecido. Muitos grupos nascem e acabam sem serem sequer reconhecidos por uma sociedade que dá mais valor a um artista mediano que vem de fora a entender os propósitos de um artista local, que muitas vezes vem com algo inédito e que para se sentir valorizado tem que sair de nossa cidade. Até quando vai acontecer isso?
Com o rock daqui, tema principal de minha coluna, a falta de reconhecimento é absurda e o preconceito enorme. É só falar de rock que muita gente fecha a cara e também as portas, afinal muitos pensam que rock é música para "revoltados, drogados, malucos e só" como já ouvi uma vez e por isso não querem se associar a tais grupos. Uma novidade: mais de 90% dos integrantes de bandas da cidade estudam e trabalham, tendo como rock sua principal forma de expressão. Com certeza todos eles procuram demonstrar seus valores para a nossa cidade e sabem que artistas tem que ralar muito para conquistar seu espaço e mantê-lo é mais difícil ainda, então antes de criticar e culpar os roqueiros pelas confusões por que você e os habitantes da cidade não param e tentam ver o que está sendo feito com tanto suor e dedicação, muitas vezes com dinheiro do próprio bolso e que quando existem brigas é muito difícil ver algum integrante de banda envolvido. Fácil constatar, porém difícil reconhecer, afinal criticar é muito mais fácil do que ajudar não é?
Entendo, mas não concordo. Para finalizar só uma pergunta, quantos grupos de rock você conhece na cidade?
Dúvidas, sugestões, críticas: jc_ramone@hotmail.com
Nettü Regert
Friday, May 04, 2007
#14 - Fale agora ou cale-se para sempre...
Ontem uma reunião entre vereadores e agentes culturais do município de Vilhena teve como foco principal o atual contexto cultural local e que medidas seriam necessárias para reativar o setor que já foi um dos nossos maiores exponenciais.
A idéia de um Fórum de Cultura no município sempre foi algo interessante, mas nunca foi colocada em prática. Mas agora, com a interferência dos artistas "marginais" (leia-se 'roqueiros' e 'rappers'), essa medida certamente sairá do papel. Agentes da ASPROROCK, além de mim (que também estava representando a Secretaria de Esportes e Cultura) quem estava presente na reunião era Keith (atual tesoureiro da Associação e vocalista da banda Enmou), foram cruciais para essa injeção de ânimo. Quem diria, rock impulsionando a cultura em Vilhena.
Mais informações nos próximos capítulos...
Então marquem em suas agendas:
FÓRUM INFORMAL DE CULTURA
DATA: 10 DE MAIO
HORAS: as 19:30
LOCAL: Câmara de Vereadores.
Sua Presença é importante para a cultura local.
Ontem uma reunião entre vereadores e agentes culturais do município de Vilhena teve como foco principal o atual contexto cultural local e que medidas seriam necessárias para reativar o setor que já foi um dos nossos maiores exponenciais.
A idéia de um Fórum de Cultura no município sempre foi algo interessante, mas nunca foi colocada em prática. Mas agora, com a interferência dos artistas "marginais" (leia-se 'roqueiros' e 'rappers'), essa medida certamente sairá do papel. Agentes da ASPROROCK, além de mim (que também estava representando a Secretaria de Esportes e Cultura) quem estava presente na reunião era Keith (atual tesoureiro da Associação e vocalista da banda Enmou), foram cruciais para essa injeção de ânimo. Quem diria, rock impulsionando a cultura em Vilhena.
Mais informações nos próximos capítulos...
Então marquem em suas agendas:
FÓRUM INFORMAL DE CULTURA
DATA: 10 DE MAIO
HORAS: as 19:30
LOCAL: Câmara de Vereadores.
Sua Presença é importante para a cultura local.
Monday, April 23, 2007

#13 - Espaço Cubo festeja seus cinco anos nesta terça
*Por Cubo Comunicação
O Espaço Cubo - entidade realizadora do Festival Calango, Grito Rock, Semana da Música e outros, comemora neste mês de abril cinco anos de trabalhos prestados para a cultura do estado. E em comemoração à data, realizará nesta terça, 24 de abril, um evento de celebração.
O local será a Casa Fora do Eixo, empreendimento cultural lançado na última terça, 17, no bairro Boa Esperança (antigo Bar do Neurô). No cardápio de atrações, shows das bandas Macaco Bong, Lord Crossroad, The Melt, Asthenia, Pleyades, Chilli Mostarda, Snorks, Dop Dick, Licotype, Lazy Moon, além de Ebinho Cardoso Trio e Dj Taba e Linha Dura.
O evento terá início às 20h, e além das atrações musicais, uma mostra e vídeo será promovida pela Próxima Cena – frente de audiovisual do Espaço Cubo.
ESPAÇO CUBO
Instituto cultural formado desde 2002 por estudantes de comunicação e profissionais da música. O intuito foi o constituir uma alternativa à produção cultural em MT, através da valorização produção autoral.
Para isso, desenvolveu um método de trabalho composto por frentes gestoras (Festivais, Próxima Cena, Imprensa de Zine e Volume), responsáveis pela concepção e debate sobre políticas públicas que pensem os diferentes campos da cultura, além de uma frente mercadológica – o Cubo Mágico - atuante exclusivamente no mercado independente, cujos trabalhos se dão no âmbito da Comunicação, Sonorização, Discos e Eventos.
Além dos festivais e eventos semanais, considerados excelências no país hoje, uma dos principais empreendimentos sociais do Cubo foi a criação de um sistema de crédito próprio, nomeado Cubo card. O CC nasceu da necessidade de se estabelecer alternativas para a viabilidade econômica dos projetos, já que o mesmo se baseia na força produtiva (mão-de-obra) como moeda de escambo.
Neste ano, Pablo Capilé foi um dos convidados do "Rumos Música Itaú Cultural" a percorrer cidades por onde o projeto transitará com seus seminários. No case , Capilé conta das alternativas criadas pelo Espaço Cubo em prol da cena independente brasileira, assim como, explica o funcionamento do Cubo card.
***
FRENTES GESTORAS EC
Responsáveis pelo debate e estabelecimentos de políticas públicas que pautem as frentes mercadológicas:
Imprensa de Zine - Tem como princípio a elaboração de políticas públicas para a comunicação independente, com fins ao estímulo da formação, distribuição, produção e circulação dos agentes envolvidos nessa cadeia produtiva. Nasceu em 2002 se estabelecendo nos colégios Estadual Liceu Cuiabano e Municipal Bem-Bem, através de uma oficina de Zine (informativo manual). Em 2003 o projeto foi reconhecido ao ganhar o prêmio Receita de Cidadania, promovido pela Unimed, na categoria "artes".
Próxima Cena - Inicia as suas atividades no ano de 2006 na perspectiva de fomentar e difundir produções autorais e independentes do segmento, fortalecendo um cenário alternativo já estabelecido pelo universo musical. Tem como meta estimular produtores a se multiplicarem em núcleos, conseguimos iniciar o princípio da Próxima Cena, que é a criação de um cenário audiovisual alternativo e independente em todo o país.
Volume (Voluntários da Música) - Veio preencher as lacunas deixadas pela Ordem dos Músicos do Brasil de Cuiabá. É uma organização criada com o objetivo de estimular a organização, qualificação e profissionalização da cena musical, oferecendo oficinas, workshops e palestras com músicos profissionais periodicamente. Recentemente, a Volume ganhou autonomia e alterou sua metodologia de trabalho, dividindo seus associados em quatro comissões (Comunicação, Distribuição, Eventos e Sonorização) que desenvolvessem ações diretas de estímulo ao setor, em Cuiabá. O resultado disso foi a realização do primeiro evento assinado pela entidade, o Aumente o Volume, em janeiro de 2007, e o Circuito também homônimo, produzido durante todos os fins-de-semana de março, trazendo à Cuiabá, bandas de Campo Grande (MS) e Goiânia (GO).
Festivais - Frente responsável pelo planejamento de Festivais como Calango e Grito Rock.
***
PROJETOS
Festival Calango (Festivais)- O Festival Calango chega a sua quinta edição neste ano de 2007. Desde seus primórdios, o objetivo foi desenvolver a cadeia produtiva da musica em Mato Grosso (MT). Considerado um dos principais do gênero, e sendo um dos associados fundadores da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN), o Calango vem impulsionando a circulação de bandas de todo o país. Já trouxe a Cuiabá mais de 50 bandas da cena independente nacioais, provindas das cinco regiões do país.
Em sua trajetória, conseguiu incluir Cuiabá como um dos principais pontos logístico da cena independente nacional. Foi palco de concepção da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN), que viria a ser lançada meses depois, no 11º Goiânia Noise. E além da música, vem trabalhando a intersetorialidade com outros compôs da cultura, como o audiovisual, a literatura, a comunicação, o Teatro e as artes visuais.
Grito Rock (Festivais) - Fomento e profissionalização da cena independente da música foram as forças motrizes que fizeram nascer em Cuiabá a primeira edição do Grito Rock, em 2003, quando o Espaço Cubo, adotou o período de carnaval para a realização de um festival de baixo orçamento e com possibilidade de auto-gestão. Em 2007, o fruto: a realização do Grito Rock Brasil, o maior festival integrado do país hoje que veio a ser realizado, concomitantemente, em 20 cidades, de 15 federações brasileiras, fazendo circular mais de 200 bandas em todo o país.
Festival Fora do Eixo – A primeira edição aconteceu em março deste ano, e levou à São Paulo, centro financeiro do pais, dezenove bandas "Fora do Eixo" de todo o país com o objetivo de promover uma mostra da produção musical que está fervilhando fora do eixo Rio -São Paulo.
Semana da Música (Volume) - Programação intensiva de música, visa mesclar discussões políticas relacionadas ao setor cultural com as oficinas de qualificação técnica e as apresentações musicais que em suas quatro edições, já trouxe à Cuiabá instrumentistas renomados do cenário da música nacional, como Arthur Maia, Celso Pixinga, Renato Vasconcelos, Hamilton Pinheiro, Di Stefanno, Thiago do Espírito Santo, Polaco e outros.
Semana do Audiovisual (Próxima Cena) – A 1a SEMANA DO AUDIOVISUAL (SEDA) foi promovida em novembro de 2006 e teve como meta o fortalecimento de intercâmbios e ligações em rede com outros núcleos atuantes no setor, buscando também a integração do segmento musical, na perspectiva de participar do cenário de música independente e dividir com este, a construção de um audiovisual alternativo.
Clipes (Próxima Cena) – Projeto que tem como foco trabalhar as cadeias produtivas do Audiovisual e da Música conjutamente. Tem como meta a elaboração de videoclipes de bandas independentes. No currículo, constam a co-produção do videoclipe Cachaça, de direção de Paulinho Caruso, que foi filmado em Cuiabá, em 2006, e concorreu na categoria independente, no MV Brasil, maior prêmio da categoria chancelado pela MTV. Realizou também democlipes de bandas locais como da Claudia's Parachutes, entre outros, filmados durante o Grito Rock deste ano. Ainda neste ano, produzirão o Clipe Semáforo, da Vanguart, que será filmado em Chapada dos Guimarães, pelo mesmo Caruso.
Compacto. Rec (Imprensa de Zine) - Tem como objetivo lançar compactos virtuais de bandas da cena independente brasileira via rede de sites cujas metas partem do principio de divulgação da cena independente brasileira. A diferença do Compacto.Rec é fazer os lançamentos não apenas em um site, mas em veículos integrados à rede . O primeiro lançado recentemente foi da banda Madame Saatan, no dia 01 de maio. Em maio, um edital será lançado para que bandas de todo o país possam realizar inscrições.
***
Opinião
'A REVOLUÇÃO [IN(TER)DEPENDENTE] VIRÁ DE CUIABÁ
por Israel do Vale
Um Vectra 99 pode entrar para a história como a locomotiva que carregou a cena musical in(ter)dependente brasileira para o futuro. E o expresso-revolução vem lá de Cuiabá.
O combustível que melhor impulsiona hoje o universo de indies&pendentes no país se chama Espaço Cubo, um coletivo de produtores culturais nascido sob a lógica mobilizadora do movimento estudantil –um novo alento, portanto, num universo que já teve extrema relevância como foco de ação cultural.
O resultado desta intervenção no cenário mato-grossense é gigante, gritante, acachapante, entusiasmante (e outros "ante"): em quatro anos de ação do Espaço Cubo, o número de bandas de rock com produção autoral saltou de 3 para, acredite, 70 (!!!). E isso tudo a reboque de um Vectra 99... '
Leia na íntegra no blog do jornalista - http://www.futurodamusica.zip.net
* Israel do Vale é jornalista e atual diretor de Programação da Rede Minas. Já trabalhou em veículos como Folha de São Paulo, A Palavra, Revista Bizz e outros.
***
O que já publicaram sobre o ESPAÇO CUBO!
"O Espaço Cubo tem vocação, para mim, para entrar para a história como um equivalente, em termos de produção, no cenário in(ter)dependente, do que representou o Napster em sua capacidade de implodir uma lógica e reinventar o futuro. Porque se tem uma coisa bacana em momentos de impasse como este, que virou o mercado mundial da música do avesso, é que dele pode (ou, por favor, DEVE) sair algo de novo. Eles sabem disso. E estão fazendo na prática. Quem dera fosse possível engarrafar as boas idéias e esparramar pelos botecos da vida...", Israel do Vale, em entrevista ao site da UNE
"O Espaço Cubo, uma organização cultural coletiva informal de Cuiabá, iniciou suas atividades em 2002 e de lá para cá consolidou sua posição com determinação, ousadia e visão de futuro. Desde o princípio inovou em práticas mercadológicas com um discurso voltado para o desenvolvimento do mercado cultural no estado. Suas ações sempre foram planejadas para fomentar um mercado autoral, alternativo e auto-sustentável", Eduardo Ferreira, publicado no site Open Bussiness.
"O potencial de articulação, proposição e realização da galera do espaço Cubo é de impressionar, serve como um verdadeiro estímulo para quem quer produzir em sua cena!", Diogo Soares, vocalista e compositor da banda Los Porongas, em matéria publicada no blog da banda
"Espaço Cubo se encarrega de propostas educacionais, sociais, artísticas e até esportivas, e a partir das inúmeras atividades e projetos realizados em Cuiabá (MT), o Cubo - como um todo - fortalece o circuito cultural do independente e vai muito além dos méritos musicais", Mariângela Carvalho, em matéria para o site Urbanaque.
"Como ilustração, o exemplo do Espaço Cubo, organização de músicos independentes de Cuiabá que conseguira uma parceria com o governo local de 300 mil reais para investimento em projetos culturais. "O Estado deve investir porque esses projetos geram empregos", concluiu' Matéria publicada por Fábio Andrade, no site Chappa, novas músicas, novas oportunidades
"Não fique boiando para não perder o bonde da história dê uma olhada nessa matéria Espaço Cultual ao Cubo , feita por Eduardo Ferreira para que todos pensem melhor antes de não querer entrar nessa', Paulo Zab, produtor independente do Macapá (AP), em texto publicado no Coletivo Palafita.
***
O que posso dizer aqui se já disseram tudo?
FELIZ ANIVERSÁRIO AO ESPAÇO CUBO e a toda essa galera que faz movimentar essa ação gigantesca bem do nosso lado, no vizinho estado de Mato Grosso, provando que Hellcity (Cuiabá para os leigos) é realmente quente!
Abraço à Ney Hugo, Pablo Capilé, Marielle Rodrigues, Talyta, Mikhail, Kayapy & Ynaiã, putz, é tanta gente. Parabéns a todos pelo ótimo trabalho, sigamos seus exemplos.
No Calango levo as felicitações pessoalmente!
Friday, April 13, 2007

#12 - UNDER ROCK III
Minha saga rumo a candidatura a deputado estadual em 2014 (hehe) continua firme, após ter visitado Ji-Paraná várias vezes esse ano minha comitiva individual aportou em Porto Velho (espaço para piada infame) para confraternização com amigos durante o Under Rock III, evento que ocorreu dia 04 de abril na Big’s Whiskeria. Rolou o de sempre, muita conversa e rock and roll. E como um vilhenense que se preza, muita água pra espantar o calor da capital.
Mas, agora falando sério, o evento organizado pela banda Rádio Ao Vivo e o site Fanrock, de Vinicius Lemos, foi bem legal, onde pude reencontrar amigos e ver que a cena de Pvh está cada vez melhor, pelo fato de agora além de festivais começarem a rolar eventos quase todo fim de semana, como o próprio Under, Arena Rock Bar, entre outros. O único ponto negativo da festa, o que realmente interferiu, foi a falta de ventilação adequada no local e para piorar fez um calor infernal naquela noite (vilhenense é f***).
Quanto às bandas, esse sim o ponto positivo da noite, tudo correu bem. “Los Hermanos do Rio Madeira”, leia-se Recato, vem se destacando na cena local, com canções como “Lago Reformado”, “Em si”, “Usa tua força”, estão cada vez mai presentes nas vozes de quem acompanha a banda onde ela toca. Já deixou de ser promessa, faz tempo.
Rádio ao Vivo, “a banda mais rondoniense do Acre”, foi a segunda banda da noite, e apresentou músicas novas mescladas com canções conhecidas como “Mansão do Arão”, “Considerações Finais”, “A cúpula”, também cantadas pelos presentes. É interessante ver que as bandas locais têm seu devido reconhecido, as pessoas vão para acompanhar as bandas e não só ir pela festa.
Logo após entra a banda Sedna, show que mais ouvi do que vi, até porque no momento o calor já havia feito efeito. Outro show bem acompanhado pelo público, com momentos de euforia de algumas fãs. A Sedna também apresentou canções antigas e novas, que irão fazer parte do disco “Esperando Amanhecer”, que deverá sair ainda este ano.
Posteriormente assume o som a banda mais rondoniense de Roraima, Mr. Jungle, banda bastante esperada, em sua terceira passagem pela capital rondoniense. É outra banda que tem uma empatia enorme com o público, com figuras como Diego “Moita”, que, aliás, toca muito. Outro show que passei mais tempo lá fora que lá dentro, por causa do calor.
E encerrando a noite com seu “noisecoregroovecocoenvenenado de fato” a banda Zefirina Bomba (PB) desfilou barulho (do bom) com alta performance. Com direito a covers de Irmãos Rocha, Nirvana, Pedreros e é claro as músicas próprias “Sobre a cabeça”, “O que eu não fiz” fizeram a cabeça dos (poucos) presentes na hora que a banda se apresentou. Foi aquele velho encerramento com chave de ouro.
Ficou a boa impressão do evento, apenas o ponto de que o local que receba eventos dessa natureza esteja melhor preparado.
Falows!
Thursday, April 12, 2007

#11 - Prêmio Toddy de Música Independente
O Prêmio Toddy apurou através do projeto "Cena Musical Independente Brasileira - Pesquisa e Publicação dos principais trabalhos lançados em 2006" os mais variados nomes dentro do universo da música independente nacional. Esse projeto conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura através do Programa de Apoio à Cultura do Estado de São Paulo.
Entre os indicados estão nomes conhecidos como Matanza, Zefirina Bomba, Rock Rocket entre outros, e nomes não tão conhecidos, porém importantes nesse novo contexto musical independente como Pablo Capilé (Espaço Cubo), Fernando Rosa (Senhor F), entre outros.
E é com orgulho (e vá lá, com um ponto de interrogação) que podemos dizer aqui que temos sim nomes de Rondônia entre os indicados: Nitro (?) e Ultimato na categoria DESTAQUE REGIONAL; e Vinicius Lemos (site Fanrock), na categoria PERSONALIDADE.
O ponto de interrogação fica pela estranheza (na minha opinião) pela indicação da banda Nitro, mas a indicação se deu pelo conjunto da obra (Madeira Festival entre outras coisas), a banda tinha dado uma sumida, mas parece estar voltando, inclusive com o lançamento do seu DVD. Em breve.
Confira e vote: www.premiotoddy.com.br
PS: só lamento eu não ter sido indicado.
Ia querer meu prêmio em Toddy.

#10 - Mini Beradeiros em Porto Velho (21/04)
"No próximo dia 21(sábado), o Projeto Beradeiros realizará um Mini-Festival como uma alternativa às bandas e/ou artistas locais que não possuem suporte para gravarem e almejam participar do Festival Beradeiros 2007, o “Beradeirinho”.
Para participar do evento, foram selecionadas cinco bandas pela organização do projeto e somente uma estará entre as 20 atrações que se apresentarão em setembro na 3ª edição do Festival. O evento espera receber um público significativo e que acompanha o processo de amadurecimento do trabalho desses artistas.
As bandas que se apresentarão são as Hell Fire Club, Vórtice, Miss Jane, Charqueiros e Innocence.
O mini-festival acontece no Espaço Cultural Hip Hop da Floresta, localizado na avenida Sete de Setembro, Centro ao lado da Delegacia da Mulher e começa às 20h. Os ingressos custam R$ 3."
Fonte: http://www.rondoniaovivo.com
Tuesday, April 10, 2007
#9 - Espaço Cubo inaugurará Casa Fora do Eixo em Cuiabá
por Marielle Ramires
da Imprensa EC
"Macaco Bong é uma das atrações da noite de inauguração
O ponto é o antigo bar do Neurô, espaço movimentadíssimo no bairro Boa Esperança, vizinho da UFMT, até pouco tempo um dos mais agitados da cidade. Pois é, acontece que desde janeiro o Neurozito, proprietário do lugar, vem tentando apostar num novo conceito para a casa. Abriu o terreno para produtores de Cuiabá empreender suas fichas em projetos que convergissem à produção cultural da cena cuiabana, no entanto, com o passar dos três primeiros meses do ano, malograda a tentativa, chamou ninguém menos que o Espaço Cubo para assumir as rédeas da empreitada. A missão do Cubo agora é fazer dali um ponto de referência no que tange a circulação de bandas de todo o país, assim como, tornar a casa um ponto de convergência das manifestações artistas autorais da cultura urbana . Em sua inauguração, que acontecerá no próximo dia 17, uma amostra de toda essa proposta poderá ser conferida. Na programação, previsão de shows de Cururu e Siriri, uma das manifestações mais expressivas da cultura folclórica chapecruz, e também esquetes de teatro, happenings de artes plásticas e apresentações de dois gigantes do circuito de música autoral da cidade: Macaco Bong e Ebinho Cardoso Trio. Além da terça inaugural, a programação da semana vai contar com a abertura de projetos como o Atitude Black, das quartas-feiras, que será capitaneado pela Cufa Cuiabá ; o Instrumental ao Cubo, que promoverá as quintas jazzísticas; as sextas experimentais, que serão marcadas pela formação de novos promoters culturais; os sábados Fora do Eixo, que trarão à cidade bandas de todo o país e os domingos "Aumente o Volume" e "Domingo no Boa". Com tudo isso planejado, fica aqui aviso aos interessados: bandas de todo o país que quiserem tocar na Casa Fora do Eixo, entre em contato. Produtores cuiabanos que toparem encampar a produção de noites no espaço, idem. É isso aí (!)."
A administração da Casa Fora do Eixo, deixa livre contato, para Produtores, bandas ou interessados em agendamentos para shows ou intervenções culturais:
E-mail: casaforadoeixo@gmail.com
MSN: casaforadoeixo@hotmail.com
Fones: (65) 99560321 ou (65) 92814783
INFO:
www.espacocubo.blogger.com.br
www.hellcity.blogger.com.br
por Marielle Ramires
da Imprensa EC
"Macaco Bong é uma das atrações da noite de inauguração
O ponto é o antigo bar do Neurô, espaço movimentadíssimo no bairro Boa Esperança, vizinho da UFMT, até pouco tempo um dos mais agitados da cidade. Pois é, acontece que desde janeiro o Neurozito, proprietário do lugar, vem tentando apostar num novo conceito para a casa. Abriu o terreno para produtores de Cuiabá empreender suas fichas em projetos que convergissem à produção cultural da cena cuiabana, no entanto, com o passar dos três primeiros meses do ano, malograda a tentativa, chamou ninguém menos que o Espaço Cubo para assumir as rédeas da empreitada. A missão do Cubo agora é fazer dali um ponto de referência no que tange a circulação de bandas de todo o país, assim como, tornar a casa um ponto de convergência das manifestações artistas autorais da cultura urbana . Em sua inauguração, que acontecerá no próximo dia 17, uma amostra de toda essa proposta poderá ser conferida. Na programação, previsão de shows de Cururu e Siriri, uma das manifestações mais expressivas da cultura folclórica chapecruz, e também esquetes de teatro, happenings de artes plásticas e apresentações de dois gigantes do circuito de música autoral da cidade: Macaco Bong e Ebinho Cardoso Trio. Além da terça inaugural, a programação da semana vai contar com a abertura de projetos como o Atitude Black, das quartas-feiras, que será capitaneado pela Cufa Cuiabá ; o Instrumental ao Cubo, que promoverá as quintas jazzísticas; as sextas experimentais, que serão marcadas pela formação de novos promoters culturais; os sábados Fora do Eixo, que trarão à cidade bandas de todo o país e os domingos "Aumente o Volume" e "Domingo no Boa". Com tudo isso planejado, fica aqui aviso aos interessados: bandas de todo o país que quiserem tocar na Casa Fora do Eixo, entre em contato. Produtores cuiabanos que toparem encampar a produção de noites no espaço, idem. É isso aí (!)."
A administração da Casa Fora do Eixo, deixa livre contato, para Produtores, bandas ou interessados em agendamentos para shows ou intervenções culturais:
E-mail: casaforadoeixo@gmail.com
MSN: casaforadoeixo@hotmail.com
Fones: (65) 99560321 ou (65) 92814783
INFO:
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www.hellcity.blogger.com.br
Tuesday, April 03, 2007
#8 - ANTENE-SE (Ji-Paraná/RO)
Evento esportivo com rock em Ji-Paraná
Por Maycon Victor
"Será realizado dia 15 de abril o Dirt Jipa Jam na avenida Marechal Rondon em Ji-Paraná, a competição de manobras de bicicletas, comecará as 8 e encerra as 24 h com apresentação de bandas regionais. Competidores de todo o Estado poderão participar doando 1 quilo de alimento não perecível, como forma inscrição para o evento.
O Dirt (se lê danrt) é um esporte radical praticado por ciclistas que realizam manobras arriscadas numa pista cheia de obstáculos. Apesar de pouco conhecido, esse esporte já está se consolidando no cenário esportivo no centro oeste do País. Em Rondônia cerca de 150 adolescentes se reúnem aos fins de semana em pista improvisadas no mais diversos municípios do Estado."
As bandas já confirmadas para o evento: Calibre a Gosto, Insanes, Tatudikixuti e Velho Barreiro Society.
INFO: www.maycon.victor.zip.net
Evento esportivo com rock em Ji-Paraná
Por Maycon Victor
"Será realizado dia 15 de abril o Dirt Jipa Jam na avenida Marechal Rondon em Ji-Paraná, a competição de manobras de bicicletas, comecará as 8 e encerra as 24 h com apresentação de bandas regionais. Competidores de todo o Estado poderão participar doando 1 quilo de alimento não perecível, como forma inscrição para o evento.
O Dirt (se lê danrt) é um esporte radical praticado por ciclistas que realizam manobras arriscadas numa pista cheia de obstáculos. Apesar de pouco conhecido, esse esporte já está se consolidando no cenário esportivo no centro oeste do País. Em Rondônia cerca de 150 adolescentes se reúnem aos fins de semana em pista improvisadas no mais diversos municípios do Estado."
As bandas já confirmadas para o evento: Calibre a Gosto, Insanes, Tatudikixuti e Velho Barreiro Society.
INFO: www.maycon.victor.zip.net
Sunday, April 01, 2007
#7 - UNIR Pró Rock
A primeira edição do UNIR Pró Rock veio a calhar. Em vários sentidos.
Foram poucas pessoas que compareceram, vinte e seis pessoas, mas o que realmente valeu a pena foi a presença das bandas, ajudando, participando e mostrando que o rock de Vilhena passa por cima de preconceitos, seja ele de credo, estilos musicais e principalmente, os piores, de discriminação. A sempre presente galera do Bairro Nova Vilhena que o diga. Afinal os mesmos sempre são taxados de rebeldes sem causa e quando na verdade são os mais concientes, afinal eram a maioria no evento e ajudaram trazendo roupas, alimentos e livros. Parabéns.
Pequenas considerações sobre as bandas:
Monkey In Ice: W.O.
Strutura 6: A banda está mandando um som cada vez mais maduro, coeso e se firmando como principal nome do rock local.
Evolução 88: A banda vai dar uma parada para reformular sua formação e terminar suas gravações para sua primeira demo. Bom show, apresentaram as novas músicas próprias e tiveram a boa resposta do público presente.
Enmou: O de sempre, muito barulho, algumas piadas e o mais interessante: speed rock marrentinho, que só a banda sabe fazer.
Rolou uma jam session no final com Derek (ex-Sub Pop, Neurose), Valter (Innocence), Cássio (Ex- Neurose) e Nettü (Enmou), com Rappa, Los Hermanos, Nirvana e Offspring. Quase rolou um Gabba Gabba Hey Hey revival, hehe.


#6 - Madame Saatan (Belém/PA) lança compacto virtual
A banda paraense Madame Saatan está disponibilizando em seu myspace (www.myspace.com/madamesaatan) o compacto virtual com as músicas "Gota em Caos" e "Molotov". Em breve repasso outros sites no qual vocês podem baixar as músicas.
A banda é uma das maiores revelações do Rock do Norte do país e sua sonoridade é bastante peculiar, pois junta no mesmo "caldeirão" influências como metal, punk, hardcore e músicas regionais, o grande diferencial da banda. A banda também é conhecida por sua presença de palco, principalmente de sua vocalista Sammliz. No ano passado estiveram em vários festivais independentes, entre os quais o Grito Rock Cuiabá e o Festival Calango, nos quais tive a oportunidade de acompanhar. E gostei. Não desmerecendo a Pitty, mas vocês deviam começar a escutar novas bandas, é só um conselho. Dê uma passada lá no myspace da banda que você vai entender o que eu estou falando.
E para as bandas vilhenenses: quem sabe não está aí a oportunidade de lançar seus trabalhos de uma forma dinâmica e abrangente.
E para as bandas vilhenenses: quem sabe não está aí a oportunidade de lançar seus trabalhos de uma forma dinâmica e abrangente.
Nettü Regert
Circuito Fora do Eixo
"REC é inaugurado com lançamento da Madame Saatan
O programa é Compacto.rec, que visa o lançamento de uma série de singles virtuais. O primeiro do catálogo é o da banda paraense Madame Saatan, que estará disponível para download a partir de 1o. de abril, em sites integrados ao circuito."
por Pedro Acosta*
"No próximo domingo, o Circuito Fora do Eixo inicia seu programa ReC. O Fora do Eixo é uma rede de trabalho que associa produtores independentes de várias partes do Brasil. A sigla ReC (Rede de Comunicação) dá nome a um empreendimento que visa a incentivar trocas de tecnologia entre os participantes da rede, além de promover a circulação de seus produtores e produtos.
O primeiro projeto do ReC atende pelo nome de compacto.rec. Sua intenção é lançar compactos virtuais de bandas associadas ao Fora do Eixo. Com a popularização do consumo de música via internet e o declínio do CD, vem aumentando o resgate virtual do formato compacto. O single , como também é chamado, era um disquinho com geralmente duas faixas e foi popular no Brasil até os anos 80.
A diferença do compacto.rec é fazer os lançamentos não apenas em um site, como já acontece, mas em todos os veículos integrados ao Circuito Fora do Eixo. Cada um deles tornará disponíveis os fonogramas de cada lançamento e imagens que servirão de "capa" e "encarte" para os compactos. Os visitantes desses sites poderão baixar as músicas e as figuras, mantê-las no computador ou transformá-las num compacto físico.
O iniciativa vem para consolidar a rede de distribuição que o Circuito Fora do Eixo tem formado em seu um ano e meio de existência. O projeto compacto.rec revela muito do funcionamento do Circuito, ao jeito de um software livre: os fonogramas e as imagens serão enviadas para todos os 24 sites associados, mas cada editor publicará o conteúdo da forma mais coerente com seu veículo.
Madame Saatan – do Pará, o primeiro lançamento Compacto.rec
O compacto.rec surgiu de uma iniciativa da banda paraense
Assim, no próximo domingo, dia 1o. de abril , o compacto com as músicas "Molotov" e "Gotas em Caos" estará em todos os sites do Circuito Fora do Eixo, além de outros parceiros. A partir desses veículos, a divulgação se multiplica, considerando-se a mídia espontânea gerada pelo lançamento em cada um desses sites. "
São eles:
PA: http://www.myspace.com/madamesaatan
PA: http://www.portalcultura.com.br
PA: http://www.nafigueredo.com.br
PA: http://www.belrock.com.br
PA: http://www.roquenroubabe.com.br
SP: http://www.dynamite.com.br
SP: http://www.urbanaque.com.br
SP: http://www.engenho.art.br
SP: http://www.rockfeminino.org
RO: http://www.fanrock.com.br
RO: http://www.vilhenarockzine.blogspot.com
RR: http://www.roraimarock.com.br
GO: http://www.fosfororecords.com
GO: http://www.radiomidia.com.br
GO: http://goianiarocknews.blogspot.com
GO: http://ogritodoinimigo.blogspot.com
MT: http://www.espacocubo.blogger.com.br
MT: http://hellcity.blogspot.com
AP: http://coletivopalafita.blogspot.com
AM: http://www.tumtumprod.wordpress.com
RJ: http://www.overmundo.com.br
RJ: http://www.orm.com.br/ruido/
RN: http:// www.dosol.com.br
e mais:
http://www.senhof.com.br
http://www.tramavirtual.com.br
* Pedro Acosta é colaborador do site Senhor F e compõe a equipe de Comunicação do Circuito Fora do Eixo.
MADAME SAATAN
(Foto por Renato Reis)
(Foto por Renato Reis)
"A caboclada está em festa. Mandaram avisar que vem da floresta um novo batuque e ai de quem não estiver em seu devido posto – vai perder. Curupira desentortou as pernas pra chegar mais rápido e entortar o cabeção numa nice. Até Matinta Pereira se animou. Deu as caras e distribuiu pra todo mundo. É fumo rolando solto na mata, seô menino. Não é todo dia que vem por terra disco que promete abalar as estruturas entre o céu e o inferno, não. Lá longe, alguém berra. Começa a pajelança. Saci se regozija num oba-oba danado. O espírito baixou. A Madame Saatan chegou. Encostado num canto, o Capiroto esboça um sorriso e bota o chibé pra dentro. Faz cara de quem gostou. A cantoria não tem hora pra acabar.
Mas voltemos um pouco no tempo. Idos de 2003, quando ainda não existia uma banda propriamente dita – afirmação (negação?) contestada, sem maiores problemas, pela moderna física quântica e sua teoria das probabilidades. Senão, vejamos.
Sammliz era (não era) Sammliz e já surtava com a lua cheia. Ícaro era (não era) Ícaro, o contrapeso, desde sempre o equilíbrio em pessoa. Edinho era (não era) Edinho, o menino virtuoso com a educação de um gentleman. Ivan era (não era) Ivan, moleque malandro do Bairro do Jurunas e exímio jogador de Copas. Os elementos estavam na ar. Faltava, portanto, tão-somente um Big-Bang, um catalisador que causasse a reação química necessária pra que as dimensões se fundissem, dando vazão a uma possibilidade nova por excelência.
O nome da substância? Paulo Santana. Dramaturgo que, na época, encenava a peça "Ubu Rei", de Alfred Jarry (outro conturbado de berço), então rebatizada de "Ubu – Uma Odisséia em Bundalelê". Sammliz trabalhava com o moço e não titubeou ao receber o convite pra compor a trilha da montagem. Nascia a Madame Saatan, remetendo ao célebre filme de Cecil B. DeMille. Deus não quis falar? Who cares? Deu no que falar. E muito.
Tanto, que, se a temporada de náuseas e prantos da platéia chegava ao fim, o desconforto não podia parar. Não eram poucas as mães ainda a serem assombradas. Os trabalhos estavam apenas começando. No entanto, sem maiores neuras. Tudo em seu tempo – relativo que só ele. Assim como trabalho pode se confundir com diversão. E escandalizar não passa de uma mera quebra dos paradigmas. O tal do Caos, o tal do Cosmos. Fluxo e refluxo. Mal surgiu em 2004 e "O Tao do Caos", primeiro registro da banda em EP, reverberou o que era, até então, uma promessa e nada mais.
E, valei-me Nossa Senhora de Nazaré, o que diabos era aquilo? Mesclando letras de uma poesia tão original quanto o som calcado numa fusão de ritmos tão díspares entre si quanto heavymetal e carimbó, hardrock e lundu, baião e jazz, blues e trash – morre num metal amazônico, pro rótulo ser chamativo que dá gosto e por logo um fim às especulações –, o disquinho despertou a atenção da crítica e dos produtores na bucha, sem pestanejar.
Não demorou pros convites serem feitos e lá foi a Madame Saatan tocar por plagas desconhecidas, em importantes festivais do cenário independente, como Bananada (GO), Grito Rock (MT), Calango (MT), Se Rasgum no Rock (PA) e PMW (TO). Caiu de vez no gosto de santos e demônios.
Mas também, né, maninho... (e essa não é a primeira vez que digo isso). Quem tem Sammliz, não pode reclamar da vida. Nem se dar ao luxo de não aproveitar cada segundo dela. Pito e repito. Lembro-me bem do último show que vi da banda. Sammliz sambava. Pulava. Requebrava. E chorava ao microfone, exalando charme e tentação. Sentada a uma caixa de som, compartilhava momentos de intimidade com a platéia. Todos se digladiando por algumas gotas do suor da musa, sensualmente respingados por ela com as pontas dos dedos entre um suspiro e outro. Ah, se fosse só isso, porém...
Se não tivesse Ivan Vanzar fazendo de suas estripulias na bateria, inventando uma nova bossa com as baquetas, que gargalham nos tambores e no que estiver por perto – seja teto ou cabeça de menino. E o que seria dessa cozinha não fosse o baixo nervoso de Ícaro Suzuki (num frenesi estranho pra quem conhece o moço fora dos palcos; mesmo seu swing com o instrumento parece bater de frente com a esfinge aos olhos de quem o vê distante) a picotar os riffs de Edinho. Ah, se não fosse a maestria desse moleque Edinho – galã de ocasião – a injetar o sangue de quatrocentos cavalos e seus relinchos bem na jugular da criatura, devolvendo-lhe a vida esparramada qual éter pelo chão de anáguas...
Não haveria Madame Saatan. Não haveria essa dualidade monocórdia. Não haveria festa e nem a lua como a conhecemos. Não haveria "história de amor cine trash à meia-noite". Nem o álbum homônimo que ora celebramos.
Com produção de Jera Cravo, em conexão direta com a Bahia, e a participação de Alcir Meireles na direção musical, o CD foi gravado em apenas sete dias (há quem duvide e afirme que o sétimo foi de descanso) no estúdio "O Meio do Mundo", do ex-baixista da também paraense La Pupuña.
De onde saíram pérolas do cancioneiro prapular brasileiro – musical e poeticamente falando – como "dormindo nos braços da estátua com folhas nos dentes", da porrada seca que é Devorados, faixa que abre o álbum. Ou "nem seus pecados são mais você", de DUO. Chega, arrepia. Hits fáceis, já entoados pelo público nos shows. Público que delira por Diana de Messalina Blues. Bate cabeça em reverência aos soldados de Apocalipse. Isso, pra não falar do auê provocado por Cine Trash, citada acima. A surpresa fica por conta de Ela Queima, Ela Sorri, composta durante as gravações, em que encontramos uma Sammliz melancólica além da média. Simplesmente linda. Divina. Maravilhosa. Internacional.
A caboclada tem motivos de sobra pra festejar. É a Amazônia que pede passagem. Quem é rei, afinal, nunca perde a majestade. E já dizia a rainha: índio quer apito, mas também sabe gritar. Algum outro clichê aí na manga? Ou cansou da mesmice? Inúmeras são as probabilidades, não é mesmo? Pode, então, pegar a manga e começar a chupar. Transfigurou. Foi-se o tempo em que a mata era a explorada. Ela quer, agora, é explorar. O uirapuru vem cantando trazer as boas novas. Faz o pedido, que a Madame Saatan despacha.
Porque essa festa... ah, essa não tem hora mesmo pra acabar. "
Mas voltemos um pouco no tempo. Idos de 2003, quando ainda não existia uma banda propriamente dita – afirmação (negação?) contestada, sem maiores problemas, pela moderna física quântica e sua teoria das probabilidades. Senão, vejamos.
Sammliz era (não era) Sammliz e já surtava com a lua cheia. Ícaro era (não era) Ícaro, o contrapeso, desde sempre o equilíbrio em pessoa. Edinho era (não era) Edinho, o menino virtuoso com a educação de um gentleman. Ivan era (não era) Ivan, moleque malandro do Bairro do Jurunas e exímio jogador de Copas. Os elementos estavam na ar. Faltava, portanto, tão-somente um Big-Bang, um catalisador que causasse a reação química necessária pra que as dimensões se fundissem, dando vazão a uma possibilidade nova por excelência.
O nome da substância? Paulo Santana. Dramaturgo que, na época, encenava a peça "Ubu Rei", de Alfred Jarry (outro conturbado de berço), então rebatizada de "Ubu – Uma Odisséia em Bundalelê". Sammliz trabalhava com o moço e não titubeou ao receber o convite pra compor a trilha da montagem. Nascia a Madame Saatan, remetendo ao célebre filme de Cecil B. DeMille. Deus não quis falar? Who cares? Deu no que falar. E muito.
Tanto, que, se a temporada de náuseas e prantos da platéia chegava ao fim, o desconforto não podia parar. Não eram poucas as mães ainda a serem assombradas. Os trabalhos estavam apenas começando. No entanto, sem maiores neuras. Tudo em seu tempo – relativo que só ele. Assim como trabalho pode se confundir com diversão. E escandalizar não passa de uma mera quebra dos paradigmas. O tal do Caos, o tal do Cosmos. Fluxo e refluxo. Mal surgiu em 2004 e "O Tao do Caos", primeiro registro da banda em EP, reverberou o que era, até então, uma promessa e nada mais.
E, valei-me Nossa Senhora de Nazaré, o que diabos era aquilo? Mesclando letras de uma poesia tão original quanto o som calcado numa fusão de ritmos tão díspares entre si quanto heavymetal e carimbó, hardrock e lundu, baião e jazz, blues e trash – morre num metal amazônico, pro rótulo ser chamativo que dá gosto e por logo um fim às especulações –, o disquinho despertou a atenção da crítica e dos produtores na bucha, sem pestanejar.
Não demorou pros convites serem feitos e lá foi a Madame Saatan tocar por plagas desconhecidas, em importantes festivais do cenário independente, como Bananada (GO), Grito Rock (MT), Calango (MT), Se Rasgum no Rock (PA) e PMW (TO). Caiu de vez no gosto de santos e demônios.
Mas também, né, maninho... (e essa não é a primeira vez que digo isso). Quem tem Sammliz, não pode reclamar da vida. Nem se dar ao luxo de não aproveitar cada segundo dela. Pito e repito. Lembro-me bem do último show que vi da banda. Sammliz sambava. Pulava. Requebrava. E chorava ao microfone, exalando charme e tentação. Sentada a uma caixa de som, compartilhava momentos de intimidade com a platéia. Todos se digladiando por algumas gotas do suor da musa, sensualmente respingados por ela com as pontas dos dedos entre um suspiro e outro. Ah, se fosse só isso, porém...
Se não tivesse Ivan Vanzar fazendo de suas estripulias na bateria, inventando uma nova bossa com as baquetas, que gargalham nos tambores e no que estiver por perto – seja teto ou cabeça de menino. E o que seria dessa cozinha não fosse o baixo nervoso de Ícaro Suzuki (num frenesi estranho pra quem conhece o moço fora dos palcos; mesmo seu swing com o instrumento parece bater de frente com a esfinge aos olhos de quem o vê distante) a picotar os riffs de Edinho. Ah, se não fosse a maestria desse moleque Edinho – galã de ocasião – a injetar o sangue de quatrocentos cavalos e seus relinchos bem na jugular da criatura, devolvendo-lhe a vida esparramada qual éter pelo chão de anáguas...
Não haveria Madame Saatan. Não haveria essa dualidade monocórdia. Não haveria festa e nem a lua como a conhecemos. Não haveria "história de amor cine trash à meia-noite". Nem o álbum homônimo que ora celebramos.
Com produção de Jera Cravo, em conexão direta com a Bahia, e a participação de Alcir Meireles na direção musical, o CD foi gravado em apenas sete dias (há quem duvide e afirme que o sétimo foi de descanso) no estúdio "O Meio do Mundo", do ex-baixista da também paraense La Pupuña.
De onde saíram pérolas do cancioneiro prapular brasileiro – musical e poeticamente falando – como "dormindo nos braços da estátua com folhas nos dentes", da porrada seca que é Devorados, faixa que abre o álbum. Ou "nem seus pecados são mais você", de DUO. Chega, arrepia. Hits fáceis, já entoados pelo público nos shows. Público que delira por Diana de Messalina Blues. Bate cabeça em reverência aos soldados de Apocalipse. Isso, pra não falar do auê provocado por Cine Trash, citada acima. A surpresa fica por conta de Ela Queima, Ela Sorri, composta durante as gravações, em que encontramos uma Sammliz melancólica além da média. Simplesmente linda. Divina. Maravilhosa. Internacional.
A caboclada tem motivos de sobra pra festejar. É a Amazônia que pede passagem. Quem é rei, afinal, nunca perde a majestade. E já dizia a rainha: índio quer apito, mas também sabe gritar. Algum outro clichê aí na manga? Ou cansou da mesmice? Inúmeras são as probabilidades, não é mesmo? Pode, então, pegar a manga e começar a chupar. Transfigurou. Foi-se o tempo em que a mata era a explorada. Ela quer, agora, é explorar. O uirapuru vem cantando trazer as boas novas. Faz o pedido, que a Madame Saatan despacha.
Porque essa festa... ah, essa não tem hora mesmo pra acabar. "
(Caco Ishak)
Baixe aqui: www.nafigueredo.com.br/madame
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