Tuesday, August 21, 2007


#31 - UM MANIFESTO PUNK (A PUNK MANIFEST)
Por GREGORY WALTER GRAFFIN*

Eu nunca fui dono de uma gravadora, nem dirigi empresas de merchandising, então não me considero um expert em marketing. Eu evoluí através de minha habilidade como compositor, mas outras pessoas rotularam e mercantilizaram esse trabalho, tornando-o agradável para consumo. Embora eu tenha ganho dinheiro através do Punk, esse dinheiro é uma quantia modesta se comparada aos lucros de empresas que promovem o Punk como um produto a ser digerido.

Sempre busquei desvalorizar os traços de impulsividade e superficialidade desprovidas de emoção que as pessoas geralmente associam com Punk. O Punk é muito mais que isso, tanto mais que esses elementos tornam-se triviais diante da experiência humana que todos os punks partilham. Já que o Punk tem sido parte de mim desde mais da metade da minha vida acho que chegou a hora de tentar definir, e ao mesmo tempo defender, esse persistente fenômeno social.

É impressionante que algo com tamanha profundidade emocional e transcultural tenha ficado tão vagamente definido por tanto tempo, pois as raízes do Punk são mais profundas e antigas do que muitos imaginam. Mesmo nas últimas duas décadas, é difícil achar análises aprofundadas e abrangentes da influência do Punk Rock na música pop e na cultura jovem. E são ainda mais escassos documentos ou ensaios detalhando as causas intelectuais e emocionais que geram as definições mais exageradas e distorcidas que a maioria das pessoas atribui ao Punk. Esses foram os motivos que me levaram a escrever tudo isto.

Se minha tentativa ofende os puristas, destrói os segredos de uma pequena sociedade fechada, provoca pensamentos mais aprofundados, então eu cumpri minha tarefa e aqueles que se sentirem atingidos possam reconhecer a banalidade de suas posições. Afinal, eu não tenho nada a declarar além de minhas observações de uma sub-cultura que vem crescendo em proporções globais, e visitando e conhecendo muitos dos participantes desse fenômeno, eu encontrei traços comuns de pensamento em todos os lugares. Os processos de pensamento determinam as ideologias que unem as pessoas em comunidade.

Existe entre punks o desejo de formar comunidades, mas é preciso definir as formas e a origem dos fundamentos da ideologia Punk. O estereótipo atual do Punk é escarrado por um marketing massivo e uma infeliz ênfase na aparência em vez do conteúdo. Mas esses problemas não afetam o sentimento Punk. Eles apenas confundem a educação das novas gerações de punks, que não sabem o que isso significa. Para compreender o que é Punk, o caminho é longo. Este texto é parte do processo.


PUNKS NÃO SÃO FERAS

Punk é um reflexo do que significa ser humano. O que nos separa dos outros animais? Nossa capacidade de reconhecer a nós mesmos e expressar nossa unicidade genética. Ironicamente, a visão comumente aceita, entre formadores de opinião destaca a natureza animal, primitiva dos punks e sua música. Eles concluem que a violência é um elemento-chave na música Punk, e essa conclusão é facilmente aceita e perpetuada porque é fácil vender violência e notícias sobre esse tema sempre ganham espaço destacado na mídia. Este foco na violência ignora um verdadeiro elemento-chave do que o Punk significa.

PUNK É: a expressão pessoal da individualidade que vem da experiência de crescer em contato com nossa capacidade humana de raciocinar e formular questões. A violência não é comum, única ou exclusiva do Punk. Quando ela se manifesta, é devido a fatores não relacionados ao ideal Punk. Considere o exemplo clichê da briga de escola entre o aluno punk e o capitão do time de futebol. O esportista e sua turma não aceitam ou valorizam o punk enquanto pessoa. Ao contrário, eles o têm como alvo diário de insultos e provocações, o que nada mais é do que um reflexo de suas próprias inseguranças. Um dia, o punk se cansa daquilo e dá um empurrão no capitão do futebol bem no meio do corredor cheio de colegas. Os professores expulsam o punk da escola e se baseiam em seu corte de cabelo e roupas para defini-lo como um mau elemento, violento e incontrolável. Os jornais locais dizem: "Briga escolar reafirma que a violência é o modo de vida dos punks". Raiva espontânea por não ser aceito enquanto pessoa não é exclusiva dos punks. Esta reação se deve a sermos humanos, pois qualquer um reagiria com raiva, independente da nossa subcultura ou filiação social, se nos sentíssemos desvalorizados e inúteis.

Infelizmente, há muitos exemplos de violência entre punks. Também há evidentes casos de pessoas desorientadas que se consideram punks. Mas raiva e violência não são traços Punks, na verdade elas não têm lugar no ideal Punk.
Raiva e violência não são a cola que mantém unida a comunidade Punk.


NA INDIVIDUALIDADE / UNICIDADE ESTÁ A PRESERVAÇÃO DA HUMANIDADE

A Natureza nos deu o embasamento genético do que o Punk significa. Há aproximadamente 80000 genes no genoma humano, e há cerca de seis bilhões de pessoas no planeta carregando essa dádiva genética. A chance de haver duas pessoas carregando o mesmo genoma é tão pequena que chega a ser incompreensível (a proporção é de 80 mil vezes o número de pessoas que você conhece em toda a sua vida - na prática, se torna impossível!) Os genes que carregamos têm um papel fundamental em nosso comportamento e nossa visão de mundo. É por isso que existe a dádiva da individualidade, pois ninguém pode ter o mesmo grupo de genes que você controlando sua visão da vida. O outro grande fator que molda nossa visão de mundo são os aspectos culturais. Estes têm um efeito homogeneizador no nosso comportamento adulto.

Por exemplo: um grande bairro só de operários pode contar com 15 mil pessoas que cresceram com os mesmos ideais, trabalharam nas mesmas fábricas, vão às mesmas escolas, compram nas mesmas lojas e torcem para o mesmo time. Conforme as gerações mais novas se confrontam com suas antecessoras, há uma constante interação de forças opostas entre o cunho social que sua cultura impõe e a expressão genética da individualidade. Aqueles que perdem o contato com sua natureza se tornam robôs da sociedade, assim como aqueles que demonstram um desenvolvimento individual diferenciado se tornam animais errantes. O Punk defende o desejo de caminhar na linha fina entre esses dois extremos com total maestria. O Punk quer expressar sua natureza própria e única, e ao mesmo tempo quer abraçar os aspectos comunais de seu desenvolvimento. A conexão social que punks têm é baseada no desejo de entender a visão de mundo única de cada um. "Movimentos" punks são estruturas sociais onde essas visões são aceitas, às vezes adotadas, às vezes descartadas, mas sempre toleradas e respeitadas.

PUNK É: um movimento que serve para refutar atitudes sociais que são perpetuadas através de propositada ignorância coletiva da verdade sobre a natureza humana. Justamente porque depende da tolerância e rechaça a negação, o Punk é aberto a todas as pessoas. Há um elegante paralelo entre a dependência do Punk de visões e comportamentos únicos e nossa própria predisposição genética à individualidade.


A BATALHA DO MEDO E DA RACIONALIDADE

A compulsão à conformidade é um poderoso efeito secundário da vida civilizada. Somos ensinados a respeitar as visões de mundo de nossos pais e quando percebemos que elas são apenas opiniões dogmáticas, somos instruídos a não fazer alarde, a parar de fazer perguntas difíceis. Muitos apenas seguem a correnteza das noções pré-estabelecidas e nunca se expressam, o que equivale a uma morte em vida. Nossa espécie é única na sua capacidade de reconhecer e expressar a si mesma, e o não-exercício dessa função biológica é uma negação do próprio grau de seleção natural que a criou. Esta complacência é um refúgio seguro contra o medo do fracasso. É fácil admitir que se todos os outros estão fazendo algo, não há como errar se você apenas seguir o exemplo.

Isso é vantajoso para gado e aves migratórias, mas pessoas com essa mentalidade podem provocar o fracasso de toda a raça humana. Pensar e agir na direção contrária à opinião corrente é um fator fundamental para o avanço humano, e é também uma potente manifestação do Punk. Se certo assunto é considerado verdade só porque outros assim o dizem, então cabe ao Punk procurar uma solução melhor, ou pelo menos achar uma variável independente que acabe confirmando a visão sacramentada (porque às vezes a opinião popular é apenas um reflexo da natureza humana, e o Punk não nega este fato). Esta capacidade de ir contra o modelo de pensamento corrente foi fator fundamental dos maiores avanços do pensamento humano através da história. Todo o Renascimento foi marcado por idéias que desafiaram os dogmas da época, e acabaram revelando verdades naturais e existenciais que qualquer um pode observar hoje, e que sempre nos acompanharão. Galileu Galilei desafiou a Igreja Católica e perdeu a batalha, ficando preso numa masmorra pelo resto da vida. No final, ele venceu a guerra - quase ninguém acredita hoje que o Sol orbita a Terra e que Deus nos colocou no centro do Universo. Francis Bacon insistiu que o destino da raça humana está na compreensão. "Se negarmos este princípio fundamental do significado de ser humano, então descemos até as profundezas do mero barbarismo", ele escreveu.

Charles Darwin, muito tempo depois do Renascimento, admitiu ter sido influenciado por sua tradição, tanto que foi treinado para ser um teólogo, mas não se afastou do desejo de estudar a ordem implícita que conectava todas as espécies que ele observava em suas viagens. Suas idéias questionaram muitas doutrinas Bíblicas, mas seu raciocínio foi ouvido, e num processo de auto-evolução (a luta em sua mente para alcançar um entendimento maior), ele evoluiu a humanidade ao criar um novo alicerce do conhecimento humano. O dogma da Igreja foi marginalizado com o tempo. O medo que o Clero tinha da repercussão dos trabalhos de Darwin foi vencido pela onda de entendimento que suas idéias criaram nas pessoas e pela verdade natural revelada em suas observações.

O processo de pensamento do Punk, controlado por este desejo de entendimento, é um xérox das tradições Renascentistas. O fato de haver tantos exemplos históricos que demonstram o desejo de destruir dogmas nos leva a um poderoso princípio: é um traço natural do ser humano civilizado ser original. A certeza de que a individualidade é tão rara revela que nossa natureza é sufocada por uma força opositora igualmente poderosa: medo.

PUNK É: um processo de questionamento e compromisso com o entendimento que resulta em progresso individual e por extrapolação pode levar ao progresso social. Se um número suficientemente grande de pessoas se sente livre, e são encorajadas a usar suas habilidades de observação e raciocínio, grandes verdades vão emergir. Estas verdades são reconhecidas e aceitas não porque foram transmitidas à força por alguma entidade totalitária, mas porque todos nós experimentamos algo semelhante quando as observamos. O fato de punks poderem se relacionar entre si em relação aos problemas sociais que sofrem devido a suas escolhas vêm de experiências de vida comuns a todos eles, de terem sido maltratados por pessoas que não os querem por perto. Cada um tem a sua experiência com não-aceitação e pode se relacionar com a história do outro sem aderir a um código de comportamento. A verdade da perda, do prejuízo pessoal, é derivada dessa experiência que todos compartilham, e não de uma fórmula ou Constituição à qual eles têm que se submeter. Os punks aprendem da experiência que o prejuízo pessoal é errado, e isso se torna um princípio de vida.

Não foi tirado de algum livro-texto. Sem lutar para melhor compreender, e sem enfrentar as crenças sacramentadas, a verdade permanece escondida atrás do hábito, da inatividade, da ideologia prescrita.


O QUE É VERDADE?

Os filósofos distinguem entre Verdade com 'V' e verdade com 'v'. Os punks negam essa fórmula. Verdade com 'V' representa a ordem prescrita por algum ser transcendental. Isto significa dizer que a verdade vem, em última instância, de Deus, que tinha um plano para o Universo quando de sua criação.

Verdade com 'v' é a que descobrimos por nós mesmos, e com a qual todos podemos concordar devido a experiências e observação do mundo. Também é chamada de verdade objetiva, de dentro de nós, revelada nesta Terra em oposição à Verdade, que vem de fora e é projetada sobre nós, especificamente para nós seguirmos. A moral não precisa ser um produto da Verdade. A verdade objetiva se presta igualmente bem a uma cultura espiritual e moral.

PUNK É: uma crença de que este mundo é o que nós fazemos dele, a verdade vem do nosso entendimento de como as coisas são, e não da aceitação cega de prescrições sobre como elas deveriam ser. A dependência do Punk na verdade objetiva vem da experiência comunal de ir contra o molde. Qualquer um que tenha discordado da multidão percebe a verdade nessa experiência. Ninguém precisou escrever uma doutrina para ensinar ao rejeitado o que significa ser diferente. A verdade era suficientemente óbvia, e essa verdade pode ser compreendida e aceita por todos que já partilharam dessa experiência.


O QUE É MEDO?


Os medos que levam as pessoas a se conformar geraram períodos sombrios na história humana. A Idade Média, também chamada de Idade das Trevas, foi um período tranqüilo, sem revoltas ou levantes populares, mas ao mesmo tempo sinistramente silencioso e pestilento, sem espaço para opiniões contrastantes. A pseudo-paz e tranqüilidade que a humanidade experimentou na Idade Média, conformando-se a uma rígida burocracia imposta pelo Rei e pela Igreja, mascarava um dia-a-dia de terrível miséria. A vida se torna fácil, sem direção, sem objetivo, para o camponês que apenas produz mercadorias e prole para o benefício do Rei. Mas usar o medo para controlar os camponeses (ou, por comparação, os operários) é uma enganação de curto prazo, pois camponeses têm a mesma capacidade mental da Realeza. Os traços biológicos de auto-reconhecimento e o desejo de se expressar não podem ser contidos por muito tempo.

Eventualmente, os camponeses percebem que a vida sem a prática do raciocínio é tão válida quanto a vida de um animal da fazenda. Ser controlado pelo medo é tornar-se biologicamente inerte, incapaz de subir ao palco do Teatro da Vida, apenas existir e sumir sem deixar herança. O medo controlador do comportamento humano é adquirido, não é um traço natural. Ele difere do medo por auto-reflexo, o fugir-do-desagradável que todas as criaturas possuem para se manter vivas. Humanos têm reflexos motores como esses, mas o medo do fracasso, de se posicionar diante de uma crise, de dizer o que pensa, vem do Sistema Límbico. O Sistema Límbico é uma rede de neurônios que controla nossas emoções mais profundas. Ele conecta duas partes do cérebro: o MIDBRAIN, para onde vai a informação sensorial (estímulos visuais e auditivos), e o FOREBRAIN, onde essa informação é processada.

Embora o FOREBRAIN tenha se desenvolvido há 480 milhões de anos, desde o surgimento dos primeiros vertebrados, ele adquiriu funções especiais e únicas na raça humana. Uma porção específica do FOREBRAIN, o Córtex Cerebral, é mais desenvolvida em humanos do que em qualquer outro animal. 95% do nosso córtex cerebral é responsável por atividades mentais associativas como contemplação e planejamento. Os outros 5% processam as informações motoras e sensoriais.

Por comparação, um rato (assim como nós, um mamífero avançado) tem essa relação invertida: seu córtex é 5% associativo e 95% motor. Nosso superdesenvolvido sistema límbico é o âmago biológico do que significa ser humano. Nós nos destacamos dos outros animais pelo tempo que empregamos planejando, contemplando e nos expressando. O sistema límbico é poderoso o bastante para anular emoções primitivas e suprimir os desejos mais profundos.

Se você já segurou suas lágrimas ao assistir um filme triste porque não queria que seus amigos o vissem chorando, você usou o poder de seu sistema límbico. Você contemplou as repercussões de ser visto chorando e fechou a cascata emocional que causaria as lágrimas. Assim como a racionalidade, o medo também é um produto do sistema límbico. Medo é geralmente um comportamento racional baseado em pensamentos irracionais, e pode anular totalmente o poder processual do córtex cerebral. Negação e medo andam de mãos dadas, e ambos são exemplos de como o sistema límbico pode suprimir estímulos óbvios e provocar comportamentos seguros e confortantes. O sistema límbico é como qualquer outro órgão no sentido de que pode operar independentemente da nossa vontade para produzir resultados prejudiciais.

Cuidar do corpo resulta em saúde geral, mas o sistema límbico requer constante atenção para ser dominado. Para superar o medo, você precisa se aproximar de seu sistema límbico e reconhecer quando ele está suprimindo o óbvio. Regras de etiqueta e "ser agradável" são formas clássicas de repressão do sistema límbico, às vezes necessárias mas que em última instância desvalorizam a originalidade humana. Mentir é a forma mais completa de repressão do sistema límbico. É a negação do óbvio. Pessoas sinceras, autênticas e confiáveis são aquelas que aprenderam a ser mestres de seu sistema límbico. Elas conhecem o desejo de mentir, não são imunes a ele, mas racionalizam que é futilidade pura defender o que não é a verdade.

Mentirosos, por sua vez, são escravos de seu sistema límbico, sem contato com suas capacidades mentais mais básicas. Seu comportamento é reservado e astuto porque eles permitem que seu raciocínio falho, que esconde o óbvio, controle e construa sua máscara. Eventualmente se rendem à verdade, mas só depois de defenderem seus medos secretos até a última possibilidade de distorção da lógica e enganação. Políticos, Clérigos, Empresários e Juízes são mestres em distorcer a lógica e promover o medo. Eles são os alvos primários do Punk porque não respeitam pessoas que controlam seu sistema límbico. E isso é óbvio para o punk, que denuncia a obviedade desses atos mesmo sob o risco de perder seu status social.

PUNK É: a luta constante contra o medo das repercussões sociais.


O MOVIMENTO PUNK

Eu tentei enumerar alguns fatores que fazem do Punk um movimento, no sentido cultural. O estereótipo de um imbecil desalmado vandalizando, destruindo, roubando, brigando ou discutindo em nome de alguma causa vazia não é mais punk que as carinhas bonitas e superproduções de seus astros pop favoritos.

Como sexo, violência e auto-afirmação são extremamente vendáveis para a indústria do disco, muitas bandas mordem essa isca e se rotulam como punks, sem perceber que ao fazê-lo desse modo, estão perpetuando um estereótipo conformista que é totalmente não-Punk. A atitude "junte-se a nós", que busca atrair seguidores, resulta num bando de cabeças fracas que pensam que sua força está no grande número de clones padronizados que eles são. Porém, não há força nos números se o que une as pessoas é um mantra míope, subserviente e coercitivo que cria facções e promove princípios exclusionários. Ideologias fortes não precisam de uma máfia para pregá-las. Elas sobrevivem através do tempo e nunca desaparecem porque estão intimamente ligadas à nossa biologia.

São parte do significado de existir enquanto Homo Sapiens. O Punk tipifica-se nesta tradição. É um movimento de proporções épicas, que transcende o imediatismo do aqui-e-agora, porque está, esteve e sempre estará presente enquanto homens caminharem sobre a Terra. Entramos hoje numa nova era na voraz marcha cultural humana. Graças à Internet, as pessoas podem se comunicar diretamente de novo. Na rede mundial de computadores, o comportamento humano é interativo, como era antes do "advento" da comunicação de massa. As pessoas buscam discussões ideológicas e de modos de vida, em oposição ao comportamento típico do século XX, do indivíduo isolado das companhias e preso a códigos ditados por redes de comunicação e/ou de comércio. As mentiras e segredos das elites vão se desfazer rapidamente conforme a conversação global que se forma na rede arregimenta mais pessoas dia após dia. A população mundial se tornará mais receptiva a ideologias alternativas porque elas serão suas criações. Seremos menos receptivos a ideologias vindas de instituições ultrapassadas porque os buracos e falhas em sua lógica serão mais amplificados do que nunca ao serem divulgados mundialmente assim que forem revelados. Os princípios de "Força no Entendimento" e "Conhecimento é Poder", defendidos pelo Punk, se tornarão regra. A rigidez, brutalidade e futilidade de agendas secretas se tornarão óbvias, abrindo caminho para uma maior apreciação da individualidade humana e uma nova era de originalidade.


QUEM É PUNK?

Todos nós temos o potencial para ser punks. É mais complicado para aqueles que vêm de uma criação plácida, não-desafiadora e ignorante. Essas pessoas não vêem valor algum em questionar ou provocar as instituições que lhes deram essa tranqüilidade. Mas tais exemplos de existência sem consciência são raros no mundo encolhido de hoje.
Questões eternas ainda ardem nas mentes da maioria de nós. O que significa ser humano está ficando mais claro a cada década. Ás vezes, somos levados a seguir o caminho seguro para um túmulo em vida pelo consumo e repetição dos dogmas de uma aristocracia amedrontada.

Por outro lado, o espírito humano é duro de matar. O Punk é um microcosmo do espírito humano. Os punks triunfam usando suas mentes, não força bruta. Eles aperfeiçoam a sociedade com sua diversidade, não conformidade. Eles motivam outros por inclusão, não dominação.

Os punks estão na linha de frente do aperfeiçoamento individual, e, por extrapolação, podem melhorar a complexidade da raça humana. Eles seguem princípios universais não-escritos de emoção humana, óbvios para qualquer um, e recusam códigos elitistas de comportamento. Eles representam a esperança do futuro e revelam as falhas do passado. Não lhes diga o que fazer, eles já estão nos liderando!

Nota: Tradução do texto "A Punk Manifest", cujo original em inglês está no site oficial do Bad Religion (www.badreligion.com/history/PunkManifesto.html)

GREGORY WALTER GRAFFIN ou Greg Graffin, vocalista da banda norte-americana Bad Religion.

Saturday, August 18, 2007



#30 - Cena em Debate: Parcerias! Será que vale a pena?
Por Vinicius Lemos (Fanrock)

Primeiro, entre sempre no blog http://www.vilhenarockzine.blogspot.com, do nosso colaborador do Nettü Regert. Muito da cena de Rondônia, principalmente do Interior do Estado passa por esse blog. Quem gosta da cena de rocker estadual, deve ter esse blog entre os seus favoritos.

O que enseja esse texto? Primordialmente, a cena de Rondônia. Até que enfim, depois de vários eventos, movimentações e festivais, um deles (Casarão) fora quase perfeito no quesito de festival realmente, ou seja, mostra de bandas, integração com bandas de outros estados, debates, notícias anteriores e principalmente, as notícias (críticas ou resenhas) posteriores, que vieram com uma repercussão interna forte, seja de alegria, raiva, reflexão, contrariedade, risos, discussão, mais debates. Acessando o blog supracitado, dá para ter uma noção do que aconteceu no pós Casarão.

Não falamos nesse site sobre os acontecimentos do festival em tom de cobertura, e deixamos que as coberturas apareçam nos sites, blogs e tenham a sua repercussão. Quando falamos que o Casarão fora quase perfeito, é óbvio que tiramos sempre uns detalhes que pensamos que pode melhorar e que sempre aprendemos com uma realização, onde acertamos, onde evoluimos e onde podemos evoluir. Porém, os 4 dias, de quinta a domingo, proporcionaram uma integração com bandas de Rio de Janeiro, São Paulo, Acre e Amazonas, todas abertas a conversa. Sobre quem veio cobrir, tem Goiânia, Rio de Janeiro, Acre, Roraima e Mato Grosso. Quatro dias de debates acalorados, opiniões diversas, mas principalmente de troca de figurinhas interessante. Nunca um festival tinha dado tão certo em toda a sua palavra, levando em consideração que o Madeira cumpria somente o lado musical, faltava os debates. O Festival Beradeiros sempre tiveram bons debates, entretanto, limitados a Rondônia – Acre, e no ano passado, a Amazonas e Roraima inseridos nisso, porém sempre aconteceu algo nos festivais, como fora no Sesc interrompido abruptamente pelo pessoal do próprio local, e no ano passado, pela Polícia Ambiental no Ypiranga. Sempre foi uma pena acontecer esses imprevistos. Então, assim o Casarão aconteceu sem nenhum imprevisto e rolou legal.


Falando sobre a repercussão, o texto do Inimigo do rei, o principal que saiu até agora, sobre os shows e o evento em si, no site Dynamite, de São Paulo, causou furor em alguns e gerou um texto do Isaac Ronaltti, que colocou a cena de Rondônia no divã e analisou friamente. Falou prós, contras e tudo mais. A repercussão foi maior. Pena que houve um término de texto que insistiu em ver uma tendência na cobertura, que quase compromete o texto. Mas, o que importa nesse momento é a repercussão que trouxe.

O Eduardo, Inimigo do rei, leu o texto, discordou e também postou em seu blog algumas considerações e deu a idéia de continuarmos as discussões e debates, inclusive via MSN, eu, Nettu e Giovanni, ele participando como uma espécie de moderador, para colocarmos realmente a cena de Rondônia no divã. A idéia foi boa e aceita por todos, faltando somente verificar os dias livres de cada um para marcar um horário interessante.

No blog do Nettu, aconteceram dois comentários de pessoas envolvidas com o Beradeiros sobre o texto do Isaac. Um do Rafael Altomar, da banda Bicho du Lodo e outro do Giovanni Marini, da banda Coveiros. Como ambos fazem parte do Beradeiros, gerou uma espécie de conflito às claras de duas tendências que correm dentro do Projeto como um todo, duas visões diferentes, quase antagônicas e ambas desiludidas. Sobre esses comentários, Isaac, escreve mais um texto. Justamente dismiuçando tudo que fora dito pelos dois, tirando as ofensas ou palavrões e tirano o que de concreto tinha de critica, de desabafo, de válido em cada comentário.

Contou as histórias de cada um dos lados, tanto do Rafael, quanto do Giovanni. Escreveu apresentando uma espécie de embate do Novo x Velho – Experiência x Vontade. E entrou onde queria, que era puxar a orelha dos dois, e de todos que estão dentro o Projeto Beradeiros. Fez uma análise do que aconteceu, engrandeceu o que já aconteceu e apontou falhas no que esse ano corre o risco de não acontecer. Chama a galera a reacender o ânimo, a lutar novamente pela cena, por esse Projeto.

Esse atitude é boa, e ainda mais vindo de alguém que hoje está morando em Rio Branco, mas que é um dos mais atuantes da cena de Rondônia, mesmo de longe, mesmo distante. O Isaac, deu assim uns encaminhamentos, para quebrar barreiras e tentar fazer esse ano. Começou para definirem logo as datas, publicar logo as bandas que tocariam, tentar o apoio do Sesc para o local e tentar o apoio das Secretarias de Cultura para sonorização e iluminação, palco e ademais. Até aí, tudo bem. O que pegou, foi justamente quando ele coloca realizar parcerias com outros segmentos da cena de Rondônia, cita este site, FanROck, coloca a intenção in off do site de fazer outro festival até o final do ano, e sugere: por que não fazer juntos um só festival? Unindo a vontade do FanROck com a necessidade do Beradeiros.

É nessa hora que o bicho pega. Essa intenção do FanROck é real, porém, ainda em fase de análise de gestação, de possibilidade. Seria um festival pequeno, com uma banda nacional cada dia, uma ou outra banda regional por dia também, e várias bandas daqui, cerca de 5 por dia. Esse é o molde, essa é a intenção. E, claro, tentarmos repetir o entusiasmo que tomou conta da produção nos dias de Casarão, e trazer todo o debate de volta, trazendo mais produtores de fora, colunistas, jornalistas, revistas, veículos especializados e ademais contribuintes para a cena.

Porém, é complicada a opção do Isaac, de juntar as tribos, sem querer fazer nenhum trocadilho com a história que ele conta. Mas, o trabalho do FanROck, apesar de ser na mesma cena rocker, e buscar quase os mesmos objetivos que o Beradeiros, é complicado juntar-se em andar junto. Os fatores são numerosos, e o importante que eu vejo é frisar que não somos contra o Beradeiros, mas temos uma maneira diferente de trabalhar e isso dificulta a parceria.

O FanROck pertence à minha pessoa, e as decisões são sempre tomadas unilateralmente, é claro, que com a consulta de algumas opiniões, que ponderam os prós e contras, além das habituais sugestões, correções ou qualquer outra coisa que venha somar. A forma de trabalhar do Beradeiros é democrática e muitas pessoas dando opiniões, criticando, votando e apesar de se decidir, sempre sai algum insatisfeito.

Mas, o que diferencia de andar junto é justamente o excesso de pessoas do Beradeiros. Ana passado, acompanhei meio de longe o decorrer do festival, e vi que apesar de alguns cargos ilusórios, as decisões financeiras, foram tomadas pelo Isaac e o Elton em sua grande maioria, com uma significante ajuda do Caducho, e ajuda de outros, bem menores ajudas, porém, ajuda de qualquer forma.

O que mais me impressionou não foi isso, e sim que as pessoas que mais tomavam para si o nome Beradeiros não fizeram parte dessa empreitada financeira. E eu sei o quanto esses que citei os nome sofreram com os cheques voltando, com as contas não pagas, com as cobranças e com os infortúnios, até ver saldadas as dívidas. Mas, o complicado fora que pessoas que se omitiram, após a boa realização no Zé Beer e a salvação da lavoura, bradavam como se tivesse no front das questões e como se tivessem feito de tudo.

Acredito que conhecemos os homens nas horas difíceis, nas escolhas complicadas, no momento em que a decisão tem que ser tomada na hora, no momento em que o Juizado chega, no momento em que a Polícia chega e a pessoa fala, estamos aqui. Quem vai a Delegacia ajudar, quem negocia para realizar o show do dia seguinte. Nessa hora que conhecemos o poder de cada um, e a maneira de se portar em uma situação difícil. Ano passado, conheci alguns que louvaram essa expressão “homens”, como o Isaac e o Elton, que peitaram tudo e fizeram acontecer. Porém, muitos outros, se omitiram e depois contaram vitórias.

Nesse ano, fiquei sabendo por alto de algumas desistências, de brigas internas e da possibilidade de ter ou não o festival. E percebo e agora com o texto do Isaac tenho a certeza que o desânimo bateu no pessoal. Eu vejo como o motivo é justamente a omissão de certas pessoas. Lembro da teoria das laranjas podres, que juntando ao um saco de boas laranjas, apodrece as boas. O Isaac acerta quando fala que ali no Projeto tem pessoas inteligentes e capazes de grandes feitos, entretanto estão contaminadas pela apatia dos omissos.

E o pior de quem participa do Beradeiros é omisso, é aquele que só critica e ainda, que em qualquer evento de rock da cidade não ligado ao Beradeiros, critica por criticar, elogia somente as bandas ligadas ao Beradeiros, e fala que os eventos de verdade são os do Beradeiros. Mas, vamos parar para pensar? Qual evento o Beradeiros fez esse ano? O mini-beradeiros. Qual outro? Ou seja, queimam quem está trabalhando, usando o utópico, falando que o bom é um que está parado, ou ainda usam, o “verdadeiro” rock de Rondônia, ou o “verdadeiro” rock underground. Isso complica tudo.

No caso de encaminhamentos, eu vejo que os capazes tem que tomar rédeas e realizar, nem que seja um Plano B, ou até um Plano Z, mas que faça acontecer. Porém, a impressão que o Projeto me passa ainda é a dos omissos. E, por enquanto, eu particularmente, trabalho com pessoas que trabalham também, que não fogem, e assim, a realidade que uma parceria fica difícil. Enquanto o Beradeiros não fizer a auto analise e entrar de cara no divã, como sugeria o texto anterior do Isaac, fica difícil voltar à credibilidade. Quem vai depositar um risco de dinheiro num evento, se todos sabem que fica um jogo de empurra empurra? Com certeza, não serei eu.

O FanROck está aberto como sempre esteve a ajudar. Ajudei no primeiro Beradeiros, quando o Sesc impossibilitou a continuação e negociei com o Urublues na época para acabar por lá. Ajudei o ano passado, passando todos os contatos possíveis de bandas, produtores e jornalistas. Uma pena que não vieram muitos, mas abri os meus contatos para o Beradeiros. Ajudei também quando o Isaac foi preso pela Policia Ambiental, assim como ajudei na negociação para a transferência para o Zé Beer. Assim como alguns do Beradeiros me ajudaram esse ano no Casarão, o Janor vendo um lance de hotel, o Elton vendo o Microônibus que usamos, o Giovanni tentando achar um auditório, o Isaac comandando o segundo dia de debates, o Pablo da SucodinoiS emprestando prontamente a sua bateria (feito que outras bandas erroneamente não fizeram). Ou seja, a ajuda acontece e estamos abertos a acontecer, mas parceria? Difícil, muito difícil.

Esclareço que isso ainda não é a falta de humildade, onde o Isaac fala que teríamos que ser humildes e somente cautela. Não gosto que pessoas que não trabalhem ou não ajam, arrotem por ai, o fruto de um trabalho meu, e essa é a minha preocupação, além da econômica. Só falo sobre o que eu faço, só me vanglorio do que eu fiz, do meu histórico e nunca de uma coisa que alguém fez e eu nem ajudei, e no Beradeiros está cheio desses, e o primeiro encaminhamento é eliminar justamente esses.


HOJE EM VILHENA

EVENTO: FEST FANTASY
DATA: 18 de agosto
HORÁRIO: A partir das 22:00 h
LOCAL: Casa dos Inocentes (Av. Marechal Rondon, ao lado da Musical)
INGRESSOS: R$ 5,00 (antecipado)

RELEASE:

Festa a fantasia, então, vá fantasiado!
Também irá rolar a captação de imagens para o clipe de "VILHENA FUCK FASHION" da banda Enmou.
Quer participar, então vá lá!

PROGRAMAÇÃO:

22:00 h - Necrose

22:30 h - Enmou

REALIZAÇÃO: Casa dos Inocentes

Friday, August 17, 2007


#29 - “PARA ALÉM DO FESTIVAL - ALTERNATIVAS? COPIAR O SONRISAL”
Por: Isaac Ronaltti

Parafraseando o título da obra de István Mészáros - “Para Além do Capital” -, sem dúvida, o húngaro mais genial que tive notícias até hoje, até mais do que o gênio futebolístico de seu compatriota Puskas; resolvi batizar este ensaio de “Para Além do Festival” - na verdade, um péssimo título: fruto da minha natural falta de originalidade, mas que, por momento, consegue sintetizar parte do que quero expressar neste ensaio.

Após as diversas sensações induzidas por aquele mero provocativo, intitulado: "É FREUD OU É FRAUDE?" - que, por sinal, cumpriu com maestria seu objetivo - ser um gerador de debates -, muito embora, alguns interpretando como uma pobre provocação ao amigo “Inimigo do Rei” - Eduardo Mesquita - sujeito que colaborou incrivelmente para discussão de idéias em nossa cena: provando sua total competência como crítico, afinal, este deve ser o principal objetivo de quem crítica criativamente alguma coisa - apontar problemas e contradições e propor soluções e alternativas.

Contudo, não quero me ater a explicações e justificativas referentes ao último artigo publicado. Posso estar enganado, e até exagerando um pouco, mas creio que, logo, agradeceremos as críticas de Eduardo Mesquita a nossa cena. Isso porque, sua resenha foi combustível para o levantamento de uma série de questões; questões essas que, se transformaram em matéria prima para confecção do meu mal interpretado artigo - É FREUD OU É FRAUDE?; este último, provocando um pouco de polêmica, mas, principalmente, provocando alguns comentários riquíssimos: falo dos comentários de Rafael Altomar (Bode) e de Giovanni Marini - ambos, pontas de lança da atual gestão do Projeto Beradeiros.

Vou desconsiderar os insultos, desavenças e desrespeitos; ainda assim, sobram nos comentários citados, material suficiente para percebermos que, todos nós - leia-se “nós” como a cena rock de Rondônia -, perderemos muito, caso o Projeto Beradeiros não consiga realizar o Festival este ano. Pois, perderemos a noção de continuidade de trabalho. Diferenças de procedimentos existem em todos os setores das relações humanas, não diferentemente acontece dentro do Projeto Beradeiros.

Vou salientar algumas das virtudes das duas figuras anteriormente citadas - Rafael e Giovanni -, farei ainda, o uso de alguns trechos de seus comentários como referência.
Rafael sintetizou em poucas palavras, alguns pontos preciosos a respeito do Projeto Beradeiros, um deles foi que: “...o Projeto Beradeiros ainda era muito Tribo do Rock”; afirmativa que concordo em partes, pois , sendo eu, um dos remanescentes da Tribo do Rock, assim como Giovanni, diria que, o Projeto Beradeiros tem muito pouco da Tribo do Rock: pois em relação ao Beradeiros a Tribo do Rock tinha fins muito mais densos e politizados que o Beradeiros, sendo esta característica da Tribo do Rock positiva. A superação do Beradeiros em relação à Tribo do Rock, parte da idéia que o Projeto Beradeiros, embora, menos politizado, sua estrutura permite a promoção de uma cena cultural menos sectária, menos limitada, e politicamente mais abrangente - fato que, pode, dependendo do momento, ser positivo ou não. Ainda assim, o Projeto Beradeiros sempre terá um toque de Tribo do Rock, haja visto que, o Projeto nascera no interior da Tribo - creio que esta opinião seja consenso entre os remanescentes daquele movimento.

Contudo, Rafael é muito lúcido, sagaz e extremamente coeso. Sangue novo, que muito tem a somar e interferir num Projeto de dimensões - embora necessitem atualmente de melhores definições -, como é o Beradeiros.

Conheci Giovanni nas últimas festas da extinta Oficina do Rock, desde lá, militamos tanto na cena Rock, quanto no movimento estudantil da Universidade Federal de Rondônia; somos remanescentes da extinta Tribo do Rock, aquela que, pelo menos para mim, foi uma grande escola. Aprendemos muito nas diversas reuniões que realizávamos, a princípio, em um bar que não me recordo bem do nome, só lembro que ficava de frente a um antigo puteiro da cidade, até sermos expulsos pelo dono, sendo as reuniões transferidas para as escadarias da UNIR-CENTRO. Em relação ao Projeto Beradeiros, a Tribo do Rock era mais disciplinada e politizada - características que, creio eu, se bem desenvolvidas, serão de grande utilidade no atual Projeto Beradeiros. Como anteriormente comentei, nosso principal ponto negativo, que, grosso modo, foi superado pelo Projeto Beradeiros: se tratava do preconceito e os limites condicionantes da raiz política do movimento, que, apesar de ter uma ótima base
teórica, impedia em alguns momentos o desenvolvimento do grupo, por não aceitar outras matizes políticas e deixar que a convivência e o exemplo tratasse de gerar modificações no comportamento dos novos participantes. Com o fim da Tribo do Rock, nós e um bom número de bandas fundamos o Projeto Beradeiros. Fiz um breve apanhado histórico de parte da militância de Giovanni Marini no movimento rock porto-velhense.

Consideremos agora dois fatores muito importante: o primeiro, é o sangue novo, o ímpeto, a vontade, a sagacidade e o envolvimento de Rafael Altomar no Projeto Beradeiros. Adicionemos as qualidades de Rafael a experiência, militância e todo o legado de contribuição a cena rock de Rondônia de Giovanni Marini, que, muito embora, esteja aparentemente desmotivado, foi humilde, o suficiente, e assumiu as dificuldades e irresponsabilidades - suas e dos outros -, e cobrou união de um Projeto que, temo eu, passa por um momento arriscado, uma linha tênue que separa os que são história, dos que fazem história.

Qual o problema de se pedir ajuda? Qual o problema de se reconhecer erros? Ao invés de promovermos desrespeito, ao invés de expor o Projeto, realizando acusações e agravos públicos, não seria mais interessante reunir o coletivo do Projeto e, decidir, de forma adulta, planos coesos para a execução do festival? Peças inteligentes e politizadas para isso o Projeto tem. E o coletivo do Projeto, que aparentemente, faz força para afirmar que não é responsável pelos caminhos do mesmo, até quando se fará de omisso? Sim, omisso! Deixando tudo a cargo dos pontas de lança, como se, prevê-se que algo dará errado, preparando o caminho do culpado. Não há vítimas, todos nós temos uma parcela de culpa nisso tudo - assim como afirmara Giovanni.

Então, sentemos, nos respeitemos, e nos preparemos para possibilitar a vazão dos graves e agudos da guitarra do Bruno da Ultimato, do soar singelo e melancólico da voz do Caducho nas músicas da Recato. Nos preparemos para dar vazão todas nossas diferenças, assim façamos, Fabrica, Rádio ao Vivo, Bicho du Lodo, Coveiros, SucodinoiS, Sedna, Made in Marte, Enmou e tantas outras bandas. Negaremos a possibilidade do público rock de Rondônia de conhecer novas bandas? Bandas de Estados vizinhos: não foi assim que conhecemos a Banda Mr.Jungle? - incrivelmente adotada pelo público de Rondônia; também não foi assim que mais recentemente conhecemos a Filomedusa - tão bem criticada.

Creio que, algumas atitudes devem ser tomadas, não são apenas meros pitacos, por sinal, estive ultimamente pensando em possíveis propostas para colaborar na dissolução de algumas das barreiras que nos separam do Festival Beradeiros 2007. São elas:

1- Definir a data do evento, de forma que, este fator possa funcionar como uma pressão positiva, e principalmente, a elaboração de planos e metas amparados por um cronograma, afinal, supõe-se que um Projeto tenha um cronograma a seguir, ou seja, o Festival como uma das metas principais do Projeto deve ter uma data de execução como parâmetro. Isso conferirá muito mais seriedade ao Projeto, bem como, ao seu coletivo. Sem falar que, trabalhar contra o relógio nos impele e nos força a esboçar superações.

2- Publicar a lista de bandas que participarão do evento, advertindo as bandas de fora do estado, que, tudo que o Festival poderá oferecer é: Hotel, alimentação e translado urbano - as passagens ficam a cargo da banda. O dinheiro da bilheteria é suficiente para cobrir as despesas de manutenção das bandas - de outros estados e do interior - em Porto Velho; algo semelhante foi usado em algumas edições do último Grito Rock e funcionou muito bem;

3- Realizar parcerias com outros segmentos da Cena Rock de Rondônia. Fiquei sabendo que o FanRock tem em mente a realização de um Festival até o final do ano. Não seria a hora de uma parceria? Seria boa para a cena. Não acredito que o FanRock não aceitaria colaborar com o Beradeiros, e o Beradeiros não seria imaturo de no momento negar colaborações. Tudo que deve se atentar é para a autonomia do Projeto, obedecendo isto, será muito boa uma colaboração mútua entre vertentes de uma mesma cena; isso só requer humildade - de ambos os lados;

4- Assim como na primeira edição do evento, tendo em vista, a dificuldade para se conseguir um espaço apropriado para o festival, seria muito bom tentar negociações com o SESC, afinal, o SESC Rondônia tem um ótimo antecedente histórico junto à promoção do Rock local: no final dos anos 80 o SESC realizava em parceria com o Ferroviário o FERROCK; promoveu ainda no início da década de 90 o “Que viva o Acre” - evento realizado em prol dos desabrigados vítimas de uma forte enchente que assolava o Estado vizinho, promoveu no mesmo ano o Rock Vídeo; além de dar apoio a 1ª edição do Festival Beradeiros - no ano de 2005, ou seja, com um pouco de conversa o SESC pode vir a ser um ótimo parceiro, cedendo o espaço para realização da 3ª edição do Festival Beradeiros;

5- Tentar conseguir a estrutura de som com a Prefeitura de Porto Velho, nisso, vocês podem contar com o ajuda e o intermédio da Simone, uma das pessoas mais competentes daquele “antro”. Sejam inteligentes - “acendam uma vela para Deus e outro para o Diabo”, tentem conversar com a Secretaria de Cultura do Estado - lá vocês podem procurar uma moça chamada Bebel, usem do carisma e da lábia natural do beiradeiro;

Acredito que em suma seja isto. E quanto ao título do artigo a parte que se refere ao Sonrisal, tem a seguinte explicação: não sou muito tradicional, não acredito nesse papo ocidental de união - além de ser tradicional, sempre foi usado como um ótimo artifício de oportunistas e aproveitadores -, então, prefiro falar em “dissolver”, assim como um Sonrisal em um copo de água fria. E isso, por momento, é o que temos que fazer: nos dissolver, afim de que, juntos, em uma mesma solução, possamos nos tornar solução para nossos problemas, em especial, o Festival Beradeiros, então, tornemo-nos solução, dissolvendo, temporariamente, FanRock, Beradeiros; assim como todos os egos, que até agora, conseguiram, de forma inexplicável, prejudicar o andamento e o desenvolvimento do processo de uma cena. Faço um apelo: Marx falou “proletários uni-vos!”, me aproprio da idéia e a reciclo em: Líderes e vertentes desta cena, dissolvei-vos! - assim como um Sonrisal.

No mais, “assim como a luta do poeta que atravessa noites ferindo o branco do papel”, continuo minha aventura em terras acreanas, triste por não poder colaborar mais por uma cena que faço parte, pensando “Para além do Festival”.


E HOJE:

EVENTO: UNIR Pró Rock #2
DATA: 17 de agosto
HORÁRIO: A partir das 22:00 h
LOCAL: Auditório da UNIR (Anexo ao prédio central)
INGRESSOS: Entrada Franca

Sugerimos a doação de 1kg de alimento não perecível ou um livro. Salientamos que a doação NÃO É OBRIGATÓRIA.

RELEASE:

O UNIR Pró Rock é um projeto criado por acadêmicos da UNIR (Universidade Federal de Rondônia), do campus de Vilhena, com a intenção de divulgar as bandas locais em eventos sócio-culturais, onde o principal objetivo é atrair os jovens para a Universidade além de abrir espaço para artistas locais. O UNIR Pró Rock é uma das iniciativas ligadas ao projeto REUNIR, que vislumbra eventos culturais em nosso campus.
A primeira edição do evento se deu no dia 1° de abril de 2007. Agora a intenção é que sua realização seja mensal, sempre com o mesmo formato: palestra + apresentação de bandas.
Contamos com sua presença!

PROGRAMAÇÃO:
22:00 h - Palestra: "Introdução sobre a história da UNIR em Vilhena"

22:30 h - Início da apresentação das bandas, pela ordem:

Participação especial: Professor Kléber
Tio Zé!
Fragmento
Overdrive
Enmou

REALIZAÇÃO: Vilhena Rock e Centro Acadêmico Renato Torres (CART)

Foto: Meramente ilustrativa

Tuesday, August 14, 2007


#28 - eu não quero convencer
*Texto de Hélio Dantas

eu não quero convencer

“olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
eu que já não quero mais ser um vencedor...”
(marcelo camelo)

outro dia estava escutando (pela enésima e não última vez) o dark side of the moon do pink floyd (precisa dizer?). agora estou aqui como uma vaca mococa ruminando e pensando como o solo de guitarra de time sempre mexe comigo. aquilo ali está repleto de um lirismo melancólico, com aquele substrato de amargura cansada de quem vive no “mundo moderno”... esse solo e a introdução de us and them sempre me fazem pensar sobre isso.

é sempre assim. sempre há algo que nos faz pensar, refletir. deleuze¹, um filósofo francês que gosto muito dizia que esses eram os “intercessores” que nos levam a sair da nossa paralisia e... criar. um intercessor pode ser uma pessoa, ou uma música, uma obra de arte, um filme, um livro, um encontro, um acontecimento... então esses intercessores nos sacodem e nunca mais somos os mesmos depois deles.

um intercessor pode ser até algo banal... como em beleza americana, onde a pedante (embora gostosa) ninfeta angela hayes é o estopim que muda o mundo do coroa lester burnham. ou o alter ego tyler durden em clube da luta que detona todo o universo de jack... um intercessor também pode ser fruto de sonho e imaginação.

a sedução pode gerar um afeto que pode gerar uma mudança. o prazer do diálogo e da troca de idéias vale mais do que achar que você é dono de uma verdade sagrada.

eu mesmo com este texto não quero convencer ninguém, prefiro é conperder...

¹ Gilles Deleuze


Hélio Dantas - Poeta, professor, compositor e integrante da banda Coveiros (Porto Velho/RO)

Foto:
Coveiros, da esq. para dir. Del, Hélio, Giovanni e Iuri

Saturday, August 11, 2007

#27 – Chama o Ratinho!

Quem lembra daqueles debates "familiares e tranquilos" debates que aconteciam no programa de Carlos Massa?

Pois é, na cena rock de Rondônia hoje (polêmicas) só não tem porrada (porque somos inteligentes) e teste de DNA. Mediando, ou quase isso, vão aí algumas considerações sobre esse atual contexto.
Não deixem morrer o debate!!!

1. “Freud ou Fraude?”Quando postei o texto enviado por Isaac Ronaltti já tinha consciência de que o texto iria causar polêmica, mas ao tão controversa e negativa como está sendo. O próprio texto postado comete exageros ao citar a opinião que Eduardo Mesquita expôs sobre a banda Filomedusa/AC. Não vi nada demais no texto do Inimigo do Rei, assim como outras pessoas têm a mesma opinião.

Opinião, todos têm a sua. Poucos a escancaram e menos ainda fazem isso de modo aberto, racional, argumentado e fazem a questão de mostrar a cara. Isaac é assim, produziu um texto bom, apenas com (na minha opinião) aquela questão da resenha sobre a Filomedusa. Eduardo também é assim, resenhou, criticou e apontou para o que ele considera que pode ser corrigida ou alterada. Infelizmente, em Rondônia, quem tem opinião formada é massacrado. E estamos aí, evoluindo para trás, quem sabe algum dia a gente consiga se tornar tão arrogantes e preconceituosos como os “ícones culturais” de nosso Estado.

Agora volto ao texto do Isaac. Ele mandou um e-mail com o texto, o qual editei para que ficasse melhor para a leitura no blog, mas nada no texto foi mexido, absolutamente nada. Pensei bastante no texto, mas por fim postei porque precisava ser feito. Mexer no texto para abrandar as palavras? Cometeria o mesmo erro que os jornais locais fazem, tiram a opinião, alteram a informação, omitem dados e todos saem felizes e satisfeitos, como se nada tivesse acontecido.

Valeu a pena?

Muito, afinal a cena de Rondônia entrou em fase crítica de debates, como, pelo menos eu acredito, nunca havia acontecido antes. É a chance de resolvermos um bocado de mazelas antes que elas se escondam de novo e continuem lá, chatas, ofensivas e que não resolvem nada.


2. Ratos, sinos e gatos
Nós (Vilhena Rock, Beradeiros, Fanrock, Movimento Rock de Ji-Paraná, etc.) somos os ratos. Confesso que seria divertido procurar os sósias rondonienses de Mickey Mouse, Pink, Cérebro, Jerry, entre outros roedores famosos.

O problema é: não há só um gato para nós. Cada um de nós tem um, dois ou uma ninhada para marcar. E é aí que mora problema, normalmente vem alguém de fora e diz: “Olha, porque vocês não fazem assim...” ou “Isso está errado, vocês poderiam...”O que normalmente é respondido?
”Fica quieto, o gato não é seu” ou “Vai lá então, pega ele...”.
Ou vai dizer que não é assim?

3. Identidade regional
Ontem (10/08) o Rafael (Bicho du Lodo) e eu conversamos sobre identidade e diversidade cultural do Estado de Rondônia. Para quem não conhece RO vivemos em um estado que a cada cidade que você passa você percebe uma cultura totalmente diferente. Somos vários povos em um só, que, aliás, não se mistura basicamente, mas mantêm contato (pelo menos isso).

Então, Rafael disse não entender porque muitas pessoas daqui querem parecer tanto quanto às de fora, como se quisessem fugir da realidade regional. Bandas metidas a ingleses ou americanos, algo do tipo. Temos tantas referências, como danças do boi, cirandas, cultura cabocla, tradição gaúcha, etc. Mas essa carga cultural não está tão forte quanto poderia estar se tivéssemos um ensino histórico rondoniense decente. Me interessei (e sou apaixonado) pela história rondoniense apenas no colegial. Mas o processo histórico pelo qual passou Porto Velho é totalmente diferente do que o ocorrido em Vilhena. Isso não é desculpa, lógico, mas ajuda a ilustrar um pouco porque RO não é um estado tão consciente de si quanto é o Acre, por exemplo.

4. Chega de passar a mão na cabeça
Psicologia pura e aplicada, realmente como o Isaac escreveu. Se não forem apontados os erros, corrigirem falhas, pisar o pé na jaca estar consciente disso, seremos sempre reforçados a pensar que tudo está bom, bonito e perfeito. Quem não tiver gostando que saia e coisas do tipo.

Resumindo, deixem de passar a mão na cabeça para agradar, porque como foi debatido, só se tem a perder com isso, não se tem uma postura crítica de verdade. Ou seja, nada de mão na cabeça mais. E sem essa de querer passar a mão na bunda...

5. E o Casarão?
Bom, resenhar já não dá mais, seria algo requentado e nesse momento desnecessário. Estamos com algo muito mais interessante, que é pensar pro futuro, mesmo discordando do presente, o que é um ponto de partida quando se aproveita muito bem.

Queixas, sugestões, críticas e apontamentos?

Bandas – Gostei muito de Filomedusa, Tetris, Guardanapos (o vocal tem que aparecer mais), Bicho du Lodo. Matanza? Ecos eu não acompanhei direito. Sinceramente a única banda que ficou devendo foi a Miss Jane, os caras tocam muito, mas perderam uma boa oportunidade de mostrar SEU som. O Elton (Rádio ao Vivo) disse que criticaram, negativamente, as letras de sua banda. Quem pode com a geração Indie/MTV hoje em dia?

Estrutura e logística – A organização foi muito boa, mas se descuidou na questão do som, tanto no Big’s quanto no dia do Casarão.

No Big’s a Enmou estava na beira para tocar quando descobrimos que só tinha um amplificador para duas guitarras, misteriosamente o outro cubo sumiu e por forças ocultas do destino (de novo) voltou quando a gente tava para terminar. Evitaria muitos problemas negociar com quem faz a sonorização também trazer o som de palco, para evitar os possíveis problemas de correr na última hora atrás de cubo ou bateria. Lição aprendida aqui em Vilhena.

No Casarão, por serem dois palcos, a demora entre terminar uma banda e começar outra poderia ser remediada com uma equipe de palco, para agilizar. Assim quando uma banda terminasse a outra já arrastaria as pessoas e evitaria alguns poucos segundos (ou minutos) de “silêncio absoluto”.


Debates – Os debates se mostraram interessantes após o evento, onde pudemos ver na prática o que se debateu entre tão poucas pessoas que lá estavam e quem sequer sabia (ou sabe) o que está falando. Agradeço ao Eduardo Mesquita por ter dado o ponto inicial para que a cena rondoniense mude prá valer a partir de agora, assim como agradeço o Isaac Ronaltti por não deixar a bola cair em nenhum momento, dentro e fora dos debates, pra fazer valer as mudanças. Engraçado que se tratam de duas pessoas que não moram no estado (agora que o Isaac é acreano, hehe).

Acorda Rondônia!!!

Ratinho, nho, nho...

Friday, August 10, 2007


#26 - É FREUD OU É FRAUDE?
*Por: Isaac Ronaltti

Antes de ler este texto enviado por Isaac Ronaltti (Rádio Ao Vivo) respire fundo e faça um exame de consciência. Se críticas a você ou a amigos lhe incomodam, melhor parar por aqui, claro, isso se você for de Rondônia e tocar ou conhecer alguém que tenha banda por aqui. Se não for, pode ler a vontade. Abrindo a ferida para reparar os danos e fazer com que a cicatrização seja completa e mais eficiente possível.
Preparado?

"Resolvi, por malícia ou estupidez, colocar a intitulada 'Cena Rock de Rondônia' no divã. E nessa minha aventura pseudo-psicológica – afinal não sou psicólogo - tentar entender um pouco do 'Ide, do Ego e do Super-Ego' deste corpo estranho em formação – o Rock rondoniense. Procurei, em diversos campos do conhecimento, desde a ciência ocidental até a sabedoria do velho oriente, fórmulas e técnicas variadas para compreender um pouco do que está se formando em Porto Velho.

A princípio, possuímos uma boa quantidade de bandas. Embora, isto não signifique que, contamos com um grande excedente de qualidade reunido na região. Possuímos uma diversidade incrível de produção – considero esta, uma de nossas maiores qualidades – que deve ser protegida de modismos, ou de qualquer forma de padronização – me refiro a atual tendência de querer padronizar as bandas em um 'enlatado Indie'.

Parece que pouco a pouco estamos conseguindo desenvolver uma expressão de musicalidade regional, sem ser piegas, sem ser sectário, haja visto que, somos herdeiros de um caldeirão de culturas, que a história teve o cuidado de misturar, ou seja, somos uma mistura de índios, nordestinos, caribenhos, quilombolas, sulistas: uma notável síntese que vai desde as populações autóctones da região até os imigrantes dos diversos ciclos econômicos vivenciados por esta terra.

Chegamos a um ponto interessante: durante muito tempo, consumimos os despojos e as 'modinhas' dos grandes centros, e é natural que isso ainda aconteça, várias bandas são formadas inspiradas pelos conflitos repetidos e bobos da Malhação, ou mesmo pelo Programa do Faustão, ou ainda, tem gente que monta banda para um dia ter a oportunidade de estar próxima a uma das diversas gostosas do Programa do Gugu, exemplos que nos dão boas razões para vomitar aquela macarronada tradicional de todo domingo. Estenão é o nosso caso, graças a Deus, Thor, Buda, Odin, ou qualquer bêbado de Rondônia que montou uma banda para falar algo, principalmente, porque este último percebeu que tinha o que falar. Dessa necessidade de falar, sublimamos a fase dos covers, passamos, mesmo que timidamente, a usar nossas guitarras, baixos, baterias e gargantas para falar de nossas angustias, anseios e sentimentos.

Passamos a expressar nossa per-versão, passamos a per-verter – passamos a verter em persona, verter em personalidade o nosso som. Primeira fase vencida – a barreira do cover -, percebemos, hoje, que o público solicita as músicas das bandas locais – o que já significa um grande avanço.

Entramos em uma nova fase, e nela, está a crítica ao que produzimos: sendo muito mais que um crivo, na verdade um elemento primordial. Elemento este, que colabora forjando e consolidando a qualidade musical que, queremos, e devemos primar.

A fase da crítica, se subdivide em outras duas subfases: a primeira subfase é a crítica que classificarei como 'crítica do elemento externo' – basicamente se processa quando um elemento não pertencente ao nosso gueto, nicho, elabora visões e juízo de valor sobre o que produzimos. A segunda subfase é a 'crítica do elemento interno' – para não correr o risco de ser alvo de piadinhas homossexuais, até porque que não temos nada contra quem é, chamaremos de auto-crítica.

Visivelmente, ainda estamos na primeira subfase da crítica, e infelizmente, não conseguimos superá-la, tendo em vista que, ainda não aprendemos a lidar com a crítica, com quem critica. Acostumamos com as críticas passionais e corporativas dos amiguinhos do colégio, ou das menininhas da rua de casa – que diz que o cara é lindo, maravilhoso, mas que nunca analisou as músicas da tua banda de verdade. Acostumamos com falsos, torpes e famigerados elogios. Elogios que nos fizeram acreditar que alguns de nossos despreparos, fossem qualidades excêntricas presentes nos mais famosos rockstar’s.

A alguns dias atrás, ocorreu em Porto Velho, a Festa do Casarão. Durante a semana processou-se uma série de palestras e debates a respeito da cena rock local, contando com a presença de colunistas e críticos, entre eles: Eduardo Mesquita – conhecido pela alcunha de Inimigo do Rei (Revista Dynamite), Tiago (Revista Outra Coisa), e Ynaiã ( Espaço Cubo). O fato é que, passada a semana de debates e festas, ao decorrer dos dias as resenhas do evento foram surgindo: e estas, aparentemente, acabaram por ferir o ego e o brio de alguns membros de bandas locais; e acreditem, até de alguns fãs destas 'grandes bandas'. Não estou tentando depreciar as bandas locais, pois nelas estão muitos dos meus amigos, e até porque, se o fizesse, começaria pela banda que sou integrante.

Meu objetivo, tão somente é, dar uma 'porretada' nos filhinhos mimados que se acostumaram com a mamãe dizendo que o filhinho é bonitinho, e que tudo que faz é genial. Precisamos ir além.

O que importa se o cara “babou o ovo” do Presidente da Fundação de Cultura das Cucuias? Algum interesse ele tinha. Isso é problema restrito dele. O que cada banda, participante do evento, deveria atentar, gira em torno de aproveitar o olhar do outro, o olhar da pessoa de fora, atentar e fagocitar as linhas resenhadas a respeito de sua banda, e assim, tentar desenvolver um processo de autocrítica sobre o que a banda está produzindo. Ou então, façam o contrário, vão se queixar com a mamãe, ela vai dar colinho, vai te acalentar, vai suprimir os defeitos da tua banda, vai fingir que tudo é genial, logo, não se tem mais o que melhorar. Precisamos sim, de críticas e autocríticas. Entenda-se que, não estou defendendo ninguém; também não estou legitimando que pessoas de fora venham até nossa terra e apenas falem mal.

Digo, apenas, que devemos desenvolver maturidade para analisar as críticas que fazem de nosso trabalho. Devemos também, promover um processo de crítica coerente do que é produzido nos estados vizinhos, para que não caíamos no parvo proselitismo de dizer, por exemplo, que tudo que vem do Acre é bom, é genial, é original, ou que qualquer banda que seja bem criticada pela Dynamite, pelo Circuito Fora do Eixo, pela Rolling Stones, enfim, por qualquer meio que tenha um certo “know-how”, seja uma banda realmente boa. Tudo que precisamos é usar a palavra dos outros a nosso favor. Isso também faz parte do processo de produção.

Confesso, que fiquei até feliz, em ver pessoas que não são ligadas as bandas defendendo-as nos sites onde as mesmas foram resenhadas. Bem que estas pessoas poderiam abdicar a proteção da telinha do computador e começar a participar de debates, assim “cara à cara”, colaborariam bem mais. Quanto aos nossos debates, espero que, comecem a ter como respostas ações.

Pois, toda vez que nos reunimos, lembro do conto da Assembléia dos Ratos, que, reunidos, procuravam um meio de se proteger e se informar quanto o aproximar do gato; decidiram então pendurar um guizo no pescoço do gato. O problema é saber quem se habilitaria a colocar o guizo no pescoço do gato. Assim como os ratos, temos ótimos planos, precisamos apenas definir, com clareza, quem se habilita a executa-los.

Nosso movimentar é forte, assim como as águas do Rio Madeira, da cidade que é mãe dos Beiradeiros, do FanRock, das bandas de Heavy Metal de Porto Velho, das UnderRock’s, do Arena; forte como as águas de Ji-Paraná – as mesmas que levaram para si a vida do militante do Rock local: Maicon (Victor) , mesmo assim não acabando com as diversas pessoas que promovem a cena naquela localidade. Forte é o movimentar que transpassa o Estado de Rondônia até seus extremos, pois lá no extremo do Estado – Vilhena - temos o Nettu Regert batalhando pela cena. Sem falar nos muitos agentes que estão espalhados aí pelo Estado, que nem sequer os conheço.

Precisamos de críticas sim, não de comentários esdrúxulos e passionais, mas aí fica à critério de cada um saber o que se pode aproveitar. Precisamos nos autocriticar, aproveitando as referências das críticas externas. E para encerrar com uma piada maldosa... o que não podemos esperar é que venha alguém de fora e diga que todas as bandas são geniais, que todos nós somos bonitinhos, que nossos timbres vocais são impressionantes, que somos virtuosos, que nos vestimos bem; pois, das duas uma: ou realmente somos tudo isso, ou, ou algum de nós acabou de assumir a Presidência de alguma Fundação de Cultura ou Secretaria de Estado (risos) – aproveitando as polêmicas geradas devido aos elogios, um tanto quanto exagerados, de Eduardo Mesquita a Banda Filomedusa, que independente de, ter ou não, em sua composição o Presidente da Fundação de Cultura do Estado do Acre – Daniel Zen -, é realmente, muito boa.

Prefiro, educadamente, observar Daniel como baixista da banda, por sinal, ótimo baixista. Se não, podemos cometer o erro de achar que os elogios à banda, se devem, tão somente, devido ao cargo que se encontra Daniel Zen – o que seria uma tremenda injustiça".

Friday, August 03, 2007

#25 - “DOSSIÊ CASARÃO ANO VIII”01.

Debates - Parte I – 26 de julho

Debates, seminários, palestras sempre podem parecer cansativos, por isso tem gente que nem vai e acaba perdendo o que realmente vale a pena: troca de informações, tecnologias e o principal, contatos. O mundo deve realmente precisar de mais roqueiros doidões e “revoltados”, pois tem gente que se empenha muito para atingir este status.

O primeiro debate se tratava da cena rock de Rondônia e na mesa se encontravam Rafael Altomar (Beradeiros), Flávio Bruno (FanROck) e eu (Nettü Regert – Vilhena Rock), além da participação direta, e porque não dizer decisiva, de Isaac Ronaltti (da banda Rádio Ao Vivo). Quando se iniciou o debate ficou claro o principal problema do ROck (Rock de Rondônia): o preconceito. E não é o preconceito da sociedade para com os “roqueiros”, já velho e viciado, e sim o preconceito que os roqueiros têm entre si e com o setor público. Bandas que só aparecem em reuniões para tocar, Festivais organizados sempre com um plano B na manga – esqueci de citar que em Vilhena possuímos o plano F, de f***u – reuniões e seminários com a participação de poucas pessoas (porém qualidade em alta) e o tão mal visto dinheiro público. Mal visto em dois sentidos: ou porque nunca o vemos ou porque quando vem normalmente está carregado de segundas intenções “eleitoreiras”. A primeira mesa de debates ficou praticamente restrita às dificuldades que o rock rondoniense tem enfrentado normalmente, inclusive discussão de pessoas que pensam nos mesmos objetivos, mas adotam caminhos diferentes. Rafael falou sobre o Projeto Beradeiros e seus objetivos para 2007, mas contou das dificuldades de que é aglutinar bandas para participarem da organização e execução do festival. Quanto aos encaminhamentos foram elaboradas duas metas: a criação de um calendário estadual de eventos e também estimular a criação de centros de comunicação nas cidades rondonienses que possuam um movimento rock minimamente organizado.

O segundo debate contou na mesa com a participação Daniel Zen (Filomedusa e Secretário de Cultura do Acre), Diego “Moita” Vedder (MR. Jungle/RR) e Vinicius Lemos (FanROck e organizador do Festival Casarão), e o objetivo era debater sobre a cena musical do Norte. O “Moita”, figuraça que já consta como lenda no rock de Rondônia, falou sobre o impulso que a cena rock de Roraima vem tomando após contatos com outras cenas do Norte, em particular com a de Rondônia durante o Festival Beradeiros do ano passado. Com poucos recursos eles criaram um festival Roraima Rock, com apoio logístico do SESC, que contou inclusive com uma participação internacional. Os resultados segundo ele foram positivos, inclusive houve a gravação de uma coletânea do festival, e para o próximo os objetivos serão mais ousados, como fortalecer o vínculo com cenas de outros estados. Já Vinicius Lemos contou de como se deu a evolução do Festival Casarão em todos esses anos, ressaltando que neste ano mesmo conseguindo a aprovação da Lei Rouanet os empresários locais não se sensibilizaram, inviabilizando boa parte das intenções iniciais do festival. Vinicius também é partidário da idéia de que se deve fomentar primeiro festas menores e mais constantes para aí sim se pensar em festivais, que exigem mais custos e tempo de planejamento. Daniel Zen, se me permitem o trocadilho, bem zen (tá, tentei ser engraçado), falou sobre as conquistas do Acre com o poder público no setor cultural e sobre iniciativas como o Varadouro e o Catraia Records, das quais participa. Ah, mesmo no Acre existem divergências, como a cena punk e metal que não se entendem com a proposta do Varadouro. Zen também salientou a importância da organização do movimento rock comparando com a importância de que associações de bairros e grupos folclóricos conseguem ter ao se organizar de forma a cobrarem politicamente por resultados que melhorem a situação de cada agremiação. Ficou a pergunta no ar: Por que roqueiros, ditos mais “conscientes”, não conseguem se organizar de forma eficiente?

É o que falta na cena rock de Rondônia, organização de forma coesa e adulta, e que supere todas essas barreiras de preconceitos e baixa estima (ou ego megalomaníaco) que tanto atrasam a cena local.

Wednesday, July 25, 2007



#24 - Intercâmbio Rock (Jipa - por Raphael Amorim), mais uma missão diplomática e eternas promessas de melhora...

INTERCAMBIO ROCK - 21/07 - Ji-Paraná/RO*
*Por Raphael Amorim

"Muito prazer, meu nome é Raphael Amorim, sou o idealizador e organizador do intercâmbio, então nada mais justo do que eu mesmo ser o seu maior crítico.

Bem a idéia do evento e não ser exclusivo de luar algum e sim uma idéia nômade, onde cada banda que participe do evento se comprometa a realizar, como puder, o mesmo evento em sua cidade, fazendo assim com que todas a bandas toquem e tenham a chance de retribuir a hospitalidade e assim ser convidada a tocar e outras cidades.

Nesse último sábado (21 de julho de 2007) aconteceu no Ruby Point, próximo a ULBRA, sua primeira edição, que contou com bandas de Porto Velho e bandas de Jipa, o evento não foi de grande proporções e nem teve intenção de encher o local e sim atrair quem realmente participa da cena e tem real interesse no seu crescimento, e aconteceu.

As bandas de Porto Velho (muito obrigado pela presença de vocês) foram de uma camaradagem gigantesca, fizemos o possível para sermos hospitaleiros, mas as correrias e os contra-tempos não deixaram.

As apresentações começaram com a banda INSANES, que havia se retirado do evento por causa do seu vocalista que havia recentemente retirado os pinos da perna e sentia muita dor, porém a sua força de vontade e invejável, e eles decidiram tocar e mandaram muito bem;

Em seguida entrou a banda de Porto Velho A FÁBRICA, que surpreendeu o público com seu som alternativo e fez na minha opinião a melhor apresentação da noite, foi também a quem mais vendeu o seu Single 'HEY HEY'.

Na seqüência se apresentou a banda NEOFYTOS fazendo literalmente a apresentação mais sanguinária da noite, pois o seu guitarrista Roni conseguiu o feito de acertar a si mesmo com a sua guitarra e abrir o supercílio, e presenteou a galera a com cena mais nirvana da noite atirando sua guitarra no chão, ouviu-se apenas o baque seco da madera se rachando . . . ( 'quis' cara doido ).

Em seguida entrou a SEDNA de Pvh fazendo os presentes pularem bastante ( alguns até demais . . . ) infelizmente a apresentação foi interrompida por um lance bem chato, mas na sequencia entrou a banda RECATO também de PVH com seu rock melancólico pra acalmar os nervos da galera, dando um pouco de leveza e beleza pra noite, eles também venderam seu CD no evento ( muito bom por sinal, sou fã, não comprei por que gastei todo o meu vale na correria do evento ).

A noite foi fechada pela banda DI MARCO de Jipa sobre a qual sou suspeito em falar, mas foi muito boa a apresentação acho que o estado de nervos nos fez tocar com mais vontade, a banda fez uma jam com Marcos da Fabrica. O evento foi muito bom para estreitar relações entre o rock de JIPA e de PVH, dando o oportunidade para várias bandas ouvirem umas as outras conhecendo assim um pouco do leque de bandas de cada região.

Agora fica a idéia no ar, esperar pelos próximos intercambios".


***

"Diplomacia"

Daqui a pouco estarei embarcando para mais uma "missão diplomática" representando a cena rock vilhenense, quiçá do interior. Seria realmente importante a presença de mais agentes do interior do estado, que em questão de iniciativa não fica muito atrás da capital Porto Velho.

Participarei da mesa que debaterá sobre o Rock de Rondônia (ou ROck) com a presença de produtores, jornalistas e autoridades do setor cultural em Porto Velho. Estou confiante no fruto desse debate. Já é hora do rock de nosso Estado ocupar um lugar merecido dentro da cadeia produtiva do Fora do Eixo, temos as pessoas, as iniciativas estão brotando (algumas já amadurecendo), o que nos falta é o ponto de partida...

***

E PROMETO (de novo?) voltando de PVH o blog vai andar com mais gás e constância (...)

Friday, July 20, 2007

#23 - Casarão ANO VIII

Saiu o cronograma de trabalhos de debates e seminário que acontecerão em paralelo ao evento CASARÃO ANO VIII.

Para não somente ser um evento de música e sim de conscientização através da música também, virão debatedores de 8 estados, fora os debatedores da Capital e também, um convidado do interior do Estado.

O intuito é sempre discutir música, discutir a cena do Estado, a situação do Norte e também a atuação da imprensa na cena musical. Esse é um diferencial do Evento Casarão, ao se preocupar também com os debates.

Inovando desde o ano passado, quando iniciou o primeiro ano do Seminário, agora amplia os debates para dois dias, com um espaço amplo, com o apoio da FIMCA - Faculdades Integradas Aparicio Carvalho, que será sede dos debates e da FUNDAÇÃO IARIPUNA, que participará e dará o aval ao Seminário.

Para encerrar todos o ciclo de debates, interessante é contar a história do Casarão e da região onde é feita a festa por um entendido no assunto, e este será um historiador a ser escolhido ainda. No final, encerra-se com a discussão sobre politica publica.

Cronograma CASARÃO ANO VIII Seminário de Rock, Cultura e História de Rondônia.

Dia 26 de julho - Tarde
Local: FIMCA - Faculdades Integradas Aparício Carvalho
ENTRADA FRANCA

14:00 - Abertura dos Trabalhos
- Autoridades (Prefeito, Julio Yriarte, Daniel Zen (Presidente da Fundação de Cultura do Estado do Acre))

15:00 – Debate sobre a cena musical Rondoniense
- Rafael Altomar (Beradeiros)
- Flávio Bruno (FanROck)
- Nettu Regert (Vilhena)
- Janor Ferreira (SucodinoiS)

16:00 – Debate sobre a cena musical do Norte
- Daniel Zen (Catraia Records - AC)
- Paulo Lins (Tum Tum Music – AM)
- Wander Longhi (Esboço de Nada – RR)
- Vinicius Lemos (FanROck – RO)

Dia 27 de julho – Tarde

14:00 – Debate sobre Imprensa e a cena musical
- Tiago (Revista Outra Coisa – RJ)
- Leandro Carbonato (Trama Virtual – SP)
- Eduardo Mesquita (Dynamite – SP/GO)

17:00 – Palestra sobre a História do Casarão
- Nome a ser definido

17:30 – Debate sobre Política Publica e o Rock
- Yanã Bhertoldo (Espaço Cubo – MT)

Encerramento dos Trabalhos

APOIO:

FUNDAÇÃO IARIPUNA.
PREFEITURA DE PORTO VELHO


*****

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS

Casarão Ano VIII.
Dia 26 a 29 de julho.


Dia 26 de julho
Bigs Whiskeria
01:00 Claudia’S Parachute (MT)
00:00 Ultimato (RO)
23:00 Filomedusa (AC)
22:00 Bicho du Lodo (RO)
Ingressos
15,00 inteira
7,50 meia

Dia 27 de julho
CASARÃO ANO VIII
02:10 Matanza (RJ)
01:35 Sedna (RO)
00:55 Ecos Falsos (SP)
00:20 Recato (RO)
23:45 Esboço de Nada (RR)
23:10 Rádio Ao Vivo (RO)
22:35 Tetris (AM)
22:00 A Fábrica (RO)
Ingressos
35,00 antecipados
OPEN BAR até as 6:00 da manhã
Cerveja – Refri – Água – Hi-fi – Vinho – Cuba – Martini - Gustapira

+ Tenda ECO VIBE
Programação de Djs a ser confirmada.

+ Praça de Alimentação + Feira de Cd’s das bandas.

Dia 29 de julho - Ressaca do Casarão
Bigs Whiskeria
23:00 Banda Surpresa
22:00 SucodinoiS (RO)
21:00 Guardanapos (AM)
20:00 Miss Jane (RO)
19:00 Enmou (Vilhena – RO)
18:00 Ferrovia (RO)
Ingressos
15,00 inteira
7,50 meia

Promoção
Comprando até o dia 20 de julho, todos os dias por R$ 40,00.

REALIZAÇÃO = ECO VIBE & FANROCK

Fonte: Organização do Evento

Saturday, July 07, 2007

# 22 - Vilhena Fuck Fashion Tour Parte I

Diário de bordo da “tour” em parcelas da banda que toco, Enmou, para voltar a me animar e postar muitas notícias durante as férias...

Campeonato de Skate de Rolim de Moura – 30 de junho

A cena não foi uma das melhores. Não o campeonato, que tava f*, mas o som que colocaram a disposição das bandas tava fodido (se fosse f* seria bom). Méritos a galera da Scrooff que fez milagre com o que estava à nossa disposição, literalmente. Infelizmente metade das bandas escaladas para tocar no dia do evento não puderam comparecer (Merda Seca, Rádio Ao Vivo e Innocence), por motivos diversos.

Por fim no meio da correria outra banda, a própria Scrooff, se envolveu num incidente, no mínimo lamentável, que pode por fim à banda. Ruim para o Estado, que pode perder sua principal banda de hardcore melódico (de verdade). Brigas internas geraram algo que quase se tornou uma batalha campal fútil, já que pessoas que não tinham nada haver partiram para tumultuar ainda mais uma briga sem razão, desnecessária.

Sobrou para a banda Mecânicos, de Cacoal/RO, abrir o evento ainda com ajustes a fazer, o que prejudicou um pouco o início de sua apresentação. Mas conforme as músicas foram se desenrolando e a voz e a guitarra ficaram mais definidos deu para perceber que a banda era promissora como eu esperava. Verdadeiro som de oficina, pois o nome e o local de ensaio sugerem isso, com máquinas ajeitadas e prontas para fazer barulho, e do bom. Parabéns aos caras.

Depois sobe a Enmou (Vilhena/RO) e seu “maravilhoso” repertório relâmpago (19 musicas, 34 minutos), entre piadas e agradecimentos, como sempre. Muita poeira no ar e um surpreendente pedido de “mais um, mais um”... Rolim de Moura é nossa segunda casa, hehe.

Ainda teve tempo para a subida no palco da banda CPF Zero Zero, também de Cacoal, que promete voltar em breve com a formação clássica. Após duas músicas eles agradeceram e quando o Renan, guitarrista passou por mim e disse: “Como é que vocês conseguiram tocar? Não se ouve nada lá de cima! Vocês são peritos!”. Veio justamente uma resposta em mente: “Já tive piores, bem piores...”, resumido num categórico “É”...

Duas palavras não saíram da minha cabeça no resto daquela noite: “Hard Core”.

Pior foi voltar numa Kombi com 6 skatistas, a banda, nossa assessora jurídica e o motorista. Rock and Roll tem dessas coisas. I like it. Os skatistas se comportaram na volta, talvez pela palavra de ordem dentro da kombosa na volta: “quem cantar rap primeiro vaza”. Nada contra rap, mas sim contra skatistas desafinados.

Tuesday, June 19, 2007


#21 - Vai em Paz Maycon Victor

Maycon Victor não era apenas um agitador cultural. Era um guerreiro que sabia escolher as armas para lutar em favor de um setor tão pouco lembrado pela população e tratado de forma secundária e clientelista por políticos ignorantes, que cultivam, a seu favor e contra a democracia, a idéia que povo sem educação é melhor para ser manipulado.

Justamente Maycon Victor tinha uma visão consciente do que era brigar em prol da cultura. Tinha uma visão política e sempre bem objetivo em suas colocações debatia sobre a cena cultural rondoniense como um todo, partindo do ponto de que sua cidade também necessita de criar pontos de comunicação e colaboração e via que a melhor via era o intercâmbio, portanto, as outras cidades de Rondônia teriam que se atentar a isso. Exemplo de que a cultura jovem de Rondônia pulsa com consciência crítica, política (não confunda com politicagem) e honesta.

Maycon era acadêmico de Jornalismo da ULBRA de Ji-Paraná, cursava o último período, e atualmente trabalhava no jornal Folha de Rondônia, nas páginas policiais.

Além de tudo isso Maycon Victor era o vocalista da banda Calibre a Gosto, uma das mais políticas e complexas bandas de Rondônia, daquelas que não se rotula, difícil de assimilar no início, estava além do senso comum que se vê por aí, como poucas bandas o fazem.

Infelizmente neste último domingo um rio marcou a fatalidade com este jovem, o que não só comoveu a comunidade de Ji-Paraná, mas sim todos que o conheceram nos rocks da vida, suas idéias e convicções:

- Elton Costa, banda Rádio Ao Vivo, Porto Velho:
"Uma pessoa que lutava por uma união de cenário cultural, sem exclusões e alguém que lutava ou era um grande incetivador cultural"

O que fica são as lembranças e a estima e o respeito por quem tanto incentivou a cultura em nosso estado tão necessitado. Valeu Maycon...

Friday, June 08, 2007








#20 - Especial FanROck - Sábado 09/06 - na Bigs

O site FanROck faz nesse sábado, o Especial FanROck !!

Local: Big's Whiskeria
Dia 09 de junho de 2007
Sábado
22 horas

Bandas
Recato
Sedna & Ilsom (Zefirina Bomba)


Ingressos a venda no local:
R$ 10,00 inteira
R$ 5,00 meia

Participe da "LISTA AMIGA" para pagar R$ 5,00 também, mandando seu nome completo por email no CONTATO@FANROCK.COM.BR

Monday, May 28, 2007






#19 – Compacto.REC

Imagine o trabalho de sua banda sendo lançado por mais de 30 sites interligados, a maior rede de comunicação sobre rock e cultura independente do país. Imagine também que o material da sua banda passará pelo julgamento de alguns dos maiores responsáveis pela revitalização do rock nacional, através de Festivais como Calango, DoSol, Demo_Sul, entre outros. Imagine tudo isso por um preço simbólico, ou melhor, de graça mesmo.
Já imaginou?
Perdeu tempo então rapaz (ou moça), porque você poderia já ter inscrito sua banda. Tá vacilando?
Acesse : http://www.compactorec.blogspot.com

O Compacto.REC é mais uma realização do Circuito Fora do Eixo, promovido pelos setores de Comunicação e Distribuição do mesmo, em uma ação em bloco. O C.REC é uma oportunidade única para bandas e artistas do Circuito, pois a comunicação e distribuição se dão em massa, ao mesmo tempo em todos os veículos interligados. Ou seja, o compacto da banda escolhida será lançado ao mesmo tempo no Acre, no Paraná, em São Paulo e até em Rondônia (me permitam brincar um pouco)!!!

O lançamento do projeto se deu no dia 22 de maio e a cada quinze dias será divulgado um projeto aprovado e o mesmo será devidamente lançado em rede.

Para participar a banda tem que ter pelo menos 3 faixas gravadas e ser necessariamente associada a um selo independente. Juntamente com as músicas a banda deve enviar o encarte do encarte (oportunidade de também ajudar a divulgação de um artista local), releases da banda - histórico, projetos em quais já participaram - , duas fotos e as letras das músicas enviadas.

O material será avaliado pela curadoria do projeto formada por Anderson Foca (Dosol Produções - RN), Max Heitmann Arraes (Catraia Records - AC), Marcelo Domingues (Braço Direito Produções - PR), Pablo Capilé (Espaço Cubo - MT) e Pablo Kossa (Fósforo Records - GO), entre outros. Está aberta a oportunidade de se fazer conhecido por pessoas que organizam vários eventos de rock independente pelo país todo.

Inscrições a partir do dia 22 de maio pelo e-mail compactorec@gmail.com . Mas não esqueça de visitar o www.compactorec.blogspot.com ou vá direto na página do edital, http://www.compactorec.blogger.com.br/edital.htm , para obter mais informações e sanar suas dúvidas particulares. O caminho está aberto, convidamos a você caminhar conosco.


Veja só quem são os realizadores deste projeto (até agora, pois a rede está aumentado), mas não perca a conta:

01. A Obra (BH)
02. Acesse Piauí (PI)
03. Bel Rock (PA)
04. Casa do Demo (GO)
05. Cidadão do Mundo (São Caetano-SP)
06. Cinnamon (RJ)
07. Coletivo Palafita (AP)
08. CUFA MT (MT)
09. CUFA Sinop (MT)
10. Dosol (RN)
11. Dynamite (SP)
12. Engenho Musical (Jaú-SP)
13. Escárnio e Osso (SP)
14. Espaço Cubo (MT)
15. Fan Rock (RO)
16. Fósforo Records (GO)
17. Goiânia Rock News (GO)
18. Grito Acreano (AC)
19. Hell City (MT)
20. Loaded-Ezine (SP)
21. Na Figueiredo (PA)
22. O Grito do Inimigo (GO)
23. O Portenho (MS)
24. Portal Cultura (PA)
25. Programa Garagem (PR)
26. Reator Rádio Mídia (GO)
27. Rock Feminino (Rio Claro-SP)
28. Rock Potiguar (RN)
29. Rockspot (São Carlos/ Araraquara/Ibitinga-SP)
30. Roquenrol Beibe (PA)
31. Roraima Rock (RR)
32. Under Floripa (SC)
33. Urbanaque (SP)
34. Vilhena Rock Zine (RO)
35. To Puto (SC)
36. Tum Tum Produção (AM)

Thursday, May 24, 2007


#18 - Maioridade postal =]

Após uma merecida temporada de "férias" com a família e a tempestade de provas e trabalhos na universidade volto por aqui com uma pequena mostra do que vem por aí. Bem leve e com bom humor (afinal o Timão tem jogado muito), repasso a vocês informações breves que serão abordados com mais objetividade em breve. Vamos aos fatos:

a) O Festival ROCK IN RUA, realizado em Vilhena, está em fase final de escolha das bandas. Serão oito, sendo que seis locais e duas de fora. A lista será divulgada no dia 31 de maio. Para quem ainda não conhece o RiR é um dos festivais mais tradicionais de Rondônia, começou em 1988, no circuito rock. Sempre realizado em espaço aberto é um dos pontos do calendário cultural do município.

b) Vem aí também o DIA DO DESAFIO, onde cidades de vários países se confrontam para saber quem põe mais gente para suar. E Vilhena tem como adversário uma cidade uruguaia com nome de time paraense. Dia 30 de maio, marquem em suas agendas. No meu caso o desafio será de me esconder, até porque odeio ginástica (meu físico de maratonista queniano sintetiza isso). Aí você se pergunta: e daí?
Em algumas cidades atividades culturais serão inseridas, dentre elas Ji-Paraná, que contará com a apresentação de bandas de rock, como a Calibre a Gosto. Em breve mais informações.

c) Também vem aí a segunda edição do UNIR Pró Rock, evento realizado pelos acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia, campus de Vilhena, que também fazem parte do grupo Vilhena Rock. Serão quatro bandas e uma palestra (O jovem no mercado de trabalho). Nos próximos posts vocês terão informações completas.

d) Por fim, no próximo post (eita preguiça): Compacto.REC . Sua banda pode lançar um compacto virtual com toda a estrutura da comunicação e distribuição do Circuito Fora do Eixo. Já, já...

Então, se você se perguntar: "Pow, tudo pela metade?".
São exatamente 01:13 da matina, então relaxa. Daqui pra frente o trem vai ser mais sério. Ou não.

Sou um repórter inexperiente e um pai coruja, a distância e ainda sim coruja, me dêem esse crédito.

Abraço, fui...

dormir

Tuesday, May 15, 2007

#17- ROCK AJUDA*

O Rock Ajuda foi um evento beneficente promovido por bandas de Ji-Paraná para ajudar a custear o tratamento de um colega, Heitor da banda Insanes, mais uma vez provando que ajudar através do rock dá um gás na cena, pois mostra que onde há união há festa de verdade. Com vocês o relato de Raphael, frontman da banda Di Marco.

*Por Raphael Amorim

"A real intenção desse evento além matar a seca que todos estavamos de tocar (ufa!), era ajudar a arrecadar o quanto fosse possível para ajudar nas despesas do nosso amigo Heitor, o que foi feito, tudo bem que não arrecadamos uma quantia significativa em comparação ao que já foi gasto no seu tratamento, mas em outros aspectos esse evento teve um lucro maior.

A noite começou com a banda DI MARCO (http://www.dimarco.palcomp3.com.br) mandando um som mais leve e alternativo, sobre a apresentação sou suspeito pra falar (hauauahuaa), logo em seguida teve NEÓFYTOS (www.neofytos.rg.com.br), na minha opinião é a banda mais empolgante da cidade, mandou seu metal raivoso, na sequência teve algo inesperado, nosso camarada Heitor não resistiu ao ver a sonzeira comendo e mesmo ainda debilitado devido aos os pinos na perna, foi carregado pelo seu irmão Marlon (Parabéns cara!) até o centro do palco onde junto com sua banda INSANES mandaram uma sonzeira que deixou todos os presentes emocionados, muleque doido, em seguida teve o hardrock da ESTRICNINA, Cidão e sua trupe fortes no rock and roll, seguidos pelo punk despojado do THE CACHORRO KENT quebrando ao som de Barbie Girl ( hahahahaha ),por fim a banda SPITFIRE encerrou a noite, surpresa pelo vocal Pablo muito bom, desapontamento pelas banda CALIBRE A GOSTO e TATUDIKIXUTI que não puderam tocar devido a alguns componentes das respectivas banda não estarem na cidade.

Por fim foi uma noite de AMIGOS e ROCK, agradecimentos a quem marcou presençatanto ralando como prestigiando, forte abraço, esperamos mais rock em breve, OK !!"


Visitem o blog do Raphael:
www.interioralternativo.blogspot.com

Monday, May 14, 2007


#16 - Festival Beradeiros

A organização do Festival Beradeiros divulgou hoje as bandas rondonienses selecionadas para o evento que tem data prevista para 07 e 08 de setembro, em Porto Velho.
Segue a lista:

As 14 bandas selecionadas para Porto Velho pelo material enviado:
A Fabrica
Bicho du Lodo
Célula'tiva
Coveiros
FerroViaRock
Leão do Norte
Made in Marte
Odisséia
One Weak
Radio ao Vivo
Recato
Scrooff
Suco di Nois
Ultimato

As 2 bandas selecionadas pelo Mini-Festival:

Hell Fire Club
Miss Jane

As 2 bandas do Interior do estado:
Di Marco (Ji-Paraná)
Enmou (Vilhena)

Monday, May 07, 2007

#15 - E você sabe o que tem na sua vizinhança?

O grande mal do habitante de Vilhena é não saber valorizar os valores da própria cidade. Existe uma resistência muito grande em acompanhar ao crescente movimento cultural que está econtecendo em nosso município. Mas, por quê?
Acredito que isso acontece por causa da falta de interesse e o mal costume de achar que o que é daqui é mal feito. Engano total. Mas também não se pode negar, os eventos não são aquela maravilha, mas acontecem. Apesar da falta de patrocínios e incentivos que muitos sofrem, todos continuam, na esperança de ver o seu trabalho reconhecido. Muitos grupos nascem e acabam sem serem sequer reconhecidos por uma sociedade que dá mais valor a um artista mediano que vem de fora a entender os propósitos de um artista local, que muitas vezes vem com algo inédito e que para se sentir valorizado tem que sair de nossa cidade. Até quando vai acontecer isso?
Com o rock daqui, tema principal de minha coluna, a falta de reconhecimento é absurda e o preconceito enorme. É só falar de rock que muita gente fecha a cara e também as portas, afinal muitos pensam que rock é música para "revoltados, drogados, malucos e só" como já ouvi uma vez e por isso não querem se associar a tais grupos. Uma novidade: mais de 90% dos integrantes de bandas da cidade estudam e trabalham, tendo como rock sua principal forma de expressão. Com certeza todos eles procuram demonstrar seus valores para a nossa cidade e sabem que artistas tem que ralar muito para conquistar seu espaço e mantê-lo é mais difícil ainda, então antes de criticar e culpar os roqueiros pelas confusões por que você e os habitantes da cidade não param e tentam ver o que está sendo feito com tanto suor e dedicação, muitas vezes com dinheiro do próprio bolso e que quando existem brigas é muito difícil ver algum integrante de banda envolvido. Fácil constatar, porém difícil reconhecer, afinal criticar é muito mais fácil do que ajudar não é?

Entendo, mas não concordo. Para finalizar só uma pergunta, quantos grupos de rock você conhece na cidade?

Dúvidas, sugestões, críticas: jc_ramone@hotmail.com

Nettü Regert

Friday, May 04, 2007

#14 - Fale agora ou cale-se para sempre...

Ontem uma reunião entre vereadores e agentes culturais do município de Vilhena teve como foco principal o atual contexto cultural local e que medidas seriam necessárias para reativar o setor que já foi um dos nossos maiores exponenciais.
A idéia de um Fórum de Cultura no município sempre foi algo interessante, mas nunca foi colocada em prática. Mas agora, com a interferência dos artistas "marginais" (leia-se 'roqueiros' e 'rappers'), essa medida certamente sairá do papel. Agentes da ASPROROCK, além de mim (que também estava representando a Secretaria de Esportes e Cultura) quem estava presente na reunião era Keith (atual tesoureiro da Associação e vocalista da banda Enmou), foram cruciais para essa injeção de ânimo. Quem diria, rock impulsionando a cultura em Vilhena.
Mais informações nos próximos capítulos...

Então marquem em suas agendas:

FÓRUM INFORMAL DE CULTURA
DATA: 10 DE MAIO
HORAS: as 19:30
LOCAL: Câmara de Vereadores.

Sua Presença é importante para a cultura local.